Vijukei No Monogatari
24 Capitulo 19 – O Fim de um Mundo parte final
Notas iniciais
Quase não veio ,mas veio!
Não me matem!
CAp sem betagem, mas revisado, Azumi passa aqui pra betar quando puder.!
Olááá aqui é Azumi-chan!Betei o cap!Boa leitura!♥
Capitulo 19 – O Fim de um Mundo parte final
Já passava da uma da tarde e as tropas mandadas para Ishihara se organizavam para o ataque do final do dia quando um ameniano se materializou em uma rajada de vento entre os soldados da aliança.
–Miyavi se movimentou, seja o que for aquela coisa está sendo ativada – o loiro alto e com marcas vermelhas acesas perto ao ombro alertou de modo receoso, não se sentia muito a vontade no meio de todos aqueles soldados, mas havia assumido a liderança do pequeno grupo de mais três guerreiros ali.
–Parece que teremos que adiantar nosso ataque – o comandante de Ogata rugiu em impaciência – é melhor que todos se preparem o quanto antes – ditou em direção aos três comandantes de Shiroyama e ao velho Shousuke de Hana.
–Sim – os homens assentiram em uma empolgação que não atingiu seus olhos, ambos os exércitos haviam recebido uma mensagem poucos minutos antes que, apesar de não compreenderem, deveriam acatar.
Shousuke mirou o ameniano com olhos analíticos, eram fortes, mas quatro deles contra milhares dos seus não seriam nada.
“Por que Shou-sama mudou de idéia quanto a vocês?”
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O senhor de Ishihara mantinha um sorriso quase triunfante no rosto enquanto seus homens carregavam uma caixa pequena e coberta por uma manta vermelha em direção a mais nova construção de suas terras, havia recebido um pergaminho momentos antes e não conseguia se conter de ansiedade por saber que finalmente todo aquele país estaria sob suas mãos... era o que queria... só não sabia o porque querer aquilo e muito menos quando havia começado a desejar tal coisa.
–Meu marido parece feliz – a voz melodiosa de sua esposa veio ao seu lado e o Takamasa mirou a jovem com análise antes de responder.
–Logo tudo será nosso, querida... já está de acordo com os planos de seu marido novamente? –inquiriu em um sorriso altivo.
–Sim – a jovem de cabelos mel sorriu falsamente — ... quando isso funcionará? – perguntou, tentando saber quanto tempo restava para si.
–Não demorará muito – o senhor respondeu, tomando a mão da esposa na sua – fico feliz que tenha voltado a ser uma mulher esperta e amorosa.
–É claro – a senhora Ishihara continuou em seu sorriso fingido, sentindo seu peito doer por saber que aqueles dedos nos seus já não pertenciam mais ao seu amado.
–Nossas filhas, onde estão? Faz tempo que não as vejo – Miyavi questionou – elas também devem vir assistir isso.
–Elas estão dormindo, será melhor que quando acordarem já vejam o império esplêndido que o pai delas criou, não acha? – mentiu e inquiriu em uma atuação convincente, e apesar de ter recebido um olhar de desconfiança do marido se sentiu aliviar quando este deu de ombros.
–Que seja, sei que minha esposa não faria nada para tentar impedir seu marido – o homem rebateu em algo que se assemelhava a uma ameaça e Melody engoliu em seco, tinha que se manter forte e seguir o plano.
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O mar sempre límpido e relativamente calmo daquela parte de Vijukei estava agitado naquele dia, o céu nublado para tempestade ainda que não passasse das duas da tarde e as centenas de navios de madeira com o emblema de Shiroyama tinham dificuldade para se manterem no curso que haviam adotado aquela manhã, em direção à costa de Ishihara.
–Terra firme em uma hora senhor – um dos marujos em seu traje sempre escuro avisou ao comandante da frota.
–Preparem os canhões e os explosivos de Kai-sama... – o homem um pouco mais velho ditou em autoridade impecável como qualquer líder do feudo militar — ... ele não quer que reste nada na cidade imperial de Ishihara, nem mesmo uma pedra inteira, não tenham misericórdia – ordenou a tripulação em continência diante de si e logo os homens assentiram em uníssono.
O comandante se virou de costas e mirou a costa do feudo dos artistas logo adiante, não entendia uma ordem tão radical por parte de seus senhores, mas não cabia a si questionar, apenas executar aquilo que lhe fora ordenado.
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A pequena Maya se mantinha estranhamente quieta dentro da pequena tenda vigiada por amenianos e shiroyamianos e protegida por uma barreira avermelhada, não que fosse de se comportar e obedecer sempre àquilo que lhe pediam, mas seu pai e o líder loiro foram bastante convincentes ao lhe explicarem a importância de ficar ali dois dias antes.
–Mas aqui é chato... – a pequenina reclamou — ... quero ver o Uruha e o papai – resmungou para si mesma, formando um bico em seu rostinho redondo.
Sorriu sapeca e se levantou, talvez não houvesse mal em sair dali só um pouquinho e decidido isso a pequena princesa se colocou rapidamente em direção à saída da tenda quando a visão que teve ao sorrateiramente afastar o tecido para o lado a fez congelar.
Os guardas loiros de Akai Ame estavam no chão, olhos avermelhados e abertos, mãos ao pescoço e lábios alargados em uma expressão de dor... mortos.
A pequenina então olhou alarmada para os soldados de seu pai que faziam um cerco por toda sua frente, olhando para cima e não vendo mais a coloração avermelhada da bola gigante que a protegia ativada.
Os olhinhos se encheram de lágrimas e a pequenina abriu a boca involuntariamente em um grito fino que ecoou por quase todo o acampamento.
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–Onde estão os outros? – Kai rugiu aos poucos soldados de seu irmão naquele primeiro acampamento, todos reunidos na área central entre as tendas, alguns soldados de Ogata sendo mantidos presos ao chão por terem resistido quando a ordem de extermínio aos guerreiros de Akai Ame foi dada, achando que os feudos haviam traído a aliança, ainda mais por estes terem aparecido de dentro de coches puxados por youkais mitológicos que voavam e soltavam fogo.
–Marcharam ontem para o rio, Kai-sama, fica apenas a poucas horas daqui – um dos comandantes deixados ali respondeu em prontidão.
–Por que esse tal Yuuto quer tanto exterminar os guerreiros de Akai Ame? – Shou perguntou às costas do segundo herdeiro Shiroyama.
–O que Naoyuki te ensinou durante todos esses anos? Você é mesmo um senhor feudal? – o Yutaka questionou em desdém, não dando tempo para o Kazamasa lhe rebater e já tomando a palavra novamente – por que exterminamos algo, Shou-san? Só tem dois motivos para isso, ou porque repudiamos ou porque nos sentimos ameaçados...
–Se ele se sente ameaçado, por que pediu para que aprisionássemos os amenianos que pudessem lutar? Esses seriam justamente o que deveriam ser exterminados – Kohara cuspiu em impaciência, não havia simpatizado em nada com o caçulo Shiroyamiano.
–Você não consegue aprender? Por que eu penso ser incapaz de Nao ser um professor ruim a alguém – Kai bufou em tédio – não acredito que fez a burrice de prendê-lo...
–Foram termos de seu pai, ou daquele bruxo pelo o que me disse, estava com meu exército na costa cercado pelo seu três vezes maior e a ameaça de ataque ao meu feudo caso não cumprisse, o que acha que eu podia fazer? Abdicar de Nao também não me deixou feliz – Shou o interrompera – se esse tal Yuuto pediu tão detalhadamente que Nao-san e Ogata-san fossem impossibilitados de interferir em qualquer assunto... talvez ele se sentisse ameaçado por eles também?
–Hun... – Kai franziu o cenho em ponderação -... não sei quanto ao Ogata, mas qualquer um que não temesse Murai Naoyuki estaria fadado ao fracasso ...
E suas palavras foram interrompidas por um grito fino e baixo que parecia ter vindo da direção de uma tenda afastada mais a esquerda. Os olhos do caçulo Shiroyama se alarmaram e reconheceram o grito, se projetando em uma corrida rápida na direção da voz.
“Maya...”
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Uma cabeça rolou pelo chão terroso e empoeirado do acampamento, seguida de passos do calçado de algum soldado shiroyamiano enquanto este e mais algumas dezenas de seus companheiros de luta se juntavam em um círculo para que pudessem ter uma proteção 360 graus em relação ao bando de criaturas que não pareciam acabar nunca.
–Essas coisas são infinitas? – um deles gritou em praguejo ao se verem cercados mais uma vez.
O céu estava escuro para o meio da tarde, a poeira do local tornava a visibilidade mais difícil e as cabanas serviam de esconderijo para alguns dos mortos vivos que se dividiam em bandos para atacarem os invasores e protegerem a torre central.
Um dos samurais acabou por ser atingido por uma das criaturas, tendo seu corpo arremessado para o meio delas, gritos de dor ecoando enquanto seu corpo era esquartejado e devorado de maneira animalesca por um pequeno grupo de “chineses”.
Entre os homens cercados estava Ryou e este engoliu em seco quando viu o que aconteceria se fossem derrotados.
Mais criaturas investiram contra o contingente de soldados e estes lutaram vivamente com suas espadas, cortando braços, pernas e cabeças das representações demoníacas. Ryou em um descuido foi pego por uma das aberrações e jogado para o meio de várias delas como havia acontecido com seu parceiro de batalha anteriormente, se viu ao chão cercado de olhos demoníacos, rostos deformados e bocas encharcadas de babas e sangue em direção a si.
–É.... acabou pra mim – sorriu sem graça, fechando os olhos e esperando a morte.
Estranhou quando sentiu jatos de algo contra seu corpo e o som de pancadas e ossos se quebrando, abrindo os olhos e vendo um baixinho loiro de barriga exposta com duas marcas gêmeas bem vividas nela praticamente se materializando de um lado para o outro enquanto decapitava todos aqueles que o rodeavam.
–Corra – Miku rugiu em uma voz difícil, os olhos vermelhos franzidos e os cabelos com discretas mechas negras se tingindo com o sangue podre das criaturas.
Ryou não se demorou em pegar sua espada do chão e correr para junto do que ainda restava da formação Shiroyama, observando o pequeno ainda lutar, cortando pescoços e desviando de ataques como se aquilo fosse fácil demais, porém viu o menor ser atingido por um dos seres deformados, se sentindo nervoso por aquilo.
–Joguem um dos explosivos de Kai-san – gritou ao monte atrás de si.
–Ainda não temos ordens – um dos soldados gritou.
–JOGA LOGO – vociferou ao ver que o pequeno neko se ajoelhava no chão enquanto ainda brandia sua espada para se defender, vendo que o soldado não faria nada, se adiantou para o centro do circulo e pegou um dos objetos cilíndricos, acendendo-o em um das tochas ali posicionadas e arremessando na direção das criaturas que atacavam o guerreiro ameniano.
Poucos segundos e um barulho estridente se fez ouvir, pedaços de corpos voando em algumas direções e sujando mais o já banhado em sangue Miku.
–CORRA – Ryou gritou para o pequeno que parecia atônito a tudo, percebendo mais criaturas se aproximarem dele – droga... — praguejou e correu até o menor – ei, corra – falou novamente ao pegá-lo pelo braço – Miku, não é? Acorda – chamou e viu as iris avermelhadas do ameniano ganharem brilho novamente, este piscando os olhos de modo rápido e demorando entender o que o maior estava dizendo.
–Obrigado – Miku agradeceu rapidamente, se levantando e voltando a desaparecer em uma rajada de vento, seguindo outra direção.
Ryou olhou para trás e viu que mais homens de sua divisão se utilizavam dos explosivos de Kai para se defenderem... esperava que aquilo não lhe trouxesse problemas depois...
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Uruha já tinha perdido a conta, com certeza não queria mais saber o que estava fazendo, simplesmente mirava o pescoço e atingia uma de suas espadas ali toda vez que alguma coisa se aproximava, não queria pensar, não podia... a torre já estava a poucos metros, mas a cada vez que se aproximava, mais criaturas lhe cercavam. Tentara flutuar por cima delas e evitar a batalha, seguindo direto para seu objetivo, porém não era capaz de ficar a uma altura boa e os mortos vivos que ali estavam saltavam alto, por isso acabara sendo derrubado. Sua única alternativa era abrir caminho pelo chão, e para isso se utilizava de sua habilidade com espadas. Poderia usar energia e simplesmente afastá-los, mas queria poupar o máximo que pudesse, não sabia exatamente qual era o nível de força daquele que habitava a torre, mas pelo número de seres que controlava com certeza não seria baixo, e era com isso em mente que o líder loiro procurava não pensar enquanto decapitava mais e mais cabeças. Algo em si estava adormecido e temia que de algum modo estivesse entrando em possessão sem saber, estava ficando tão fácil...Mais uma mecha de seu cabelo longo se tornou negra e num movimento mais rápido acabou por cortar os braços e pernas de uma criatura antes mesmo de sua cabeça.
Poucos metros atrás estavam os generais, as figuras de armaduras bem distintas e máscaras estranhas, mas que deixavam a mostra seus olhos. A proteção negra do general de Shiroyama se virou em direção ao loiro, arfante, já tinha matado, ou rematado, muitos ali, mas com certeza não se equiparava ao número que o loiro era capaz de decapitar em um minuto... aquele... não parecia o ameniano que o enfeitiçara, que dizia que o amava, o homem doce, gentil, educado e com discursos de bondade... aquele não parecia o Uruha... não parecia o seu Kouyou...
Mais uma criatura o atacou e diferente do loiro ele tinha que dedicar alguns segundos de luta antes de conseguir uma chance para atacar o pescoço. Graças a Kami sua espada negra era simplesmente excelente, já que não havia enganchado entre a carne e osso de nenhum dos “chineses”, mas por vezes sua força falhava e era necessário mais de um golpe para que a cabeça se separasse do corpo, ao menos o suficiente para o corpo não se levantar novamente.
–Maldição – praguejou, estava ficando cansado. Levou uma mão até algo atrás de sua armadura e com dificuldade enquanto se esquivava de um ataque levou o objeto cilíndrico até o cabo de sua lâmina. O cabo pareceu emitir alguma faísca e acendeu em questão de segundos o objeto, planejava usar aquilo em último caso, já que não tinham muitos, mas a ocasião se fazia necessária. Sabia que assim que usasse uma, seus homens também entenderiam como permissão para usarem as suas, aquilo poderia ser perigoso já que da última vez que testaram mais uma das invenções de Kai alguns de seus soldados morreram em acidentes – SE AFASTEM – gritou em direção aos generais e alguns comandantes que lutavam no núcleo mais próximo à torre – SE AFASTEM – repetiu, e assim que Saga e Tora abriram caminho e correram pro seu lado tratou de jogar o explosivo, este logo estourando junto com meia dúzia de criaturas próximas a este. Yuu não demorou em pegar outra presa a sua lombar – até que ter um irmão maluco serve de algo – brincou consigo mesmo, aquilo teria sido bem útil em outros tempos também. Acendeu e arremessou-a explodindo dessa vez um número maior.
–Ual! Essa coisa é boa, me dá uma – Tora pediu, parecendo até mesmo gostar de tudo ali.
–Não tem muitas – Aoi rugiu de volta – abram caminho pro Uruha, ele precisa chegar à torre ou isso não vai ter fim – ordenou enquanto sacava mais um explosivo.
–Vamos – Saga chamou o general de Ogata enquanto corria em direção mais próximo ao show de sangue e membros que se instalava em volta do loiro ameniano. E foi ao se aproximar no intuito de ajudar que por pouco não fora atingido por uma das espadas do Takashima que girava junto com seu corpo no objetivo de matar um número maior, tivera que se jogar ao chão e agarrar o tornozelo do ameniano que rodopiava para impedi-lo de lhe pisotear.
–Uruha – rugiu ao derrubá-lo.
Kouyou foi ao chão e se surpreendeu ao ver o Sakamoto ali, lhe encarando com olhos de ódio.
–Está tentando me matar? – Saga vociferou, tinha que tomar mais cuidado... o ameniano já não era mais confiável.
–D-desculpe... eu não... – tentou se redimir, mas fora atacado por um dos mortos, se virando em reflexo e cortando mais um pescoço de modo impensado... algo estava errado consigo.
– Por aqui – a voz de Tora tirou os dois do conflito de tensão e ambos miraram para a direção mais á frente, Tora já estava rente às paredes da torre escura, derrotando mais alguns do seres que tentavam impedi-lo – como a gente entra nessa coisa? Não tem porta.
Uruha logo analisou a construção, de fato a entrada mais baixa ficava a uma altura considerável, a si não era problema, mas os outros precisariam de algum material para escalar, coisa que não tinha nem tempo e nem condições de arrumar.
–Eu consigo entrar, mas só consigo levar um comigo – decidiu ignorar o problema anterior e se dirigiu até o general Ogata.
–Eu vou – Saga logo interveio, desviando de mais uma criatura e cortando a cabeça desta em um movimento de sorte.
–Não, eu vou – a voz do general Shiroyamiano ditou em um grito autoritário, este em uma corrida rápida se aproximando dos demais, retirando sua máscara e a usando para golpear o crânio de um dos mortos que investiram contra si, já que sua espada ainda estava parcialmente presa no pescoço de outro.
Como se coubesse a si a decisão, o Takashima flutuou com velocidade até o companheiro, se unindo a este e colando suas costas ao do moreno, ajudando-o a se livrar de mais algumas das figuras deformadas.
Aoi se virou e pegou o maior pela cintura, correndo com este de volta à parede da Torre.
–Como se eu fosse permitir tal coisa – Saga rugiu – não confio em vocês dois – ditou ao se colocar entre os dois lideres, recebendo um olhar quase assassino do moreno. Aoi em um momento de descontrole voltou a usar a máscara como arma e golpear o rosto do Sakamoto, fazendo este ir ao chão.
–Ei! – Tora reclamou ao ir ao se abaixar para ajudar seu gatinho – olhe bem pra onde está mirando seus golpes Shiroyama – vociferou ao se erguer com o Sakamoto apoiado em si, alisando o queixo ferido e tingido de sangue.
–Vamos lutar entre nós agora? – a voz de Uruha ditou de modo impaciente, mais rouco do que o normal e novamente uma mecha negra se desenhou junto às anteriores em seu cabelo loiro.
Mas não houve tempo para respostas, logo uma sobra pairou em cima dos generais e estes olharam para cima em assombro, algo caia de dentro da torre. Cada par de lideres correu para um lado e no meio deles despencou um ser que de longe era algo totalmente irreal e irreconhecível para todos ali.
Parecia um cachorro muito grande, ou um humano que andava sobre quatro patas, não era possível distinguir já que a coisa estava toda em carne viva e a boca tinha dentes pontiagudos. Os olhos eram fundos e totalmente brancos, porém algumas garras eram visíveis então provavelmente fosse algum animal, ou algum ser diferente de humano.
–Que merda é essa? – Tora questionou em tensão, pelos sons que aquilo emitia não parecia ser nada amigável.
E novamente não houve tempo, a coisa saltou em uma velocidade incrível para cima dos dois generais do território de Hana, Tora tendo que jogar seu gatinho para um lado e seguir para o outro no intuito de desviar do ser.
–Tudo bem, vocês vão, acabem com isso logo – o Amano gritou para os outros dois lideres mais a frente e Kouyou não pensou duas vezes, abraçou seu companheiro e fechou os olhos. Uma rajada de vento os rodeou de modo forte, causando pressão para cima, tirando os pés de ambos do chão e os disparando em uma velocidade incrível para o ar. Em um segundo pousavam dentro da torre pela única entrada do local, tratando de se separarem e assumirem guarda, mirando com atenção o local escuro, iluminado apenas por uma luz fraca que parecia vir de algum suporte de mármore no centro da sala circular, onde apenas uma escada ao fundo era visível, parecendo levar para algum lugar mais acima.
–Não... eu não queria ele, eu queria só o Uruha – uma voz distorcida se fez ouvir, deixando ambos os lideres em alerta, procurando a origem dela – você era para ficar lá embaixo com todos os outros – a voz rugiu em desagrado e no segundo seguinte ambos os generais foram separados por um vulto escuro que os jogara um para cada lado, rápido demais até mesmo para Uruha – seu intrometido , Sun Han não gosta de você .... – a figura baixa e coberta por uma manta negra se colocou a frente do shiroyamiano.
Aoi se surpreendeu pela velocidade, mas tratou de pegar sua espada, movendo-a com o objetivo de atingir o que deveria ser aquele que controlava aquelas coisas estranhas lá embaixo, porém teve seu golpe bloqueado e todo seu corpo foi congelado, era impossível se mover.
–Você não é bonito... – Sun Han rugiu, tirando a mão decrépita para fora de sua manta e aproximando-a do rosto coberto do moreno que o fuzilava em ódio puro, por que não conseguia se mover?
Antes que os dedos enrugados lhe tocassem um jato de vento se passou entre os dois e o pulso do bruxo fora decepado em um piscar de olhos, levando este a liberar um grito de dor e recolher o braço para dentro de sua manta.
Kouyou se apressou em golpear o feiticeiro, mas este se esquivou de forma muito rápida, então tratou de mudar seu rumo em direção ao companheiro que ainda parecia estar congelado no ar, metade de seu cabelo completamente negro... realmente não estava bem, se sentia querer matar, sentia o desejo de matar aquele que ousara ameaçar seu companheiro com toda a força e brutalidade que tinha...
–Maldição ... – praguejou ao puxar o moreno do alto, usando sua energia para desfazer a barreira em torno deste, e foi só este cair ao chão que suas costas foram golpeadas por um vento gelado e forte, jogando-o por cima da cabeça de seu amado contra a parede lateral mais a frente.
Kouyou cuspiu sangue e caiu de volta ao chão, levando a mão à barriga de forma inconsciente enquanto tentava se levantar, um dos punhos se livrando da espada e disparando um pouco de sua energia contra a figura coberta, projetando-a para trás e fazendo esta também se chocar contra as pedras empilhadas.
–Você com certeza é forte... – Sun Han comentou de maneira dolorida, se erguendo, a manta negra caindo ao chão e revelando algo que se assemelhava a um ser humano, pequeno e com a pele completamente enrugada, fios brancos e ralos na cabeça quase careca enquanto a boca ostentava um vermelho forçado de maquiagem e o corpo um traje vulgar — ... e bonito... eu também já fui assim...
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– Quanto tempo vamos ficar parados aqui? – Rui reclamou ao mirar o céu já começar a demonstrar se aproximar das quatro da tarde.
–Não muito mais... – Yuuto respondeu ao erguer a mão para o alto, uma serpente negra youkai saindo de dentro de sua manta e disparando em direção ao céu, explodindo em uma fumaça totalmente escura em um desenho circular rodeado de pontas – agora é só esperar... – sorriu em ansiedade, mal podia acreditar que aquilo que tanto quis durante mil anos finalmente seria seu — ... vingança...
–Sabe... eu até sei que Miyavi será aquele que ativará a torre de Ishihara, mas e a torre de Hana? – o monge questionou ao ainda focar o desenho no céu nublado – que é esse tal Sun Han? Ele é confiável?
– hun... – Yuuto sorriu – é apenas um ex-prostituto com certo poder místico que me ajudou a recuperar meus poderes em minha estadia na China... foi o primeiro com quem treinei meu controle mental... ele é totalmente confiável, pensa que posso ajudá-lo a recuperar a juventude e a beleza que tinha... fará qualquer coisa por isso...
–E você pode? – o monge voltou a perguntar, recebendo um olhar desconfiado do amante.
–O idiota fez um feitiço em nível de imortais sem saber o que estava fazendo, trocou a beleza e a juventude por uma semi-imortalidade vergonhosa, não é imbatível, mas não morre de velhisse... mesmo que pudesse ajudar... não gastaria meu poder com isso – deu de ombros — ... está curioso demais ultimamente.
–Você acha? – Rui sorriu – não há nada de estranho em querer saber mais sobre aquele que amamos – provocou ao se colar às costas do amante, mirando junto com este o símbolo de fumaça nas nuvens escurecidas do meio da mata próxima ao santuário – mas o que fará se esse Sun Han não conseguir?
Yuuto sorriu novamente – se ele não conseguir... bem... acho que aquele tal cientista Shiroyama terá mais trabalho para fazer...
–Sabe que ele só está analisando melhor suas fraquezas e esperando o momento adequado para atacá-lo, não sabe? Mandá-lo matar amenianos foi só uma espécie de favor que fizera a ele... ouvi dizer que ele estava ansioso para conseguir cobaias de Akai Ame – o monge comentou.
–Sei... – o bruxo voltou a sorrir — ... e é por isso mesmo que deixei Shiroyama por último... Kai-san será uma diversão e tanto...
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Aoi olhava incrédulo para os dois seres que lutavam a sua frente, não conseguia acompanhar, seus olhos só identificavam vultos surgindo e ressurgindo pela sala enquanto o vento parecia quase cortante ali dentro, apertava sua lâmina com força, a espera de algum momento que pudesse ajudar, mas... como?
Uruha foi parado por uma barreira justa do bruxo estranho e assustador, se liberando rapidamente e também utilizando uma pequena barreira para prendê-lo, tendo-a também rompida por este. Quanto tempo tinha que estavam naquilo? Se atingindo com barreiras, energia e desviando? Não conseguiria manter uma luta assim por muito tempo, não em suas condições. Muniu-se de uma de suas espadas e a arremessou contra o bruxo, teria que dar um jeito naquilo. Aproveitou a esquiva do chinês para tocar um ponto central na sala, deixando ali um selo e voltando a atacar o menor, sendo golpeado por este em um descuido ansioso por levá-lo até ali, tendo seu estômago acertado, indo ao chão em uma queda barulhenta, o ventre doendo...
–Não... — reclamou por medo de que algo acontecesse ao seu bebê e então tudo pareceu ficar mais escuro. Mirou pela janela o céu nublado, um desenho esfumaçado nele... o que era aquilo? ... “Está tudo bem, está tudo bem....” Tentou se acalmar, se desesperar mais só pioraria a situação para seu filho... “Está tudo bem...”
–Oh! É agora – a voz de Sun Han tomou o ambiente, seguida de uma risada empolgada – lindinho, você quer morrer agora ou depois? Eu queria me divertir um pouquinho com você, mas você é tão arisco, Uruha-san... – a figura decrépita fez um bico em uma imitação bizarra de alguma criança mimada — ... vou demorar conseguir uma mão nova, sabia? – censurou – correr, correr, correr, Yuuto não gosta de atrasos... – bradou ao desaparecer escada acima.
Aoi pensou em ir atrás do bruxo, mas de algum modo seu corpo acabou sendo sugado para perto do loiro de forma voluntária.
–Oe, está bem? – perguntou ao mirar este arfar com rapidez, segurando o ventre com força enquanto se sentava no chão – está enjoado? Ainda é aquela doença?
–Onde... onde ele foi? – Uruha perguntou, normalizando sua respiração.
–Subiu por aquela escada – Aoi respondeu ao ajudar o loiro a se levantar – acha que pode vencê-lo?
–Eu... – Uruha mirou o olhar apreensivo do companheiro – preciso apenas jogá-lo em cima desse desenho que fiz no chão... só isso... pode me ajudar?
Aoi respirou fundo, o ameniano estava claramente passando mal... não gostava nada daquilo...queria poder cuidar de tudo sozinho, mas se nem ao menos acompanhar a luta dos dois foi capaz...
–Sim – assentiu – eu tenho um plano ... – falou por fim, se sua força não era o suficiente para se equiparar a seres como aqueles, ao menos ainda podia contar com seu cérebro...
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–Coloquem a pedra – Miyavi ordenou aos seus soldados, há poucos minutos o sinal de Yuuto se desenhara no céu, finalmente estava na hora.
Dois de seus homens pegaram a caixa com cuidado, abrindo-a rapidamente e jogando a pedra negra que ali estava dentro de um suporte negro de metal, correndo em disparada para uma das laterais da sala mais alta da torre e ainda assim sentindo o poder que emanava da jóia lhe causarem dor, indo ambos ao chão enquanto seguravam suas cabeças com as mãos.
–Puxem esses idiotas de lá de cima – o senhor ordenou enquanto mirava o alto, vendo mais de seus soldados no mesmo andar que si da torre jogarem arpões contra as armaduras dos soldados e puxá-los para baixo por entre as brechas do teto acima de suas cabeças.
Logo a torre começou a tremer e todos, com exceção do Takamasa, se seguraram às paredes com receio.
–Isso... – Miyavi sorriu.
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–Droga – Melody praguejou ao se ver presa dentro de seu quarto, de algum modo sua atuação não convencera seu marido e este acabara por prendê-la ali momentos antes de seguir para a construção estranha — ... droga... – voltou a reclamar em um quase choro ao tentar inutilmente quebrar o fecho da porta de seu quarto.
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–Não! – um dos amenianos exclamou ao olhar para cima e ver o brilho negro na ponta da torre... haviam chegado tarde demais? – temos que correr, nós vamos na frente – ditou em frente ao exército numeroso marchante atrás de si, projetando-se para uma corrida junto ao seus outros três conterrâneos quando todos os quatro foram impedidos de se moverem quando flechas disparadas de lugares aleatórios acertaram-lhes as marcas vermelhas expostas, o pequeno grupo ameniano foi ao chão em fraqueza, os olhos abertos e desfocados.
Os poucos soldados de Ogata se alarmaram e assumiram posição, mirando com estranheza os arqueiros de Shiroyama saírem das árvores e se aproximarem dos amenianos abatidos.
–Mas o que..? – o comandante Ogatiano questionou em fúria.
–São ordens de Kai-sama e Shou-sama... prender todo ameniano capaz de lutar – Shousuke explicou de modo desgostoso, olhando com pesar os quatro corpos caídos e delirantes enquanto gemiam de dor — ... parece que impedir Miyavi já não é mais últil... a esquadra irá bombardear toda a área da cidade imperial de Ishihara em poucos minutos, seria melhor que voltássemos... – e dito isso se virou para o caminho de volta – levem os prisioneiros – ditou aos soldados, abaixando a cabeça em desgosto... nunca pensou que teria que ser aquele a apunhalar um aliado pelas costas... estava velho demais para aquilo.
E como em um sinal de confirmação uma luz completamente negra foi disparada da ponta da torre ao longe, seguindo em direção às terras mais ao norte... seguindo em direção ao Santuário e Akai Ame.
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Omi levou uma xícara aos lábios de modo calmo, solvendo a última gota de seu chá. Já não mais se escondia atrás da cortina, na verdade todo o seu salão principal estava vazio, assim como todo seu santuário...
Ouviu o barulho de explosão e sentiu sua barreira ser desfeita, não que se importasse... estava apenas esperando. E como em resposta a si em poucos segundos a figura rápida lhe abriu as portas duplas da sala esfumaçada por incensos... adorava o cheiro deles... lembravam a sua antiga casa...
–Olá Yuuto, aceita um pouco de chá? – perguntou em seu tom tedioso costumeiro, demonstrando o bule e as xícaras a sua frente enquanto se mantinha sentada em posição de lótus em seu altar.
–Onde estão seus monges e sacerdotisas? – Yuuto rugiu, algo ali não estava lhe cheirando bem, tinha se preparado ao menos para algum tipo de resistência ainda que contasse com a não existência dela.
–Se eu os deixasse aqui você mandaria seus youkais matá-los mesmo sabendo que nenhum de nós te atacaria... já estou te dando todo esse país, apenas dei a chance daqueles que me serviram por tanto tempo escolherem um destino melhor — a imortal respondeu sem vontade, pousando sua xícara no chão – quanto tempo, Rui...
O monge saiu detrás do bruxo e sorriu para sua mentora, lhe dedicando uma respeitosa reverência.
–Fez tudo que te mandei? – Omi questionou sem interesse, recebendo um aceno em afirmação do monge – pois bem... Yuuto... aqui está o momento que esperou e tramou tão ardilosamente por mil anos... engraçado como mesmo depois de morto Joshua continua te manipulando...
O bruxo rugiu em ira, jamais gostou daquela mulher. Ergueu uma das mãos e lançou algo contra a imortal. Omi não se defendeu, apenas se deixou ser atingida pela energia do bruxo, sentindo o impacto contra seu rosto, sorrindo de lado ao ver as gotas vermelhas tingirem o chão.
–Hun... – Yuuto sorriu em desdém — ... então o sangue de um imortal também é vermelho...
–Estava esperando algo diferente? – Omi questionou em desinteresse ao limpar o corte no rosto — ... se tem poder o suficiente para ferir um imortal.... vamos terminar logo com isso – ditou ao se colocar de pé, os cabelos opacamente claros lhe caindo pelas costas e o vestido escuro e tampado se estendendo até o chão.
A imortal abriu os braços e virou as costas.
–Joshua sempre gostou de um ataque a traição... você de certo também aprecia um – provocou em um sorriso pequeno de lado e em sua feição mórbida.
Para sua surpresa o bruxo não a atacara, apenas deu às costas e saiu do salão, ganhando um olhar seriamente reprovador de si.
–Não tem graça... – Yuuto gritou em uma voz humorada — ... tem que ser diante de Miko-sama... assim como você fez comigo e com Joshua... não quer ver o rosto de sua amada ao menos uma última vez antes de morrer? – provocou.
Omi encarou Rui por um segundo, e este fez apenas um pequeno movimento de cabeça em afirmação. A imortal cruzou sos braços tampados pelo vestido e respirou fundo enquanto andava atrás do bruxo... fazia tempo que não via sua amada... mas sabia que não gostaria de ver o olhar que esta teria para lhe dedicar... ainda assim...
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–Oh!... vamos... – Sun Han sorriu ao pegar a caixa em sua mão, levando-a com cuidado para a estrutura de metal no centro da sala superior, uma vez fora dali aquela pedra poderia lhe consumir, só Yuuto conseguia chegar perto daquilo sem enlouquecer — ... depois eu vou poder me divertir um pouquinho com Uruha... e me livrar daquele homem feio, Yuuto vai me devolver tudo que perdi e Sun Han vai ser Sun Han novamente...opa!... – exclamou ao deixar a caixa falsear um pouco pela falta de uma das mãos – nade de derrubar, é perigoso, é muito perigoso...
Se aproximou da estrutura e começou a abrir a parte de cima da caixa quando um golpe forte o atingiu o braço inteiro. Não conseguiu equilibrar o suporte no braço decepado, a caixa indo ao chão e se abrindo parcialmente, mas tampando a pedra negra dentro de si.
–Nada bonito, Uruha – vociferou em direção ao loiro mais ao lado – nada bonito, nós vamos nos divertir depois.... – mas não houve tempo para reclamações, o loiro veio em sua direção e lhe prendeu em uma barreira que foi facilmente quebrada. Kouyou se apressou em jogar uma espada contra o bruxo, não o acertando, mas não era essa sua intenção. Voltou a lhe lançar mais um pouco de energia acumulada em massa destrutiva, também não o acertando, mas conseguindo que este se movesse para o lado.
“Isso”... se disse mentalmente, raspando mais um pouco de força para lançar uma rajada de vento forte contra o feiticeiro, fazendo este se aproximar da beirada do fim do andar onde havia uma queda até o andar debaixo.
–Agora Yuu – gritou.
–O que! – Sun Han exclamou quando sentiu as costas serem espetadas por algo e no segundo seguinte estava sendo puxado por uma lamina presa a uma corrente até o solo mais abaixo.
A queda não o mataria, na verdade nem ao menos o machucou, por isso o bruxo tratou de se levantar, os olhos pintados em pele enrugada furiosos enquanto um vento negro o rodeava e este tirava o objeto pontiagudo de seu corpo.
–Você não é bonito... eu não gosto de você... – rugiu em um tom sinistro em direção o moreno de rosto coberto a sua frente, mas antes que pudesse lhe lançar qualquer coisa sentiu sua energia ser tragada – O que...- olhou para baixo, em tempo de ver o desenho pequeno embaixo de seu pé crescer e tomar uma circunferência maior embaixo de si – um selo... – rugiu ao se colocar de joelhos, sua força se esvaindo para dentro da marcação.
Uruha se levantou e saltou para o andar de baixo, fazendo uma das espadas se materializarem em sua mão... respirando fundo...
–Você tem que fazer, tem que fazer... – se repetia baixinho enquanto caminhava em direção ao bruxo agonizante ao chão. Mirou os olhos ônix para si por um segundo, um olhar triste saindo das suas iris avermelhadas. Fechou as pálpebras, aquilo não era diferente daquelas criaturas lá fora... não era...
E então o ameniano ergueu sua lâmina, respirou fundo e voltou a fechar os olhos, descendo-a com força e rapidez, fincando-a no meio do crânio quase careca do bruxo. Puxou a espada para o lado, partindo a cabeça em dois e sujando mais seu rosto já completamente imundo com sangue. Não teve coragem de olhar, não teve coragem de ver nada, apenas manteve os olhos fechados e andou até ao suporte de mármore, provavelmente era ali a marcação central da barreira.
Yuu observou tudo com atenção... de certo modo seu peito doía... não por ver alguém morrer, já matara mais do que lhe fora necessário, mas... aquele ser loiro que antes lhe parecia doce e ingênuo, até mesmo ao ponto de tentar controlá-lo e usá-lo anteriormente ... ainda era o mesmo?
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–Gatinho, pra esse lado – Tora gritou ao puxar o general novamente, quanto tempo ficariam fugindo daquela coisa?
–Ele ainda não conseguiu? – Saga rugiu e foi só terminar a frase que o monstro que os perseguia por entre as cabanas do acampamento desabou ao chão.
–Conseguiu ... – Tora respirou em alivio, sorrindo para o modo forte como o general segurava sua mão – acaso tem medo de cachorros, gatinho? – não resistiu à provocação, recebendo um soco furioso do Takashi assim que terminara sua frase – au... – reclamou em humor, olhando o menor se distanciar em uma marcha pesada.
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Nos núcleos de batalha todas as criaturas despencavam ao chão e aqueles que eram amenianos miravam o céu, vendo este um pouco mais claro apesar do dia nublado e da tarde já se aproximar de seu fim.
Reita sorriu em alivio e deixou-se cair ao chão, fincando sua espada avantajada no solo... estava acabado... finalmente.
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Uruha se ajoelhou e deixou a bile lhe passar pela garganta assim que terminara de retirar a barreira que agora lhe pertencia, vomitando o pouco que comera aquele dia, tossindo nervosamente em seguida, pousando a mão sobre o ventre no intuito de verificar se tudo estaria bem.
Aoi se apressou em chegar ao loiro caído, ajudando-o a se erguer e apoiando-o em seu corpo.
–Aguente, já acabou, você vai receber cuidado assim que sairmos daqui — tentou dizer palavras acolhedoras, apesar do tom gentil de sua voz ter sido desacostumado de si há anos.
Uruha soltou um suspiro aliviado ao checar tudo.
–Graças a Kami está tudo bem ...- sorriu oniricamente para si.
Aoi olhou em volta, procurando alguma forma de sair dali, lembrando-se que a única forma de entrada e saída do local era... mirou a abertura grande lateral, deveria ser uma queda de ao menos trinta metros...
–Maldição... – praguejou em baixo tom, sendo despertado por um riso humorado ao seu lado.
–Vem Yuu, eu tiro a gente daqui – Kouyou assentiu ao puxar a mão de seu companheiro.
–Ei, você não pode... – Aoi censurou – está doente – apontou de jeito constrangido, com certeza havia desacostumado a dedicar alguma gentileza a alguém.
–Estou, e preciso de cuidados, cuidados que só terei se sair daqui – Kouyou rebateu em um tom ameno, abraçando o companheiro contra si, sentido o cheiro de morte e sangue vindo deste e também de seu corpo... não gostou e fechou os olhos, andando agarrado com o moreno até a abertura mais ao lado, jogando-se junto com este por ela e controlando uma corrente de vento para aparar sua queda antes de bater contra o chão, pousando levemente no solo – viu só, nem doeu – sorriu aberto com a feição de censura do mais velho para si, sentindo uma leve vertigem lhe atingir... seu bebê e suas horas de pedir atenção... com certeza seu filho seria teimoso e mandão que nem o pai.
–Ei... – Aoi o aparou ao perceber o loiro vacilar, se abaixando e colocando o corpo magro e levemente maior em suas costas – se segura, já fez demais por hoje – ditou por fim, autoritário como sempre.
–Sim senhor – Uruha sorriu fraco, se agarrando aos ombros do companheiro e se deixando carregar por entre corpos inanimados em decomposição de criaturas que antes se moviam –Yuu...
–Hun? – o general perguntou.
–É agora que você diz que me ama? – Kouyou perguntou em um sussurro humorado e desejoso.
–Cala a boca Takashima, vamos tomar um banho primeiro e depois falamos sobre isso – rebateu de forma constrangida e ultrajada.
–Oh! Não quer dizer que me ama só porque eu estou fedendo? Que frio! – resmungou ao formar um bico, abrindo um sorriso sapeca logo em seguida... poderia agora começar a pensar um pouquinho em sua vida amorosa com seu companheiro? – tudo bem... mas eu vou cobrar e... vou te dar um notícia muito boa depois de estarmos devidamente limpos e cheirosos – brincou, arrancando um sorriso mínimo e divertido do moreno por detrás do tecido do rosto – oh você também sorrir de piadas...quem diria hein?
–Cala a boca, Kou – o moreno vociferou, meio humorado, os olhos sorrindo mais amplamente.
Era bom estar tudo finalmente terminado....
Ao menos eram o que pensavam.
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Melody se afastou das portas ao ouvir passos, indo para o fundo do quarto. A entrada foi praticamente arrombada por seu marido que passara por ela de modo furioso.
–Onde estão nossas filhas? – o senhor rugiu em ira.
–Em um lugar seguro com alguém de confiança – a mulher respondeu de modo firme ainda que seu corpo tremesse.
–Não tinha o direito... – o Takamasa rugiu ao fechar as portas diante de seus soldados e adentrar o aposento de sua esposa, se aproximando desta e lhe esbofeteado a face com força – vai me dizer agora onde estão nossas filhas.
–Não mesmo – Melody rebateu em um vociferar, levando a mão à face machucada – seu maluco... jamais vai tocar nelas de novo.
–Sua... – Miyavi rugiu ao pegar a esposa pelos ombros – o que queria? Me impedir com uma adaga escondida nas roupas e fugir com nossas filhas para longe? Era isso que pretendia? Ou pretendia assumir o trono de Ishihara e governar? Se acha muito esperta, não é querida? Por que não pode ser como qualquer esposa honrada e apenas seguir as palavras de seu marido? Poderia ter sido muito feliz, Melody, mas não, você quer me obrigar, você praticamente implora para que eu me livre de você...
–E vai fazer o que? Me matar? – a senhora Ishihara gritou – então por que não faz isso?
Miyavi arfou em raiva, jogando a esposa novamente ao chão.
–Está destruindo nossa família, Melody – acusou a jovem ao se virar de costas, tentando se controlar, levando uma das mãos à cabeça – está destruindo nossa família, justamente agora que o mundo seria todo nosso...
–Eu estou? – a mulher sorriu em amargura, voltando a se colocar de pé – quem está destruindo algo aqui é você, Takasama... se é que posso dizer que esse é o seu nome, com certeza você não é o homem que sempre amei e com quem me casei... não mais... – terminou suas palavras em um tom triste, as lagrimas já tão seguradas vindo aos seus olhos amendoados — .. por que não acaba com tudo de uma vez? Por que simplesmente não me mata? Sabe que eu nunca vou aceitar nada do que está fazendo... por que ainda me mantém ao seu lado? – começou a cuspir perguntas, vendo o homem que um dia amara sobre todas as coisas se virar novamente para si, os orbes frios se modificando lentamente e lhe mostrando uma feição triste... ali dentro... seu marido... ainda estava em algum lugar ali dentro?
–Melody... – o Ishihara chamou em uma voz rouca e difícil -... desculpe... Melody.... – voltou a falar.
A senhora Ishihara se permitiu sorrir fracamente... ainda havia alguma esperança?
–Querid... – e quando as palavras carregadas de doçura saíram de seus lábios o fogo consumiu os dois corpos dentro do quarto da residência principal, a explosão sendo seguida de várias outras e destruindo toda a construção de madeira junto com aquelas ao redor de si.
–FOGO – gritava o comandante da esquadra em cima do navio principal da formação próxima à margem do mar, olhando com sobrancelhas franzidas os portões de proteção da cidade imperial de Ishihara mais a frente. Tempos atrás teriam que derrubar primeiro o muro de pedra antes de desferirem um ataque — ... Kai-sama realmente fez uma melhoria e tanto nessa frota... – comentou em desinteresse, não gostava de estar fazendo aquilo, mas agora seus tiros passavam por cima da proteção e atingiam diretamente o interior da cidade, desde que trocaram suas cata-putas por aquilo que os estrangeiros chamavam de “canhão” melhorado por seu general em mais uma de suas invenções estranhas.
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Ao longe os olhos alarmados do hibrido miravam a cena com assombro...
– O que está acontecendo? – perguntou para si mesmo, vendo a fumaça e chamas ao longe abaixo da montanha onde estava cobrindo a cidade imperial de Ishihara...
– Nossa casa? – a voz fina e chorosa veio ao seu lado e as mãozinhas se agarraram à sua perna enquanto escondia o rosto em pranto em sua roupa.
Ruki se apressou em pegar Lovelie no colo, ouvindo Jewelie também abrir a boca em um choro forte...
Fechou os olhos e tentou embalar a pequenina em seus braços enquanto ia se juntar a mais nova.
–Shiu, shiu... calma, calma... vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem... – repetia em consolo ainda que não tivesse certeza alguma sobre aquilo.
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Fazia apenas alguns minutos que haviam se unido ao resto das tropas e marchavam de volta ao acampamento improvisado a beira do rio quando Uruha se retesou completamente, se mexendo de modo desesperado para sair das costas do companheiro, correndo com tudo que tinha em frente.
–Uruha – Aoi chamou, estranhando a atitude do loiro, mas logo todos os onze amenianos se colocaram a correr também e em uma conversa muda os generais se entreolharam, começando uma corrida rápida quase que em tempos iguais, sendo seguidos por seus soldados.
–Não, não, não... – Uruha repetia em desespero, os olhos em vermelho liberando lágrimas antecipadas enquanto voava por entre ás arvores restante, saltando o leito do rio e se colocando direto na outra margem, não se importando por sua energia ainda não estar boa para aquilo.
O líder loiro congelou completamente, mas seu intimo queimou em um sentimento inédito para si, o completo desespero e a fúria total...
Ainda tinha alguma esperança de estar errado quando não foi capaz de sentir nenhuma presença de seus guerreiros que haviam ficado para atendimento médico ainda que já estivesse em sua área de alcance, mas ao ter a verdade tão jogada em sua cara assim... não havia mais nada que o loiro pudesse fazer... a não ser se deixar queimar em tristeza e ódio.
Ali na frente do acampamento improvisado, estava os poucos soldados que ficaram para trás da “aliança” junto a mais soldados desconhecidos de Shiroyama e de Hana... na frente deles Kohara e Kai... na frente de Kai que lhe, parecendo até mesmo uma proteção rasteira... os corpos estirados de todos os seus guerreiros... mortos...
–Não... – Uruha sussurrou em uma voz triste e então se perdeu dentro de si... o cabelo se tingindo completamente de preto, apenas uma pequena mecha loira restante, os olhos brilhando em vermelho e o vento calmo do final de tarde se transformando em um vendaval.
Reita, Miku e os demais pousaram ao lado de seu líder, se assombrando com a visão que tinham... naquele momento pouco se importavam se seu líder estaria em possessão... ver seus amigos, irmãos, companheiro mortos era...
Uruha liberou um grito rouco e alto que expressava pura melancolia, desespero e raiva, as espadas costumeiras surgindo em suas mãos, as lâminas antes claras se tingindo em um vermelho vívido, os símbolos gêmeos de suas pernas brilhando em um vinho escuro e então os orbes rubros se abriram em ódio genuíno, as veias de seu corpo ressaltando por entre a pele alva, dando uma conotação demoníaca ao seu rosto bonito.
Uruha avançou em direção a Kai, várias formas de matá-lo se passando por sua mente, sendo frustrado apenas por uma bola de fogo que cruzou seu caminho. O ex-loiro olhara como águia para cima, vendo dois youkais dragões sobrevoando-lhe a cabeça, prontos para o atacar.Uruha rugiu e fez com que sua energia se focasse em afastar os youkais para longe de si, cortando-lhes as asas com o vento e os derrubando mais para dentro do rio.
Os demais guerreiros não fizeram diferente do líder, apesar de nenhum deles estar completamente dominado pelo ódio e no estágio completo de possessão. Reita, Miku e os demais avançaram para cima do exército que há poucos minutos ainda era chamado de “aliado”, decapitando e esquartejando qualquer um que encontrassem diante de si.
Shou e Kai se juntaram e um último youkai dragão barrou o caminho certo de Uruha em direção a eles, desta vez o líder ameniano apenas se deixou investir contra o animal e corta-lhe o pescoço raivosamente, não se importando em ser completamente banhado por sangue com aquilo... mataria, mataria todos....
Os onze guerreiros foram surpreendidos quando uma frota mais atrás lhe atiraram explosivos em um quantidade absurdamente grande, seus corpos sendo atingidos e alguns se seus membros se esvaindo em sangue e pedaços de carnes e ossos, junto com corpos de soldados que também estavam próximo a explosão. Os guerreiros não morreram, ainda que lhe faltassem um braço ou uma perna nenhum pareceu ter a cabeça acertada e por isso seus shamans lhe aceleravam a possessão e davam tudo de si para irem recriando os membros perdidos, começando por ossos, músculos e pele... não dando tempo de regenerar tudo completamente e logo soldados, agora inimigos, lhe perfuravam as marcas vermelhas, atravessando-as com lâminas afiadas e embebidas em algum tipo de paralisante.
Uruha conseguiu se safar da explosão ao usar a cabeça do dragão que acabava de matar como proteção e assim que viu seus poucos guerreiros restantes serem abatidos avançou em direção aos soldados que lhes feriam, cortando as cabeças, braços, troncos, pernas de cada um.
–Ele continua de pé! – Shou exclamou em pavor, e até mesmo Kai se sentiu intimidado... não teria como pegar o líder vivo. Segurou o pote de areia com força em sua mão, pegando um pouco da substância em sua palma, assim que o Takashima se aproximasse o mataria... caso contrário tinha certeza que o ex-loiro não daria segundos pensamentos sobre enfiar uma de suas lâminas no meio de sua cabeça ou decepar seu pescoço.
Aoi e os demais generais chegaram à margem do rio, encarando com espanto toda a cena que parecia estar desenhada em frente aos seus olhos.
Yuu mirou os corpos de guerreiros no chão, mirou Uruha em uma imagem completamente diferente a despedaçar cada um de seus soldados que tentava lhe impedir de chegar a alguma lugar... e foi ao mirar o objetivo do ameniano que seus olhos se alarmaram como nunca...
–Kai?- sussurrou em estranheza, rugindo em fúria e correndo o mais rápido que podia por entre o rio, demorando um pouco chegar à outra margem, mas não parando até estar de frente para seu irmão, enquanto Uruha ainda encontrava obstáculos facilmente despedaçáveis a sua frente – Que merda você fez? – segurou o irmão pela roupa, socando o rosto deste de modo furioso.
–Kai, ele não para – Shou gritou alarmado, assustado com o ameniano que insistia em andar em sua direção em um caminho de pedaços humanos e sangue.
–Não é hora pra isso agora, Aoi – o cientista rugiu ao se levantar, por pouco a areia não escapara de sua mão, mataria a todos ali caso isso acontecesse.
–PAREM DE ATACÁ-LO, PAREM – Aoi gritou em direção aos seus soldados que continuavam a investirem contra o ameniano completamente descontrolado.
–Não adianta – Kai rugiu para o irmão – eles não vão te obedecer, são ordens de nosso pai.
–Como? – Aoi gritou em ira- não mesmo, não mesmo – ditou de modo firme, seguindo ele mesmo em direção ao núcleo já próximo de banho de sangue, tirando e empurrando alguns soldados de sua frente, chegando finalmente ao ameniano – PAREM – gritava.
–Kou... – chamou, mas foi surpreendido quando este lhe acertou o estomago, vencendo sua armadura e cortando sua pele externa, provavelmente algum órgão também. O general de Shiroyama levou a mão ao corte que jorrava sangue, mirando os olhos vermelhos afogados em ira lhe mirarem e a lâmina rubra se levantar para lhe acertar o pescoço – Kou... – grunhiu em um último fôlego, caindo de joelhos no chão, se mantendo nessa posição apenas por sua espada fincada no solo.
A lâmina do ameniano parou a poucos centímetros do pescoço do companheiro, os olhos derramando mais lágrimas cristalizadas em vermelho e então aquele era o momento de descuido esperado pelos arqueiros de prontidão. Suas marcas foram atravessadas por duas flechas com o mesmo liquido paralisante usado em seus guerreiros restante, derrubando-o, ainda que o ex-loiro tenha se utilizado da mesma estratégia do companheiro para se manter de joelhos, arfando com dificuldade e sentindo o mundo todo se desfocar... sem forças, sem poder se mover, apenas com a dor e a ira dentro de si...e as ônix negras lhe olhando.
–Não foi necessário – Kai respirou em alivio ao jogar a areia de volta ao pote – correndo logo em seguida em direção ao núcleo de embate tão perto de si, se apressou em acudir o irmão, ainda que este parecesse praticamente catatônico ao manter o olhar no ameniano poucos centímetros distante de si – levem o ameniano daqui – Kai ordenou aos samurais restantes, fazendo um sinal para sua guarda pessoal se aproximar – tragam uma maca e preparem a mesa – falou em direção a eles – droga Yuu, você quase se matou, mas deu certo, então vou te tirar dessa – o Yutaka sorriu de modo nervoso, mas Aoi não ouvia, seus olhos apenas acompanharam o corpo do ameniano ser levantado e lavado por soldados enquanto os orbes vermelhos ainda lhe olhavam... com ódio... Uruha sim ainda era capaz de ouvir todas as palavras ditas...
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–Estão atrasados – Yuuto rugiu em ira.
–Esperou mil anos e não pode esperar algumas horas? – Omi provocou em seu tom mórbido se sempre, mirando a barreira de sua amada mais a frente, enfraquecida de certo, mas ainda forte o suficiente para impedir qualquer indesejado de entrar.
Yuuto apenas bufou de lado, mirando fixo para o céu, por que a segunda torre ainda não havia sido ativada?
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–Kai-san, já mandamos alguém para aquilo — um de seus guardas avisou ao general ainda que este estivesse concentrado na costura que fazia no ferimento de seu irmão.
Kai lançou um olhar censurador ao soldado e este se recolheu em um reverencia respeitadora.
–Enviaram quem para o que? – Shou perguntou às suas costas, ainda que não gostasse de nada que acontecera ali e muito menos mirar o estranho cientista costurar o próprio irmão enquanto este parecia catatônico ao olhar o teto da tenda sem ao menos piscar, estar próximo ao estranho e assustador homem parecia ser a forma mais segura de ficar ali... já que seu general e o general Ogata não pareciam nada feliz com os acontecimentos e não tinha a confiança necessária para acreditar que seus soldados escolheriam seguir suas ordens às de Saga.
–Yuuto falou que se não víssemos um clarão negro cortar o céu era para mandar alguém subir na torre e colocar uma pedra em uma coisa de ferro, a pedra não estava com eles então devem ter deixado na torre mesmo... tão ingênuos, não que fosse adiantar muita coisa mesmo – o Yutaka respondeu de modo indiferente, concentrado em costurar o corte fundo da melhor forma para não deixar cicatrizes — ... não sei exatamente o que essas torres fazem, mas preciso conseguir algum tipo de confiança dele...
–Por que? – Kohara indagar, desviando o olhar quando mais um ponto foi terminado.
–Para matá-lo... – Kai respondeu de modo tedioso — ... não quero nem saber o quanto Nao-chan sofreu para tentar te ensinar alguma coisa – resmungou – se não precisasse de seu exército também te daria o mesmo destino, tem sorte por me ser útil... ainda...
Kohara sentiu seus ossos congelarem, seu cenho se franziu... tinha que arranjar um jeito de consertar as coisas ali.
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Os três soldados escalavam com dificuldade a torre com a ajuda de cordas e arpões, a noite já caia e o trio estava próximo a entrada. Mais alguns minutos e já conseguiam adentrar o local, mirando com asco o corpo estranho e idoso com sua cabeça partida no centro da sala.
–Kai-sama disse que era para colocar uma pedra em algo de ferro... – um dos três repetiu a ordem – que espécie de ordem é essa? – reclamou.
–Eu não contestaria nada daquele cara, ouvi dizer que ele recolhe corpos para experimentos e que às vezes testa em seus guardas mais próximo até mesmo vivos – um outro respondeu.
–Aqui em cima – o terceiro chamou de cima da escada e logo os outros dois se uniram a ele – ali, a coisa de ferro, mas cadê a pedra?
Um dos samurais andou em passos rápido até o objeto caído, tirando a caixa de cima e sorrindo ao ver pedra negra ali, pegando-a com rapidez e correndo para colocá-la no suporte de metal, parando a poucos centímetros deste quando tudo a sua volta eram gritos e dor. Os outros três também foram atingidos, indo ao chão e gritando em desespero ao ter as vozes lhe torturando a mente. A mão daquele que segurava a jóia se ergueu por algum controle involuntário, como se tivesse que se erguer e abriu os dedos, deixando a jóia se colocar no centro da estaca de ferro retorcido. Toda a torre começou a tremer enquanto os soldados caiam ao chão, seus olhos desfocados e estes apenas emitindo sons estranhos.
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Um clarão negro cortou o céu escuro e se chocou contra a estrutura vermelha em volta da vila, desfazendo-a em questão de segundos.
–Antes tarde do que nunca – Yuuto sorriu – se divirtam – falou aos youkais atrás de si e então estes avançaram em direção aos portões já sem proteção de Akai Ame.
Omi virou o rosto ao ouvir gritos e ver fogo dentro do muro alto e por entre os portões duplos abertos...
“Desculpe... Miko...”
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–Começou ... – Miko sussurrou quase inaudivelmente, mirando o teto alto e escuro de sua acomodação, podia sentir presenças se perdendo, podia ouvir gritos ecoando em sua mente... sua ligação com os amenianos se desfazendo ... – o fim... – e então seus olhos sangravam.
Notas finais
*fala através de caixinhas de som*
Então... tsc, tsc... me livrei de alguns personagens neh?
=]
Vcs ainda me amam?
Desculpe... eu acho?
Bem, bem , bem... o próximo só virá do domingo q vem pq não tem como escrever no meio de semana. Semana de provas e trabalhos na facul.... bem, e se fica muito cheio pode atrasar mais, desculpe, mesmo, mesmo, mesmo.
Lissa... não me mate ainda sim?
=]
E neh... ouvi dizer que certa pessoa que mora aqui do lado diz que está com raiva de mim pq eu não fico falando dela nessas notas... sim é vc mesmo senhora... e bem as mortes por esquartejamentos foram ideias dela, então estou dando creditos ... pode ficar feliz Dona L U.U
Any way, juras de mortes, amor, maldições, choros, desabafos, danças, pirações e comentários serão muito bem vindos aqui, por msn, por twitter onde vcs quiserem,, eu sempre leio tudo! hohoho
*risada maliga*
Matar personagens = ficar mais fácil de escrever a fic...
vou matar todo mundo?
*risada maligna*
se quer me impedir me deixe review hohoho
Vijukei 306 reviws até agora
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Azumi-chan:Ahhhhhh cap doloroso,horrivél -qqqqq.kkkkkk
Ah gente é doloroso né ver o estado do Uruha e ainda machucando o Aoi mas enfim vamos esperar o próximo cap!A fic ta cada vez mais interessante ♥
Amar minha flor Mini ♥
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