Vingança
1 Chapter 1
Notas iniciais
O passado começou a surgir em minha visão, uma cena após a outra como se fosse um filme. Gritos simplesmente começaram a ecoar em meus ouvidos e o sangue tingia tudo de vermelho. Por mais que as lembranças fossem terríveis eu não podia afastá-las. Se eu quisesse seguir com o que eu sempre planejei por boa parte da minha vida, eu teria que reviver tudo, todos os dias. Só assim conseguiria ter aquilo que sempre quis: Vingança.
Eram as lembranças que me davam ódio suficiente para planejar tudo minuciosamente, imaginar torturas cruéis e vontade de acabar com a vida de quem tirou a dos meus pais.
Muitas pessoas poderiam dizer que eu fiquei louco, que eu virei um psicopata. Mas elas provavelmente não sabem o que eu passei ou o que presenciei. Para todos, eu poderia facilmente esquecer tudo, simplesmente por causa do dinheiro e do conforto. Ingênuas. Os problemas não se resolvem facilmente, não os que vivem dentro de nos. Eles permanecem lá e não se desfazem nem pelas mais alta quantia que você tenha.
Quanto mais rápido tivesse a minha vingança, mais rápido voltaria a viver a vida que foi roubada de mim. A vida em que eu era feliz, a vida que eu realmente poderia chamar de minha. A vida no qual o meu antigo “eu” ficou preso em cubículo indestrutível, apenas esperando a chave que o faria voltar à vida.
Há muito tempo joguei as minhas lembranças felizes em um buraco negro, e quando elas ameaçavam se reerguer dele, me forçava a voltar a pensar em coisas que me traziam ódio.
Gastei quase dez anos da minha vida treinando extremamente em uma escola militar, fazendo artes marciais e aprendendo a como atirar certeiramente. E agora com quase dezenove, finalmente poderia por tudo o que aprendi e planejei em pratica.
Poderia finalmente me livrar daquelas malditas lembranças e recomeçar minha vida. Um recomeço que eu só conseguirei quando ver o sangue daqueles assassinos correndo pelo chão.
Eu sabia onde aqueles dois desgraçados estariam, ou melhor, onde a gang deles se encontrava. Não importava quantos membros dela estivessem por lá, eu lutaria com eles ou se possível os mataria. Vaguei até o fundo das minhas memórias tentando lembra-me da cara dos assassinos e de brinde várias cenas da tortura dos meus pais vieram em minha mente.
Apertei a mochila em meu colo com força.
“vou fazer pior, muito pior”
Pensei friamente.
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