Notas iniciais
Olá! Venho por meio deste pedir que comentem minha história gostando ou não. Críticas construtivas serão sempre aceitas! Obrigado por acompanhar!

Fiquei muito triste. Como Vinicius poderia fazer isto à mim? Tudo passava em minha cabeça. Ele tinha concordado em fazer uma chamada comigo para terminar tudo comigo. Ele não queria mais saber de mim. Fiquei muito apreensivo. Demorou e ele veio pedir desculpas, sua internet estava ruim. Me assustei muito, achei que era o fim. Ligou novamente e tudo de bom aconteceu, falamos por uma hora e meia. A voz dele era perfeita, calma, me deixava seguro. A forma suave que ele falava em tranquilizava. Conforme eu falava com ele, pedia ajuda para Leticia. Leticia era uma amiga, muito doida que foi uma das primeiras que soube de nosso namoro. Ela era um tipo de amiga que falava o que vinha em sua mente, e seus conselhos não eram dos melhores, mas ajudavam.

– Leticia, tô falando com ele agora! Me ajuda! – exclamei.

– Ajudar em que, Gui? Fala o que sair na sua mente e pronto! – solucionou.

– Eu posso falar uma besteira e nem me tocar! Não posso simplesmente ir falando... – afirmei.

– Guilherme, vai na fé! Você consegue, e para de encher meu saco, caramba! Para de ser pessimista! Você vai conseguir! – encorajou-me.

Os assuntos prosseguiram entre mim e Vinicius. Antes, achei que seria um monstro de sete cabeças me atacando, porém, foi a coisa mais normal do mundo. Nem tivemos vergonha em nos expressar. Falamos da vida. Falamos do Oração! Quando ele começou a falar mal de Oração, concordava com tudo. Eu adorava ver o meu menino falando sobre o larápio de Oração.

O fim da chamada chegou, senti um aperto no coração. Foi apenas nossa primeira chamada, e talvez última. Nunca tinha chegado neste nível de intimidade com alguém, em exibir minha voz. Queria que ocorresse novamente, provavelmente seria somente uma vez.

Mais tarde ele me chamou no WhatsApp comentando nossa chamada.

– Devíamos fazer de novo. – disse ele.

Esta frase me deixou muito feliz. Percebi que não seria a última vez, e que mais iriam vir. Meu coração pulsou forte. Ele me elogiava tanto, a cada elogio eu babava. Ele era muito fofo!

Ele descumpria as regras de sua escola. Mexia no celular durante sua aula e falava comigo. Achava isso mais que uma prova de amor. Não sei se era só comigo que ele falava, mas era ótimo da mesma forma. Eu sempre disse:

– Cuidado... ou vão pegar seu celular, ou você perde matéria, ou os dois.

Não sabia por que, mas ele nunca me escutava. Sempre estava em seu celular. Trocávamos arquivos de áudio no WhatsApp. Ele havia me mandado um que adorei:

– Eu te amo, sabia?

Obviamente, salvei. Escutei este áudio várias vezes no mesmo dia. Foi perfeito, aquela voz doce e angelical proferindo aquelas palavras... Quando fui dormir, pus-me a ouvir novamente. Era lindo. Suas mensagens no WhatsApp também eram lindas. Eu estava com a pessoa certa, que me emocionava só de falar comigo. As pessoas ao meu redor, como Lola, me chamavam de possessivo e dramático. Confesso que sou os dois. Queria o Vinicius e sempre fazia um drama. Trocávamos “ofensas”. Ele me chamava de fresco, sendo que ele que era o fresco. Trocávamos segredos. Falávamos de pessoas qualquer. Sempre tinha assunto.

Eu estava cansado de falar com ele somente por uma tela. Queria ver ele logo, pessoalmente. Quando disse isso à ele, o convidei para fazer uma outra chamada comigo. Ele topou. Fizemos. Fiquei muito feliz ao terminar, falei com ele novamente. Na outra noite, fizemos mais uma chamada. Passou a ser uma por noite. Eu amava. Sempre, no final, havia aquele diálogo:

– Boa noite.

– Pra você também...

– Dorme bem.

– Você também.

– Eu te amo.

– Eu te amo ainda mais.

– Ei! Eu que amo mais.

– Não senhor, eu que amo mais.

– Eu amo mais e ponto acabou.

– Beleza, então desliga você.

– Não! Quem vai desligar vai ser você!

Eu adorava. Passávamos um tempinho a mais de cinco minutos só para se despedir.

Sempre que ele voltava de sua aula ele me chamava, avisando que chegou em casa. 19h30 era seu horário de pisar em casa. Ele não tinha dado o ar da graça até aí. Esperei, esperei, esperei. Nada de Vinicius! Foi me avisar 21h que chegou em casa pois tinha um compromisso. Nem tinha me avisado. Não foi marcado de última hora. Quase estourei! Ele não tinha me avisado, fiquei muito preocupado. Dei uma bronca nele. Ele pediu desculpas. Demorei para aceitar, mas aceitei. Tinha que aceitar, meu amor já estava muito grande. Se eu perdesse Vinicius, iria chorar. Não teve mais nenhum dia que ele chegou sem me avisar que chegou. Fiquei feliz pois nossa comunicação só aumentava. Toda hora, todo dia, meu pensamento só estava centralizado nele. De uma coisa eu já tinha certeza, eu o amava.