Viollett
1 Prólogo
O mundo não era mais o mesmo. A ganância do ser humano levou a sociedade à falência, loucura, ao medo constante. A hierarquia não era mais a mesma, as pessoas não eram mais as mesmas. Tudo se tornou um efeito dominó onde, uma a uma, dia após dia, catástrofes derrubaram o mundo.
Conspirações sempre foram o ponto forte do ser humano, onde aqueles com capacidade intelectual superior sabiam, de alguma forma, que existia algo a mais além do mundo em que viviam. Os governos escondiam tudo o que achavam necessário de seus submissos, e estes, cegos, aceitavam e acatavam tudo como se fosse a coisa mais normal que lhes era proposta. Mas aos poucos, essas informações sigilosas passaram a vazar. Nenhum ser humano é capaz de conter segredos de tamanha magnitude por muito tempo. Nem mesmo os que foram pagos para isso.
A cada ano, novas descobertas eram feitas, novas pesquisas precisavam ser pagas, e a sociedade sofrera danos irreversíveis com isso. O dinheiro, mais do que nunca, se tornara o bem mais precioso do universo. Ninguém fugira das consequências. Para custear novas pesquisas, os governos passaram a impor altas taxas de impostos. Cobrara do povo mais do que ele conseguia pagar. Os preços deram saltos absurdos, onde o salário mal dava para comprar comida depois de pagar tudo o que o governo os obrigava a custear. A sociedade faleceu. Não houve um que não sofreu com aquela cobrança absurda. A classe alta, média, ou baixa, tornaram-se uma linha única de pobres. Não havia mais diferença social. Os mais favorecidos, como cientistas, presidentes, governadores, também passaram a sofrer. A exploração do ambiente fez com que tudo se tornasse escasso. Os animais se tornaram raros, muitas espécies entraram em extinção. E foi quando o ser humano, farto daquilo, não aguentou mais. Uma onda de raiva invadiu a mente humana e ela perdeu o controle. Tornaram-se animais agressivos, irracionais. Roubavam e matavam uns aos outros por um simples pedaço de pão. Já era tarde demais para o governo voltar atrás, não havia nada que pudessem fazer. A doença da loucura e da fome se alastrou como fogo em palha seca. Tornou-se insuportável.
Os que ainda se mantinham sóbrios diante de tanta loucura, foram rapidamente retirados, acolhidos e protegidos. Não se sabia mais o que fazer, não havia mais volta. Os países passaram guerrear por território e comida como animais selvagens. A escassez de água e alimentos fez o mundo virar de ponta cabeça, e então, a pior decisão fora tomada por grandes líderes: a bomba atômica. Ela faria o mesmo estrago que fizera em Hiroshima e Nagazaki, talvez maior. Eles poderiam controlar o tamanho do estrago, e isso assustaria os sobreviventes e os fariam voltar ao normal. Errados... O mundo pereceu. Tudo pareceu morrer. Ninguém contava com tamanho estrago. Eles erraram, de novo. E o mundo mais uma vez teve que pagar pelos seus erros.
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