Vingador Vol. II

17 16. La Petite Mort


Três dias depois, Torre residencial Solea, Milão.

Sakura saiu do banheiro, parando de frente com um espelho que tomava parte da parede do corredor que acessava um amplo closet cheio de roupas caras e novas, ela encarou a si mesma, observando o vestido mais simples que encontrara ali, tudo parecia ser seu tamanho, e isso era apenas mais assustador. Desde os sapatos ás peças íntimas, obviamente nem tudo ao seu gosto (o que era um pouco menos assustador) mas muito refinado, caro, nobre, e alguns bem extravagantes.

Este era mais formal, um tom nude mais escuro, com linhas pretas e um recorte diferenciado. Ajeitou os pés dentro do par de scarpin mais baixo que encontrara, também nude e encarou as suaves olheiras abaixo dos olhos, caminhou ao longo do corredor direto ao closet, haviam as araras embutidas na parede, uma sapateira giratória com uns cem calçados e o que ela realmente queria agora, um pouco de maquiagem.

Maquiar-se não lhe era muito dificultoso, mas sempre tivera certa preguiça de exagerar ou impressionar mais, aprendera que menos podia ser muito mais impactante e atraente que o mais. E já tendo um rosto repleto de traços chamativos, alguns deles não tão agradáveis – como a cicatriz, ela não poderia se dar muito ao luxo de encher os olhos de tons escuros ou luminosos nem a boca de vermelho sangue.

Um pouco mais satisfeita e menos ansiosa, deixou o recinto e voltou ao amplo quarto deste formidável flat em Milão, que aparentemente, era seu agora.

Na sala, o Sr. 87, como unicamente se permitira ser denominado, fazia o trabalho de limpar as armas que levava numa maleta preta, tinha cerca de um metro e noventa, corpulento e de postura mecânica, bastante criterioso em qualquer movimento, o número que o denominava estava tatuado em sua nuca, as outras tatuagens eram posteriores a sua libertação do complexo secreto instalado nas gélidas terras da Groelândia.

O Sr. 87, junto de seus "irmãos”, eram remanescentes de um antigo projeto da Folha que pegava os filhos bastardos das grandes famílias que a compunham, os levava e os submetia desde crianças a serem assassinos treinados tal qual os pais, mas, com a diferença de que, não pertenciam a família alguma, eram apenas um grupo de soldados a parte, uma ferramenta feita a partir de um produto antes, indesejável para estas famílias que ainda trabalhavam no padrão retrógrado de formação de alianças entre si: os casamentos arranjados ou entre membros da mesma família.

Por isso eram a Casa sem Pátria, bastardos de famílias e casas de todos os lugares que a Folha tivesse ligação e controle, obedientes diretos á alta Cúpula, agindo por baixo dos panos até para quem pertencia á Folha, um tentáculo invisível.

Até pelo menos, um jovem Uchiha invadir as instalações na Groelândia, matar todos os responsáveis pelas sessões de tortura psicológica e treinamento pesado, e salvar a geração atual de assassinos que ali estava sendo formada.

Este jovem foi Itachi Uchiha, que lhe deu uma escolha entre seguirem suas vidas, ou esperarem o dia em que as contas com a Folha devessem ser acertadas, se tornando obedientes aos planos do Uchiha.

Plano esse que agora se revelou ser a Casa que protegeria Sakura Uchiha e auxiliaria ela e quem ela quisesse na cruzada contra aqueles que pretendiam corromper a Folha.

Para Sakura, esta gente já era corrompida, por ela, isso tudo seria extinto, mas sentia que mesmo que assim o desejasse ainda estava além das armas e meios que Itachi a disponibilizou, que foram muitos.

Quanto mais ela, até mesmo Sasuke e Kakashi descobriam sobre a Folha, mais profundas suas raízes pareciam ter se tornado, e mais difícil se mostrava ser, arranca-la da terra de uma definitivamente.

— Bom dia. Onde estão os outros? – Ela evitava um pouco chamar diretamente, era desconfortável chama-los pelo nome, lhe soava desumano.

O Sr. 87 fitou-a com atenção, parecia ter alguma dificuldade em soar cordial e não assusta-la, e Sakura empregou esforço eu não soar tão impressionável.

— Cuidando do perímetro, e o Canino Branco saiu para vigiar a entrada de algum membro da casa Italiana na cidade.

Sakura inclinou a cabeça, intrigada.

— Eh? Canino Branco?

— Kakashi Hatake.

— Oh, acho que combina... – Sakura puxou uma cadeira e se sentou a frente dele. — E... Nenhuma notícia dele? – Indagou, amuadamente arranhando o tampo de granito da mesa.

— Ele é bom e se manter fora de vista, melhor do que julguei. O Corvo, achei que ele o superestimasse um pouco por conta do laço. – Explicou ele, limpando o cano de uma arma mais robusta. — Mas é perceptível o nível dele, então creio que isso possa dar certo, e que ele possa usar aquela coisa a nosso favor mesmo. – Indicou a mesa de centro, Sakura pousou os olhos no notebook preto junto da folha de códigos estranhos endereçados a Sasuke.

— Acha que... é uma arma para Sasuke usar? — 87 a fitou com seus olhos cinzentos afiados como as garras de uma bem disfarçada raposa branca na neve, porém muito mais claros em demonstrar sua lealdade ao dirigir-se a ela.

— Sim, bem como nós somos as suas.

*

— Diabos, garoto, onde estava? – Kakashi interrogou, Sasuke passou direto e se sentou no sofá. Se curvou catando o computador e a folha, estudando-os sem real interesse, no momento.

— Dando um rolê. – Disse apenas, catando uma bala no pote sobre a mesinha.

— Estava nos testando. – 87 declarou, vindo pelo corredor seguido de 32 e 33, únicas mulheres do grupo, ambas altas, corpulentas e loiras como as verdadeiras guerreiras celtas deveriam ter sido, dentro de conjuntos de ternos cinzentos, os cabelos amarrados e nenhuma maquiagem mais forte aparente, olhos esverdeados gélidos demais para Naruto ou Ino arriscarem uma gracinha, por exemplo.

Sasuke encarou o homem de lado, com desdém, dando leve vazão a seu notório ego e arrogância, que de todos, 87 parecia ser o mais confortável em lidar. As duas mulheres pareciam que adorariam rasgar a garganta dele sempre que sorria, daquela forma cretina que Karin também queria rasgar da cara dele, então entendia e fazia questão de estar próxima para ver um possível embate.

— E vocês estavam me estudando, ou tentaram, claro. – Devolveu, ardiloso.

— Claro, precisava ver se estava mesmo no nível necessário para proteger a Koyosegi ou se apenas se tratava de “preferência do irmão”.

— Naruto traz a pipoca. – Ino cutucou o loiro.

— Traga com mel por cima. – Shikamaru avisou, muito bem humorado só de ver a cara cínica do Uchiha fechar um aviso mudo de perigo que não afetou 87.

— Aliás, ela disse que queria o ver assim que chegasse. Teremos de arrasta-lo até ela?

Sasuke revirou os olhos, se levantando e levando o aparelho e a folha.

Passou por 87 e parou, o encarando com enfado, tinham quase a mesma altura mas o assassino de origem desconhecida era como um urso diante um puma.

— Então vai mesmo obedecer tudo o que ela mandar? – O outro cruzou os braços atrás das costas com bastante satisfação, orgulhoso até.

— Cada palavra, apenas dela e para segurança dela.

Sasuke cuspiu uma risada anasalada e seguiu caminho até o corredor.

— Quero ver se vai gostar quando ela mandar montar casinhas de hamster e carregar livros mofados. – Ironizou, dobrando na esquina do corredor e sumindo. — Bando de cãeszinhos...

— Vocês viram que ele nem questionou né? Vocês viram?! – Ino sinalizou, afobada. — Filho da mãe!

— Aposto cem que ele está é com ciúme. – Shikamaru afirmou.

— Claro que está. – Karin declarou. — Ele sempre foi o primeiro cão a frente dela. Agora com vocês...

— Acho que basta... Tentarem colaborar entre si, Sasuke é difícil de receber ordens de cima, mas vocês estão na mesma rota, no mesmo objetivo, certo?

87 deu de ombros, com seus olhos cinzentos agora sombreados e calculistas.

— Vai ficar tudo bem se ele não atrapalhar nossa meta. Podemos ter o mesmo objetivo, mas nossos métodos de chegar até ele, podem divergir, e entrar em... Conflito.

*

Sakura devolveu a arma para a caixa onde estava e se virou, sentada na beira da cama, ajeitou o robe em torno de si, e ao identificar Sasuke entrando, se levantou prendendo o ar num misto de alívio e ansiedade.

Sasuke largou o computador sobre o criado do outro lado da cama e caminhou até uma mesa com bebidas, pegando um copo de uma garrafa de whisky.

— Então, soube que a madame exigiu minha presença assim que pusesse os pés aqui, então aqui estou.

Sakura deixou os ombros caírem com desânimo. Não havia mandado em ninguém, muito menos nele. Mas o Sr. 87 e os outros pareciam empenhados em agir como se ela só desse ordens que deveriam cumprir com tanta obrigação quanto se tem de respirar.

Só havia pedido para avisarem, quando ele chegasse...

— Não exigi... Mas queria saber quando voltasse...

— E? – Sakura bufou, contornando a cama e indo até ele, puxou o copo de sua mão e pôs de volta na bandeja com um estalo metálico.

— Quero saber o que está acontecendo! O que vai acontecer! Porquê sumiu por três dias? Você realmente precisava ir sem dar notícias? – Disparou esbaforida, a reação seca e sarcástica dele somente ampliava o descontrole de seus nervos. — Precisa tanto assim ficar longe de mim?

Não tinha defesa nem mesmo para um olhar inescrutável dele. O nada só lhe dava espaço para pensar tudo de ruim.

Se afastou e foi até uma poltrona de madeira estofada, sentou com os braços em volta dos joelhos e jogou os olhos para a barra da cortina.

Agora não queria olhar para ele, tampouco.

Sasuke coçou a barba, olhando em volta, expirou enfadado, seguiu até a poltrona e se abaixou, ao lado, apoiando um braço no da cadeira, voltou a esfregar os dedos na pelagem escura.

— Às vezes também preciso pensar...

— Ou apenas alguém pra culpar? – Sakura indagou, antes de o encarar e dar de ombros. — Agora com a família morta, Itachi morto, quem você vai culpar pra se manter afastado, Sasuke?

Ele sentia falta de quando os olhos dela exibiam uma adoração e submissão inquebráveis, não negava. Ainda mais porque assim ela alegremente podia esconder as próprias dores.

Gostava... de ser usado para mascarar a dor e o trauma, mas agora que eles não existiam mais, só havia o reflexo de si mesmo, das próprias ações que antes Sakura ignorava de bom grado pois não se sentia no direito de julga-lo. Ela também era pecadora.

Seu anjinho ressuscitado em pura brancura acabou por retomar querendo ou não, os velhos costumes dos anjos: Julgar e apontar os erros dos pecadores.

E no fim, tinha que lidar com isso, pois ele próprio não podia retornar a forma do velho diabo que assistira impassível o sofrimento dela, as feridas abertas, os hematomas.

Hoje não poderia lidar com ela sendo ferida não importava quantos pudesse matar depois, ou quantos ela pedisse para matar de novo.

Então não podia aceitar os métodos de Itachi que só a mergulhavam no mundo que ele teve tanto trabalho para tentar tira-la. A Folha era implacável, ia fundo no seu pior pesadelo para te fazer ruir, seus pais eram da Folha e seus métodos partiram de usar ela contra ele sem pestanejar, como leões brincando com um ratinho entre as patas.

A Folha ou quem estava tentando se apossar de seu poder, usaria tudo contra ela para inutilizar e neutralizar cada parte sua quando a visse intentar a se erguer.

— Eu sei bem quem são os culpados. – Disse. — É por isso que não a quero entre eles. Você não foi feita para esse mundo, Sakura. Não pode sobreviver nele.

— Quer dizer que sou inútil.

— Você é útil demais. – Sasuke se levantou. — Você controla a casa Uchiha, não importa se ela agora se resume só a você, sua rata. – Irritou-se, indo pegar o copo novamente. — Sabe quantos anos são? De pura informação? De missões? De mortes? De manipulação? Temos tudo isso anotado, querida, governos caíram e se ergueram pelas nossas mãos. – Largou o corpo, apertando os punhos, os fitando, absorto. — Sabe quanto sangue foi derramado por esse sangue? O mesmo em minhas veias? Muita gente sabe, para alguns era como se aqui houvesse um poder, a forma de fazer, de se aproximar, de conseguir o que queríamos. E conseguimos, e temos isso registrado, amor. Não é só nossa vida que eles querem dar fim, nem nossa linhagem. Nosso poder está em suas mãos agora, depende do sangue correndo, nas suas veias, Sakura.

Encarou-a, quando ela se aproximou, o fitando. Segurou o rosto dela, encarando no fundo dos olhos.

— Você é o começo, o meio e o fim, agora, de uma verdadeira linhagem de poder, como sempre foi para mim. Você não pode ser essa... Divindade, Sakura. – Suspirou, esfregando o nariz no dela. — Você não é esse tipo de deusa.

Sakura segurou seus braços, depois o rosto.

— Então seja comigo. Me ensine a ser... Ou seja apenas humano, Sasuke. Você é humano, você não percebe? É disso que tenho medo. Você sai por aí tão confiante, eu tenho medo que isso te mate, não importa quão bom seja, se isso te imortalizará, não será... Da forma que eu preciso que seja... Então não me deixe sozinha, se não quer que me usem, me use você.

Sasuke suspirou e a soltou, dando as costas.

— Se eu guardo a Kuran Uchiha, me guarde, se quer dar fim a Folha, me use. Mas não me faça sentir mais impotente do que já me sinto... Não me faça sentir como se não pudesse salvar você... depois de ter perdido todo mundo. – Pediu.

Sasuke parou próximo a porta e suspirou, os ombros caindo um pouco, meneou a cabeça.

— Vá dormir.

Sakura engoliu um bolo, e respirou fundo tentando se livrar ao menos da voz de choro.

— Apenas se vier comigo.

Sasuke a fitou por cima do ombro, com ar óbvio e cínico.

— Se eu ficar, você não vai dormir. – Declarou a ameaça com descaso.

Sakura apertou os lábios e deu alguns passos valentes na direção dele, o que interessou o gatuno.

As vagas foram abertas, os hóspedes estavam fazendo o check-in

O recepcionista foi frio

— Quem disse que quero? – Desafiou, ainda com o peito cheio de ar.

Desatando suavemente o laço do robe e o deixando deslizar pelos ombros, e ele se aproximou como se precisasse desafia-la mais ou conferir se estava fazendo isso mesmo.

As tubulações de água estavam todas mofadas

Como um felino, observando tentado, e desconfiado.

Sakura suspirou, sentindo-se mais a vontade com aquele tipo de olhar, embora as intenções nele claramente a fizessem estremecer por dentro.

Foi ao encontro dele, subindo na ponta dos pés para abraçar seu pescoço, Sasuke permaneceu em sua observação felina, estudando sua aproximação, deixando-a esfregar os lábios na boca dele, timidamente.

O quarto era para dois

A cama foi deixada em ruínas

Entreabriu a boca, escorregando a língua para fora e esfregando no lábio dela lentamente, como uma serpente tentadora, Sakura empurrou a própria na dele, buscando dar fim a sua análise que mais parecia tentar compeli-la a desistir.

Sasuke a chupou, não resistindo quando ela se arrepiou e se desfez, afundou em sua boca, apertando a mão entre os cabelos atrás da cabeça.

A cama foi deixada em ruínas

O vizinho estava batendo, yeah

Sasuke escorreu a mão pela pele acetinada de seu ombro, baixando a alça da camisola, plantou um beijo forte que a fez soprar um gemido e tombar a cabeça para trás, puxando-lhe os cabelos, instintivamente o trazendo para os cantos sensíveis de seu pescoço, que ela não lembrava que ele conhecia.

Mas ninguém o deixaria entrar

Com ela enroscada em si, apertou e esfregou as palmas ao longo de suas canelas, cochas, traseiro e costas, Sakura se alongou como uma pequena serpente faminta demais para perceber que sua presa era maior do que poderia lidar.

Foi para a cama, derrubando-a nela e sugando sua boca enquanto ela brigava com cada botão do terno, da camisa, da gravata, gemendo baixinho e espantada com a sensação das mãos dele passeando em si, parecendo saberem exatamente cada lugar que a faria sentir algo novo, excitante.

Toque-me, yeah

Eu quero que você me toque ali

Faça-me sentir como se eu estivesse respirando

Sentir como se eu fosse humano

— Ah, amor, você não vai escapar dessa vez. – Ele avisou, enrouquecidamente, dedilhando a lateral da calcinha, baixou a cabeça e beijou o queixo dela, cujas mãos pararam perdidas em sua camisa, mergulhada em expectativa.

Dançando pela noite

Uma vodka e um sprite

Sasuke não fez suspense, seus dedos adentraram o tecido, a palma se fechando em concha contra o sexo dela, os dedos, entreabrindo-a suave mas firme. Sakura apertou a roupa dele, as pernas com um grito soluçado, uma pontada de choque atingindo-a com seu toque.

— Está pronta pra me dar isso de novo? – Indagou-a, subindo a boca de encontro ao ouvido dela. — Aquela coisa doce que me deu antes? Diga para mim, querida. – Pediu, girando a digital contra o pequeno monte de nervos, um dedo suavemente estocando dentro dela. — Diga que vai dar, Sakura.

Um vislumbre das silhuetas

Uma noite que eles nunca se esqueçam

Sakura tentou se apoiar nos cotovelos, tremendo demais para tal, apertou a lapela do terno, e empurrou os lábios no queixo dele, sibilando.

— Si-sim, sim.

Sasuke beijou-a suavemente, dando-lhe um instante de pausa, para respirar e desejar mais. Roçou o nariz em sua tez novamente até o ouvido.

— Vai dar para mim, seu sabor, seu tremor de orgasmo, os olhos brilhando de luxúria, vai dar?

Ela assentiu ligeira e embevecida, a parte cheia de pudor parecia dormente, a voz dele parecendo uma hipnose em seu sistema.

— Sim. – Afirmou, deixando-o puxar a calcinha ao longe de suas pernas. Ele a fitou, arqueando o cenho com desafio.

— Tudo?

Sakura se deixou ser beijada, ele puxou a camisola de sua cabeça e ela mau sentiu.

— Sim.

— Vai dar tudo pra mim... Até na minha boca? – Indagou-a, impelindo-a a deitar contra o travesseiro, Sakura deitou o encarando apenas, inspirando devagar e alheia a sua doce nudez. Ele acariciou seu joelho, com a outra mão desfazendo os botões da camisa.

— Sim. – Ela ciciou, enfeitiçada e ruborizada. Provavelmente lembrando dele provando-a com os dedos, mas não captando como queria desta vez, ainda.

— Bom, então vou tomar. – Curvou-se sobre ela, apoiando-se ao lado de seus quadris, a beijou enredando em sua língua, ela segurou seu rosto, retribuindo, mas ele pegou suas mãos e pôs acima, para que segura-se a fronha.

Descendo o rosto por seu pescoço, colo, sugando um seio em torno do mamilo pálido, fazendo-a apertar o travesseiro, continuou até o estomago macio. Sakura soltou o ar com espanto e expectativa, ele segurou suavemente seu quadril, depois uma das pernas, afastando-a e encaixando o rosto entre elas.

— Cada gota. E vou te dar a única morte que iremos ter. – Prometeu, antes de deslizar a língua na carne corada e brilhante exposta.

Toque-me, yeah

Eu quero que você me toque ali

Sakura se balançou contra o colchão, o corpo correspondendo violentamente ao estímulo, a pressão molhada e firme deixando-a estremecendo e arquejando. O contraste da barba áspera e dos lábios macios deixaram o sistema dela embaralhado, cada vez mais sobrecarregado.

Arranhou o couro cabeludo dele com um gemido manhoso e também estridente. Sasuke afagava suas pernas até os joelhos, abrindo-as mais quando ela tentava fugir de seu ataque.

Devorando-a sem pressa e sem piedade, uma mão subiu pela barriga até espalmar os seios juntos, entre os dedos os acariciou e provocou e ela segurou sua mão com as próprias, fincando as unhas e fechando as pernas em torno de sua cabeça, um miado agudo e abafado eclodiu do fundo da garganta dela quando calor e ardor espalharam-se como lava em seu baixo ventre, espalhando-se por todo o resto.

Seu corpo todo estremeceu em lascívia e satisfação. Mal respirava quando ele fez uma trilha lenta de beijos por seu ventre até o pescoço e apoiando-se nos joelhos, se levantou. Observando seu rosto avermelhado e inebriado.

Faça-me sentir como se eu estivesse respirando

Sentir como se eu fosse humano

Com uma expressão satisfeita e primitiva que dominava seus olhos, os lábios avermelhados que a deixaram mais ruborizada ainda, ele começou a se desfazer da última metade de botões ainda fechados na camisa.

O tecido, abrindo-se, revelou um tronco esguio, definido sem exageros e marcado de cicatrizes, inclusive, quando ele puxou a camisa dos ombros e se curvou sobre ela novamente para encaixar a cabeça em seu pescoço, Sakura pode vislumbrar por um instante uma ferida pequena e circular perto do quadril dele.

Instintivamente o abraçou ao lembrar da ocasião que ele conseguiu aquilo, e por um momento, estaria satisfeita só com isso.

— Você está quente, amor. – Sasuke ronronou em seu ouvido, mordiscando preguiçosamente sua orelha. — Eu provei você e está tão quente aqui embaixo... – Indicou fazendo círculos com o indicador entre a barriga e o monte de vênus dela, Sakura apertou os olhos, e soprou um gemido quando sentiu a fria fivela do cinto tocar sua cocha ao que ele a havia aberto.

Sasuke riu suavemente perigoso.

— Muito frio para você, minha ratinha? Vou tirar tudo que te faz frio então.

Beijou-a lentamente enquanto se despia, Sakura correspondeu embriagadamente, franzindo o cenho e perdendo um gemido na boca dele quando a puxou pela cintura para mais alto no colchão. Suas costas apoiadas no travesseiro alto e macio, suas pernas em torno dele.

Toque-me, yeah

Eu quero que você me toque ali

Sasuke pesou sobre ela, o contato de seu peito, a pele quente e tenra, as mãos grandes em suas curvas a faziam se sentir tão feminina como não se recordava ter sentido antes.

Como se tivesse cada coordenada do corpo dela já mapeada em sua mente, ele deslizou as palmas, indo e vindo em círculos doces e provocativos. A malícia banhando sua língua e embebendo-a, a voz rouca hipnotizando-a e instigando com cada palavra excitante.

— Tão macia e molhada. Você se dá conta do quão enlouquecedor é isso? Não, isso só me enlouquece mais, Sakura.

Sasuke abraçou o travesseiro com um braço, em torno da cabeça dela, afastou a boca e encarou-a com os olhos baixos, nublados de desejo.

— Olhe pra mim, Sakura. – Ordenou, justamente quando parou de acariciar seu botão, Sakura fixou os olhos nos dele, tentando recuperar alguma noção, desabrigar-se daquela névoa.

Faça-me sentir como se eu estivesse respirando

Sentir como se eu fosse humano

Sentiu a carne rija dele esfregar-se em si, suavemente, depois mais firme, sobre seu clitóris, rente a fenda e deixou os lábios se abrirem, num arquejo mudo e, necessitado.

— Você quer isso, não é, querida? Está tão molhada e entregue. Vai me dar tudo, não é? – Baixou a cabeça, contra o pescoço dela, Sakura prendeu o ar sentindo-o empurrar a cabeça dentro de si, sentindo-o todo enrijecer um pouco também, em tensão. — Vai me dar tudo, comigo dentro de você? – Indagou, Sakura abraçou-o quando ele deslizou dentro de si e se encaixou, esticando-a e fazendo-a gritar.

Sim.

Ela procurou a morte em uma cama queen-size

Sasuke murmurou algo e arremeteu continuamente, apoiando a mão ao lado do travesseiro dela, a outra segurou seu joelho separado e flexionado, mantendo-a apta a receber suas investidas.

A boca colada a dela. Sakura sentia os dedos úmidos do suor formando-se nas costas dele, mas estava concentrada em seu calor dentro de si, pulsando, expandindo e moldando-se a ela, ou ela a ele. Não parecia haver erro.

— Olhe pra mim, Sakura. — Mas ela não conseguia não apertar os olhos com ele desfazendo-a de dentro para fora.

E ele disse:

Sasuke puxou seu quadril, colando-o mais a si e ela gritou baixinho, sem lembrar que ele sabia exatamente como fazê-la gritar e como fazê-la ronronar. Como deixa-la uma amante febril, e uma manhosa.

Exatamente como, ainda.

— Olha pra mim, Sakura. – Pediu, ela abriu os olhos com a face ruborizada, os lábios inchados e os orbes brilhando. — Se existe algo como o divino, você é o mais próximo que vou chegar dele.

"Querida, sua aparência pode matar

Então agora você está morta."

Esfregou o polegar nos lábios intumescidos, cor de salmão, apetitosos e cheios.

— Chupa. – Ordenou, Sakura demorou para atender, mas ele sabia fazê-la colaborar, ela gemeu e balançou os quadris, abriu os lábios e envolveu seu polegar com eles, segurando-o no pulso, sugou mesmo sem saber para quê ou porque. Não importava.

Toque-me, yeah

Eu quero que você me toque ali

Sasuke grunhiu de deleite e perversão, baixando a cabeça e encontrando a união de sua carne com a dela, corada e brilhante, inchada e encharcada, sugou então um doce seio túrgido e ela apertou seu pescoço com os braços, ele a abraçou completamente, estocando-a e balançando dentro dela.

Faça-me sentir como se eu estivesse respirando

Sentir como se eu fosse humano

Quase esquecendo o quanto ela podia ser teimosa para se entregar, ele quase se deixou ir antes, mas garantiu o que sempre apreciara degustar.

Ela se desfazendo num orgasmo poderoso, o espremendo e levando junto para um doce e feroz ápice carnal, além dele até.

Toque-me, yeah

Eu quero que você me toque lá

Faça-me sentir como se eu estivesse respirando

Sentir como se eu fosse humano, mais uma vez

(A Little Death – The Neighbourhood)

*

Sasuke deixou o copo sobre o criado, sentou na cama e pegou o computador, inspirando, olhou para o lado e observou Sakura dormindo, o lençol branco enroscado nas curvas delgadas e os cabelos selvagens espalhados sobre as costas nuas.

Voltou a vista ao computador, e suspirou, abrindo-o.

— Vamos ver qual a sua grande ideia, irmão. – Ironizou, não cederia tão facilmente se não tivesse certeza de que poderia controlar a situação a seu modo.

Ligou o aparelho, e esperou a tela inicial começar e quanto esta se abriu, não encontrou nada, nenhum programa ou documento. Acessou os documentos e não havia nada, nem vídeos, nem áudios. Sasuke abriu a guia de aplicativos e, basicamente o único programa que havia era um de decodificação russo que ele já tinha certa afinidade, mesmo sabendo que era uma merda bem avançada e complexa.

Mas o que havia para descodificar? Pegou o papel e lembrou da folha também lhe dirigida, com códigos que aparentemente deveriam ajuda-lo. Mas, quer merda havia para descobrir?

Sakura despertou, preguiçosamente, se remexendo e empinando o traseiro ligeiramente. Ele resistiu a aperta-lo, fazer isso era definitivamente mais interessante que perder tempo com um computador inútil.

Ela se sentou sobre os joelhos dobrados puxando o lençol para cobrir o corpo. Deparou-se com Sasuke bebendo, vestindo calça novamente. Se empertigou envergonhada e evitou o olhar dele, se aproximando para encarar a tela do notebook com curiosidade.

— O que há? Descobriu algo?

Sasuke a fitou, cínico.

— Que indiferente, me sinto usado. – Ela o fitou, ruborizada.

— Oh, desculpe. – Beijou-o e voltou a encarar a tela. — Então, o que tem aí?

Sasuke observou-a com o olhar estreito, bufou e deu de ombros.

— Não tem nada, parece que fomos tapeados.

— Eh?! Como assim nada? Tem que ter algo, não? Itachi deixou tudo aquilo para eu, e você usarmos.

Sasuke coçou a barba, pensativo. O computador não tinha qualquer indicação de que era para ele, mas a folha com códigos o fez concluir que deveria usa-los com este aparelho. Talvez não fosse.

— Não tem nada dentro dele que dê pra usar? – Sakura indagou, fazendo muxoxo. Ele a encarou e apertou sua boca, fazendo um bico.

— Até que você tem umas tiradas boa, huh?

— I-isso dói.

Sasuke a soltou e fechou o computador, passando a estudar o lado inferior, e as laterais onde haviam as entradas de conexão USB, internet e etc.

Notou então, que além da do cabo de internet, as outras entradas eram absolutamente iguais, e pequenas como as do cabo de carregador de um celular.

Puxou o lençol e jogou sobre Sakura, não precisava de coxas o distraindo agora.

— O que foi?!

Sasuke investigou as entradas sob a luz do abajur e notou que não pegavam cabos ali, mas algum dispositivo de memoria, o diabo era que não conhecia ou vira nenhum cartão de memória ou cabo USB tão estreito. Detestava a meticulosidade e extravagância de Itachi.

Puxou o lençol antes que Sakura conseguisse a proeza de se perder pra sempre neles. Ela o encarou, irritada ainda mais descabelada.

— Hey, faz ideia do que poderia encaixar aqui?

Sakura negou.

— Não entendo nada de eletrônicos.

Ele balançou a cabeça, duvidando.

— Ele não deixaria tão óbvio assim, mesmo você sendo cabeça oca. Não poderia arriscar que alguém a pegasse antes.

— Hey!

— Não poderia ser tão óbvio. Talvez algo que você levasse, ou que pudesse encontrar sozinha... Como a chave, ou talvez a chave também abra o acesso ao código.

Sakura piscou, com um lampejo na mente, se virou e desceu da cama, Sasuke observou-a, curioso, quase saindo nua, ela voltou, puxou o lençol, se enrolando correu até o closet.

— Não seja tediosa.

— Pervertido!

Logo ela voltou, engatinhou pela cama até ele segurando um enfeite de cabelo.

— Isto aqui é discreto o bastante pra você?

— Entre você pelada... – Comentou, tomando o objeto dela, Sakura quase reclamou, mas se sentiu muito lisonjeada, admitia.

Sasuke analisou o enfeite entre os dedos, minuciosamente estuda do cada pétala esculpida, fitou as entradas do computador por um momento, e então, segurou uma das pétalas maiores, e puxou a parte superior. Sakura esbugalhou os olhos ao ouvir um clique e ver soltar entre os dedos dele, metade da pétala onde um minúsculo pedaço de metal.

— I-i-isso é...?!

— Um cartão de memória, ou pendrive. – Sasuke concluiu, rolando o enfeite entre os dedos.

Sakura enfim entendeu para que e porque Itachi fez tanta questão de que não perdesse aquele acessório.

Sasuke alternou o olhar entre ela e o objeto e sorriu de forma ladina e um tanto macabra até.

— Se isso for o que presumo que é. Itachi a fez andar pra lá e pra cá com o trunfo que ele tem sobre a Folha, bem embaixo do nariz dela, rata.

Sakura sentiu um arrepio e que Itachi era mais parecido com Sasuke do que se presumia, essa atitude pretenciosa combinava muito mais com seu noivo.

Ele suspirou, pondo tudo sobre o criado novamente.

— Oh? Mas não vai ver o que tem dentro? – Ela estava se roendo de curiosidade.

Sasuke se limitou a preguiçosamente puxar o lençol pra cima dos dois e então ela para si.

— Prefiro transar.

— E-Ei!

*

O trem de luxo Venice Simplon-Orient-Express, de Milão para Viena partiu a todo vapor, Sakura sentiu-se como num filme antigo, embora as acomodações fossem bem modernas com direito a suítes e tudo mais.

Observando as fabulosas paisagens, observou Sasuke trabalhando sentado na poltrona, o balanço trépido não era o bastante para espantar seu sono, e então, mesmo sabendo que ele faria careta (ou viria “incomodar”), se escondeu debaixo das cobertas, e dormiu observando Plum cochilando pacificamente na rodinha da gaiola nova.

Embora parecesse tudo tão plácido agora, e ela sentisse uma tranquilidade quase nostálgica em estar assim com eles, escondida num lugar apertado e aconchegante, ela ainda sentia uma perturbação anterior que não a deixava completamente á vontade.

Talvez fosse por Sasuke estar mais próximo de descobrir uma forma de confrontar quem os perseguia, talvez fosse adaptação a essa nova condição de vida, indo de um lugar para outro.

Ela não tinha como saber que haviam outros além dos aliados naquele trem.

A Folha sempre chegaria até eles, de um jeito ou outro.

E tentaria atingi-la, de um jeito ou outro.

Notas finais
É TETRA É TETRA É TRETAAAA SAIU A PUTARIAAAAA Sobre o nome do cap, "La petite mort" é uma expressão francesa q se refere a sensação pós-orgasmo Inclusive o nome da musica e a música em si, tmb se referem a esse termo, por isso achei bem útil utilizar. ( ͡° ͜ʖ ͡°) Musica do vuco-vuco rsrsrs > https://youtu.be/LHeN3RXvCxg Flat em Milão > http://casavogue.globo.com/Interiores/apartamentos/noticia/2014/08/decoracao-classica-e-atual-em-milao.html Trem de Luxo > https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQm71V7AvRPs8X6PtPgZDrOQXI4YwSQzhwIf4FxHcwtCmTbqSaDUP971vTf > https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRDQYxCt_sp7LkyejiNo2tM2_YjWbC41nyg8nUH8l8U8ApS5wHt2_WKHNnH