Violet Shore
3 Seios e PDs
Notas iniciais
No dia seguinte, todos acordaram super animados com a viagem que eles fariam naquele mesmo dia. Na noite passada, todos tinham concordado com as precisas condições que os pais de Johnny impuseram para eles usarem a casa em Violet Shore. Mesmo assim, seriam eles que teriam que bancar a casa, ou seja: eles teriam que trabalhar por lá. Droga. Mas eles não tinham que se preocupar com o dinheiro logo de cara, já que todos iriam contribuir e levar algumas notas de cem dólares no bolso. Ou seja: eles estarão longe dos holofotes do trabalho, por enquanto.
Já o transporte, Johnny tinha convencido um primo a emprestar um dos dois carros que ele tinha. Isso mesmo: dois carros. Na noite passada também, Jullie havia contado para Johnny o que ela havia descoberto sobre a casada-foragida-de-Washington-Sandy. Depois de alguns vários momentos de hesitação, nervosidade, chateação e decepcionamento, Johnny sorriu e gargalhou. O que era estranho, mas ele parecia aliviado, de certa forma.
Awnnn, ainda bem, pq né?
Na manhã sehuinte, Jullie tinha acabado de acordar quando alguém bateu em sua porta. Ela abriu rapidamente. Era Michelle, sua companheira de moradia. Assim como Johnny e Jake, Michelle e Jullie também dividem um apartamento.
– Como é dorminhoca? – disse Michelle, trazendo uma grande sacola em cada uma das mãos – vai ficar aí parada?
– Ah, me desculpa – rapidamente, Jullie pegou uma das sacolas cheias de comida. Ela olhou dentro. Nesta sacola, haviam salgadinhos, doces, alguns legumes, e outras coisas – Mas... a gente só vai comer isso?
– É claro que não, né – respondeu Michelle, colocando a sua sacola em cima do sofá – Lá embaixo tem mais algumas coisas, sabe. Um pouco mais saudáveis.
– Ainda bem – suspirou Jullie, aliviada – pensei que eu teria que passar por um enorme jejum durante essas férias.
– Não se preocupe gatinha. Eu não sou tão tapada assim.
– Você acha que isso vai dar certo?
– O que?
– Ah, essa coisa de férias nessa Violet. Eu nunca ouvi falar dessa cidade.
– Nem eu, mas o Johnny disse que é um lugar legal e badalado.
– Bem, ele não disse nada disso. Ele disse que ficou sabendo. Isso é muito diferente. Essa cidade pode ser uma penitênciária ambulante e nós não sabemos.
– Uai Jullie? O que te deu para você ficar tão paranóica assim? – Jullie ficou em silêncio por um tempo.
– Sei lá... mas... se o Johnny disse que é um lugar legal... aliás, que horas são?
– Seis e meia, eu acho.
– E quando a gente vai?
– O Jake me disse que a partir das oito ou as nove.
– Sério?
– Seríssimo, gata. Então é melhor a gente se preparar logo.
– Com certeza.
Enquanto Michelle retirava as comidas das sacolas, Jullie desceu para pegar o resto delas. Ao chegar lá, haviam três sacolas próximas a entrada do prédio. Jullie estava vestida com um baby-doll rosa e infelizmente estava usando um sutiã. Ela estava tentando encontrar uma forma de legar todas aquelas sacolas pesadíssimas para cima, e tentava descobrir de que forma Michelle conseguiu levar aquelas. Puta que pariu. Que problema.
– Oi
Jullie se virou rapidamente e encarou a boniteza do seu gêmeo nada idêndico parada em frente a ela.
– O que você está fazendo aqui? – perguntou Jullie, colocando as mãos na cintura – não era para você estar ajudando o Johnny a fazer sei lá o que?
– Ele me mandou aqui para ver como vão as coisas – respondeu ele, sorrindo. Jullie encarou ele por um segundo, tentando ver se ele desconfiava de alguma coisa. Como Jullie não obtia resposta...
– Você vai me ajudar ou vai ficar paradão aí? – perguntou ela, arqueando uma sobrancelha.
– Ah, me desculpe – desculpou-se Jake, pegando as duas maiores sacolas que estavam ali. Jullie riu baixinho. Coitado do Jake, ele é tão bonzinho... É normal a natureza fazerem alguns irmãos serem inimigos mortais. Mas esse não é o caso dos nossos gêmeos Carrol. Bem, não mais. Isso, porque até mais ou menos os 7 anos, Jake e Jullie não podiam ficar juntos que todos os dois saíam machucados. Mas isso só foi mudar quando conheceram Johnny. Ele foi a Supernanny deles, fazendo-os ficarem amigos da noite para o dia. É claro que eles brigam de vez em quando, mas não tanto quanto antigamente.
Ao abrir a porta, Jullie percebeu que devia ter batido antes. Michelle estava enrolada numa toalha com os seios a mostra, separando as suas malas das de Jullie. Jake chegou logo depois, e não teve outra: subitamente, aconteceu um PD.
– Caralho... – sussurrou ele. Jake já fantasiou essa cena diversas vezes. Mas nunca imaginou que um dia poderia vê-los assim, tão de perto. E ele ainda nem tinha percebido o seu repentido PD. Michelle se virou, arregalou os olhos e tapou os seios rapidamente.
– Que porra é essa?! – gritou ela, tentando ao máximo tapar os seios e segurar a toalha, que estava começando a sair.
– Eu que digo isso – retrucou Jullie, sorrindo – Como você fica semi-nua assim na frente dos outros?
– Caralho... – repetiu Jake, hipinotizado. Ele não tinha palavras ou reações para demonstrar o que estava sentindo.
Como se a gente já não soubesse.
Michelle apertou os olhos e voltou para o quarto, correndo. Jullie começou a rir e colocou as suas sacolas em cima do balcão. Jake ainda estava hipnotizado, e ainda estava de PD. Jullie olhou para ele e o chamou, tentando acordá-lo do transe. Mas uma coisa ela tinha reparado nas suas calças... OMG!
– É melhor você se controlar, garotão – avisou Jullie, sorrindo e começando a retirar as coisas de suas sacolas – ou se não, a sua bermuda vai rasgar.
Jake olhou para ela, confuso, ainda de pé na porta.
– Como? – perguntou ele, se aproximando do balcão.
– Olha para baixo – Jake olhou para baixo e arregalou os olhos, começando a corar. PQP.
– Ah... eu... – Jake colocou as sacolas no balcão e correu para o banheiro. Jullie começou a rir ainda mais a partir daí.
Uma hora depois, Michelle (que estava super constrangida), Jake (que estavam completamente constrangido) e Jullie chegaram na casa de Johhny, praticamente prontos. Cassie e Tim já estavam lá.
– Oi gente – disse Jullie, chegando e já se sentando no sofá ao lado de Cassie. Johnny apareceu sem camisa e com um prato de batatas fritas nas mãos. Ele estranhou que todos chegaram sem nenhuma mala.
– Onde estão as suas malas? – perguntou Johnny, colocando o prato em cima da mesa e se sentando ao lado de Jullie.
– Era muita coisa – respondeu Jake, indo assaltar as batatas fritas.
– Muita coisa... quanto?
– Muita coisa – disse Jullie, com ênfase. Johnny balançou a cabeça – Ah, qual é Johnny! A gente vai ficar lá por três meses, poxa.
– Eu sei – disse Johnny – Jake e eu também vamos levar uma montanha de roupas. E esses dois aqui também.
– Pois é – disse Jullie, cruzando as pernas e olhando para Michelle, que tinha se sentado ao lado de Tim, enquanto Jake se sentava no chão.
– Ainda bem que o carro do seu primo é bem grande – disse Tim, se lembrando da super 4x4 que ele tinha visto na garagem ao chegar.
– Foi muito difícil convencer ele a me emprestar aquele carro. Ainda bem que ele me devia uns favores... – disse Johnny, sorrindo e se lembrando do dia em que pegou o seu primo “santinho” transando com duas prostitutas ao mesmo tempo, no quarto dos pais dele. Foi uma cena chocante de se ver, ainda mais porque uma das prostitutas estava... ah, deixa para lá.
Alguns minutos depois, Johnny sugeriu que ele, Jake e Tim fossem buscar as malas das garotas. Jake e Tim concordaram, e foram.
– Vocês sabem o que aconteceu ontem a noite? – perguntou Michelle, mordendo um dos lábios. Jullie e Cassie perceberam que era uma coisa bem importante e se aproximaram.
– O que? – perguntaram elas, em unísono.
– Estão dizendo que um cara encontrou Carl Spencer transando com outro cara!!! – Jullie e Cassie arregalaram os olhos, hiper surpresas. Como é que é?!
– Como assim?
– Gente, me disseram que depois que a gente saiu, um dos caras que estavam com Carl na festa, pegou ele transando com um cara na praia.
– E como que ele tem certeza disso?
– O Cara viu os dois, sabe, atrás de uma daquelas pedras que tem na praia.
– Porra! Quem diria que o Carl fosse gay...
– Pois é.
– Vai ser o assunto desse verão – Jullie estava imaginando o que seria de Carl agora. Se Michelle sabia disso, mais gente sabia e com certeza, até o final de semana, toda Stoneside saberia disso. Há, há.
– Desse verão? Vai ser o assunto pelos próximos anos – disse Cassie, rindo.
– Eu vou com a loira – disse Jullie.
Demorou meia hora para os garotos chegarem. Quando atravessaram a porta, estavam ofegando.
– Caramba – disse Johnny, tirando a camisa suada – quanta coisa. Pensei que a gente não ia acabar nunca!
– Eu também acho – disse Jake, carregando a pochete de maquiagem de Jullie – Isso aqui não coube na capota.
– Jura que não? – perguntou Jullie, agarrando a pochete. Jake deu de ombros.
– Ainda bem que as nossas coisas couberam, gatinha – disse Tim, agarrando a cintura de Cassie e lascando-lhe um belo beijo.
– Que horas são? – perguntou Michelle?
– Oito e meia – respondeu Johnny, indo pegar um copo super-gelado de água.
– Então já está na hora da gente ir – avisou Cassie, abraçada com Tim.
– Eu também acho, Johnny – concordou Jake.
– Está bem então. Todos prontos?

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