Vincent ––– A joia rara.

1 Capítulo 1 ––– Desempregado.


Notas iniciais
Espero que gostem, tenham uma boa leitura :3

Era um dia álgido, e isto fez o rapaz soltar um bufo entre os lábios, era mais um dia entediante. Levantou-se, os cabelos estavam desalinhados, sua face estava em uma expressão de uníssono, uma marca cedia no canto de seu rosto do travesseiro agora mergulhado de baba. Caminhou entre os corredores, os pés descalços encostava no chão gélido da cozinha, abriu a geladeira e retirou uma caixa de leite ingerindo o líquido da caixa mesmo, sentiu o leite invadir a sua garganta esboçando um sorriso satisfeito e fechando novamente a geladeira.

Na porta de entrada, ao lado tivera algumas cartas jogadas no chão, pegou uma delas e abriu, um novo bufo cedeu ao ver as contas ficando cada vez mais caras e impossíveis de pagar, isto era o preço de querer ter uma vida independente em consectário o mesmo nem tivera um emprego sequer.

Ouviu algumas batidas na porta, revirou os olhos; quem iria incomoda-lo em plena manhã? Claro que deveria ser o porteiro reclamando de algo que o mesmo fez, ou das músicas altas que Johnny colocava no meio da noite passando do horário permitido. Abriu a porta vagarosamente, para a sua surpresa não era o porteiro ou até mesmo o síndico, era o seu pai com uma expressão facial um pouco séria, como sempre, então saiu dando passagem para o seu pai entrar.

–– O que o senhor veio com essa visita inesperada? –– Murmurou o filho, pairando a mão no ar indo em direção no rosto de si própria coçando um dos olhos tentando se manter acordado. –– E, principalmente, não deveria estar na sua empresa? É meio estranho o próprio chefe atrasar.

–– Não, eu deixei o Antônio cuidar de tudo, eu falei que iria fechar um negócio com algum cliente. Mas, não estou aqui para você saber se eu estou faltando ou não no trabalho. –– Falou em um tom rude e encarou o mais novo. –– Eu soube que não está dando conta para pagar as suas dívidas, e nem adianta pedir emprestado para mim.

–– Antônio? Aquele estagiário? Porque não convidou algum advogado experiente para cuidar enquanto está aqui? –– Perguntou não muito interessado, porém, apenas para puxar o assunto. –– Ok! Era isso que queria falar? Que não irá me emprestar? Tudo bem, já anotei agora pode ir.

–– Sei lá, porque eu queria dar uma chance para o menino. –– Respondeu-lhe e logo voltou ao assunto principal. –– Ainda não terminei, um manobrista de um restaurante procurou um dos nossos advogados, depois que ele não foi acusado tudo estava bem, porém ele faleceu a duas semanas atrás e o restaurante precisa de um novo motorista e como você está desempregado e conhece bastante sobre carros e dirige há um tempo que tal começar a trabalhar? O salário é baixo, mas, o suficiente para se sustentar.

–– Trabalhar como motorista? –– Indagou, com uma das sobrancelhas arqueadas .–– Não, obrigado, estou satisfeito. –– Johnny estava levando uma vida fácil, e o pai sabia que se ele não iniciasse uma carrega a vida do filho se tornaria pior.

–– Satisfeito? Satisfeito? –– Levantou o tom de voz batendo fortemente na mesa. –– Você tem várias dívidas que nem dá conta, e o pior você não quer ter um empregado, poderia ter seguido o exemplo do pai e ter feito a faculdade e assim como eu seria dono de uma das melhores empresas de advocacia! Mas não, quis ficar com várias contas que não consegue pagar, acha que isto que é vida? –– Questionou, um tanto nervoso.

–– Seguir o seu exemplo? –– Deu uma risada irônica. –– Você sabe que não é um bom exemplo para se dar, roubando dos pobres, tirando as pessoas que deveriam ser punidas da cadeia e o pior as vezes dá suborno para os jurados. –– Falou entre os dentes.

–– Você que sabe Johnny, se quer viver com a vida assim que vive pois o idiota aqui que tentou te ajudar não irá mais se fazer de panaca e tentar novamente, deixarei o cartão do restaurante aqui o resto é por você. –– Jogou um cartão e logo bateu fortemente a porta indo embora.

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–– Eu ainda irei me arrepender. –– Soltou um pesado suspiro começando a caminhar, ajeitou a gravata, sinceramente Johnny odiava as gravatas pareciam o sufocar. Olhou novamente para o restaurante e entrou no local.O lugar era bem ajeitado, tinha um ar de rústico, realmente o lugar era cheio e olhando pela a janela vendo o estacionamento só tinha carros chiques, e se ele conseguisse aquele emprego ele podia dirigir todos aqueles carros e ainda ganhar um salário por tal ato.

–– Senhor Stepp? –– Uma voz um tanto grossa e masculina se aproximou, tirando a atenção dos automóveis e fazendo o jovem se virar em direção ao homem que falara. Johnny assentiu com a cabeça. –– Ótimo, me siga... –– Ordenou e o mesmo começou a segui-lo. –– Vejo que tens uma atração por carros.

–– Sim e por isso o meu pai me detesta. –– Irritou-se ao se lembrar de seu pai, mas, não era hora para aquilo e continuou a seguir o homem. Ele levou Johnny até uma sala um tanto escura e ajeitada, parecia a do seu pai mas sem muitas coisas.

–– Sente-se, Augusto logo virá atende-lo. –– O mordomo falou em um tom calmo e saiu dali, deixando Stepp sozinha apenas a encarar todo o local, admitia, ele queria ter uma sala dessas apenas para ele.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.