Virtual Enemy - Ato II
1 O grande golpe!
Notas iniciais
A tristeza era notável no rosto da garota... O seu amado não esboçava a menor reação. Passou uma noite em branco, esperando os olhos dele, que ela amava ficar admirando, se abrirem de novo.
Melissa – Edward... Acorda... Edward... Acorda...
Ela repetia isso diversas vezes, ao longo do dia... Estava com olheiras, o cabelo bagunçado. Pálida, com uma expressão facial bastante cansada. Indo fazer a sua visita e se deparando com semelhante cena, Dustin não agüentou e tentou controlar a amiga:
Dustin – Ele não gostaria de te ver assim. Vamos para casa, vamos?
Melissa – Eu nunca vou sair de perto dele. Foi uma promessa que fiz a mim mesma. Nos momentos bons e nos momentos ruins, estarei ao lado dele. Nem que eu tenha que morrer com ele.
Dustin – Ele não gostaria de ouvir isso, também. Você está perturbada mentalmente. Vamos para casa, relaxar... Pensar em outras coisas.
Melissa – Eu não consigo pensar em outra coisa além dele. Ele virou minha vida, minha obsessão. Sem ele, não sou nada. Só uma mera garota, bobinha e inocente.
Dustin – Isso ele odiaria ouvir, com certeza. Você sempre foi incrível, Mel... Eu até me apaixonei por ti! Sempre será uma garotinha incrível... Tem um futuro incrível pela frente.
Melissa – Meu futuro não vai existir sem o Ed.
Lágrimas escorrem do seu rosto. O amigo, que ali estava, consola-a. Sabia que o momento era duro, mas iria fazer de tudo para que ela superasse tudo aquilo. Não queria vê-la depressiva ou algo do gênero.
*5 anos depois*
April – Mentalize as coisas mais boas que aconteceram na sua vida... Deixe-me ver... A sensação de maior alegria que você já sentiu foi quando você foi aplaudido por ter salvado uma vida. Você é um bombeiro, então?
??? – Sim... Você é realmente boa.
Simon – Senhoras e senhores, essa foi April Smith, a mentalista!
Com um chapéu em mãos, foi passando, recolhendo o dinheiro que o público quis dar. Uma boa quantia acabou sendo arrecada.
April – Parece que essa história de mentalista deu certo. Tempos difíceis esses... Preciso de um dinheiro a mais para sobreviver. Mal conseguia comer...
Simon – Vai dar tudo certo... Um dia, quem sabe, você até ganhe um número em um grande teatro. “April Smith – O feitiço da mentalização”.
A garota deu uma risadinha tímida. O garoto chega mais perto...
Simon – Saiba que eu estarei sempre aqui, perto de você... Você cuidou de mim, quando eu enlouqueci. Um momento ruim e infeliz. E eu estou aqui, no meu momento bom e feliz... Na verdade, nem tanto. Enquanto você estiver infeliz, eu estarei infeliz... Até porque... Eu te amo!
A bruxinha fica toda animada com a revelação. Antes que tivessem chances de se beijarem, Ralph e Ramona interrompem-os. Tinham acabado de fazer a contagem do dinheiro daquele show. Ela havia conseguido 750 dólares. A primeira vez que conseguira uma quantia tão alta... Como sempre, uma metade ficava para ela e a outra metade era dividida entre os dois. Simon não gostava de receber por ajudá-la. Ele estava ali por vontade própria, sem interesse no dinheiro.
~~
Dustin – Conseguindo superar a morte do Ed, amiga?
Melissa – Ainda me dói muito, mas... Já se passaram dois anos desde que desligaram os aparelhos dele. Preciso ser forte e seguir em frente.
Dustin – É assim que se fala... Quem sabe, quando as feridas se cicatrizarem, você possa dar uma chance a mim, não?
Melissa – Por favor... Só espere, ok?
Dustin – Okay...
~~
Em um lugar bem distante dali, no Texas, acontecia um planejamento para um golpe... Um grande golpe, que envolvia a invasão de um banco da Califórnia. O grupo já estava se tornando bastante conhecido por seus roubos, mas a identidade de nenhum deles era confirmada, desde o início dos roubos, cerca de um ano atrás. Paige Harris, a garota que era a “cabeça” do grupo, vai acordar John Mello, que era considerado como o “maluco”.
Paige – Ei, John! Hora de acordar, maluco!
John – O sol nem nasceu ainda... Deixa eu dormir...
Paige – Sr. Mello, são onze da manhã! Levante-se e vai para o andar de cima... Vamos organizar o grande golpe do banco central.
John – Quando nós vamos assaltar?
Paige – Em dentro de uma ou duas semanas, mais ou menos. O que estamos conseguindo aqui em Texas não está sendo tão bom quanto o que podemos conseguir fora daqui... Os Estados Unidos têm muitos lugares do qual podemos nos aproveitar!
John – Ei... Vamos organizar o golpe...
Os dois, juntos, se encontram no andar de cima do local onde estavam se refugiando, uma espécie de fábrica têxtil abandonada. Se encontraram com os outros dois membros da equipe: Robert Tim, o “atirador frio” e Otto Lewis, o “motorista de poucas palavras”. O primeiro sabia manusear qualquer arma de fogo em sua mão. O segundo, manobrar qualquer veículo, além de lutar como ninguém. Além deles, outras três pessoas, contratadas para esse grande golpe, estavam ali presentes.
Paige – Estamos aqui hoje para organizar o golpe mais ousado que já fizemos: A invasão ao banco central da New Jersey, lugar de onde veio o nosso amiguinho aqui, o John Mello! Enfim, sem mais delongas, aqui está o esquema com todo o plano.
Etapa 1: Enquanto três pessoas, uma delas sendo Paige, se infiltram no banco, dirigindo um carro-forte roubado discretamente em um lugar bem isolado da cidade, Otto pilota um helicóptero, que transporta John e mais uma pessoa. Eles ficam no telhado, esperando por um sinal.
Etapa 2: Robert é a nossa distração: Começa a executar um assalto ao banco, mantendo várias pessoas ali reféns. Enquanto isso, eu e os outros dois estamos indo em direção aos cofres, guardar o dinheiro... Ao invés disso, pegamos o resto que está lá. Já estávamos no último andar do prédio. Dado o sinal, o teto explode e, por uma corda, começamos a subir com todo o dinheiro. Cerca de cinqüenta milhões de dólares, só ali, naquele banco, de acordo com os cálculos feitos pela nossa hacker!
Etapa 3: John começa a pegar o dinheiro e colocar no helicóptero, enquanto o resto vai passando para ele. Depois de todo o dinheiro ser colocado ali, planejamos a fuga... Otto, John e Paige vão para o helicóptero, acompanhados de metade do dinheiro. A outra parte fica com os outros dois ajudantes, que acabam se encapuzando e se juntando a Robert. Eles fogem juntos, até chegarem em um galpão, no qual possuem mais um helicóptero, que foram roubados por uma equipe especial... Todos eles entram no veículo aéreo e partem... Para a nossa sorte, o atirador sabe pilotar razoavelmente o veículo aéreo.
John – Esse é o plano, então? Gostei...
Robert – Você gostou?! Eu vou ter que arriscar a minha pele...
Paige – Estamos todos arriscando a nossa pele. Se tudo der certo, seremos pessoas ricas! Enquanto os três senhores ali ficam com 10% da grana, o resto é tudo nosso!
John – Serão onze milhões para cada um de nós quatro, aproximadamente! É uma bolada e tanto, nunca chegamos perto disso desde o início do nosso trabalho! Pensa cara... Se não quiser fazer pela gente, beleza, mas... Faça pelo seu dinheiro, pela sua parte.
Robert – Ok, ok... Eu estava reclamando demais. Vou fazer isso, por vocês... Mais pela minha parte do que por vocês...
Paige – Que seja... Quanto mais rápido partirmos para lá, mais rápido ficaremos ricos! Eu tenho todas as informações no meu laptop, irei levá-lo. Alias, eu irei ter que auxiliá-los do helicóptero na fuga.
Depois do fim da organização, apenas o maluco e a garota ficaram no andar de cima. Ele ofereceu ajuda para se organizarem melhor para a viagem até Nova Jérsei.
John – Ei, Paige... Eu... Preciso te contar uma história.
Paige – É sobre aquilo que te perguntei aquele dia? O seu nome verdadeiro, né?
John – Sim... Eu me chamo, na verdade, Edward Fenn. Eu... Fugi de casa e fui para Califórnia por conta de uma garota que tinha conhecido. Cheguei a namorar com ela, mas, então, eu consegui forjar a minha morte.
Paige – Por quê?
John – Eu até estava amando ela, mas... A minha vida... Não era aquilo que eu queria. Eu estava trazendo muito perigo pra ela tambem. Ela não queria, mas... Eu queria ação. Eu queria fazer algo do qual eu pudesse por a minha vida em risco e, depois, poder gritar, aliviado. Matar policiais é uma das melhores coisas que eu já fiz na minha vida.
Paige – É... Isso é bem atitude de psicopata mesmo. Somos todos psicopatas aqui, então... Eu acho que te entendo. Mas, me conta: Como forjou sua morte?
John – Eu... Acabei indo para a cama com uma tal de Samus, que era gamada em mim. Em troca, ela confessou o plano que estavam armando contra mim. Ela trocou as balas da arma por balas de festim. Foi tudo forjado para pensarem que aconteceu algo comigo mesmo. No final, acabou fazendo com que meus amigos e os doutores pensassem que outra pessoa era eu e, quando chegou a hora, disfarçou-se como uma médica e desligou os aparelhos do sujeito. Estava mantendo contato com ela até certo tempo... Ela me sugeriu trocar o nome. Virei John Mello, comecei a vagar pelo país, até encontrar vocês, dois anos atrás.
Paige – Sinistro...
John – Mais detalhado que os seus planos perfeitos!
Paige – (dá uma risadinha)... Ei, me diga: Se amava mesmo ela, porque fez tudo isso?
John – Eu não fui feito para ela. O amigo dela, o Dustin, ama muito ela e eu sei que é o cara perfeito para ser seu parceiro eterno. Eu sou só um cara que está buscando uma vida errada e pecaminosa por ai, matando e roubando os outros. Eu sou só um bandido louco.
Paige – É... Talvez não seja o tipo de homem para ela, mas... Quem sabe para mim!
Os dois se beijam. A mulher era bem bonita: Meio baixinha, cabelos longos e ruivos, olhos verdes e um rosto e corpo de dar água na boca em qualquer marmanjo por ai.
John – Vamos manter nosso relacionamento em segredo?
Paige – Sim... É capaz de criarmos intrigas por conta disso.
John – E a viagem, quando acontecerá?
Paige – Três horas da madrugada. Uma van vai passar aqui... Uns carinhas que vão fazer uma ronda semanal na fábrica, você sabe... Enquanto isso, o Otto rouba a van e a gente parte para a estrada!
John – Vai ser uma viagem longa!
Paige – Damos uma desculpa para ficarmos juntinhos... A gente se beija e, quem sabe, faz alguma coisa enquanto eles estão dormindo.
John – Você é uma capetinha... Isso é tão legal!
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