Virtual Enemy - Ato II
21 Queimando Dinheiro Parte 1
Notas iniciais
Ramona– Eu ainda não acredito que você largou da April... Por minha causa.
Simon – Foi o meu coração quem mandou. Foi algo muito forte.
Ramona– Sim, eu... Também sinto isso. Seremos muito felizes juntos, né?
Simon– Com toda a certeza!
O pedido de namoro que Simon havia feito para a garota no parque, com a ajuda de Ralph e certo auxílio de Brad, foi um sucesso. Ela aceitou logo de cara e os dois estavam bem felizes. Ralph andava meio triste, desde receber a notícia da morte da mãe. Apesar do vínculo, porém, John não se sentia tão amargurado por isso.
John – Eu me sinto até meio cruel por não me sentir mal pela morte dela... Será que é por que sou um psicopata que não se importa com os sentimentos de ninguém?
Melissa – Não fale assim! Você se arrependeu de tudo que fez, claro que você tem sentimentos e também se importa com os outros.
John– Eu sempre tirei vantagem de alguém para ter o que eu queria... Tomara que, assim que o John morra e eu volte a ter minha vida normal de volta, eu possa parar de ser assim.
Melissa– E... Quem irá te ajudar com esse plano maluco?
John– Vou conversar com a Samus. Ela ainda deve ter muitos contatos. Tanto dos bombeiros quanto do FBI. Eu vou incendiar a mansão e forjar a minha morte... Sem contar que eu vou fazer um refém que realmente se queimará por lá...
Melissa – Isso é necessário?
John– Sim, sim... Mas tenho que ser discreto e silenciar o refém antes que seja tarde demais!
Melissa– Não existe outro meio, né?
John– Não... Temos que viver em paz! Nada de FBI na nossa cola por anos...
Melissa – E... Quando vocês vão na mansão? Lembre-se que só temos uma semana antes da viagem.
John – Não se preocupe e, caso não dê tempo, nós podemos adiar nossa viagem... Essa primeira ida será apenas para conhecer melhor o local, nem iremos nos mudar em definitivo.
Melissa– Só compraremos a casa, mas... Tanto faz. Você irá com quem até lá?
John– Tenho que perguntar para a April, acho que ela já está em casa, no momento... Vou ali e já volto. Te amo!
E, então, é isso que ele faz: Ao bater porta e ser recebido por Brad, ele pergunta pela bruxinha. O casal, que estava no sofá, praticamente nem percebe o que estava acontecendo e quem estava ali. Ou fingiam não saber. Eles se amavam, mas é óbvio que eles ouviam os nomes Edward (John, no caso, mas, ali naquela casa, aquele nome já era sinônimo do original) e April não pensando nos momentos bons que passaram. Mas é evidente que Simon é menos apegado do que a sua namorada nova acabou sendo, em certa época. Mas ela sofreu bastante, principalmente quando foi forçada a namorar Dustin por longos cinco anos... E, assim que Ed ressurgiu, o amor dela renasceu das cinzas, como uma fênix.
April– Queria falar comigo, Edward?
John– Nós vamos ver a Samus hoje, né?
April– Sim, sim... Daqui a pouquinho, eu marquei com ela já. Tudo certinho.
John– Iremos somente eu e você...
April– Na verdade, antes tenho que levar o Brad até a casa do Dustin pois ele precisa conversar sério com ele.
John – Brad e o psicótico surtado? Certeza?
April– É importante para ele. Ele desabafou comigo e... É, tipo, muito importante.
John– Ok, então... Acho que podemos fazer isso agora, né? Enquanto a hora dos nossos negócios não chegam...
April – Sim... Vamos no meu carro ou no seu?
John– Não sei... Tanto faz.
E, então, eles chamam Brad e vão para o carro da bruxinha, no caso. Não parecia, mas April estava muito encantada pelo moço. Ela sempre foi encantada pela aura do garoto (sempre tão misteriosa e carregada). Tanto que, na verdade, a certeza dela sobre sua psicopatia era tanta que ela confia muito nele. Nota-se que a moça acredita que ele não é um psicopata e sim apenas tem alguns problemas sentimentais e psicológicos acerca do que sofreu na infância e adolescência com o padrasto e com a madrasta. Talvez essa também seja o principal motivo pelo qual ele não se sente mal pela morte dela: Ele ainda tinha muita mágoa dela. E, depois de certo tempo no carro, ela cria coragem para proferir tal frase:
April– Você não é um psicopata, Edward.
John – Como assim?
April – Eu sinto na sua aura. No meu coração. E eu confio em você. Tipo, muito. Eu te acho uma pessoa boa. Você é a pessoa mais boa que existe, mesmo não sendo tecnicamente o cara mais correto.
Brad– Existe bondade até na ação mais maldosa ou friamente calculada.
April– Não é tão isso que eu estou falando, Brad, mas... Eu concordo plenamente com você.
John– Você me ama, né?
April– Sim. Não do jeito que você está imaginando, na verdade, mas... Você é uma pessoa fantástica.
John– Entendo, entendo... Também te amo... Não da maneira que você esta imaginando, mas te amo.
April– Somos amigos eternos?
John– Acho que sim, né? Já me amarrou, não consigo mais me soltar...
April– A corda é firme mesmo?
John– Nem dá pra desatar o nó.
Enfim, depois de muita metáfora comparando a amizade deles com uma corda, eles chegam na casa do Dustin. Brad bate na porta mas percebe que não tinha ninguém em casa. Então, ele volta para o carro e fala o que percebeu. Eles resolveram irem, então, para a mansão. O homem vai junto com eles para ajudá-los com algo.
Então, depois de certo tempo, os negócio s iriam começar, finalmente, pois eles já estavam na mansão e, ao baterem na porta, dão de cara com Samus e Dustin.
Samus– Er... Ele veio me visitar! Estamos nos entendendo muito bem, não é?
Dustin– Mais do que vocês imaginam, na realidade...
Samus– Ai, bobinho... Enfim... Entrem...
Brad – (sussura no ouvido do Dustin) Preciso conversar com você, urgente!
Dustin – Sobre...?
Brad – Um assunto muito importante. Pra nós dois.
E, então, o homem puxa-o para um outro canto da casa. O que ele iria contar, provavelmente, mexeria com Dustin, de uma forma positiva... Ou de uma forma negativa.
Brad– Eu... Guardei esse segredo por quase seis anos e agora eu preciso contar! Não tem como eu não contar...
Dustin– Fala logo! Desembucha!
Brad– Eu... Sinto atração por você. Eu acho que... Talvez te ame.
Dustin – Oi? Do que você está falando? Você é gay?
Brad– Bi.
Dustin– Nunca mais fale comigo. Ok? Nunca mais me dirija a palavra. Não quero que ninguém saiba disso, ou você tá, tipo, muito ferrado na minha mão. Desgraçado! Viadinho... Agora, se não se importar, eu vou voltar para a minha Samus querida. Ela é um tesão, sabia? Muito boa de cama...
E, então, ele derruba propositalmente Brad no chão que, antes que ele pudesse sair, acaba dando uma rasteira nele.
Brad– Isso não vai ficar assim, Dustin... Não mesmo!
Dustin– Claro que não! Espera até a Sam ficar sabendo disso...
~~
Samus– E é isso... Consegui todos os contatos, dentro do próprio FBI, polícia e com os bombeiros... É uma situação muito boa, mas...
April– Mas...?
Samus– O esquema só rola se o Edward fugir comigo para fora do país, após a nova falsa morte dele...
John– Desculpe, mas isso não está nos meus planos.
Samus– Ótimo, vou ligar para o FBI e falar que você está aqui...
John – NÃO! Eu... Faço isso.
Samus– Excelente... Enfim, senhores, acho que o show já pode começar. Eu já arranjei, inclusive, o seu sequestrado, um barbudinho... Ele está sob os cuidados de um moço que está fazendo negócio comigo, peguem o endereço, peguem o cara e você, Edward, sozinho, parta para o ponto que você indicou...
John– Devo colocar a barba falsa lá no apartamento?
Samus– Sim, sim... O meu contato irá lhe entregar alguns acessórios e o que fazer...
John– Enfim... Obrigado, Samus. Por me ajudar a consertar o que fiz da outra vez.
Samus – Ah, eu não quero consertar nada, eu só quero você de volta... Até porquê você está me devendo o favor da outra vez.
John– Eu fiz tudo o que você pediu daquela vez!
Samus– MENTIRA! VOCÊ ME DOPOU E SABE MUITO BEM DISSO... Eu só continuei com o plano pois eu sabia que seu coraçãozinho meloso não iria aguentar tanto tempo longe e, enfim, eu poderia ter a oportunidade de te ter só para mim. Meu escravo sexual mais cobiçado e desejado.
John – Pena que talvez você nunca me tenha. Eu sou sua maior obsessão, não?
Samus– Só porquê eu nunca cheguei perto de te ter, eu quis te ter. Só para mim.
John– Enfim... Você quem sabe... Eu e a April estamos de saída. Tenho uma vida para recuperar.
Samus – Até...
April – VAMOS, BRAD!
Brad– Já estou indo...
Dustin – Duas coisas, Samus: Você vai mesmo fugir com o Edward? E que história é essa de ajudar ele?
Samus– É a única forma de eu ter ele só para mim...
*Continua*
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