Vijukei No Monogatari
6 Capítulo 5 A investida inimiga
Notas iniciais
Cap especial de domingo por causa do atraso da semana, passada. Como terminei agora a Azumi não betou, eu mesma revisei, depois minha anjinha vem aqui só pra certar algo que tiver passado! ;D
Espero que gostem
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
FELIZ ANO NOVO!
*-*
Azumi-chan: Oi Gente sei que eu sou intrusa mais né eu vim aqui pra betar a Vijukei e ai não resisti,mas vim só deixar um beijo e um Feliz Ano novo.♥
Capítulo 5 – A investida inimiga
O líder ameniano poderia estar passando sua última noite em Shiroyama se servindo de mais uma ótima companhia de algum neko de sua tropa, mas apesar de seu íntimo necessitar alguma satisfação carnal ele não estava com humor para tal.
“Parece que é impossível afinal!”
Suspirou cansado ao mirar suas centenas de guerreiros no extenso local, frente à habitação cedida, começarem a se organizar para a marcha do dia seguinte. Trataria de sair das terras shiroyamianas assim que o dia raiasse, como não utilizavam cavalos não havia muito o que arrumar já que cada guerreiro era totalmente ciente do que deveria fazer e por onde deveria ir.
Seu exército era tão organizado e autônomo que acreditava em cada um de um jeito completamente verdadeiro, um número limitado e conhecer um por um de seus parceiros de batalha era uma vantagem e um orgulho que talvez apenas um líder de Akai Ame pudesse ter. Não havia por que se preocupar com traições, com ineficiência ou com falta de obediência, cada guerreiro ameniano possuía total lealdade e fidelidade ao seu líder e ao seu povo.
As coisas eram assim em Akai Ame... a muito tempo.
Talvez por isso lidar com tanta hostilidade e desconfiança de estrangeiros não tivesse sido tão trabalhoso para seus homens que haviam continuado com sua ordem de não revidar provocações ainda que ele a tenha anulado dias atrás, apesar das dificuldades por parte de alguns.
“Não somos os selvagens que eles pensam que somos, sabemos que Uruha-san está dando tudo de si para provar isso aos estrangeiros, mesmo que não haja uma ordem, rancor, vingança e violência não é de nossa natureza... a não ser que fiquemos possessos é claro!” — fora o que um de seus adoráveis companheiros noturnos dissera para si na noite anterior, quando estranhamente preferira ficar a conversar com o pequeno ao invés de saciar seu tão presente apetite sexual.
Seus guerreiros o deixavam orgulhoso!
“Queria que ele enxergasse a grandiosidade deles também!”
–Você é Uruha-san? – uma voz fina e infantil veio às suas costas, surpreendendo o loiro andrógeno que se exaltou por ser pego desprevenido e de guarda-baixa. Tinha que lembrar que não estava mais em casa, não poderia deixa-se desligar daquele jeito.
O loiro virou-se na varanda luxuosa do prédio tradicional amadeirado onde ficavam suas acomodações, mirando a pequena figura andando receosa em sua direção desde o começo do corredor externo.
–Sim, pequena, tem algo a tratar comigo? – perguntou, doce e gentil, se ajoelhando para ficar da mesma altura da pequenina garotinha de cabelos caramelados e roupas bonitas a dar passos lentos até si.
A menina abriu um sorriso mais calmo e apressou a caminhada, o moço grande e bonito lhe parecia gentil, como não conhecia as maldades do mundo qualquer sorriso para si já era motivo de ter sua confiança.
–Você veio nos ajudar, não é?- ela continuou em visível inocência, já que não tratava o líder com algum respeitoso pronome, deixando apenas um passo de distância entre si e o loiro, os olhinhos curiosos parecendo analisar cada canto do rosto andrógeno enfeitado com algum tipo de pintura bonita.
–Bem, eu queria muito ajudar, mas parece que não precisam da nossa ajuda por aqui! – Uruha respondeu em simpatia e doçura, sorrindo ao tocar o rostinho macio e redondo a sua frente – mas quem seria essa adorável dama?
–Maya-chan... – a pequena respondeu, abrindo os lábios rosados em um sorriso também adorável, aproveitando a carícia gentil em seu rosto e se aproximando do corpo ajoelhado de Kouyou, abraçando-o sem constrangimento – Kaisugi-san disse que você era legal, Uruha-san é mesmo legal!
Uruha retribuiu o abraço com afeto, de alguma forma podia sentir uma extrema carência vinda da pequena, provavelmente era isso que a fazia ser tão diferente dos outros daquele feudo. Esse tipo de comportamento extrovertido parecia muito mais com o das crianças de sua vila, na verdade, podia sentir algum quê de familiaridade na pequena presença.
–Quem é Kaisugi-san? Sua mãe? – o maior perguntou, sentindo-se estranhamente maternal ao sentar a pequenina dama em suas pernas, apesar de que provavelmente nunca teria uma menina quando fosse pai.
–Não, minha mamãe está no paraíso, Kaisugi-san é a minha ama, ela cuida de mim porque o papai é muito ocupado! – Maya respondeu de modo esperto e aparentemente desapegado – Uruha-san, Kaisugi-san disse que sem a sua ajuda os homens maus vão nos fazer maldades... porque Uruha-san não nos ajuda a espantar os homens maus pra longe?
O maior respirou fundo, pelo visto a pequenina, que não deveria ter mais do que 4 anos, era uma criança bem espertinha também.
–Eu realmente queria espantar os homens maus pra longe, mas tem gente aqui que não quer nossa ajuda e que não gosta da gente! – explicou paciente e brando – eu não posso ficar onde não gostam de mim.
–Eu gosto do Uruha-san, agora o Uruha-san já pode ficar! – bradou em esperteza, como se tivesse tido uma ideia.
Foi impossível para o maior não sorrir da desenvoltura da menina.
–Você gosta de mim mesmo que tenha acabado de me conhecer? – inquiriu em humor, acariciando de leve os cabelos da garotinha presos em um coque.
–Kaisugi-san sempre fala muito sobre Uruha-san, por isso eu acho que eu já te conhecia! Eu posso gostar de quem eu quiser – a pequena explicou de um jeito adorável e altivo, e talvez aquela atitude tenha lhe lembrado a certo moreno.
–Maya-chan... qual o nome do seu papai? – perguntou em curiosidade, por mais que forçasse, não conseguia sentir a presença do general na menina, apenas uma ponta familiar, mas que não possuía ao futuro líder Shiroyama. Havia ouvido algo sobre ele ter uma filha, mas duvidava que fosse a adorável daminha em seu colo, caso contrário reconheceria a presença dele nela. Ainda sim não custava nada perguntar.
–Ah, meu papai é... – a pequenina começou a responder, sendo interrompida pela voz repreensora de uma jovem moça.
–Maya-chan! – a bela moça de cabelos negros se apressou em correr e pegar a pequenina dos braços do líder ameniano – desculpe por isso, Uruha-sama, ela é meio impulsiva às vezes – a moça se desculpou em uma reverência ,e Uruha reconheceu a jovem como uma das servas que lhe servia comida às vezes.
–Ah! Então você é Kaisugi-san? – o loiro perguntou em gentileza, fazendo a jovem corar.
“Por que alguém tão perfeito tem que ser justamente...” a jovem moça pensou para si, lembrando de quando se desolou ao saber dos rumores sobre os guerreiros amenianos e sobre o lindo e gentil líder loiro.
–S-sim... – respondeu em um gaguejo constrangido – d-desculpe — agarrou a pequena Maya e saiu correndo com o rosto vermelho escondido no ombro da menina, soltando um fino grito histérico.
“AH! Ele sabe o meu nome!”
Uruha sorrira em humor, com certeza mulheres de Shiroyama eram bem diferentes... as de sua vila eram tão poucas que ver uma já seria raro para muitos homens, e ainda sim elas eram mais... intelectuais e sagradas, por assim dizer.
Mulheres de Shiroyama o lembravam muito mais aos seus adoráveis nekos.
– Quem eram? – seu comandante enfaixado perguntou ao se aproximar, e só agora o maior percebia que alguns pares de olhos de seus guerreiros haviam se voltado para si, ainda que estes estivessem relativamente distantes.
–A moça era uma das servas que nos trazem comida... a garotinha... eu não sei bem, o nome dela é Maya – respondeu ainda com um sorriso divertido.
–As mulheres daqui são diferentes, não é? Em Akai Ame é tão difícil ver uma e ainda sim elas são tão... sagradas! –o loiro menor comentou ao encostar-se a uma das pilastras de madeira e mirar o líder e amigo se levantar – devo informar que alguns tachis estão revendo seu suposto não interesse no sexo feminino?
O maior apenas arfou em cansaço.
–Como se já não tivéssemos problemas demais com os pobres homens que tentam disputar o amor e atenção de nossas mulheres... já me basta você e sua inclinação a compactuar com estrangeiros... – Uruha comentou ao rodar os olhos — ...esse povo nos odeia e nem ao menos demos motivos, imagine se de repente nossos tachis engravidam suas mulheres? De qualquer forma... estamos indo embora amanhã... – falou por fim, apressando o passo para dentro de seu quarto.
–Chamo um dos nekos ou também está revendo seu interesse? – seu comandante brincara.
– Vou ficar sozinho essa noite! – estatuou em simplicidade.
–A uma semana da época de calor? – o amigo inquiriu em estranheza.
–Você também não está com vontade! – rebateu.
–Eu estou com vontade... mas para mim não serve ninguém se não for o Ruki-san! –o menor retorquira – não é como se você tivesse encontrado seu companheiro também.
Uruha dera de ombros, apenas ignorando o amigo.
–Falar em Ruki-san? Não deveria estar se despedindo? Desde que o pegara como seu praticamente servo pessoal pensei que a essas alturas já teria amarrado-o a sua cama! – provocou ao se virar para o enfaixado que bufou infantilmente.
–Ruki-san é... – começou, sem conseguir achar a palavra certa para definir o pequeno hibrido que o estava deixando louco.
–Difícil? – completou o maior.
–Está mais para impossível... – o menor corrigiu em humor – vamos mesmo amanhã? – perguntou ao fechar o rosto em uma expressão séria. Apesar dos pesares não queria ir para longe de seu arisco meio youkai.
–Ainda é mais fácil a chuva cair pra cima? – o loiro mais alto perguntou ao amigo, já que esse tinha uma percepção de situação mais confiável que a sua, recebendo apenas um assentir por parte deste – então, sim, vamos amanhã... vá se despedir de Ruki-san, você não tem muito tempo – falou por fim, fechando a porta de sua acomodação.
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–Então decidiu não mais continuar com nossas negociações? – o lider Ogata provocou de modo ousado durante uma suposta inocente caminhada ao lado do senhor de Hana – não aceita mais a minha visita em seu quarto. Está com medo de algo?
– Apenas não acho apropriado fazer esse tipo de coisa! – o maior respondeu em aparente calma e indiferença, mas Hiroto foi capaz de ver seu olho descoberto olhar ligeiramente para o lado a verificar se nenhum de suas modestas escoltas ouviam algo da conversa.
–Ah! Que eu saiba Hana já não pune sodomia há dez anos, ainda que não seja vista com bons olhos... está com medo de que seu povo tenha mais um item a acrescentar na lista de “Porque não confiar no senhor de Hana!”? – o pequeno provocara espertamente, sorrindo satisfeito ao ter finalmente a feição séria do maior voltada para si – não precisa se assustar, Kohara, eu não conto pra ninguém, até porque te difamar me difamaria também, não é?
–É tão dificil pra você aceitar que nem todo mundo cai em suas armadilhas e artimanhas? – o Kazamasa vociferou discretamente por fim, parando sua lenta caminhada pelo jardim real e encarando o baixo lider Ogata.
–É tão dificil pra você aceitar que eu não vou desistir? – o menor se limitou, um sorriso erótico bailando nos lábios rosados do jovem de lindos cabelos loiros e longos – você estava tão a vontade aquela noite... tem certeza de que não quer experimentar? – continuou ao dar um passo ousado na direção do maior, mantendo sua cabeça erguida para permanecer o contato visual com o olho não coberto pelo elegante tapa-olho. Tinha curiosidade em saber o porquê do acessório, mas isso ele saberia mais cedo ou mais tarde, assim que tivesse o bondoso senhor feudal em suas mãos.
–Se é sexo que quero, tenho um ótimo harém com lindas moças para me servir, não preciso me deixar seduzir por um garoto mimado e vulgar como você! – Kohara rabatera em um firmeza não normal para si, causando o franzir de cenho do menor.
–Duvido que elas possam te dar prazer maior do que eu posso! – continuou, dessa vez forçando uma expressão mais séria. Não que fosse santo ou digno de ser chamado de honroso, poderia sim ser mimado, teimoso e sem dúvidas malicioso em todas suas intenções, mas vulgar...
–Você me parece uma rameira querendo oferecer seus serviços! – o maior sorriu de lado em falsa provocação.
Estava analisando e testando como deveria agir com o Ogata, havia prometido a seu conselheiro se afastar dele, e com toda certeza ofendê-lo seria motivo para este desistir do jogo idiota que haviam começado naquela noite. Só esperava não provocá-lo ao ponto deste se voltar antecipadamente contra si e contra seu feudo, não antes dos chineses estarem fora de suas terras.
Ao contrário do que pensara a feição ligeiramente surpresa do Ogata não se fechara em raiva e sim em um sorriso convencido.
– Olhem só! Não é que o bonzinho e mole senhor de Hana também é capaz de proferir ofensas? – o menor destilou de modo intencionalmente alto para que sua escolta e a escolta do outro o ouvissem, mas abaixando seu tom e praticamente sussurrando próximo ao maior quando abriu a boca para dizer as palavras seguintes – eu não me importo de ser uma rameira se você for o comprador dos meus serviços, Kohara.
Shou não soube o que responder e apenas se afastou, encarando de modo interrogativo o menor, ansiando que este fizesse algum sentido para si.
–Retire a ordem para me manter longe do seu quarto, Kohara-kun – ditou como se fosse uma ordem, antes de apressar o passo em direção de volta para os prédios da propriedade feudal.
Shou se manteve parado, tentando enteder o que tinha se passado e o que levava o Ogata a acreditar que tiraria suas ordens daquela forma. Não o entendia, não o entendia mesmo. Não acreditava que chegou a pensar que poderia controlar alguém como ele com sua estúpida ideia de “aliança íntima”... se envolver com alguém tão sem sentido e imprevisível quanto o menor com certeza tinha sido a maior burrice que cometera desde que assumira o trono de Hana.
Tudo parecia tão menos complicado quando Nao estava ali!
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–E então, vai ficar analisando esses desenhos até quando? Você precisa dormir um pouco gatinho! – o Amano, recostado a uma parede do cômodo, destilara em uma voz bocejada ao ver que o “adorável” general Sakamoto tentava mais uma vez se esquivar de sua obrigação prevista em um acordo assinado.
–Você também deveria estar preocupado, os chineses não se movem, mas começaram a estabelecer moradia e construir coisas nas terras que já ocupam... isso não está me cheirando bem... – o moreno menor rugiu ao suposto general aliado ao revisar pela milésima vez os desenhos pendurados a sua frente que seus soldados de vigia haviam trazido naquele final de tarde, logo após a outra reunião inútil da mesa de guerra, como todas dos últimos três dias.
–Mostraremos ao conselho amanhã, com certeza tantas cabeças terão alguma hipótese ou teoria para isso, tentar descobrir algo assim e a essa hora é inútil! – Tora rebatera em tédio, já era tarde da noite – finalize logo isso, você ainda tem que me servir – ditou em impaciência ao olhar as tão presentes “testemunhas” formada de um soldado de cada lado que sempre faziam questão de manter.
–Ainda não terminei meu trabalho – Saga ditou espertamente, voltando a analisar os desenhos, por mais que seus olhos já estivessem cansados.
–Qual é, neko-chan, te deixei em paz esses três dias para me recuperar de nossa última noite – o maior argumentou com visivel intensão de deixar um segundo sentido naquilo, fazendo o soldado vigia de Hana tossir nervosamente.
–Não fale coisas que podem ser má interpretadas! – Saga rugiu – pode se retirar – ordenou ao samurai de vigia – e mantenha sua boca fechada, não ouse espalhar boatos mentirosos – se resumiu em autoridade, recebendo uma reverência do subordinado antes que esse se retirasse da sala onde havia sido a reunião mais cedo.
O Sakamato estreitou os olhos para o soldado de Ogata e direcionou seu olhar rapidamente para o general que pareceu entender o recado.
–Pode se retirar também, só mantenha a vigilância no local – o Amano ordenara, recebendo um aceno afirmativo do samurai que saira do cômodo logo em seguida – se queria privacidade,docinho, poderia ter me dito! – sorriu para o moreno menor.
–Não seja imbecil – Saga vociferou ao dar as costas e analisar mais uma vez os desenhos – eu ainda não estou fora do meu serviço, só não quero que você fique espalhando ideias equivocadas e ridiculas sobre esse maldito acordo.
–Sei, sei... – o maior arfara em cansaço – eu tenho sido paciente, Sakamoto-san, mas quanto mais você demora com essa infantil enrolação de “ainda estou em serviço” mais eu decido que talvez eu queira pular etapas quando for brincar com você – bracejou em seriedade, se desencostando da madeira forrada e dando passos em direção ao general de costas.
Saga sentiu seu corpo todo tremer em ódio, tentou se controlar bravamente pois sabia que atacá-lo ali só faria este se convencer de que já estariam dentro do tempo do “acordo”. Agradeceu a todas as três noites que o maldito decidira o deixar em paz e fingira não ouvir que seus soldados e alguns soldados de Ogata cochichavam coisas às suas costas... estava perdendo sua autoridade... estava perdendo sua imagem e dignidade frente ao seu exército e frente ao povo de Hana... e tudo era culpa daquele maldito general.
Chegara a pensar em ter uma atitude covarde e o matar enquanto este dormia ou mandar assassiná-lo em um aparente acidente de treino, mas colocara o feudo acima de si... precisavam do exército de Ogata, e infelizmente era aquele homem que o comandava. Prometera proteger Hana nem que tivesse que matar cada chinês por si mesmo... prometera proteger seu feudo e seu senhor...
Seu próprio gênio e imaturidade o haviam posto naquela situação humilhante, não faria outros pagarem por isso... se ao menos conseguisse vencê-lo...
–Como quiser, quando estiver na sua hora eu o deixo fazer o que diabos queira, mas agora, ao menos eu estou preocupado em entender o inimigo – respondeu de modo forçado, cerrando os punhos para reter sua raiva.
Não queria ter que dizer aquilo, mas havia tirado um tempo para pensar e por mais que quisesse negar era claro que o que mantinha o desgraçado de Ogata interessado em provocá-lo e humilhá-lo era a sua impulsiva resistência. Não queria ter que se propor àquilo, mas talvez se retirasse a fonte de interesse, se livraria das provocações do Amano... uma estratégia arriscada e vergonhosa para si... ter que fingir não se importar e não resistir a qualquer coisa que o Ogata quisesse fazer consigo era... revoltante e impossível.
Shinji se surpreendeu com as palavras do mais novo, mas sorriu de lado logo em seguida, tinha certeza que o menor não conseguiria fazer aquilo que dissera, não era de sua natureza... caso contrário seria um total desapontamento para si. Decidiu provocá-lo para ver até onde seu “adorável” general iria com aquela nova estratégia.
–O que eu quiser? – perguntou em notável eroticidade, se aproximando mais do menor, pousando suas mãos na cintura ainda coberta pela armadura luxuosa e vistosa representante suprema de um reino tão rico em minérios. Começou a soltar o primeiro pino lateral desta, testando cada movimento do menor, preparado para vê-lo estourar e o atacar a qualquer momento.
–Eu ainda não estou fora do meu serviço – Saga rugiu entre-dentes, se forçando a não obedecer seus impulsos e espancar o maior até que este fosse apenas um bolo irreconhecível de carne e ossos.
–Eu digo que você está – o Amano argumentou – soltando o segundo e terceiro, libertando assim um lado da maciça proteção metálica.
–Eu decido quando eu estou fora ou não – Saga estremeceu em ódio, cerrando seus punhos com força até quase machucar suas mãos.
–Tudo bem, mas eu vou livrá-lo de sua armadura, sim? Pra quando você estiver fora de serviço – o tigre destilara em notavel provocação, se apressando em soltar os pinos do lado restante – levante os braços – ordenou, não recebendo resposta alguma, mas sentindo que o menor se forçava muito para não estourar – por favor? – fingiu um pedido, sorrindo para o modo mecânico como o mais novo erguera os membros. Decidiu aproveitar a frustrada tentativa deste de tirar seu interesse em si e puxar logo a estrutura para fora de seu corpo esbelto e definido, se afastando para pousar a vestimenta no canto do cômodo retangular, junto a outras armaduras e algumas armas que decoravam o local parcialmente ilumiado por lamparinas acopladas às paredes.
Saga mordeu o lábio inferior em raiva, se apressando em retirar os punhos de metal e couro e puxar com violência as botas pesadas e maciças para fora de suas pernas, quase se fazendo cair.
–Satisfeito? Posso trabalhar em paz agora? – bracejou em uma desastrata tentiva de parecer indiferente, era melhor fazer aquilo logo antes que tivesse que aturar mais contato daquelas mãos sujas em si.
–Humm, você fica lindo assim! – o maior sorriu, dando uma boa olhada no menor com apenas calças finas e longas e a parte superior de um kimono bem asseado e com certeza de um tecido caro. Diferente daquele que ele mesmo trajava... em Ogata até mesmo a classe mais alta possuía pouco luxo, já que os comerciantes se negavam a negociar com seu povo.
“Quem são os perdedores agora?”
Tinha que confessar que ver um homem dos Kazamasa ter que suportar suas provocações era sadicamente satisfatório. Ainda mais se tratando do famoso general invencível de Hana. Se sentia vingado de certa forma, por tudo que ele e seu povo tiveram e tinham que passar pela fama e desprezo que recebiam do feudo após a derrota de seus senhores quando ainda nem era nascido.
Ao ver que não conseguiria resposta, o maior apenas arfou e se colocou ao lado do menor, decidindo por fim analisar os rabiscos do posicionamento chinês na costa de Hana, sentindo-se envaidecido com o modo como o Sakamoto dera um passo para o lado oposto quando se aproximara. Com certeza o esquentado e impulsivo general de Hana não conseguiria manter sua nova estratégia por muito tempo.
– Parece um círculo — contastou o óbvio ao mirar a figura formada pelas construções chinesas.
–Por Kami! Que essa não seja toda a sua inteligência! – Saga vociferou em frustração, não acreditava que estava sendo humilhado daquela forma por alguém com tamanha ignorância.
–Estou apenas vocalizando meus pensamentos, docinho – o maior dera de ombros.
–Não acredito que perdi para alguém como você! – o Sakamoto comentou baixo para si, parecendo decepcionado consigo mesmo.
–Meu negócio é batalha, guerra, e luta, neko-chan é por isso que o estilo Ogata é “vamos esperar começar para ver o que fazemos”, usamos o básico de estratégia e o máximo de autonomia e adaptação, nos torna imprevisíveis e muitas vezes incompreensíveis, se temos um objetivo descobrimos o meio de chegar lá enquanto estamos andando – o maior explicou, sem qualquer receio de oferecer algum tipo de informação ao mais novo, na verdade estava curioso para saber como o Sakamoto usaria aquilo.
–Tolice, estratégia, planejamento e tradição são as chaves para a vitória – Saga suspirou em desdém.
–Ah! Sei... e o que vocês fazem se todo o planejamento der errado? – o maior pontuou, se virando para o menor.
–Temos sempre uma previsão do que possa dar errado, por certo, e formulamos planos opcionais em caso de falhas – Saga respondeu em orgulho, também se colocando de frente para o maior.
–E se todos os planos dão errado? – Shinji continuou.
–Não há como todos os planos darem errado, alguma coisa tem que dá certo – rebateu.
–Alguma coisa deu certo na proteção da baía de Hana? – o maior contestou.
–A nossa proteção era excelente, mas não esperávamos que um ataque tão numeroso fosse possível, era totalmente absurdo que um exército de trezentos mil homens conseguisse passar pelos perigosos mares até Vijukei, nossa proteção era a suficiente para um número menor – explicou em impaciência.
–Então o plano, a estratégia e a tradição não deram certo, seus homens ficaram sem saber o que fazer e o que seguir, meus homens jamais teriam se perdido apenas porque o “plano” não funcionou – o Amano se aproximou.
– Era apenas impossível que uma proteção preparada para abater cem mil invasores conseguisse superar mais que o dobro desse jeito, você não pode culpar os meus homens por não conseguirem realizar o impossível! – o menor vociferou em resposta, não notando que também se aproximava do maior, se mantendo poucos centímetros de distância deste.
–Terminou? – Tora perguntou em alteração
–Terminei – Saga gritou em resposta, pensando que o Amano se referia ao seu argumento.
–Ótimo – Tora assentiu em um sorriso satisfeito, puxando a cintura próxima do menor para si, chocando seus corpos um contra o outro e atacando a boca do Takashi, aproveitando o elemento surpresa para invadir a cavidade com a língua e umedecer os lábios alheios com sua saliva.
Saga não teve reação de início, mas em reflexo, ao perceber o que estava acontecendo, levou o punho cerrado até o rosto do maior, separando sua boca da sua a força devido ao impacto do golpe.
Apesar do filete se sangue em seu lábio cortado, Tora não soltara suas mãos da cintura estranhamente delineada do mais novo, apertando mais seus dedos nela, notando o cenho do menor se franzir ligeiramente por causa da dor. E antes que este pudesse erguer o punho para mais um soco o levantou com rapidez e o jogou de costas na mesa baixa de reunião, provocando um estrondo alto, mas ainda sim a madeira maciça e forte do móvel não se partiu.
Saga sentiu suas costas doerem e em reflexo fechou os olhos pela, apoiando as palmas das mãos no tampo duro ao lado de seu corpo na intenção de se levantar, entretanto, antes que pudesse fazer tal coisa teve seu corpo prensado contra o móvel e um quadril se encaixando entre suas pernas, que não percebera estarem abertas.
Um contorno estranho contra a sua intimidade e um peito largo contra o seu, mãos fortes em seus pulsos, mantendo-os contra o tampo e levando-os para cima de sua cabeça. No desespero usara a única coisa livre que tinha, usou sua cabeça para golpear a testa do maior em cima de si, provocando dor aos dois.
Não tinha como, que se danasse sua ridícula estratégia vergonhosa, não ia permitir aquilo de maneira alguma, iria resistir até que o maldito estivesse inutilizado demais para tentar qualquer coisa.
Com a tontura Tora deixou a mão direita do menor escapar e logo esta veio lhe acertar outro soco na face, em reflexo levou a mão livre para o pescoço do Sakamoto, apertando o local no intuito de sufocá-lo e fazê-lo parar com o punho forte que teimava em tentar lhe acertar golpes. Tinha que confessar que a resistência do Takashi o excitava, mas era fato que queria evitar ficar muito machucado, já que se recuperar levava dias.
Saga mudou o foco de seus golpes para o braço que o estrangulava, perdendo o ar gradativamente e adquirindo uma coloração avermelhada. Não acreditava que o maldito fosse mesmo matá-lo, tinha ficado maluco?
Tentava puxar oxigênio para seus pulmões, mas não conseguia, sua garganta doía e sua cabeça começara a latejar, a visão nublando e a consciência querendo se esvair, não acreditava que morreria assim, daquela forma, naquela situação tão ridícula.
E foi ao notar que o Sakamoto já estava em seu limite que Tora liberou sua garganta, ouvindo-o tossir e respirar desesperadamente. Aproveitou a notável distração do menor para puxar suas coxas para cima, agarrando-as com força e fazendo seu corpo atuar como um boneco em suas mãos. Pressionou mais seus baixos-ventres um contra o outro e subiu suas mãos rapidamente pelo corpo esbelto abaixo de si, desamarrando o kimono com velocidade e apalpando a barriga reta e nua com desrespeito enquanto o general de Hana ainda lutava para se situar e respirar direito.
Levou a mão direita à nuca do tonto Takashi e pressionou sua boca contra a dele mais uma vez, impedindo sua respiração arfante e consequentemente sua tentativa em se estabilizar. Tora sabia que assim que o menor recuperasse qualquer controle sobre si ficaria bem mais difícil, então, se apressou em descer sua outra mão para as calças deste, erguendo seu próprio quadril um pouco para possibilitar seus dedos a adentrarem a vestimenta inferior e tocar o membro flácido sem impedimento de qualquer tecido.
O baixo ventre de Saga reagiu em reflexo, o quadril tentando se movimentar e um gemido involuntário subindo por suas cordas vocais até ser abafado nos lábios e língua violentos que lhe violavam a boca.
O Takashi tentou usar as mãos livres para golpear o maior em cima de si, mas seus golpes não tinham mais a força de antes já que seu corpo ainda estava mole, sem ar, e agora recebendo estímulos que não o permitiam controlar seus próprios membros. Sua cabeça doía, suas costas doíam, sua garganta ardia e uma língua que praticamente descia por ela lhe impedia de respirar como queria, já que forçava suas narinas tentarem captar e expelir ar o máximo possível para se manter vivo. E foi no meio daquela confusão que uma eletricidade conhecida trespassou por seu corpo, seu baixo ventre pulsando e contraindo, a sensação de ter seu membro acariciado e felado se somou a tudo em si... já não tinha controle algum sobre o que quer que fosse que estava acontecendo consigo.
Agarrou o tecido da vestimenta do corpo acima de si, recebendo algum impulso cerebral para tentar puxá-lo e tirá-lo dali, mas assim como antes não possuía força alguma para isso, seus dedos se apertaram ao pano de maneira involuntária e fora quando a boca alheia parou de beijar a sua que pode abrir os olhos. Um gemido vergonhoso para si lhe escapou por seus lábios ao ter sua glande apertada entre dedos longos e habilidosos. Não acreditava que já estava duro, não com aquilo, não com aquilo.
Mirou o olhar semelhante ao de um predador felino para si e, apesar de saber exatamente o que devia fazer, não conseguiu controlar seus braços para que estes empurrassem o maior para longe, seu corpo clamava que a carícia em sua intimidade estava boa demais para ser parada agora.
–No final... eu vou fazer com você exatamente o que quiser – ouviu Tora sorrir de modo confiante e sentiu ganas de quebrar o pescoço fino dele, mas seu corpo não reagiu, apenas sua garganta que liberou mais um vergonhoso gemido quando a mão forte aumentou a velocidade com a qual o felava.
“Merda!”
Fechou os olhos para não ver o que não queria aceitar, mas seus pés se apoiaram involuntariamente no tampo de madeira e suas pernas se abriram mais devido ao estímulo incessante a sensação de que logo gozaria.
Uma de suas mãos se soltou da roupa já desfeita do outro e foi até sua boca para tampar toda a humilhante vocalização de sua indecente libido.
Seu baixo ventre se contraiu e a nebulosidade conhecida do orgasmo começou a dominar o seu corpo, sentiu um dedo alheio empurrar sua mão e lhe invadir a boca, e ao invés de mordê-lo como planejara fazer, seus lábios o lamberam com uma necessidade estranha, seu corpo começou a se roçar no outro acima de si de modo estranho. Queria que aquele dedo fosse até o fundo de sua garganta, queria se sentir penetrado por algo, estava em descontrole e queria gozar, queria apenas gozar, só isso, precisava de mais. Sentiu um língua se juntar ao dedo polegar em sua boca, e logo o dedo saíra para deixar apenas o músculo úmido e lubrificado ser alvo de sua recente vontade de chupar e sugar algo. E fora o que fizera, mantendo-a entre seus lábios e sugando-a como se fosse algo essencial para si.
Não notara seu quadril se impulsionando contra a mão alheia, assim como não precisara suas mãos agarradas às costas largas, pressionando o corpo contra o seu. Já não aguentava mais. Largou a língua que lhe servia de doce e impulsionou a cabeça para trás para soltar um último gemido quando se sentiu explodir em êxtase, sujando a si à mão habilidosa do Amano com o gozo intenso.
Sentiu seu corpo mole e deixou suas mãos se soltarem, repousando bruscamente na madeira do móvel que até poucas horas atrás era usado para reuniões do conselho de guerra.
Sua respiração ofegava e sua cabeça não queria voltar da letargia do ápice.
Despertou assim que sentiu o pedaço de músculo rígido tocar em seu abdômen e fora totalmente petrificado que mirou o membro grande e duro ser acariciado levemente sobre sua pele suada, a glande descendo até tocar sua virilha, fingindo se enfiar ali rapidamente como se tivesse a empalá-lo... uma estocada, duas... e desceu, notava que suas calças eram abaixadas... não conseguiu se mover... até que sentiu a cabeça rígida se pressionar contra a fenda de sua bunda, ameaçando encontrar sozinha o orifício que tinha entre elas.
–Não – arfou com dificuldade, tentando se levantar, mas a tontura e a vertigem lhe jogando novamente contra a mesa.
–Não? Tem certeza? – a voz de Tora perguntou em provocação, também em uma respiração difícil e ele pressionou seu membro de uma vez contra a pele do general abaixo de si, provocando um sobressalto preocupado deste, infelizmente seu membro não o penetraria só com aquilo e muito menos sem lubrificação. Ainda assim, fingir era incrivelmente prazeroso – você parece ter gostado tanto! – sussurrou ao abaixar seu tronco novamente, respirando o ar que saia das narinas do menor, ajeitando seu quadril e forçando mais uma vez sua glande contra o orifício pequeno e virgem, se deliciando apenas com imaginar como seria entrar ali de verdade. Levou uma mão ao seu próprio membro e com a outra forçou as coxas já abertas a se separarem mais, terminando de abaixar as calças do menor até seus tornozelos, permitindo mais acesso à entrada, usando sua mão para rodear a cabeça de seu membro gotejante contra o orifício que involuntariamente começou a piscar de modo lento junto à respiração difícil do Takashi. – tem certeza que não me quer aqui? – fingiu estocar, não conseguindo romper nem um pouco do anel de carne, mas provocando um sobressalto violento no menor.
Por que não fazia nada? Por que não arremessava aquele maldito desgraçado nojento para longe O que estava acontecendo consigo?
–Tora-sama, Saga-sama, ataque ao palácio, Shou-sama e Ogata-san foram atacados... – um soldado gritou do lado de fora do cômodo, batendo bruscamente à porta do local, quebrando completamente a luxuriosa atmosfera do ambiente.
Tora se sobressaltou e se ergueu rapidamente.
–Já vamos, não entre aqui – gritou para o soldado em uma voz raivosamente séria, tratando de levantar sua roupa e arrumar seu kimono – se recomponha – ditou ao menor ao jogar um lenço que tinha consigo para o general de Hana.
Saga apenas pegou o tecido mecanicamente e se limpou de maneira atônita. O que diabos tinha acontecido ali?
–Rápido, estamos sob ataque, não ouviu? – o moreno maior vociferou, despertando o atônito general que tratou se franzir o cenho e agilizar ao levantar sua roupa e arrumar sua vestimenta, correndo logo para pegar sua espada recostada a um canto da sala, não havia tempo para recolocar sua armadura.
Não se dirigiu ao maior quando abriu as portas duplas do local e mirou um trio de soldados ali.
–Onde e quantos? – perguntou.
–Parece que são apenas cinco, mas estão no prédio das acomodações de Shou-sama e Ogata-san também está lá – um dos seus respondeu – temos três samurais abatidos e dois feridos, eles são fortes – concluiu em nervosismo.
–Você, vá chamar o destacamento 3 que está mais próximo – Saga ordenou a um dos soldados que tratara de sair correndo para cumprir sua missão – e você acione o alarme e reforce a proteção dos conselheiros e dos tesouros reais — este também assentira e saíra em disparada – você vem comigo – falou para o que restou, notando Tora também sair da sala e assoviar rapidamente com os dedos, logo quatro de seus soldados surgiram.
–Vamos? – perguntou em direção ao general de Hana que se manteve sério e frio quando assentiu.
“Merda! Merda! Merda!”
Notas finais
Vem quarta à noite como eu disse!
Reviews amores?
Tenho sentido falta de um pouco de motivação aqui T.T
Opinião?
E vou agradecer a Pah_Gazegirl e Lolly_chan que já mandaram recomendações pra essa fic quando ela ainda estava no comecinho! *-* obrigada linda! é por apoio como o de vcs que eu não desisti dessa fic! Obriagda mesmo.
beijoooooooooooooooooooo
Reviews por favor?
Por favor?
Por favor?
Por favor?
*Maya-chan com um sorriso angelical*
Azumi-chan: Ah eu quelê escrever aqui também né G.G Só pra dizer que ameei o cap e espero que vocês também estejam gostando!Agora deixem um review pra minha flor Mimi?Afinal ela está se esforçando né?Beiiiijos =]
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