Vingança

27 Não sabe jogar, não joga!


Notas iniciais
Mais uma vez um capítulo atrasado (foge das pedradas)! Tentei postar ontem, mas minha internet estava (ainda está) uma droga!>< Espero que ainda estejam lendo a fic. Kkkkkk Minha correria maluca continua, mas prossigo escrevendo. Confesso que pensei em deixar a fic em hiato, mas como não sou de desistir facilmente, vou continuar escrevendo e postando!^^ Só tenham um pouco de paciência (eu sei, eu também detesto atrasos kkkkk). Um mega beijasso a minha beta (Lara) que me deu dicas e correções nesse capítulo (porque sempre esqueço as pontuações?). E também aos lindos reviews que recebi de todos:

Dalila Araujo, Sarah Kurosaki, Ellen Kuchiki, Fe Neac (grande Fe), Matsumoto Narumi, a Curious (adoro esse gatinho seu ^^) e Fernanda (que recomendou a fic pelo face: Valeu, gatinha ~_^).

Sinto saudades de muitos de vocês, mas sei que estão lendo, apesar de meu desleixo. Kkkkk

Pervertida é aquela pessoa que faz

tudo aquilo que você gostaria de fazer,

mas não tem coragem.

[Augusto Branco]

...

“Agora, só preciso convencer o idiota do Renji”! Essa frase passou mais uma vez em sua mente, mas foi o que menos a preocupou naquele momento. Não comentou sequer com o marido que não passaria a noite em casa. Ele não perceberia de qualquer forma. Estava tão entretido na entrevista com a família do ministro falecido, que mal parava em casa. Faria tudo do seu jeito e, era por isso que estava naquela manhã escura, esperando à porta do apartamento onde morava Hirako, no oitavo andar, graças à sua conversa e alguns dólares nas mãos do vigia matutino.

Não fora difícil conseguir o endereço dele, pois há alguns meses, ele havia feito uma entrevista da área com uma colega na redação e, com suas artimanhas, conseguira dela o endereço atual do rapaz. Agora o aguardava sair para conversar. Não teve coragem de telefonar e ser rejeitada como o foi com a família Kuchiki. Da família Kurosaki, somente Ishin se comunicava com ela. Até tentou conversar com uma das gêmeas, a mais gentil, Yuzu, mas sem sucesso. Parecia que a dor do ruivo havia contaminado toda a família.

Suspirou resignada. Ainda se perguntava o que lhe passara pela cabeça naquela época. Observando agora, percebeu-se tão inferior e infantil por fugir daquela maneira, que a irritava profundamente. Ainda mais, porque graças a isso, perdera o filho que esperava. Um bebê que somente descobriu carregar quando já vivia com Renji. Toda a culpa e tristeza que sentira, causou o próprio desgaste e o aborto natural da criança. Sabia que se ainda o tivesse, teria voltado para Ichigo e abandonado Renji. Mas nem mesmo a natureza lhe permitiu essa desculpa.

– Senna?

Hirako em seu terno risca de giz e cabelos bem penteados, com a maleta na mão e uma expressão de surpresa estampada no rosto, fez Senna entender que só teria uma única oportunidade de alcançar seus objetivos. Nunca mais permitiria que seus sentimentos de fraqueza a atrapalharem novamente.

– Hirako Shinji! Me perdoe por estar aqui numa hora dessas, mas preciso conversar com você... Urgente! – disparou, antes de qualquer resposta do loiro.

– Nossa! Não é todo dia que recebo uma mulher bonita tão cedo em casa! Bem... Entre e sente-se, já lhe trago algo para beber – disse, dando meia volta e oferecendo caminho para a jovem adentrar.

– Muito obrigada, Shinji-san... Sabia que poderia contar com seu maravilhoso cavalheirismo! – respondeu com um grande sorriso.

A primeira parte de sua estratégia funcionara perfeitamente. Agora bastava arrancar tudo o que o rapaz sabia do ruivo e de sua cliente e, todos na redação a aplaudiriam.

Abarai entrou usando todo seu charme e, com elegância, sentou- se no sofá da sala ampla. O lugar era simples, com poucos quadros, arranjos ou enfeites. As cores sóbrias das paredes e móveis, mostravam um ambiente de solteiro e, isso a fez sorrir internamente. Para conseguir um furo jornalístico era capaz de qualquer coisa e, Hirako não seria exceção. Afinal, já haviam ficado algumas vezes na faculdade e, se bem lembrava, o loiro não sobrevivia a um bom par de pernas.

Viu o loiro retornar com dois copos de uísque e teve suas impressões confirmadas. Era pouco mais que sete horas e ele lhe oferecia bebida alcoólica?

– Se quiser, trago outra coisa para beber – o loiro questionou ao ver a confusão no rosto da morena. – Mas me lembrei que gosta disto, ou me engano? – questionou com um sorriso galanteador.

– Sempre tão cuidadoso, Shinji-san!

Bebeu de uma só vez o copo, para alegria do rapaz, que a acompanhou da mesma forma. Colocou o copo na mesinha de centro e se sentou em outro sofá, de frente para ela. Observou algumas mudanças na pequena silhueta, mas gostou delas, estava mais amadurecida. Mais mulher.

– Então ao que devo a sua visita, minha cara? Com certeza não veio para me ver, certo? – foi direto, para era de perder tempo.

Não era bobo. Amava as mulheres e sabia que isso era uma fraqueza sua muito bem exposta a todas. Apesar disso não se deixaria levar por pessoas como Senna.

– Oh! Só porque sou repórter, não significa que não possa visitar velhos amigos! Me ofende desse jeito, Shinji-san! – Senna se defendeu, fazendo uma pose de ofendida.

Cruzou as pernas, para desespero interno do rapaz. A saia preta, justíssima e curta, mostrava mais carne do que o necessário e, o suficiente para desarmar o mulherengo dentro do loiro.

Hirako respirou cansado e aguardou as perguntas da jovem. Conhecia-a bem para saber, que se ela estava ali era por causa de Ichigo e sua linda Rukia. Não era para vê-lo, disso tinha certeza.

Senna ficou desconfortável com o mutismo do rapaz e percebeu que não poderia fazer rodeios na conversa.

– Bem... Acredito que já imagine o que quero saber de você, certo? – questionou, altiva.

– Vá em frente... Mas...

– Mas?

– Terei que ganhar algo em troca, não acha?

– O QUÊ?

– Ora! Mas é claro! Eu estava prestes a ir para meu consultório e você me interrompe para falar de idiotas como Ichigo e ainda quer que seja de graça? – falou irreverente.

Abarai puxou a saia para o joelho, já que agora os olhos de Shinji não saiam daquele ponto. Tentou manter seu autocontrole, pois era difícil com as insinuações óbvias do rapaz. Mas não havia dito a si mesma que faria qualquer coisa? Por que agora parecia tão difícil?

– Claro que será recompensado, Shinji-san! Eu e meu marido faremos com que seus artigos fiquem em primeira página! – comentou envergonhada, já que se lembrou do marido, num momento como aquele.

Hirako sacudiu o indicador em negação. O sorriso cresceu com a surpresa da morena.

– Não, minha linda repórter... Sabe o que quero em troca... Afinal, sempre foi assim comigo, não foi? Por que seria diferente agora?

– Sou casada! – exclamou um pouco irritada.

– Não sou ciumento! – rebateu.

– Mas... Você não iria querer trair um velho amigo, não é mesmo? – tentou, desesperada.

– Pena... Sabia que não iria querer saber que o Ichi-kun não está mais na mansão Kuchiki – cantarolou se levantando e fazendo menção de sair para o trabalho.

Senna o agarrou pela manga do terno. Aquilo a pegou desprevenida. Não sabia disso e pior: o loiro parecia saber para onde o rapaz havia ido.

– Me contaria pelos velhos tempos, Shinji-san? – implorou, manhosa.

Hirako sorriu e a tomou pelo queixo.

– Se me der o que quero, falo o que quiser! – sentenciou à jovem.

A morena ficou estática no sofá, enquanto o loiro soltava um beijo ao ar e pegava sua maleta para sair. Ele falava sério e não parecia querer outra proposta.

”O que posso fazer”? Pensou, desesperada. Já ouvia os passos de Hirako no corredor e não sabia que atitude tomar, afinal era casada. Quando pensou em chantageá-lo era com alguns beijos ou agarro, mas não sexo de verdade. Conhecia bem aquela expressão predatória do loiro e, sabia que isso não o faria falar nada.

– SHINJI? – gritou, saindo apressada do apartamento.

No final do corredor o rapaz parou sem se virar para a jovem.

– Se... Eu te der o que quer... Você me diz onde Ichigo está? – perguntou com a voz trêmula.

– Falo tudo o que quiser! – respondeu, animado.

– E... Sua namorada? Aquela da foto? Ela não vai ficar chateada? – tentou uma última vez demovê-lo.

– Nel-chan e eu não somos ciumentos! Nossa relação permite esse tipo de “coisa”. Não se preocupe com isso.

Senna ficou petrificada. Ele sorria como se fosse algo comum e ela não sabia como tratar essa atitude.

– Além do mais... Você também já deve estar acostumada, não é mesmo? – falou mordaz.

Abarai sentiu o sangue ferver de raiva. Em dois passos longos e rápidos, chegou até o rapaz e lhe deu um tapa forte no rosto. Os cabelos loiros voaram com a ação da jovem, mas Hirako não se mexeu.

– Quem você pensa que sou, Shinji-san? Aquilo foi...

– Passado? – devolveu, rápido, segurando a mão da jovem com força.

Senna ficou trêmula e algumas lágrimas escorreram pelo rosto moreno. Shinji a puxou e abraçou com ternura.

– Assim não vale... Sabe que não suporto lágrimas de mulher bonita... Você é tão malvada, Senna! Vamos para meu quarto que te farei se sentir melhor...

– Mas o quê? Ainda vai insistir? – falou com voz chorosa, perdendo a compostura e chorando como criança.

– Você me conhece, linda! Comigo é assim! Ou aceita ou larga! – propôs, com um novo sorriso, mas mais comedido que os outros.

A jovem repórter esfregou os olhos com raiva e, sem responder mais nada, apertou a própria bolsa e saiu irritada. Não olhou para trás e, portanto, não pode ver a expressão de vitória do rapaz.

– Minha bela Senna-chan nunca muda! Mas estou feliz que agora respeita a si mesma! – divagou, enquanto caminhava com calma para o corredor. – Pena que fiquei sem uma garota outra vez! – resmungou, desanimado.

Saiu cumprimentando o guarda, que havia sido comprado pela jovem e, ainda na saída pode vê-la tomar um táxi e sumir na esquina. Sorriu mais uma vez com a ingenuidade da garota. Amava isso nela.

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– Hirako? Você demorou demais, cara! Eu não suporto mais ficar com essas malucas na minha cola! Se vira com elas... Yoruichi disse que você falaria com elas! – Grimm comentou, exasperado.

O suor no rosto do rapaz, fez Hirako perceber o quanto ele estava se segurando para não cometer um assassinato em série com aquelas garotas.

A ideia de Yoruichi já não animava tanto quanto antes. Queria conhecer mais sobre as garotas da prisão, mas já não estava tão seguro assim. As jovens prisioneiras davam mais trabalho do que imaginara.

Todas estavam hospedadas na enorme casa dos Shiba. Ainda precisavam encontrar uma forma pacífica de devolvê-las para a prisão, mas elas não pareciam querer cooperar. Por isso, Yoruichi e Kuukaku lhe chamaram. Bancaria o profissional com as garotas, para convencê-las que era o melhor a se fazer. Afinal, até mesmo Ishin estava cuidando para que não tivessem as penas aumentadas. Mas para isso acontecer, precisavam se entregar. Parte mais complicada.

Hirako suspirou e entrou na sala e com destreza desviou de uma almofada que voava em sua direção. Fechou a porta e Saya se aproximou com um sorriso malicioso.

O camisetão e o short jeans curtíssimo a faziam parecer bem relaxada. No canto da sala, jogando Playstation, estavam Halibel e Mony, tentando vencer o jogo da FIFA. Riruka comorava atrás das garotas a cada gol de Halibel contra Mony, que choramingava e xingava alguns palavrões.

Luka pintava cuidadosamente as unhas dos pés, em seu vestido curto, que mais parecia pertencer a uma criança. Hirako podia enxergar sua calcinha de renda preta perfeitamente.

O rapaz se sentou entesado, controlando a própria respiração e tentando se manter concentrado, enquanto via, pelo canto do olho, a bela Saya se abaixar para pegar a almofada e lhe atirar de volta. Ele a pegou no ar e tampou o rosto, para alegria da ruiva.

– Veio nos fazer outra visitinha, Hirako-nii-chan? – comentou em voz melosa.

Saya se sentou no colo do rapaz, que tirou apressado o objeto do rosto para contemplar a proximidade da jovem em si.

– Hoje não é meu dia! – sussurrou e sorriu animado.

– Não? O que posso fazer para melhorar ele? – falou, acariciando a camisa e desarrumando a gravata do rapaz. – Hein? – puxou a gravata com força, sufocando-o levemente.

Hirako segurou a gravata para se salvar e sorriu para a jovem.

– Que tal se entregar hoje? Prometo que te visitarei todos os dias! – sussurrou próximo ao ouvido de Saya.

Riruka observou a cena com irritação crescente. Odiava ver sua musa caindo aos pés daquele tipo. Mas se segurou, havia prometido a ela que se comportaria, ou pelo menos tentaria.

Mony sorriu por causa dos olhos fechados de Riruka e perdeu mais um passe para Halibel.

– Só volto para o lado de Kia-chan! Não volto mais para aquele lugar horrível – respondeu, abraçando o rapaz.

Hirako suspirou e aproveitou para apertá-la mais a si. Não seria nada fácil conseguir convencer aquelas garotas. Mas jamais permitiria a outro fazer aquele trabalho. Sorriu ao observar Luka piscar um olho e lhe jogar um beijo.

– Estou no paraíso, só pode ser! – falou, rindo da própria sorte.

– CHEGA! Saya-chan! Deixa que eu cuido desse doido idiota! Não aguento mais ver sua cara aqui, seu loiro azedo! Quem pensa que é, Salomão? Saya-chan não curte homens, sacou? Ela é minha, entendeu?

Riruka perdeu o controle e se jogou em cima do casal. Hirako lutava para conseguir respirar, já que a moreninha de tranças tentava sufocá-lo a todo custo. Saya deixou ambos “brincando” e saiu para beber algo no frigobar.

Estava adorando aquele lugar. Pareciam estar de férias. Era muito melhor que aquele apartamento pequeno em que estavam antes. A casa parecia uma mansão.

– Riruka-chan deixe ele, você o está deixando roxo, olha! Se a Saya não o quer eu quero!

Luka foi ao socorro do loiro, que aproveitava a oportunidade para respirar melhor.

Depois de algumas conversas, brigas e brincadeiras, Shinji ficou sério e convidou as jovens para que ficassem a sua volta, num círculo. Modelo que adotou para conversar com elas, uma forma de quebrar as barreiras psicológicas das garotas sobre si.

– Meninas, sabem que adoro ficar com vocês, mas falo sério! Yoruichi não conseguirá mais tempo pra vocês. Precisam decidir ou o velho juiz vai acabar com a brincadeira e aumentar o tempo de vocês na prisão... É isso o que querem? – perguntou, irreverente.

As garotas se encararam, sérias e Saya sorriu em resposta. Sabiam o que iriam fazer.

– Já disse antes, Hirako-nii-chan! Quero ir para onde Kia-chan foi e ninguém vai me impedir de fazer isso!

– E eu vou aonde Saya-san for! – Riruka falou rápido.

– Eu e Halibel vamos ficar de olho nessas duas! – emendou Mony.

Luka sorriu para Hirako e, sem cerimônias o abraçou, dando-lhe um beijo demorado na boca, que foi prontamente bem recebido pelo rapaz.

– Acho que elas já responderam tudo, certo Hirako-chan? Vai nos ajudar? – perguntou com voz manhosa.

Shinji sorriu aproveitando o abraço da loira. Não tinha jeito mesmo. Detestava se meter em problemas. Mas se o caso envolvia belas mulheres, não tinha escolha.

– Seu desejo é uma ordem, minha bela Luka! Você é minha única inspiração, sabia? – cantou a loira, descaradamente.

– Lógico que sei! Então falta você resolver o lance com o azulão ali, certo? Pois eu já percebi que ele não curte muito as mulheres, certo, Saya-chan? – questionou a amiga, sem se desgarrar do rapaz.

– Se é! Eu até fingi derrubar minha toalha e ele nem piscou os olhos! Que desperdício!

Todos riram na sala.

Fora dela, Grimmjow segurava o próprio corpo para não chutar a porta e matar todas elas de uma vez. Bendita hora que aceitara aquele trabalho. Amaldiçoou Urahara com todo o ódio que possuía dentro de si.

Notas finais
É Isso pessoal! Vejo todos no próximo capitulo. Kissus,

JJ