Vingança

5 Injustiça


Notas iniciais
Yo, pessoal!Como estão? Já pensavam que eu não postaria essa semana, né? Mas aqui estou eu com prometido (apesar de minha mãe não querer que eu escreva, ela disse que estou deixando-a em segundo lugar. Absurdo, pois amo minha pequena. Kkkkkk)! Cenas um pouco fortes e revelações bombásticas. Espero que sobrevivam a isso. Kkkk Odiei escrever esse capitulo, mas não poderia fugir de uma triste realidade, não? Espero que curtam! Quero deixar um beijo especial a meu adorados nakamas que me deixaram review! Também aqueles que estão lendo, mas os danadinhos ainda não escreveram!> Bloodyrose,Liruichi,Animeprix,Rukiableach,Jujy,Jenix,Feh Nanda,Fe Neac,Jon T,SeleneRuthvan,NokinhasF,Mirella Dalarovera. Mega kissus pra vocês, fofetes!

"Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las." (Pitágoras).

...

O olhar perscrutador de Byakuya percorreu os dois homens que se encontravam a frente de sua suntuosa mesa de escritório. Ichigo sentiu-se incomodado com aquilo e não evitou um resmungo baixo. Ele odiava esse tipo de olhar altivo, altaneiro. Sabia que significava superioridade, e detestava esse sentimento compartilhado por todas as pessoas de família nobre. Ishin manteve-se calmo e não parecia importar-se com a análise minuciosa do rapaz; já estava acostumado a esses comportamentos. Sempre trabalhou com pessoas ricas e famosas, e isso era o menor dos problemas com essas pessoas.

— Kuchiki Byakuya! O que me oferecem? – Byakuya questionou após um meneio de cabeça, que considerava saudação suficiente para aqueles advogados, indiferente do sucesso e fama do nome Kurosaki naquele país.

Um Kuchiki jamais abaixava a cabeça para um ser inferior. Ichigo ficou indignado com o comportamento do jovem, mas seu pai fez um sinal com a mão para que deixar estar, já que precisavam muito daquele depoimento.

— Kurosaki Ishin e Kurosaki Ichigo ao seu dispor, Kuchiki-sama! Estamos aqui para fazer algumas perguntas sobre sua irmã Rukia. Isso é muito importante, pois achamos que existe algo errado na condenação dela. – terminou com uma expressão de dúvida.

Afinal, não era bem assim que achavam ser o caso, mas precisava se aproximar do irmão mais velho da pequena Kuchiki, e qual melhor maneira do que puxando para o lado emocional do rapaz? Mas Ishin não conhecia a frieza daquela família, a honra e o poder são os únicos pontos importantes que Byakuya aprendeu em sua casa.

— Não tenho nenhuma irmã, e não quero falar sobre um assunto que já foi corretamente julgado, muito menos é de minha incumbência. Se os senhores só tinham isso para tratar comigo, peço-lhes que se retirem, pois tenho que me preparar para uma viagem de negócios! – exclamou vazio e frio.

Os olhos de Byakuya tinham um brilho de ódio. Ichigo não conseguiu ficar indiferente com tamanha desfeita e despreocupação de um irmão que deveria proteger sua irmã mais nova, afinal foi o que aprendeu desde pequeno, que os mais velhos devem procurar proteger os mais novos.

— Acabamos de dizer que existem irregularidades no processo de condenação e você diz que não é de sua incumbência? E se ela realmente for inocente? O que acha que seus pais pensariam disso? Você deveria proteger sua família e não ficar como se nada estivesse acontecendo! – explodiu Ichigo para surpresa de Ishin.

Byakuya novamente observou indiferente o jovem de cabelos alaranjados. No seu intimo pensava que não poderia ter alguém como essa espécie de punk como advogado. O mundo realmente estava decaindo se considerava um homem como esse um sucesso no ramo jurídico. Inconcebível. Muito menos querendo ditar como ele deveria agir diante de algo que quebrou o próprio coração.

— Coloque-se em seu lugar rapaz. Saiam! Já disse que não tenho nada a declarar sobre essa assassina. Ela nunca foi minha irmã. Agora saiam se não quiserem que eu chame os seguranças! – sentenciou direto em sua imponência e prepotência característica.

— Ora seu...

— Chega Ichigo. Perdoe-nos Kuchiki-sama. Por favor, fique com meu cartão, e quando achar que tem algo importante a acrescentar neste assunto me chame. Desculpe incomodar e tenha uma boa viagem! – desculpou-se humildemente o líder Kurosaki.

Ichigo achou aquilo ridículo. Como seu pai se rebaixava daquela maneira? Era essas atitudes que o faziam querer sumir daquela casa. Eles não eram tão ricos quanto esse homem, mas tinham nome e dinheiro suficiente para não passar por aquela humilhação. Saiu sem se despedir ou esperar o pai. Não suportava nem mais um segundo naquele lugar podre.

— Se me der licença!

Ishin correu atrás do filho que já estava fechando a porta do carro para arrancar dali. Quase não teve tempo de entrar, já que o rapaz acelerou com violência sem esperar o porteiro terminar de abrir o portão automático, quase atropelando o rapaz. Estava furioso. Ishin o observou calado, sabia que o filho era orgulhoso e detestava ser tratado com desprezo. Mas isso não significava que sua atitude passiva fosse errada, afinal se não conseguissem abrandar o jovem Kuchiki não teriam sucesso naquele caso, já que a influencia dele era sumamente prejudicial.

— Você acha que assim conseguirá algo, Ichigo? Pois eu te digo eu não. Agora teremos que enfrentar um homem poderoso por sua atitude exaltada!

Não gostava de brigar com filho, pois sabia que isso era o gatilho para que o rapaz voltasse para suas drogas, mas precisava tentar colocar razão em sua cabeça rebelde.

— Foi você mesmo quem me ensinou a cuidar das pessoas, velho. Como aquele homem pode concordar com isso? Ele sabe que não foi correta essa prisão. Sabe que faltam provas conclusivas, mas mesmo assim deixa estar com está. Isso é inaceitável! E o pior foi ver você se rebaixando a esse cretino. Não passa de um lambe botas idiotas! Odeio esse seu jeito, velho! – soltou irritado e com o cenho muito franzido, sua característica quando ficava nervoso.

Ishin somente suspirou e observou o filho passar por mais um semáforo vermelho. Teria um longo dia.

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O prédio do Supremo Tribunal, ao lado o prédio da Dieta, tinha uma arquitetura medieval e tradicional, mostrando a modernidade japonesa, sem perder a tradição de sua cultura. Ishin estava ansioso por ver seu grande amigo, Juiz do Tribunal Sumário Ukitake Juushirou.

Estava sozinho, pois desde a semana passada o filho não queria mais acompanhá-lo naquilo que considerava o caso do pai dele, já que resolveu não participar mais por conta do ocorrido na mansão Kuchiki. Ishin suspirou mais uma vez naquele conturbado dia, e adentrou o salão principal, saudando com respeito a cada um que passava por perto. Aquele lugar era muito especial para o povo japonês. E mais ainda para Ishin, que já foi auxiliar de juiz quando mais jovem.

Não seguiu carreira ali, pois se sentia mais a vontade advogando, e por isso recusou a proposta de ser juiz, após seus dez anos de prestação como auxiliar, uma exigência da Legislação. Por conta disso, seu amigo e colega de faculdade exercia agora em seu lugar. Sempre que tinha um caso mais complicado, recorria ao velho companheiro da Universidade de Tóquio, a mais tradicional no ensino de direito no Japão. Aguardou o auxiliar de Juushirou anunciá-lo e entrou abraçando-o efusivo.

— Ishin-san, que felicidade em vê-lo! Já estava achando que não viria mais me visitar! – falou animado o rapaz de meia idade, longos cabelos brancos e sorrio gentil.

A toga preta demonstrava que tinha acabado de voltar de algum julgamento. Com jurisdição de Yamamoto, todos tinham que respeitar a mínima regra imposta. Ninguém ousava desrespeitar para ter que passar uma noite nas temíveis prisões administradas habilmente por ele.

— Perdoe-me Juushirou-san, mas não tenho conseguido muito tempo livre para fazê-lo. Mas você também não me visita em casa! Masaki sente sua falta, e as meninas já acham que você não se importa mais com elas! – Kurosaki reclamou divertido.

Sentou-se na poltrona macia do escritório que ele mesmo ajudou a mobiliar quando ainda trabalhava no prédio.

— Diga a elas que logo os visitarei novamente! Fiquei internado esses dias por conta de minha pneumonia. Não quis avisar para não preocupá-los e já me sinto bem melhor! – respondeu rápido ao notar a preocupação do amigo.

Apesar de ter a saúde muito debilitada, Juushirou era um dos melhores juízes do Japão. Esforçava-se ao máximo para merecer a posição que o amigo lhe cedeu.

— Ainda bem! Mas vamos aos negócios, velho amigo! Preciso que me ajude com um processo que creio estar irregular! – tratou de iniciar as perguntas.

Apesar de saber que naquele julgamento foi o próprio Yamamoto a presidir, ainda pensava haver muitos atos irregulares que o velho juiz jamais aceitaria. Ukitake se retraiu um pouco. Ishin não costumava se envolver com pessoas extremamente importantes, mas parece que dessa vez seria colocado em encrencas, já que jamais negaria auxilio ao seu amigo e antigo chefe.

— Faz algum tempo que Yamamoto-sama não faz nenhuma aparição! O ultimo julgamento ao qual participou foi o caso do assassinato Kuchiki... Espera não me diga que você...?

— Esse mesmo! Sei do quão respeitável é nosso Yamamoto, mas tenho certeza que existe algo errado. Primeiro, porque Kuchiki não foi sentenciada a morte? Já que pela lei, ela deveria ser enforcada após algum tempo de prisão! Porque foi julgada diretamente por ele, ao invés de um juizado menor? Porque não tivemos relatórios de perícia mais detalhados? Afinal um crime como esse não pode ser tratado de qualquer jeito, não? E para piorar, a garota sequer teve direito a uma defesa mínima! Não quero assustar, meu amigo, mas isso me parece mais uma vez as mãos dos nobres em nossa justiça! Sabe que não suporto esse tipo de coisas! – terminou solene observando o rosto apreensivo do juiz.

Sabiam que ainda tinham intervenções de pessoas endinheiradas e de famílias tradicionais.

— Nossa... Nem sei o que dizer... Acredita na inocência dela?

Tossiu um pouco nervoso. Apesar de dizer que estava melhor, podia-se notar que ainda convalescia da doença.

— Unohana-san acredita! Acho que devemos dar um voto de confiança na menina por ela, não acha?

— Retsu-san? Faz muito anos que não a via. Isso me faz lembrar que ela tinha uma extrema amizade com o casal Kuchiki. Foi por eles que ela se mudou para a mansão não foi? Ainda não consigo acreditar que ela se tornou uma mera empregada deles! – expressou duvidoso.

Ukitake, apesar de tantos anos, ainda não aceitava o fato da falência de sua tão estimada amiga. Ele e seus amigos, como Ishin, tentaram ajudá-la, mas ela preferiu trabalhar com os Kuchiki, alegando que eles precisavam dela.

— Sim. E ela agora precisa de nós! Deixar essa pequena abandonada está matando Retsu! A única prova conclusiva da pericia foi à pele nas unhas de Ruka. Mas já solicitei um exame do relatório pelo laboratório de Urahara, e de primeira observação ele já conseguiu encontrar dezenas de erros gritantes, algo eu Yamamoto jamais aceitaria!

Ukitake ficou imóvel. Aquilo poderia tornar-se um terrível escândalo. Dava graças a Deus que era Ishin quem estava cuidando do caso, pois senão teriam sérios problemas com os cidadãos japoneses.

— Quando ele informará os resultados?

Era sabido que Urahara Kisuke levava metade do tempo de outros laboratórios para emitir um parecer. Ishin sorriu galante para o amigo, sabia o grande problema em que estava colocando o amigo, mas não podia evitar. Deviam muito a Unohana, e estava na hora de apoiá-la.

— Já me deu uma prévia! O completo sai daqui uma semana. E posso dizer meu amigo, que Kuchiki Rukia não pode ser a assassina de Kuchiki Hideki e Kuchiki Akemi! O próprio Urahara atesta isso, além de estar irritado por não ter sido procurado há dois anos, já que ele é nosso maior especialista na área! – terminou animado lembrando-se do rosto do amigo cientista ao informar sobre o caso dos Kuchiki.

Ele era um homem extremamente desligado do mundo, e nunca assistia à televisão ou lia jornais, por isso estava por fora de assuntos cotidianos, mas era considerado gênio na física, especialista em química, lecionava medicina e tinha hobbies estranhos, além de participar de simpósios científicos de diversas áreas ao qual era membro honorável. Trabalhava em casos sem solução para a coroa inglesa, Japão e EUA no quesito pericia técnica e criminal. Por isso ficou revoltado por não ter sido convidado para o esse, já que estava viajando na Alemanha e não foi informado.

— Por que ele acha isso?

Juushirou perguntou duvidoso. Aquele processo seria mais trabalhoso do que imaginou no inicio. Teria que informar Yamamoto o mais rápido possível.

— A altura dela! Acho que o assassino esqueceu-se desse importante detalhe! Os corpos dos Kuchiki foram atingidos quando eles estavam em pé, então à altura das facadas não condiz com a da garota! Acredita nisso? Acho que nosso velho juiz vai surtar quando souber!

Ukitake não sabia como reagir e devolveu o sorriso caloroso de Ishin. Como ele não havia percebido algo assim? Essa era uma das razões que preferia ter Kurosaki como juiz, e não ele.

— Estamos perdidos! Yamamoto vai nos matar!

— E a Urahara também! Mas posso lidar com isso! Minha Masaki me faz querer correr qualquer risco para poder impressioná-la! – descontraiu Kurosaki, mas não teve o mesmo gesto devolvido pelo pobre Ukitake que já tinha novamente um ataque de tosse de nervosismo.

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A escuridão daquele lugar mais uma vez a envolvia. Estar na solitária já havia virado costume para Rukia. Como não conseguiu fazer as atividades daquela semana, estava mais uma vez sendo castigada. Seu nervosismo devia-se ao fato de não ter recebido nenhuma visita de Unohana. Sentiu-se mais uma vez abandonada! Sozinha. Infeliz. Seu pequeno corpo estava debruçado no chão como se estivesse no útero de uma mãe.

Quantas horas estava ali, não fazia ideia. Somente sentia uma dor pulsante no peito. Ouviu a grossa e pesada porta da minúscula cela se abrir fazendo um rangido estrondoso e irritante. Não se levantou esperando a policial entrar. Ficou surpresa ao perceber que era um dos carcereiros. Já imagina o que viria a seguir.

— Levante-se pequena! Vamos brincar um pouco! – falou o homem de forma maliciosa e cheia de segundas intenções.

Não seria a primeira vez que ele a violentaria quando estivesse naquela solitária. Ninguém se importava quando dizia que isso acontecia em suas internações. Achavam que era só uma forma de evitar ser presa ali. Lembrou-se da sua dolorosa primeira vez. Não foi com seu noivo, mas com três policiais corruptos daquela prisão diabólica.

O rapaz era jovem e muito bonito, mas não tinha o mínimo de piedade com aquelas mulheres. Afinal não passavam de assassinas, muitas a espera da morte. Não sabia se era pior ser violentada por aqueles homens sem escrúpulos, ou pelas internas daquele lugar.

Rukia gemeu e chorou mais uma vez de dor, enquanto tinha a calça retirada de forma brusca.

Quando sairia daquele inferno? Será que merecia todo aquele sofrimento? Por que não tinha coragem de tirar a vida e se livrar daquele maldito lugar? Vingança. Era a única coisa que a fazia permanecer viva. Queria vingança.

Retorceu-se de dor quando teve sua intimidade violentamente invadida. Os gemidos de prazer daquele homem inundavam o pequeno lugar. Fazia caretas de satisfação, não se importando com a falta de resposta da pequena a sua mercê.

Rukia não gritava mais por socorro como antes, já que percebeu com horror que aquele lugar tinha proteção contra som.

Mais algumas estocadas violentas daquele ser imundo e Rukia teve a terrível sensação daquele líquido nojento, viscoso e quente escorrer por suas finas pernas. Ouviu-o, calada, gemer alto pelo ápice.

O rapaz recolocou o órgão em seu devido lugar e com desprezo olhou-a sorridente. Saiu deixando a jovem sem a parte de baixo de seu uniforme.

Sentia asco de seu próprio corpo. Nojo de sua existência. Como queria ter morrido quando teve oportunidade naquela rua. Colocou o braço na frente do rosto e chorou novamente. Os soluços baixos inundavam aquele inferno. Inundavam aquela alma destruída.

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— Kurosaki-kun, sua mãe ligou novamente! Perguntou quando pretende voltar pra casa!

Inoue estava triste por ver mais uma vez aquele belo ruivo decaído. O rapaz estava sentado encostado à cama de casal daquele quarto rosa. Orihime tinha um quarto cheio de temáticas infantis, com bonecas e ursinhos de enfeite.

Não gostava de trazer seus amigos para casa, mas como seu irmão estava viajando, não negou asilo para o rapaz que ainda fazia seu coração bater acelerado.

Ichigo aplicou a fina agulha daquela injeção com a droga que tanto ansiava. Quase surtou quando Inuoe lhe disse mais cedo que não tinha isso em casa. Esperou o companheiro trazer e assim que a recebeu tratou de usar.

— Não posso falar com ela desse jeito, Inuoe! Diga que amanhã volto! Agora me deixe sozinho, por favor! Obrigado por me deixar ficar! – falou já extasiado com o efeito quase imediato daquela droga.

Orihime o olhou triste e saiu do quarto para deixá-lo mais a vontade. Quando Ichigo havia chegado à noite anterior, achou que fosse por ela, já que fazia meses que não faziam amor. Mas não era esse o motivo. Ele só queria fugir para qualquer lugar, para usar sua tão estimada droga. Como odiava aquilo. Ela mesma só começou a usar maconha para ficar próxima do rapaz. Queria estar mais perto dele, mesmo que em algo tão errado.

Seguiu para o telefone delicado da sala e discou um numero conhecido. Aguardou ser atendida enrolando o fio entre os dedos.

— Diga Inoue?

Do outro lado à voz indiferente de Ulquiorra a fez sorrir. Só ele a fazia sentir-se um pouco mais animada.

— Kurosaki-kun está no meu quarto... O que devo fazer Ulquiorra-kun? –perguntou aflita e sem animo.

Ouviu um suspiro arrastado do outro lado.

— Transou com ele? – falou vulgar e indiferente.

Podia estar assim por fora, mas se irritava muito por saber que a ruiva ainda nutria sentimentos pelo colega. Não eram namorados oficialmente, mas achou que havia algo entre eles.

— Sim... Perdoe-me, por favor! Ele estava tão carente e triste que... Não pude dizer não pra ele... E-u... Ulquiorra... – sussurrou ao ouvir os tons de desligado da outra linha.

Não queria traí-lo, realmente queria algo mais sério com o rapaz, mas não sabia como lidar com aquele sentimento estranho quando estava perto do ruivo.

Recolocou o fone de volta na base e encostou o corpo na parede desolada. Ouviu o barulho da porta de seu quarto se abrir e dele sair o rapaz sem camisa se aproximar. Era aparente que estava fora de si.

Não se mexeu quando este atacou seu pescoço num beijo violento e sensual. As mãos do rapaz apertavam as curvas generosas de sua melhor amiga. Se estivesse lúcido jamais a trataria assim. Sempre a tratava com carinho e cuidado. Mesmo não sentindo nada diferente de amizade por ela. Fazer sexo com Inoue Orihime era de certa forma uma terapia.

Pegou as pernas grossas e a levantou deixando-a pendurada em sua cintura para manipular aquele corpo com mais facilidade. Inuoe correspondia cada carícia, mas sabia que dali algumas horas, Ichigo não se lembraria da forma rude com a qual a tomou. Queria tanto ser correspondida como ela o amava.

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— Parece que teremos uma nova companheira, certo Saya-san? – Riruka perguntava animada, mas Saya ainda estava preocupada com a pequena Kuchiki.

Sabia bem o que acontecia naquela solitária monstruosa, e odiava o estado que a menina saia dali. Completamente destruída e sem vida.

— Entre gatuna, semana que vem a levaremos para sua forca! Aproveite o momento com as meninas! Seja bem vinda ao inferno! – Thor falou alto para que todas percebessem a presença da novata.

A mulher de pele morena e curvas bonitas era ovacionada por todas enquanto atravessava o longo corredor. Era muito bonita e tinha um sorriso maroto, indiferente de sua situação naquele lugar.

— Halibel, parece que teremos mais uma em nosso cubículo! Eles acham que cabe mais gente aqui? Ou será que a pirralha morreu na solitária? – soltou mordaz.

Mony arrumava as trancinhas do cabelo e calou-se quando o olhar assassino de Saya lhe percorreu o corpo. A morena entrou e sorriu calorosa a todas.

— Prazer em conhecê-las! Shihouin Yoruichi a seu dispor! O que fazem para matar o tempo, meninas? – questionou divertida ao ver a surpresa nos rostos de suas novas companheiras.

— Sua louca, você será executada daqui uma semana, e é isso o que você tem a nos falar? – Riruka soltou indignada.

Halibel, Saya e Mony também teriam reagido assim, mas ela foi mais rápida.

— Não vou morrer meninas. Logo sairei daqui! Se quiserem... Podem vir comigo. Será mais divertido com mais gente!

A morena se aconchegou na cama de Rukia e deitou-se espreguiçando o corpo. Nenhuma delas conseguiu falar depois daquele estranho comentário. Afinal quem era aquela mulher?

Notas finais
Perdoem-me os pelos erros e algumas cenas vulgares. Não gosto de falar desse modo, mas não tive escolha. Tenho que mostrar o personagem da forma em que estaria! ;_; Escrever a parte da Kia doeu. Imaginar que isso realmente acontece é o pior. Mas sabemos que somente os podres fazem esse tipo de coisas. Como Yamamoto tomará a noticia de Ukitake? Poderá Urahara comprovar que Kia é mesmo inocente? O que Byakuya irá fazer quando se inteirar? Ichigo deixará de ser idiota e de estar de esfrega com a peituda? Enfim, muitas perguntas, mas a mais divertida: Poderá Youruichi fugir desse verdadeiro inferno? Vejo vocês semana que vem! Obrigada por todas as mensagens particulares que me enviaram. Fico muito feliz por saber que estão comigo! Muitos beijos molhados em vossas bochechas!Fui, JJ