Vikings da atualidade

5 Atualizando meus status!


Notas iniciais
AIAIAIA..

– Se você pudesse falar o que estaria falando no momento? – pergunto para Banguela.

Ele abana os rabos e vira o focinho para a sua tigela. Claro que ele quer comida. Ele sempre quer comida. Suspiro e vou até o armário pegar sua ração e seu spray de bacon. Ele lati de felicidade e começa a correr em círculos. Acha isso divertido e continua correndo em círculos.

Quando coloquei a tigela no chão um par de botas apareceu na minha linha de visão, na cor marrom, e com... como é o nome daquilo? Eu não sei, mais, parece pelo acumulado. Não entendo nada de roupa feminina!

Ergo os olhos e encontro uma Astrid toda agasalhada, com as mãos na cintura e um sorriso contagioso. Ergo o corpo e a puxo para uma beijo. Astrid gostava de usar roupas com “pelo”, e blusa azul! Além de uma saia vermelha que era incrível.

– Você está linda!

– Você também! – ela sorri – Preparado para a grande a comemoração?

– Não acho que tenha que ser chamado de “comemoração”! Parece mais um acordo de paz com uma pessoa que é a copia fiel de Hitler!

Ela sorri calorosamente e beija minha bochecha.

– Drago pode estar mais... Há! Nem sei o que falar! Aquele idiota é muito panaca!

– Um idiota panaca! Você é incrível Astrid! – sorrio e ela corresponde, ficamos nos encarando por um tempo até que Bocão e meu pai aparecem. Eles deveriam estar caçando. Ótimo! Adorava ver meu pai desossando animais, uma coisa tão legal e incrivelmente nojenta! Nem sei por que ainda não virei vegetariano! Ah! Pera! Eu sei sim! Por dois motivos bastante simples, eu adorar carne e minha cidade ser composta por habitantes que não tem senso de alimentação.

– Olá Astrid! Minha futura nora! – se eu estivesse com alguma coisa na mão nesse momento, ela poderia estar no chão!

– O-olá! Stoico! – ela olha para os próprios pés – Co-como foi a ca-caçada?

Ela está gaguejando? Astrid nunca gagueja!

– Foi ótima! Teremos um jantar incrível! – meu pai sorri de orelha a orelha, ele parecia tão calmo, mesmo estando uma pilha de nervos por causa da visita repentina de Drago Sangue Bravo – Você vai ficar e jantar com a gente né?

– Claro! Eu adoraria – Astrid sorri e olha para mim com os olhos brilhando.

Suspiro e me sento em uma das cadeiras da mesa de jantar, nossa cozinha era estranha, em duas partes, um balcão dividia a mesa de jantar e os armários do fogão, da geladeira e da pia de granito preto. Minha mãe havia planejado quando eu estava na sua barriga. Não me lembro de nada! Na verdade, nem dela eu me lembro.

– Viu! Ele fica no mundo da lua com uma facilidade que chega a ser afeminada!

Acordo pra vida e vejo Astrid rindo alto e meu pai apontando a faca pra gente e gesticulando, rindo alto como sempre. Bocão estava no fogão cantando enquanto mexia em algo na panela.

– Stoico, acho que de afeminada ele não tem nada! Mais enquanto a viagem ao mundo da lua! Ele é um especialista!

Reviro os olhos.

– Um dia, estávamos indo pescar e ele ficou me perguntando sobre gnomos! E então, tropeçou nos próprios pés e caiu na agua! – ele começou a cortar a carne ruidosamente – E então, ficou com medo dos peixes e começou a gritar feito uma garotinha!

– Eu me lembro disso – Astrid olha para mim com os olhos enchendo de agua por causa da piadinha sobre minha falta de coordenação.

– Beleza! O palhaço aqui vai pedir demissão do circo!

– Espera! Gnomos existem! Eu já vi um! – Bocão se vira e quase acerta meu pai com uma colher de pau. Um dia esses dois irão se matar por serem tão desastrados.

– E então, nunca achei que o Soluço traria uma namorada tão cedo para casa! – meu pai diz enquanto morde um aço de frango.

– Não somos namorados Stoico, ele ainda não me pediu! – Astrid permanece com o olhar no prato mais meu pai e Bocão me olham irritados.

– Soluço você é um maria-mole! Trate de fisgar ela logo antes que outro faça isso! – Bocão esta com uma coxa de frango na boca. Muito legal isso, enquanto eu e Astrid comemos com garfo e faca, meu pai e Bocão comem com a mão.

– Bocão! Meu filho deve estar planejando algo! Se não seria o Soluço! Sempre com seus planos e patetices!

– Patetices? – Astrid sussurra para mim.

Dou de ombros. Eles amam me chamar de pateta. Pego um dos ossos da asa e jogo para Banguela, ele bate as patas no chão de felicidade.

– Sabe o que eu acho, que Soluço adora...

– Tá legal! – me levanto e coloco meu prato na pia, nem terminei de comer, olho para Astrid que estava repartindo uma asa ao meio com os dedos finos, ela olha para mim confusa e eu pego seu prato e também levo para pia.

– Vamos, quero te mostrar... hã... a casa! – digo rapidamente.

– Isso! Mostre a casa para ela Soluço! E se quiser mostre sua coisa também! – Bocão sorri.

Astrid cora imediatamente e eu também! Pelo amor! Só o Bocão para falar umas coisas dessas. Meu pai ri alto e estridentemente desnecessário! Saiu da cozinha antes que eles comecem a cantar.

– Como está Tempestade?

– Ela anda bem! Vamos passear amanha?

– Claro – digo enquanto subimos as escadas que levam para o andar de cima. Entramos no corredor do meu quarto e Astrid para ao ver as fotos. Uma delas era minha com o Banguela, no lago, enquanto ele fisgava um peixe com a boca.

– Me lembro desse dia! Banguela e Dente de Anzol fizeram uma disputa estranha, nunca achei que um cachorro fisgaria um peixe! Parece surreal.

– Aqui é Berk! Nada faz muito sentido.

Ela sorri.

– E então... aquele é seu quarto?

– Há é! – ando até lá tentando me lembrar da ultima vez que limpei aquele lugar. Acho que foi entre quarta e terça da semana retrasada!

Abro a porta e Banguela passa correndo sobre nossas pernas e vai deitar na sua cama. Do lado da minha, anda em círculos, bate as patas e balança o corpo todo, deita e... ele já está dormindo!

– Cachorros são estranhos! – digo.

– Vou poder entrar Soluço? – olho para trás e percebo que estou impedindo a entrada de Astrid, dou um passo para trás e bato as costas na mesa do computador – Você é realmente desastrado!

Ela da alguns passos para dentro e avalia o local, não tinha nenhuma peça de roupa pelo chão, minha cama estava desarrumada. O quadro de fotos e meu guarda-roupa eram uma bagunça só! Meu caderno de desenhos estava aberto jogado no chão e antes que eu pudesse fazer algo, Astrid pegou.

– Não eu...

– Seu caderno de desenho! – ela sorri animada.

– Não Astrid! – corro até ela e ela foge, vai até a cama, tira as botas e sobe. Abrindo o caderno – Não!

Arranco meus chinelos e agarro sua cintura, jogo ela na cama e nossos corpos pulam por causa das molas. Mais nem assim ela larga o caderno. Ela sobe em cima de mim e arqueia uma sobrancelha.

– Você é forte!

Reviro os olhos, se ela não estivesse em cima de mim eu até poderia considerar isso um elogio!

Coloco as mãos na cabeça e desisto no momento em que ela abre o caderno, folheia as paginas com uma atenção estranha e então cora.

– Astrid?

– Você é incrível sabia! – me apoio sobre os cotovelos no momento em que ela me beija. Nesse momento esquecemos de tudo.

– Sou sua musa inspiradora?

– É... – mecho em sua trança, ela estava deitada em cima de mim vendo e perguntando os meus milhares de desenhos. Ela simplesmente adorou um que ela estava brincando de pega com a Tempestade no ano passado, no parque.

– Astrid?

– O que?

– Por que sempre usa trança?

– Sei lá, acho que minha mãe sempre me fez com trancinhas. Pegou o costume, sei lá! Porque?

Ela se senta e olha para mim sobre o ombro, me levanto e começo a desfazer sua trança, tento não ser rude com os fios que ficaram presos um no outro. Em poucos segundos, uma cascata de fios dourados cai sobre seus ombros, ela olha para mim e fico espantado, sabia que estava parecendo um bobão alegre.

– Soluço!

– O que?

– Pare de uma olhar assim! – ela abaixa a cabeça.

Me inclino sobre minha cômoda e abro a gaveta pegando meu lápis de desenho, pego o caderno de sua mão e toco em seu queixo, erguendo-o para que seus olhos se ficassem nos meus.

– Posso?

Ela fica ainda mais corada e sorri. Tomo posição e começo a desenhar, começo pela linha perfeita do seu rosto e sigo para sua boca fina, faço seus olhos grandes e depois, paço para o cabelo, sempre desenho ela com a trança caída pelo ombro mais hoje, era diferente. Quando termino, olho para o desenho percebendo que ele não faz jus a Astrid. Ela tira da minha mão antes que eu pudesse arrumar alguma coisa.

– Está lindo! E eu não sou tão linda assim!

– É claro que é! Você é linda e... – tudo bem Soluço! Você consegue! – Quer ser minha namorada?

Continua.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.