Vingança Mortal
1 O início
Notas iniciais
Eu sou uma pessoa muito excluída, gosto disso porque não tenho que ficar aturando pessoas chatas e falsas no meu pé e gosto de ficar sozinha, ter meu 'próprio espaço'. O meu único amigo é o Rodrigo. Ele muito gato! E não, eu não sentia nada por ele. Já tentamos ficar juntos mas eu mesma terminei mas acho que isso fortaleceu mais nossa amizade.
Nossos pais são muito ricos, não que eu ligasse para isso. Minha mãe é atriz e meu pai um músico muito famoso. Os pais do Drigo são advogados e nunca perderam um caso sequer.
Ai! Estava tão concentrada nos meus pensamentos que esqueci a hora de ir para a escola.
Me chamo Isabella Tramell, tenho 17 anos e o meu segredo é cantar. Só o Rodrigo sabe disso, nunca cantei na frente de outra pessoa que não fosse ele. Meu sonho era formar uma banda, mas não queria ser famosa e não ter tempo para os meu filhos igual os meus pais. Sim, eu quero ter filhos, meu segundo sonho: Ter uma família normal. Mas eu sempre achei isso impossível. Por que alguém olharia para mim? Sou uma completa estranha!
Cheguei na escola e o Rodrigo me esperava no portão.
– Já estava pensando que você não viria hoje.
– Só perdi o horário.
– Toma! — ele disse jogando um saco em cima de mim — Aposto que você nem tomou café da manhã ainda.
– Obrigada!
– Vamos logo! Não posso perder a prova, não tenho esse luxo.
Chegamos na sala e todos já estavam nos seus lugares. Fiz a prova rapidinho, depois fui para o refeitório. Chegando lá, estavam os "populares" do Colégio que já tinham terminado sua provas. Fui para a última mesa, a mais distantes deles para não ser incomodada e terminar de ler o meu livro — Cidade das Sombras — mas não foi isso que aconteceu, que droga!
– Ei! Garota! Chega ai!
Eu tava explodindo por dentro. Odiava aquele grupinho ridículo, e não tinha mais ninguém que não estivesse no grupo além de mim, no refeitório.
– Qual foi? — disse sem nem levantar de onde estava sentada.
– Vamos jogar Verdade ou Consequência e precisamos de mais uma pessoa topa? — quem me chamou e estava falando comigo foi o líder deles, o mais popular, se chamava Alex Garcia.
O que tinha de mal em aceitar? Gosto muito dessa brincadeira, apesar que só jogava com o Drigo quando queria saber algum segredo dele.
– 'Tá' bem — fui me juntar com o grupo.
A garrafa foi girada pelo líder, quem fosse o indicado na boca da garrafa era a vítima. Parou em uma loira azeda e no ruivo. Ela escolheu desafio, então ele a desafiou em um beijo. E foi assim... Estava sendo divertido, tenho que admitir, até que a garrafa parar em mim e era a vítima de nada mais, nada menos que o melhor amigo do Alex, acho que o nome dele é Gabe.
– Pergunta ou desafio?
– Pergunta.
– Então, qual seria a última coisa que você faria no mundo enquanto estivesse nesse colégio? — eu achei a pergunta bem estranha mas respondi, senão teria que pagar uma prenda, e não daria motivo para eles rirem de mim.
– Ter algum tipo de relação com o Alex, mesmo que seja só um beijo. — todos pareceram contentes mas ao mesmo tempo... surpresos.
O jogo foi passando até que parou em mim, de novo vítima, e dessa vez da loira azeda. Eu escolhi desafio já que não queria que eles soubessem mais coisas sobre mim que meu nome. Todos se entre olharam como se tivessem conseguido o que queriam.
– Eu desafio você à ir na sala da diretora e dar um jeito de pegar os gabaritos das próximas provas, o prazo é até o final das próximas aulas, senão você terá que fazer o que não quer... Beijar o Rodrigo! — Tá ! Isso parece muito clichê, só é um beijo! Mas eu estava confusa... O que eu faço agora?
– E aí garota? Você vai ou não? — o Ruivo perguntava com um sorriso no rosto.
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Não estava cabulando aula porque o professor faltou e as provas estavam com ele. O corredor estava vazio e então coloquei a mão na maçaneta da porta da diretoria.
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