Vijukei No Monogatari
5 Capítulo 4 - As alianças íntimas parte 2
Notas iniciais
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Lemon, Lemon, Lemon o/
Capítulo 4 – As alianças íntimas parte 2
Fukaku já imaginava que não seria boa coisa quando foi acordado no meio da noite e informado que seu filho o havia requisitado para solucionar um problema. Mas assim que colocou os pés no salão real de seu trono soube que a situação parecia ser pior do que imaginava.
Olhou para seu filho raivoso e guardas ao redor do filho de Hitoru, o moço jovem loiro mantinha uma expressão impaciente e zangada, e Fukaku sabia que para uma ameniano estar naquele estado boa coisa não tinha acontecido, já que todos os amenianos que conheceu se mostraram seres incrivelmente dóceis, sábios e ponderados.
Foi quando notara a vestimenta improvisada do rapaz, um lençol escuro que mal estava amarrado em seus ombros, fazendo com que o jovem tivesse que segurar o tecido contra seu peito para este não cair e acabar revelando sua nudez.
Fukaku cerrou os olhos e franziu as sobrancelhas, estava velho e cansado demais para o que quer que fizesse seu filho e seus guardas trazerem o líder ameniano praticamente desnudo até si.
–O que diabos aconteceu de tão grave para ter que me acordar, Yuu? – inquiriu em impaciência ao filho, chamando-o pelo nome verdadeiro, sinal de que não estava de bom humor.
–Vim lhe mostrar como essas bestas são de verdade, meu pai! Eu encontrei esse ser vulgar e sujo demônio cometendo sodomia em nossa casa, em nosso reino. Exijo que ele e sua corja de porcos recebam a punição devida! – Aoi se proclamou em altivez e nojo, fazendo uma sobrancelha curiosa de seu pai se erguer.
–Isso é verdade, meu jovem? – Fukaku perguntou ao loiro alto que se mantinha sério e impaciente.
–Sim é verdade, não posso ter alguma satisfação carnal por algum acaso? – Uruha respondeu em rudeza, não era fácil controlar a ira de seu Shaman, ele já estava se esforçando o suficiente ao não partir para cima do odioso general moreno.
–Porque não escolheu algumas de nossas mulheres, então? Eu pessoalmente lhe cederia qualquer uma e meu harém se fosse de sua vontade! – o senhor de Shiroyama continuou, tentando não piorar a situação.
Uruha respirou fundo e se esforçou mais para controlar seu humor, olhando de relance para seu comandante faixudo assim que ouviu a risada deste.
Reita roubou a atenção da meia dúzia de homens no salão com sua gargalhada.
–Não é por mal, Shiroyama-sama, com certeza suas mulheres devem ser boas, mas digamos que a preferência de Uruha-san não inclui o sexo feminino. – o enfaixado respondeu assim que cessara relativamente seu riso.
–Como? – Fukaku argüiu com estranheza.
–Me diga, Fukaku-sama, essa lei contra “sodomia” é uma lei exclusiva de Shiroyama, certo? – Uruha argumentou em uma tentativa falha de controlar seu humor antes que seu comandante acabasse revelando coisas demais sobre Akai Ame.
–Bem, a lei ainda existe em toda Vijukei, mas apenas Shiroyama e Ishihara a levam a sério – o velho senhor respondeu, tentando entender onde o jovem queria chegar – o que não diz que aqui a punição para o ato não seja severa, Hana pode ter relaxado quanto à lei e a tal Vegas por si só é uma terra desprezivelmente suja para sequer se importar com isso, mas o fato é que tal coisa ofende as leis da natureza, nossa moral e costume – Fukaku explicou.
–Agora me diga, eu sou de Akai Ame, não sou de Shiroyama, meu companheiro essa noite também era um ameniano, nós temos que seguir uma lei que não é nossa e com a qual não convivemos, ainda que estejamos aqui apenas de passagem e por convite seu? – o loiro continuou.
–Ridículo, se eles estão em nossas terras devem seguir as nossas regras! – Aoi interrompeu ao perceber que seu pai parecia querer ceder ao argumento do líder ameniano.
–Ele tem um bom argumento, meu filho. Estão aqui por nosso convite e não são cidadãos de Shiroyama para serem obrigados a se submeter às nossas leis! – o senhor assentiu ainda que seu filho parecesse possesso com aquelas palavras. Fukaku não queria desentendimentos com um povo que pacientemente estava aceitando e se submetendo a tanta resistência e perseguição de seus subornados.
–E vai permitir que essas aberrações continuem copulando entre si, ofendendo nossos ensinamentos e valores debaixo de nossos olhos? – o moreno vociferara, não acreditando que o ameniano sairia impune – exijo que tal decisão seja julgada no conselho – apelou, despertando um olhar repreensor de seu pai.
Fukaku não gostava quando sua autoridade parecia ser sobrepujada por uma dúzia de conselheiros, conselho este que também incluía seus filhos, não aceitaria a ridícula divisão de poderes como Hana, ele era o senhor de Shiroyama, a sua palavra era lei e nenhum conselho iria ficar acima de si.
–Está querendo passar por cima de minha autoridade? – o velho senhor inquiriu em um tom ameaçadoramente sério e irônico.
–Não confio mais em seu julgamento, não em relação a essas bestas que parecem ter enfeitiçado o senhor! – Aoi respondera em desafio, e de repente parecia que o assunto era de pai para filho ali.
–Eu não agüento mais! – a voz impaciente de Uruha rompera o silêncio antes de este andar rapidamente, se colocando em frente ao general shiroyamiano, encarando-o.
Não estava com tempo e humor para aturar aquilo, queria voltar logo para seu quarto e acalmar seu Shaman antes que acabasse explodindo em tensão e terminasse por piorar ainda mais os ânimos entre seus povos ao ter alguma reação violenta.
–Olhe para mim, Shiroyama-san – ordenou, levando suas mãos às amarras de seus ombros.
–Por que eu deveria olhar para um ser vergonhoso e impuro como você? – o moreno argüiu em escárnio, virando seu rosto com altivez.
Uruha grunhiu em ódio e não se conteve, desferiu um soco contra a face do general inimigo para a felicidade e comemoração de seu comandante e reação hostil dos guardas que se dispunham no local.
Aoi vociferou algum praguejar pela dor e pelo gosto de sangue que lhe invadira a boca. Levantou sua cabeça para fuzilar o maior e preparou sua mão para revidar a agressão quando praticamente se congelou ao notar a nudez daquele a sua frente.
Seus guardas logo atrás de si pareciam constrangido e a gargalhada de Reita invadiu o ambiente. Apesar do jovem estar de costas para si, Fukaku percebera o que o líder ameniano fizera e também teve a decência de corar.
Uruha havia aberto seu traje improvisado, se mostrando completamente nu aos olhos do general moreno e seus soldados, segurando o tecido apenas em suas costas.
–Me diga, sente algum desejo quando vê isso?– perguntou em um vociferar impaciente ao notar que finalmente tinha a atenção do menor.
Aoi franzira o cenho e tentou tirar os olhos da pele alva e descoberta completamente exposta para si.
–Claro que não, por que desejaria o corpo imundo de uma aberração? – vociferou de volta apesar de seus orbes involuntariamente continuarem a passar pela estrutura desnuda diante de si. E de repente a existência de dois símbolos gêmeos nas coxas brancas e roliças lhe chamou a atenção antes destas serem novamente cobertas pelo tecido solto do lençol. Não havia notado aquilo antes. Lembrava de ter visto aquela região diversas vezes e não se recordava daqueles desenhos estarem ali antes.
–Em minha vila, a população de homens representa 95% do total de nosso povo, mulheres são raras e difíceis, além de serem seres sagrados que preservamos com cuidado e respeito. Por tal motivo, para nós não só é normal nos envolvermos com nossos semelhantes, como é algo necessário e comum. São raros os que desenvolvem interesse por mulheres, e esses ainda assim encontram grande dificuldade de encontrarem um companheiro fêmea pelo número ser reduzido, então é mais do que natural para nós apreciarmos o que vocês chamam “sodomia”... da mesma forma como é impossível para você desejar um corpo semelhante ao seu é impossível para mim desejar o corpo de uma mulher, e eu tenho minhas necessidades assim como imagino que você e seu povo também tenha. Miku-chan não é de Shiroyama, eu não sou de Shiroyama, nenhum dos meus homens são de Shiroyama, contanto que nos relacionemos apenas entre nós não vejo porque tanta confusão! – finalizou seu discurso, voltando-se para Fukaku ao final.
–Está certo! A lei de Shiroyama não pode atingir a você e seu povo, e se esse é o caso, seria arrogância de minha parte tentar impedir que homens supram suas necessidades biológicas durante tanto tempo... – o senhor de Shiroyama estatuou, querendo acabar com aquilo o mais rápido possível — peça desculpas a Kouyou-san por invadir sua privacidade e interrompê-lo em um momento intimo, Yuu – ordenou ao filho, mesmo que já esperasse a previsível negação deste, tinha que demonstrar ao menos que possuía a intenção de tentar redimir o constrangimento e a situação.
–Como se eu fosse fazer tal coisa! – Aoi cuspira.
Para a surpresa de Fukaku, que já aguardava a relevância da reposta por parte do ameniano, Kouyou interrompera sua inclinação a intermediação de um acordo.
–Normalmente eu não me importaria com isso , mas infelizmente não estou nem um pouco com vontade de deixá-lo passar sem danos! Exijo um pedido formal de desculpas agora, caso contrário eu e meus homens marcharemos ainda essa semana de volta para casa. Tenho certeza que, apesar do numeroso exército, os chineses não serão capazes de passar por nossas defesas tão facilmente e estaremos seguros dentro de nossas terras, o que provavelmente não acontecerá com Shiroyama – Kouyou estatuara em uma altivez inédita, arrancando um sorriso satisfeito de Reita.
–Não precisamos da ajuda de meia dúzia de selvagens, podemos lidar com a invasão sozinhos! – Aoi se opusera – melhor que você e seu bando de bestas saiam de nossos domínios o quanto antes!
–Pois bem! Em quatro dias estaremos voltando para casa, caso mude de ideia eu vou estar nas acomodações que Fukaku-sama me cedera... – Uruha dera de ombros, em uma calma fingida -...e diga aos seus homens para não tentarem fazer nada contra meus guerreiros, a partir de agora minha ordem para não revidar qualquer ofensa está anulada, e qualquer hostilidade será revidada com igual ou maior intensidade. Tenho certeza de que se lembra o que acontece quando decidimos lutar a sério, não é mesmo, Aoi-san? Afinal você era o jovem general a frente daquelas tropas que ousaram romper a floresta da ilusão e se aproximarem de nossos portões! – continuara, começando a se colocar para fora do local, tendo Reita em seu encalço – não imagino como é ver seus homens morrerem de forma tão horrível diante de seus olhos e saber que não pode fazer nada. – e assim que alcançou a entrada do grande salão se voltou mais uma vez para as pessoas ali dentro, encarando os olhos negros e repletos de ódio que lhe fuzilavam – Como é ter tanto sangue em suas mãos? Ainda é capaz de lembrar o rosto de cada soldado que confiara suas vidas à sua liderança e acabaram despedaçados no meio de um campo escuro? Como explicou às famílias deles? Até quando sua arrogância e orgulho continuarão a tirar vida de outros?
E foi com aquelas palavras que tratou de desaparecer do amplo salão, deixando um general moreno perdido em lembranças dolorosas e culpas.
–Então é assim que você fica quando seu Shaman está possesso? Pegou pesado com o idiota ali dentro! – Reita comentou ao andar rapidamente atrás de seu amigo e general.
–Miku ainda está no meu quarto? – Uruha ignorou o comentário e apenas perguntou.
–Sim, mas tente se acalmar um pouco antes de ir terminar o que começaram ou vai acabar machucando-o! – o faixudo assentiu em seriedade, tinha se divertido com seu amigo sempre tão calmo, lerdo e ponderado estar estressado e possesso daquela forma, mas as últimas palavras e ações deste mostraram que divertido não era bem o adjetivo correto para dar àquela situação – vai mesmo cumprir a ameaça ou vou ter que aturar você se lamentando e se culpando quando seu Shaman adormecer?
–Não sei – o loiro se resumiu, se apressando mais para sua acomodação e invadindo-a com velocidade, satisfeito pelo delicado e pequeno neko ainda se encontrar ali dentro.
–Uruha-san! – o pequeno loiro exclamou ao ter seu corpo agarrado e virado de costas bruscamente, sendo imprensado contra a parede enquanto suas vestimentas eram erguidas e um membro se forçava para dentro de si. Um gemido de dor saiu de seus lábios e seus dedos se apertaram em suas mãos.
Reita apenas arfou em desagrado e fechou a porta do aposento luxuoso. Já não era mais de sua incumbência.
“Tudo culpa desse generalzinho moreno filho de uma...”
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–Mensagem dos chineses, querido? – a senhora Ishihara inquiriu perigosamente ao ver o marido ler um pergaminho já familiar para si.
–Sim, mas isso com certeza não é de seu interesse, não é mesmo? – o bonito senhor do feudo artístico respondeu em um falso sorriso, tornando a enrolar o papel e guardar em sua gaveta – as meninas já estão dormindo?
–Sim, eu mesma as coloquei para dormir! – a jovem senhora respondeu em um tom triste, a cada dia seu marido se tornava mais irreconhecível para si.
–Não entendo porque se dar ao trabalho, temos nossos criados para ficar com a parte chata e poder aproveitar apenas as boas coisas de sermos pais – Miyavi voltou a sorrir amavelmente, enlaçando a cintura de sua desconfiada senhora – o que acha de termos mais uma filhinha?
–Não estou muito bem hoje, mas isso com certeza não é do seu interesse, não é mesmo? – Melody rebateu na mesma gentileza fingida do marido e se separou do corpo maior, indo calmamente até a enorme cama para se deitar.
–O dia está se aproximando mais rápido do que imagina, meu amor, espero que já esteja melhor quando seu senhor for dono de toda Vijukei, com certeza vai estar ao lado do seu marido, certo? – o elegante e sorridente senhor pareceu não se abalar pela notável esquiva da esposa.
–Sim, quero sempre estar ao lado do homem por quem me apaixonei e com quem decidi ficar para o resto de minha vida... espero que o senhor meu marido ainda seja esse homem quando conseguir suas tão sonhadas terras! – a jovem de cabelos claros e sedosos se deitou em sua cama.
O sorriso amplo do senhor de Ishihara se fechou rapidamente e um brilho vermelho trespassou os olhos negros do maior que olhou lentamente para a gaveta na qual havia guardado a mensagem que tanto esperara receber. Um meio sorriso novamente voltando aos seus lábios.
“Hana será a primeira a ruir”
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–Eu não estou confiante em deixá-lo aqui sozinho, mas se Shiroyama está inquieta é meu dever acalmá-los e levar a resposta de nosso conselho – Nao confessara enquanto preparava os últimos detalhes de sua viagem até o feudo aliado.
–Os chineses se mantém imóveis, e apesar dos pesares ... eu acho que eu consigo me virar bem por alguns dias! – o senhor de Hana respondera fazendo a veia de preocupação do menor apenas se acentuar mais.
–Você “acha”? – Nao repreendera – do jeito que o encontrei com Hiroto-san ontem à noite eu não acho que ao menos tenha ideia. Shou-sama, sabe que Ogatas são traiçoeiros, esse moleque fará qualquer coisa para ter o reino de volta, inclusive tentar usá-lo, o que estava pensando? Nem ao menos se interessa por homens, por que diabos deixou que isso acontecesse?
–Eu não sei, eu... pensei que eu poderia usá-lo e acabar com ao menos um dos problemas de Hana, mas...
–Por Kami! Não me faça me arrepender de ter batalhado tanto para que você assumisse o trono mesmo quando tinha apenas 15 anos, me prove que eu estava certo em acreditar que você se tornaria um grande líder! – o conselheiro argüiu em uma impaciência controlada, não deixando nenhum dos três soldados que também se preparavam para a viagem perceberem o que se passava entre si e o seu senhor.
–Eu...
–Por Kami! E eu pensando que toda sua astúcia e altivez atualmente era o sinal que tanto quis de que meus serviços já eram dispensáveis! – o menor interrompera – se afaste de Ogata-san, você é o senhor de Hana, haja como tal e mostre que não está onde está apenas de aparência.
–Sim! – o maior assentira, tentando parecer confiante em sua afirmação.
–E comece dando logo um jeito em seu general, Saga pode ser um gênio em batalhas e estratégias e ter total lealdade de nosso exército, mas o povo começará a se revoltar se perceber que sua liderança está essa confusão, o conselho já está começando a questionar se é seguro deixar tudo nas mãos de um general imaturo e outro líder militar inimigo, já estou fazendo muito retornando qualquer questionamento dos demais conselheiros, mas tome cuidado... pode haver cobras dentro de nossa corte! – o menor argüiu novamente, olhando espertamente para os lados.
–Tem certeza que é seguro viajar apenas com uma escolta de 3 soldados? – Shou perguntara, preocupado por perder seu amigo, conselheiro e mentor.
–Será mais rápido e mais seguro dessa forma, é melhor não chamar muita atenção! Bem... hora de ir, onde está aquele idiota que nós chamamos de general? – o menor sorriu em uma feição mais branda.
–Eu ouvi isso! Velhinho! – a voz conhecida de Saga se fez presente assim que este se aproximara do pequeno e sigiloso local de partida do conselheiro que não poderia ser chamado de velho, mas já estava se aproximando de sua quadragésima primavera*.
–Então, ouvi boatos de que você enrolou o general Ogata ontem com a desculpa de limpeza de armas, está fugindo de sua palavra por algum acaso? – o menor provocara, sorrindo previamente com a previsível carranca que se desenhou no rosto do moreno.
–Vou ganhar algum tempo até ser capaz de humilhar aquele maldito! – o Sakamoto confessara ao dar de ombros, com a presença mísera de três soldados estavam praticamente a sós ali.
O que muitos não sabiam, e o que alguns já percebiam era que aqueles três eram praticamente irmãos, já que Kohara e Takashi cresceram juntos e sob os cuidados do conselheiro menor, fato que os permitia uma intimidade mais aberta uns com os outros quando não estavam em seus postos carregados de deveres e diante dos olhares de terceiros.
–Esse feudo está se tornando uma confusão, logo, logo tiraremos o titulo de Feudo dos artistas de Ishihara, já que com tantos palhaços só podemos querer montar um circo. Ainda bem que ao menos temos Shiroyama do nosso lado, confio na seriedade de Fukaku-sama para que essa invasão seja expulsa! – o Murai confessou em um cansaço exagerado.
–Boa viagem, Nao-san, volte com um exército aliado como escolta! – Saga desejou em um sorriso ameno – quanto mais cedo essa guerra começar, mais cedo ela termina.
–Espero que esse não seja o mesmo pensamento que usa quando formula nossas estratégias de batalha! – Naoyuki pontuou em um levantar de sobrancelha.
–Não, não é, é apenas um desejo de que tudo termine logo e eu possa acordar dizendo que vencemos e que Hana está segura – saga se defendera.
–E que você possa acordar e saber que Amano-san estará de volta às terras do fim do mundo de Ogata bem longe de você também,suponho! – o menor alfinetou para enfezamento do general moreno novamente.
–Boa viagem, Nao, se cuide! – Shou desejou sinceramente, impedindo uma resposta mal educada do amigo de infância.
–É claro que vou me cuidar, o que seria de você sem mim? – o menor sorriu em resposta, arrancando uma gargalhada sincera e discreta do maior.
–Com certeza eu não seria nem metade do que sou hoje, mas ainda tenho muito o que aprender! – Shou assentira em respeito.
–Se cuide também, Shou-sama, e você, Saga, trate de cumprir seu dever e defenda seu senhor e seu feudo! – estatuara em seriedade, ganhando uma postura ereta do moreno e um sorriso confiante.
–Sempre, Nao-san, sempre! – assentira em firmeza.
Nao acenou discretamente e se virou para subir em um dos cavalos ainda não montados. Não usaria outra forma de transporte com o mesmo propósito de passar despercebido pelo caminho.
–Se os chineses estão parados quer dizer que planejam algo,estejam alertas e preparados até eu voltar com as tropas de Shiroyama! – afirmou em um último conselho antes de ordenar que seus guardas montassem e o acompanhassem – até mais garotos!
–Acha que Hana ficará bem até as tropas aliadas chegarem? – a voz do senhor de Hana se manteve baixa enquanto olhava seu conselheiro chefe se distanciar embaixo de um crepúsculo avermelhado.
–Eu te prometo, Shou-san, nenhum chinês irá avançar em nossas terras, nem que para isso eu tenha que matar um por um todos os trezentos mil soldados do exército deles!
E a respiração pesada do Kazamasa deixava claro que pensar na batalha não lhe agradava em nada, mas que se sentia obrigado a suportar tudo que estivesse por vir.
“É meu dever!”
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–Não vai se preparar para a reunião do conselho de guerra? – Reita perguntara assim que entrava no quarto de seu amigo e líder. O sol já apontava ser meio dia e em uma hora a tal reunião se iniciaria – Miku-chan já foi?
–Já, ele saiu cedo... me diga que eu não disse e não fiz tudo que eu lembro ter dito e feito ontem! – o loiro pediu em uma feição infantilmente chorosa, se mostrando ainda desnudo por debaixo do lençol que o cobria na cama.
–Sinto informar que sim, você disse e fez tudo aquilo, mas a culpa foi daquele general maluco por te interromper justamente em um momento como aquele, seu Shaman ficou possesso como era de se esperar... você se saiu melhor que eu quando perdi o controle pela primeira vez! – o enfaixado, já trajado em seu kimono sem mangas e negros respondeu em um tom casual demais para o assunto.
–Eu não poderia perder o controle em momento pior, poderia? – o loiro maior perguntou em tristeza.
–Bem, a situação não é boa, mas... o que importa é saber se realmente vai cumprir a ameaça de nos retirarmos dessa maldita guerra que ainda nem sequer começou ou se vai ignorar o que aconteceu – o menor inquiriu em um arfar preguiçoso, sentando-se no canto da cama do líder ameniano.
–Eu não posso demonstrar fraqueza e insolidez logo agora, tenho que manter minhas palavras, e o que eu mais quero é poder voltar para casa, mas... se caso Shiroyama e Hana falharem... ficará mais difícil para nós, sem dizer que talvez eu seja o culpado pela morte de milhares de pessoas apenas por me negar a ajudar... ah! Isso é tão complicado! — raciocinou em voz alta – alguma chance de Aoi-san ser atingido por uma luz divida e decidir pedir desculpas?
–Depois do que você disse ontem? Acho mais fácil a chuva cair para cima!
Uruha respirou fundo e franziu o cenho, tentando imaginar o que faria.
–Eu vou ter que provar o quanto somos necessários então, para pressioná-lo a aceitar a vantagem que seria ter nossa “meia dúzia de selvagens” como parte dos exércitos!- comentou ainda em uma vocalização de seus pensamentos.
–A ideia principal não era ocultar o máximo possível de nossa forma e nosso povo? Ontem mesmo você acabou por revelar algo muito perigoso sobre nós! – o loiro menor questionou em uma voz entediada, direcionando os olhos para fora do aposento por costume ao sempre desejar ver uma figura em questão por ali.
–Eu sei, eu sei... ah! Maldição! Como posso ser tão burro? – o maior pareceu constrangido e esfregou os cabelos bagunçados rapidamente.
–Bem, burro você não é, só meio lerdo para perceber as coisas, você não notou que Aoi-san olhou curioso demais para as marcas de seu Shaman em suas pernas, ele com certeza não deve saber nada, mas aquele irmão dele... tenho impressão que o tal Kai-san está estudando cada um de nós toda vez que nos olha! Se descobrirem nossos pontos fracos... nós e Akai Ame estaremos em perigo! – o comandante estatuou em uma seriedade incomum para si, mas toda sua linha de pensamento foi completamente nublada assim que conseguiu sentir a presença tão esperada por si entrar dentro de seu alcance.
–Não vai correr? – ouviu a provocação humorada do amigo e retribuiu o sorriso de forma alegre.
–Com certeza! – assentiu em resposta, saindo em uma corrida quase sobre humana do aposento, passando pelo corredor externo da propriedade cedida e chamando a atenção de alguns soldados de shiroyama e de alguns guerreiros amenianos ao passar praticamente em um vulto por eles, parando apenas quando se viu de frente para a pessoa que tanto queria ver.
Não se conteve e correu em direção ao pequeno hibrido, não dando chance desse ao menos lhe dirigir um cumprimento antes de enlaçar a cintura do pequeno com os braços e apertar seu corpo contra o do menor em um abraço intimo demais para todos os soldados shiroyamianos que vinham receber o mensageiro.
–Que droga o seu povo tem que precisa ficar agarrando e tocando os outros o tempo todo? – Ruki reclamou, constrangido pelas “boas vindas” do guerreiro, se contorcendo entre os braços nus deste até escapar do aperto, tratando de manter uma distância segura do maior.
–Também senti saudades – foi o que Reita respondeu, ignorando a expressão franzida do baixinho e abrindo um sorriso verdadeiro.
Ruki se sentiu corar instantaneamente, apesar de não compreender o porquê daquele ameniano ser capaz de o causar tantas coisas estranhas para si. Olhou em volta rapidamente com seus olhos esbranquiçados e abaixou a cabeça, se acuando por ser alvo de tantos olhares alheios.
–Eto... eu vou reportar meu relatório à Fukaku-sama... – explicou antes de se virar e sair rápido em direção ao caminho que o levaria ao palácio central. Em alguns segundos se repreendeu por aquilo, por que tinha que dar satisfação de onde ia e do que ia fazer? Ele não era nada seu.
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Três dias pareceram passar lentamente para o conselheiro chefe de Hana que sem dúvida alguma não estava confortável em ficar noite e dia em cima do lombo de um cavalo, mas não queria perder tempo. Por tal decisão torturante chegara às fronteiras de Shiroyama mais cedo do que planejara e só em rever as plantações de arroz do feudo militar sorriu com as lembranças que aqueles campos o traziam da última vez que havia visitado as terras aliadas para “manutenção da amizade” com seus governantes.
Seria contra suas prerrogativas se envolver em algo tão arriscado quanto aquilo, ainda mais com alguém que tinha a idade de seu senhor e de seu general, os quais tinha como quase filhos, mais ainda quando insistia em manter esse tipo de relacionamento sem futuro e sem noção onde os encontros tinham anos como espaços e eram provocados geralmente apenas por adversidades e necessidades que nada tinham a ver com a saudade um do outro.
Ainda assim aqueles campos tinham sido o cenário de dias prazerosos e felizes para si, e ainda que fosse homem e suprisse seus desejos em outras pessoas quando não podia estar com aquele que seu corpo tanto queria, e que seu coração havia aprendido a almejar, não negaria que nenhum outro ser seria capaz de levar para longe sua vontade de estar ali.
A segurança e postos de controle do feudo militar atrasaram um pouco sua chegada até o palácio, mas sabia que seria assim. Shiroyama sempre fora um feudo incrivelmente prevenido e seguro, ainda mais em tempos de guerra. Entretanto quando avistara os muros da cidade imperial não se conteve em apressar o galopar de seu cavalo, obrigando aos três soldados que o escoltavam a também forçarem seus animais.
–Nao-san, não pensei que a resposta de Hana chegaria por suas mãos, estou feliz que esteja aqui – Fukaku sorriu para o baixinho que lhe entregara o pergaminho de decisão do conselho com uma reverência respeitosa e rápida – sem reverências por favor, você é o melhor dirigente que já vi, não aceito ser superiorizado por você.
–Ah! Fukaku-sama,agradeço o elogio, mas é sempre bom manter o respeito e valores intactos, não acha? – Naoyuki sorriu simpaticamente, retribuindo a simpatia do mais velho.
–Ah! Quem dera que você fosse meu filho! Estaria tão mais calmo se pudesse deixar meu trono para alguém como você... Yuu e Yutaka estão realmente tornando minha aposentadoria e descanso cada vez mais impossível! – o senhor de Shiroyama suspirou em cansaço, abrindo o pergaminho e fazendo uma leitura rápida – como esperado... nosso conselho de guerra também tinha chegado a essa conclusão, parece que é hora de marchar – arfou em descontentamento – descanse, meu amigo, a viagem deve ter sido exaustante.
–Confesso que fora bastante difícil, a idade parece estar chegando para mim – o conselheiro de Hana sorriu, conseguindo arrancar uma gargalhada do mais velho.
–Ainda parece uma criança com esse rosto e esse porte, mas a idade chega para todos Nao-san... eu que o diga – Fukaku assentiu – mas conhecendo como o conheço, acho que irá adiar um pouco o seu descanso, uma reunião do conselho de guerra está para começar, acredito que sua vinda até aqui seja principalmente por isso, certo?
–O senhor não participa das reuniões do conselho? – indagou o menor, curioso.
–Como o senhor bem disse, a idade chega para todos, e quando se diz sobre guerras e estratégias posso assegurar que meus filhos são totalmente confiáveis, eu apenas confiro os resultados e as decisões e aprovo ou desaprovo, não tenho mais a vivacidade necessária para participar de tais assuntos! – o velho senhor deu de ombros, voltando a se sentar em seu trono e dedicar um sorriso cansado e gentil ao mais novo.
–Entendo – o menor assentiu em uma reverência curta – se me permite, desejo sim conversar com o conselho de guerra de Shiroyama, meu descanso pode ser adiado, agradeço sua compreensão, Fukaku-sama, com sua licença – e respeitosamente se pôs para fora do grande salão, sendo guiado por um dos servos reais até o local onde o encontro parecia acontecer.
Se preocupou em dar descanso à sua escolta no caminho, estes seguindo outro servo até as acomodações que sempre eram reservadas para aquele tipo de situação e tentara não pensar no quão doloridas suas nádegas e entre-pernas estavam devido a viagem. Quanto mais rápido resolvesse tudo, mas rápido a aliança se resolveria e mais rápida seriam as ações contra os invasores.
A reunião já tinha se iniciado quando conseguiu a permissão para adentrar o salão médio e luxuoso composto por uma mesa redonda onde os membros estavam sentados, mas não preenchiam todos os lugares. Reconheceu alguns comandantes de Shiroyama, e logo avistara Yuu e Yutaka lado a lado, demorando seu olhar no segundo, quando sua visão fora roubada para a bonita figura loira no assento reto ao do futuro senhor do feudo. As roupas estranhas e a beleza diferente o deram a certeza que aquele deveria ser o líder das tropas amenianas. E apesar de alguma semelhança, não parecia ser aquele que vira rapidamente quinze anos atrás.
–Nao-san! – a voz de Kai chamou a atenção da incrível reunião tensa para a porta do local e o baixinho se abaixou levemente em uma reverência.
–Boa tarde,senhores,desculpe interromper, mas como representante de Hana gostaria de também participar da reunião e discutir nossa aliança! – informou ao se erguer novamente.
–Ótimo, já estava na hora mesmo de tomarmos uma decisão com a aprovação da parte de Hana! – Aoi se pronunciara, tirando seu olhar de ódio sobre o líder de Akai Ame e voltando-o para o baixinho que adentrara a sala – sente-se por favor, Nao-san.
Nao agradecera com um aceno de cabeça e se dirigiu à grande mesa redonda, diferente daquela que usavam para tal coisa em Hana, se segurara para não sorrir minimamente quando Yutaka se levantou e apontou o assento vago ao seu outro lado e aceitara a oferta de uma maneira falsamente altiva.
–Agradeço, Kai-san – assentiu, pousando seus olhos no loiro andrógeno logo em seguida – acredito que você seja o líder de Akai Ame, certo? Ou seria a líder? – perguntou de modo respeitoso, causando um leve riso irônico no general moreno de Shiroyama.
–Sou o líder dos guerreiros de Akai Ame, Takashima Kouyou, mas geralmente me chamam de Uruha – o loiro assentiu também com respeito e simpatia, causando um leve franzir de cenho do moreno autoritário que há dias não via aquela feição gentil.
–Prazer, sou Murai Naoyuki, conselheiro chefe de Hana, acho que há quinze anos era outro líder, correto? Alguém chamado Hitoru! – averiguou.
–Prazer Murai-san, sim, meu pai está cansado e em idade avançada, eu assumi a responsabilidade de liderança de nossa tropa – Uruha assentiu.
–Se as apresentações estão feitas, vamos continuar logo com essa reunião! – Aoi interrompera – estávamos discutindo que a negação de Ishihara em participar da aliança os qualifica como inimigos e que devem ser tratados como tais.
–Sim, Hana também acredita em tal afirmação e ... achamos que Ishihara tenha sido aquele a ajudar os invasores a passar pelos mares turbulentos para chegar a Vijukei, não é segredo que Hana e Ishihara não possuem uma boa relação desde tempos antigos, Miyavi parece herdar de seus antecessores a cobiça por nossas terras e minérios, acreditamos que Ishihara e os chineses estejam trabalhando em conjunto – Nao assentira em seriedade e firmeza, deixando sua feição simpática e até mesmo infantil se perder para dar lugar ao tão admirado conselheiro de Hana.
–Se isso for verdade, nossos inimigos aumentaram de número! – Yutaka pontuou ao tirar os olhos do baixinho ao seu lado – mesmo nossa aliança está em incrível desvantagem.
–Com certeza há desvantagem numérica, por isso vim aqui, nós de Hana gostaríamos de iniciar de uma vez um ataque, esperar a movimentação dos invasores e ainda sob o risco de Ishihara é muito perigoso, fizemos uma aliança com nossos antigos governantes Ogatas, mas tenho que confessar que apesar da proteção estar dando certo, estamos vivendo sob o risco de um golpe militar por parte dos antigos senhores de Hana – o Murai continuou – o conselho de Hana gostaria de propor uma tentativa de acordo com Vegas.
–Jamais, aqueles cães imundos não são confiáveis – Aoi vociferou em indignação e logo seus comandantes entraram em conversas paralelas.
–Com todo motivo Vegas não merece confiança, mas seus exércitos são numerosos e há boatos de que Byou tenha sob seu poder criaturas das trevas que são invencíveis em batalhas, apesar do risco, Vegas é um feudo forte e se há possibilidade de algum acordo comercial com Byou, seria interessante tentar – o conselheiro argumentara.
–Esses ratos não possuem honra ou valor, muito menos palavras, não honram acordos e nunca esconderam a cobiça por nossas terras e nossas riquezas, confio em suas decisões e raciocínio Nao-san, mas nem sempre manter o inimigo perto é uma boa estratégia – dessa vez fora Kai a interromper o próximo grito de seu irmão.
Naoyuki arfara em dificuldade, não esperava oposição justamente dele.
–Tem uma coisa que Vegas respeita – para a surpresa de todos Uruha se pronunciara – eles são totalmente prisioneiros da ganância, do dinheiro e da luxúria, se puderem oferecer isso a eles vão conseguir sua lealdade temporária, até que alguém lhes oferte coisa melhor, o importante é fazer com que sua oferta seja sempre a mais vantajosa para eles...
–E você diz isso baseado em quê? – Aoi indagara em descrença e impaciência, fazia três dias que o loiro se mantinha calado e sério durante as reuniões, afirmando que só daria o “ar de sua opinião” quando recebesse o pedido de desculpas e de repente se mostrava todo solícito e gentil com a presença do conselheiro aliado.
–Baseado no que sabemos e estudamos, podemos ser isolados dos outros feudos, mas nem por isso deixamos de estuda-los e aprender coisas sobre eles, alguns dos nossos se dispõem a viajar e recolher informações regularmente e ainda... já fizemos alguns acordos com uma pessoa de Vegas antes ... – explicou e confessou, meio receoso em dar informações demais, porém, tinha que provar a serventia de seu povo antes do prazo que dera terminar e ter de cumprir sua palavra de abandono de batalha.
–Eu deveria saber que demônios e ratos sujos se uniriam – Aoi destilara em raiva – mais um motivo para querer seu ridículo exército fora de nossas terras o quanto antes.
–Quem seria essa pessoa? – o Murai ignorou as palavras do moreno e questionou ao líder ameniano.
–A pessoa muda de acordo com o proprietário que assume o cargo, mas os donos da casa vermelha Gather Roses sempre se mostraram pessoas úteis, atualmente a casa é de propriedade de alguém chamado Kazuki, Kazuki-san é muito esperto, astuto e inteligente pelo o que ouvi dizer, mas até mesmo ele se torna confiável quando se possui algo que ele quer – Uruha continuara seu discurso, também ignorando as palavras do general shiroyamiano.
–E esse Kazuki-san tem alguma autonomia em Vegas? – o conselheiro voltava a indagar, parecendo querer entrar em uma conversa particular com o loiro andrógeno.
–Vegas é um feudo confuso e cheio de disputas, o senhor feudal muda com a lei do mais forte e mais rico, mas o dono de Gather Roses é escolhido por seu antecessor e treinado por esse pessoalmente o que torna a casa vermelha não só a mais famosa do feudo, mas também de Vijukei, ouvi dizer que se Kazuki ou qualquer outro dono de Gather Roses quisesse poderia dominar toda Vegas, mas que isso não é de interesse nem de Kazuki-san, e nem de sua antecessora e aquele antes dela, todo senhor feudal que toma as rédeas do local teme e respeita Gather Roses e há uma lei muda de que o governante deve manter amizades com a casa se quiser ter alguma segurança em seu trono – Kouyou tornara a explicar, calmo e ponderado – se planejam algum acordo com Vegas, com certeza a porta de entrada menos arriscada seria Gather Roses.
–Eu deveria saber que um povo tão vulgar como o seu teria contato com um prostíbulo! Desista dessa ideia, Murai-san, eu jamais vou aprovar algo assim, Vegas não é confiável, Akai Ame não é confiável e se Hana ainda pretende ser nossa aliada é melhor que ela esteja ciente disso – o imponente general moreno se impôs, parecendo explodir a cabeça e dessecar o loiro a sua frente com o olhar.
–Pensei que Akai Ame fosse nossa aliada, não é o que a presença de Uruha-san aqui significa? – Nao indagou.
–Acontece que aparentemente nossa ajuda não é necessária e muito menos desejada, já que em dois dias eu e minha tropa retornaremos para casa, caso o futuro senhor de Shiroyama não se desculpe por uma ofensa cometida a mim e à cultura do meu povo – Uruha explicara, devolvendo o olhar desafiante do moreno de maneira firme, porém menos ofensiva – pelo visto por causa do orgulho e ignorância de um líder a aliança feudal será apenas Hana e Shiroyama.
–Pensei que o apoio de Akai Ame já fosse certo, nós de Hana acreditamos que todo o passado de guerra entre vocês tivesse sido deixado de lado por um bem maior, ou devo lembrar que os chineses não almejam apenas Hana, mas sim toda Vijukei? – o Murai se mostrou impaciente ao se deparar com aquela nova adversidade.
–Esse demônio enche a boca para falar de suas tropas como se fosse de grande ajuda, Murai-san, mas não passam de seiscentos homens que não fariam diferença alguma – o general vociferou ao perceber que o conselheiro duvidava de seu feudo.
–Seiscentos homens? Apenas isso? – Naoyuki perguntou em surpresa.
–Eu realmente odeio exibição e meu povo não gosta de se vangloriar, mas um de meus homens é capaz de derrotar mil soldados, seja de qual feudo for, isso já não significa que meus seiscentos e sete homens representam na verdade seiscentos e sete mil soldados? – Kouyou argumentara.
–Isso é o que você diz, mas sem aquela maldita floresta você e suas bestas não são nada – Aoi continuara a desprezar as palavras do loiro – se isso é verdade por que suas aberrações não marcham de encontro aos invasores e os enfrentam, teoricamente vocês são o dobro deles não? – desafiou.
–Meu povo não é um povo de provocar guerras, não gostamos da batalha e não gostamos de machucar e matar... não sabemos atacar Aoi-san, apenas nos defender, esperávamos que seus exércitos fossem aqueles a nos ensinar, foi isso que pensamos quando recebemos a proposta de aliança, mas é visível que nos enganamos ao presumir que as desavenças dos feudos seriam esquecidas para que nosso país ficasse seguro – o loiro rebatera em uma voz cansada, achava que a aparição do conselheiro de Hana adiantaria algo, mas tinha a comprovação de que não – só quero lembrar que Akai Ame jamais veio às fronteiras de Shiroyama dominar suas terras e escravizar sua gente, nós apenas nos defendemos dos ataques de seu povo e ainda assim estamos aqui dispostos a ajudar, sinto que o senhor e seus homens ainda estejam afogados demais em seu orgulho e selvageria para enxergar a situação em que estamos – continuou ao se levantar e mostrar o traje costurado que tampava suas belas coxas – vejo que participar dessa aliança não é possível para mim e para meu povo, por isso farei o que Aoi-san tanto deseja, marcharei com as minhas tropas de volta para casa o quanto antes, amanhã mesmo estaremos fora de suas terras – seguiu ao andar em direção à saída do local, voltando-se já na entrada apenas para encarar os orbes negros tão fundos e carregados de ódio que o miravam – desejo boa sorte para seus homens e para os homens de Hana, peço desculpas aos que provavelmente morrerão nessa guerra, mas eu também tenho meus guerreiros e devo zelar por eles, não podemos ir de encontro a batalhas ao lado de pessoas que nos querem mortos, eu não vou arriscar as vidas dos meus homens assim. Pode parecer pouco para o senhor, Aoi-san, mas para mim são seiscentos e sete homens que possuem famílias as quais prometi devolvê-los vivos e bem, eu não quero ter que levar corpos para casa e ouvir os choros delas ao lança-los nessa guerra, não desse modo – finalizou, voltando a dar as costas e finalmente se retirar completamente do local.
Um silêncio torturante preencheu o ressinto e Aoi se vira alvo dos olhares dos demais homens naquela mesa. Sua cabeça doeu e seu peito se apertou involuntariamente ao pensar nos milhares de homens que morreram sob seu comando... ainda tinha pesadelos com as imagens daquela batalha horrível contra seres que não conseguia distinguir em uma floresta escura e em um campo vermelho.
–Reunião encerrada por hoje! – ditou por fim em uma ordem impaciente e raivosa, se erguendo rapidamente e também se retirando do local.
O baixo conselheiro chefe dispensava a jovem serva que o ajudara a se lavar aquela noite, sentia seu corpo dolorido e sua cabeça latejava pelos problemas que descobrira na reunião daquele dia.
“Parece que não temos salvação!”
Não acreditava que em um momento como aquele o orgulho e rancor Shiroyama fosse preferir a ruína e derrota de seu povo a aceitar a necessidade de ajuda e apoio de outros feudos. Duvidava que Fukaku fosse tão radical e pretencioso, e apostava suas esperanças na certeza de que ele tomaria uma atitude assim que soubesse as ações e decisões de seu filho.
Se aproximou da janela aberta e começou a fechá-la lentamente, não antes de dar uma boa olhada na lua cheia vistosa do céu, suspirando significantemente antes de cerrar a madeira e trancá-la. Sorriu ao sentir a presença atrás de si, e se manteve parado ao ter o nariz rente ao seu pescoço e o corpo colado às suas costas.
–Acho que devo treinar melhor meus soldados de escolta! Todos esses anos e você ainda consegue passar por eles! – comentou com humor, tendo sua cintura acariciada por mãos grandes sobre o tecido de sua manta clara.
–Eu sou um cara esperto! – a voz grossa e baixa sussurrou ao ouvido do menor, os lábios da cabeça de cabelos longos e negros descendo pela tez macia do pescoço em uma carícia íntima e ousada.
–Eu sei, eu mesmo o ensinei quando esse meu gêniozinho era apenas um adolescente mimado e sem emoção, que acreditava que o mundo inteiro não passava de cobaias para seus estudos e experiências — o menor respondeu em sagacidade, tendo sua cintura mais apertada pelas mãos possessivas e a pele abocanhada pelos dentes do maior.
–Eu ainda acho que o mundo é formado apenas de cobaias... ou ao menos a maior parte dele! — assentiu em um cochicho sério e sedutor, usando os dedos para erguer a manta longa do menor até que esta não cobrisse mais as nádegas modestas e redondas, não demorou em deixar suas palmas se apertarem às bandas macias e fingir uma penetração ainda que seu membro estivesse coberto por sua própria roupa.
–Hum... vá com cuidado, viajei três dias sem praticamente descer do cavalo — o conselheiro resmungou com a carícia rude
–Sua última visita foi há três anos e pedes para que eu tenha cuidado? — o maior censurou em descrença se afastando minimamente e virando o corpo menor de frente para si — não sabe o quanto as mulheres de Shiroyama não são capazes de sequer me fazerem parar de desejá-lo cada minuto da minha vida, Nao-chan — o general e pesquisador de Shiroyama ditou em uma feição séria, puxando os trajes do menor rapidamente para cima, desnudando-o sem que esse oferecesse qualquer resistência.
–Usasse um homem então! — o conselheiro argumentou em um sorriso falsamente inocente, sorriso semelhante se desenhou na face de seu amante.
–Diz isso só porque gosta de me ouvir dizer que ainda que sodomia não fosse um crime grave em Shiroyama meu corpo, minha mente e meu coração jamais estariam satisfeitos com alguém que não fosse você — o moreninho assentiu ao colocar suas mãos novamente no corpo nu do pequeno e o guiar até a cama espaçosa do aposento.
–Eu sou um cara esperto! – o menor ditou em humor, soltando uma gargalhada rápida e baixa ao se ver empurrado contra os lençóis.
–Eu que o diga! – Kai sorriu de modo sedutoramente amável, se desnudando em frente ao amante e não tardando em colocar seu corpo por cima do corpo do menor que o acomodou quase que por costume entre suas pernas ainda que fizesse tempo demais desde a última vez que suas peles haviam entrado naquele tipo de contato.
– Mas parece que um mestre sempre está fadado a ser superado pelos discípulos, afinal meu lindo e diabólico aluno ousara ir contra mim hoje! – o Murai continuara, entrelaçando os dedos nas madeixas longas e soltas do Shiroyama e erguendo os joelhos, conhecia aquele homem bem demais para saber cada gosto dele e ainda sim ficara intrigado com a recusa dele a alguma decisão sua.
–Eu sempre confiei em suas decisões e ações, Nao-chan... mas com certeza não te quero negociando com o povo de Vegas, não o meu pequeno e astuto conselheiro chefe de Hana – o moreninho estatuou em normalidade, segurando a coxa roliça do menor com uma mão enquanto a outra ia para um dos mamilos deste, pinçando-o. A boca foi certeira para os lábios do pequeno e o ósculo que trocaram demonstrava que aquela relação era além de íntima, preenchida por desejo e sentimento.
–Sinto seu instinto de proteção aflorar? – Naoyuki perguntou ao ter sua boca liberta.
–Pode se dizer que sim! – o maior assentiu, deixando sua língua serpentear pelo peito plano e abocanhar o mamilo livre, mordendo-o e fazendo o amante gemer baixo e fino sem constrangimento – afinal foi você quem tanto insistiu para que eu fosse mais humano, agüente ser alvo da minha humanidade então.
–Hum... ah... hai, hai... eu agüento! – o menor assentira em êxtase ao sentir a língua descer por sua barriga e se enfiar em seu umbigo – só vai com calma, meu corpo está realmente dolorido – pediu em um gemido arfado.
–Hum... – Kai ponderou, afastando sua cabeça e olhando para baixo, abrindo mais as coxas do amante e analisando o leve arroxeado na parte interna delas – eu já deixei você em pior estado, não acredito que esteja tão sensível apenas por isso — desdenhou.
–Sabe, eu já sou um senhor de quase quarenta, não possuo mais a jovialidade de antes...hum – argumentara, não contendo o grunhido de aprovação ao sentir os lábios habilidosos acariciarem de maneira gentil a pele mazelada de sua entre-coxa.
–Pare de exagerar, seu manhoso! – o maior repreendeu maliciosamente, deixando a língua tocar com ousadia a extensão modesta do membro enrijecido do menor, lambendo-o até a ponta antes de abocanhá-lo.
Nao segurou seus dedos nos fios negros do Shiroyama e projetou sua cabeça para trás em um gemido alto e esganiçado ao tentar contê-lo com uma mordida no lábio inferior... parecia que realmente os discípulos estavam destinados a superarem os mestres.
Não que o desejo e a vontade fossem poucos, mas o moreno maior tivera um cuidado excessivo ao preparar o amante para si, ainda que tivesse desdenhado de sua dor, por isso sua entrada foi relativamente fácil, além de não deixar o conselheiro lhe ofertar os “agrados” que sempre lhe ofertava com a desculpa de “Hoje eu faço o trabalho”. Assim que teve seu membro completamente acomodado no interior quente do menor deixou-se deliciar pela pressão e tencionou seus músculos para arremeter-se contra o corpo que tanto lhe era familiar, ao ponto de conhecer exatamente onde seu ponto mágico se situava, tentando acertá-lo em cada estocada que dava, tendo sucesso na maioria delas.
Naoyuki friccionava suas unhas nas costas largas do moreninho e mordia seu ombro com vontade, pressionando seu corpo contra o dele como podia e ajudando-o nos movimentos, prendendo seus calcanhares atrás das coxas torneadas do maior e gemendo, ainda que tais gemidos fossem abafados contra a pele alheia.
O roçar era eroticamente frenético, mas fora entre um pequeno espaço de uma estocada mais longa que o conselheiro se aproveitara para puxar os cabelos negros com força e interromper o ritmo do amante. Logo o baixinho forçou-se sobre o maior e invertera posições com tal, fazendo-o rolar até que estivesse por cima deste, perdendo a ligação entre seus corpos com a ação, ocasionando um grunhido de reclamação do mais novo.
Kai enchera a boca para reclamar, mas fora com um sorriso eroticamente provocante que se deliciara ao perceber seu pequeno e experiente Nao-chan se colocar em cima de seu quadril direcionando seu falto para sua entrada e se penetrando novamente com ele, apoiando suas mãos pequenas e macias em seu abdômen e usando-o como apoio para cavalgá-lo em um ritmo que evoluiu rapidamente.
–Ah... hum... pensei que estava velho e... hum.. sem a “jovialidade de antes” ... – o Yutaka provocou, auxiliando o menor com uma mão em sua cintura enquanto a outra se ocupou em puxar a nuca para si e tomar os lábios inchados do amante.
–Talvez ...ainda demore mais alguns anos pra isso! – Nao sorriu em resposta, beijando-o novamente e continuando com o ritmo frenético de seu quadril, se preenchendo com o prazer de ter o membro rijo e familiar do amado a empalá-lo daquele modo. Foi ao apoiar as mãos nos lençóis e arremeter com mais força contra o maior abaixo de si que sentiu sua ereção tremer em êxtase — carinho aqui, Kai-chan... hum... aqui... ah! – pediu, sendo prontamente atendido ao ter os dedos do maior se enlaçando em seu falo.
–Goza pra mim, Nao-chan... eu sei que você está quase – Kai sussurrava em resposta, jogando mais uma corrente de letargia pelo corpo do Murai que seguira fielmente o pedido do amante e melara toda a barriga deste com seu sêmen esbranquiçado.
–Ahhh... – gritou em êxtase, sentindo-se ser girado nos tecidos macios, suas costas repousando nos lençóis e seu interior era novamente atacado pelo maior.
Apenas meia dúzia de estocadas e Kai se despejara dentro do singular e arfante conselheiro de Hana, sorrindo quase que convencido ao se retirar dele e se deitar ao seu lado.
–Tanto e tão grosso... quer dizer que meu pequeno e esperto sensei não está mais se servindo de concubinas e servos para se aliviar? – indagou com satisfação, apontando o líquido pastoso em sua mão.
–Eu apenas estive muito ocupado! – o menor deu de ombros em notável mentira.
–Eu sei que você também me ama, Nao... quando vai admitir isso? – o moreno questionara em astúcia.
–Quem sabe um dia! – o mais velho rebatera em humor, se divertindo com a feição zangada e quase infantil do amante.
“Quem sabe um dia!”
Notas finais
Bem, demorei horrores...
desculpe
realmente isso não é normal de minha parte, mas sabe neh...
T.T
Bem, mas agora q Paidophilia está terminada vou me dedicar mais a Vijukei... tentar combinas as postagens toda quarta a noite ok? começando da semana q vem. Talvez traga o cap 5 no sábado ou no domingo,
Mas indo ao cap...
então neh, eu estou tentando fazer segredo do grande mistério da fic, então me digam... dar pra sacar algo? estou com medo de dar pistas demais antes da "grande revelação" então... está algo óbvio?
Espero conseguir alguns reviews ainda q esteja sendo terrivelmente má em demorar tanto nas atualizações...
por favor?
ajudem a manter a força aqui...
por favor
por favor
por favor?
Minha anjinha Azumi sempre betando ;D
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