Vijukei No Monogatari

3 Capítulo 3 Movimentações hostis


Notas iniciais
Olá! Eu sei q demorei, mas explico no final ok?
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Oieee Azumi-chan aqui,sim ser metida mesmo G.G,bem só vim dizer que passei aqui e betei e que adorei o cap!Boa leitura *-*

Capítulo 3 – Movimentações hostis


O senhor das terras de Ishihara assistia a uma bela apresentação de kabuki* com a herdeira mais velha de apenas 3 anos quando sua bela esposa entrara no mais requintado camarote de um dos melhores teatros do feudo artístico com a caçula nos braços.


–Quando planeja responder aos mensageiros de Shiroyama, querido? – A senhora de Ishihara perguntou em uma voz de censura.


–Eles querem que eu ajude nessa aliança louca contra os invasores chineses, acha que eu deveria responder? – o elegante e animado lorde falou enquanto sorria para a pequena Lovilie em seu colo.


–Não acha que eles desconfiarão de algo se continuar ignorando as mensagens? – Melody questionou em um tom espertamente suave, sentando-se no acento vago ao lado do marido.


–Sim, sei que desconfiarão... mas não estou preocupado com isso agora – Miyavi respondeu, parecendo mirar a peça cômica atentamente com um olhar divertido.


–Querido... – a mulher arfou fundo, ajeitando a filha adormecida em seu colo enquanto se ajeitava ao lado do esposo – eu nunca questionei nenhuma de suas ações e sempre o apoiei em todas as suas atitudes... mas não acha que está sendo negligente e confiante demais? Quem nos garante que os chineses irão cumprir a parte deles no acordo?


–Eu garanto, querida... vamos ter Hana conquistada e Shiroyamas enfraquecidos... apenas continue confiando em minhas ações, sim? – o lorde feudal sorriu para a esposa, depositando um beijo terno e carinhoso nos lábios da bela senhora de cabelos cor de mel.


Melody correspondeu ao beijo, mesmo que sustentasse seu olhar indagador ao pai de suas filhas. A jovem senhora Ishihara, pela primeira vez, não estava tão confiante nas decisões que seu esposo e senhor tomava.



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–Formação Dragão! – O general de Hana entoou e logo alguns dos milhares de seu exército se movimentavam em sincronia para formar um amontoado de soldados que lembrava muito ao mitológico réptil.


–Ainda com essas táticas antigas? – o general de Ogata comentou ao seu lado, recebendo olhares nada agradáveis dos comandantes de Hana.


– Tradições são o que mantém nosso feudo – Saga se resumiu, tentando não perder a paciência com o homem que o havia vencido, iria ter o prazer de tratá-lo como verme quando conseguisse sua revanche. Até lá, se esforçaria para suportar e demonstrar que não iria perder a postura e a altivez pelas provocações do mais alto, por mais que sonhasse com o dia que veria o sangue do general escorrer em suas mãos. Tinha prometido a seu amigo e senhor que se esforçaria para lidar com a situação pacificamente até que Hana estivesse segura.


–Tradições tolas que não nos darão a vitória! – o Amano cuspira em desaprovação.


–Sugere que tentemos o método “vamos esperar começar para vê o que fazemos” dos Ogatas? – Saga cuspiu em escárnio, tentar agir com maturidade era mais difícil do que pensava.


–Se seus homens fossem adaptáveis e autônomos como os nossos , não teriam ficado feito baratas tontas quando navios atracaram na baía de Hana – Tora rebateu em um sorriso esperto.


Takashi sentiu seu sangue ferver e por muito pouco não explodiu com o general inimigo que há dias o tirava a paciência. O mais baixo arfou profundamente e tentou se controlar, se havia perdido para aquele verme fora justamente pelo seu descontrole, e se almejava dar a volta por cima tinha que aprender a se acalmar e pensar mais friamente, sem se deixar levar pelo impulso de sua personalidade estourada.


Quando Saga entrava em uma disputa era pra vencer, poderia demorar, mas a última espada a ficar de pé jamais seria a de seu adversário.



–Não me lembro da adaptabilidade de seus homens ter dado certo há cinqüenta anos quando nossa tradição os subjugou. – contra atacou, se sentindo satisfeito por ver o odioso sorriso do felino se fechar.

O Amano deu alguns passos firmes até o general bem vestido e se pôs ao seu lado, ousando encostar sua boca ao ouvido do mais novo, mesmo que os comandantes deste o fuzilassem a ameaçassem puxar suas espadas a qualquer momento.


–Posso ver que está aprendendo, Saga-san... mas tome cuidado com o que fala... eu posso querer cobrar o que é meu por direito se achar que sua boca é grande demais para se desperdiçar com tanto veneno! – sussurrou ameaçadoramente.


Saga controlou sua ira mais uma vez e virou o rosto para o lado, deixando-o a milímetros de distância do rosto do outro, seus narizes e lábios por pouco não se tocavam e ainda assim não havia nenhuma aura branda naquilo, apenas uma tensão e ódio enormes entre os dois.


–Essas terras não são mais de Ogata... como se esse seu estúpido costume valesse de algo... minha derrota para você é apenas transitória, logo que essa guerra estiver acabada... você vai ser subjugado por mim... assim como seu povo! – o Sakamoto cuspiu em retorno e por um momento era previsível que ambos iriam se agredir fisicamente.

Mas para a surpresa dos soldados e dos comandantes perto ao amplo local de treino, Tora apenas sorriu de lado se afastando logo em seguida e gritando algum comando para seus poucos milhares de soldados que assumiam uma barricada desorganizada em volta do dragão de Saga.


–Vamos ter mais um embate Saga-san? Meus homens contra os seus, sem mortes, não podemos nos dar o luxo de perder vidas quando os invasores são tão numerosos, mas desarmar é vitória! – o moreno mais alto estatuou, desafiante.


Saga encheu o peito e encarou o campo amplo aberto... os homens de Ogata pareciam crianças ao formarem tão desajeitada barreira... sua vitória era certa.


–Aceito o desafio – o general de Hana respondeu, para a surpresa de seus comandantes que não acreditavam que o Sakamato realmente aceitaria tal coisa em uma situação como aquela.


–Mas dessa vez, Saga-san... a antiga lei prevalecerá – o Amano voltara a estatuar.


–Como se eu me importasse com algo assim! – Takashi deu de ombros, era claro que ele jamais se proporia a ridícula situação de ser propriedade de alguém.


–Vejo que estão se dando bem como sempre! – a voz sarcástica de Hiroto invadia o campo aberto e ambos os generais se viraram para observar seus senhores caminharem em suas direções. O Ogata se mantinha cercado por alguns de seus soldados e o Kazamasa sempre seguido de seu conselheiro chefe e também de alguns samurais de guarda.


–O que acha, Kohara-san... não seria interessante colocar meus homens contra os seus? – o menor perguntou em provocação.


–Temos que estar do mesmo lado para expulsar os inimigos, não lutando entre nós! – o senhor de Hana argumentou.


–É apenas um treinamento, temos que marchar para a costa em duas semanas... ninguém sairia ferido, apenas um pequeno embate amigável, o que acha?


Shou estreitou seus olhos, mesmo que um deles fosse escondido pelo tapa-olho... seria aquele o momento onde o Ogata planejava mostrar suas verdadeiras intenções? O apoio de Shiroyama chegaria em uma semana... se o Ogata planejava algo... aquele era o momento para descobrir, antes que o exército aliado chegasse e o fizesse recuar.


–Tudo bem... – assentiu, encarando seu amigo e general logo em seguida – dê o seu melhor, Saga! – ordenou, recebendo um assentir e uma reverência do moreno.


–Dessa vez, se ele perder... quero que nossa antiga lei seja cumprida e ele se torne minha propriedade até que ele me vença! – Tora argüiu em seriedade, fazendo uma surpresa geral se espalhar pelo pequeno circulo de tensão.


–Como espera que eu aceite tal idiotice? – Kohara censurou.


–Seria uma demonstração de palavra, Tora já vencera seu general antes... não acha que ao derrotá-lo uma segunda vez mereceria algo como recompensa? – o Ogata se intrometeu, sorrindo espertamente para seu general.


–As pessoas não são coisas para se tornarem propriedades de alguém, acha que eu concordaria com algo assim? – Shou voltou a arguir em direção ao baixinho, encarando os orbes negros e pequenos do menor.


Hiroto se sentiu estremecer pela força de vontade naquelas palavras e desviou o olhar rapidamente... não sabia que o senhor de Hana poderia ter um postura tão firme e integra... sempre lhe fora dito o quão mole e influenciável o líder era... não parecia ser verdade.


–Como quiserem! – para mais alarme, o próprio Saga parecia ter aceitado o desafio – mas com uma condição... se eu vencer... quem se tornará minha propriedade será você! – estatuou para o moreno mais alto, o sangue fervendo ao ver o sorriso convencido deste se abrir.


–Eu concordo! – Tora assentiu


–Como se eu fosse compactuar com algo como isso! – Shou vociferou, mas sabia que seu discurso de ética não surtiria efeito, teria que achar outro argumento – se Saga se tornar submisso a Tora ou Tora a Saga não teremos dois generais, mas sim apenas um general e um escravo, tenho certeza de que concorda que tal situação seria ridícula... precisamos de nossos dois lideres, temos dois exércitos.


–Não há problema, eu não me importo se o acordo for delimitado apenas para o período noturno – o Amano interrompera – o que acha, Saga-san... concorda? Durante o dia será o general de Hana, mas durante as noites será meu.


Saga recuou minimamente, não podia deixar de sentir um tom estranho na voz do mais alto e tinha receio de pensar no que tal conversa significava. Sabia de homens que se deitavam com outros homens e os abominava por completo... poderia o general de Ogata ser um desses? Era esse o sentido por detrás daquelas palavras?


“Mais uma coisa para adicionar a minha lista de como eu vou amar matá-lo depois que tudo isso terminar”


–O mesmo vai valer para mim? – Takashi perguntou, não acreditava que seus homens perderiam, muito menos para uma formação tão desorganizada e infantil quanto a dos Ogatas.


–É claro, se eu perder eu faço o que você quiser durante as noites... mas é claro... eu não vou perder – respondeu, o sorriso prepotente sempre em seus lábios e Saga sentiu uma vontade imensa de poder arrancar aqueles lábios finos e esfaquear o rosto alvo até que se tornasse irreconhecível... como odiava aquele sorriso que parecia humilhá-lo e rir de si.


–Aceito! – o general de Hana estatuou em impulso, virando-se para o campo onde todos os homens se mantinham como estavam anteriormente.


–Saga, eu não o permito... – Shou começou a se impor, o gênio estourado e impulsivo do amigo iria arruiná-lo um dia e receava isso mais do que todos.


–Deixe de ser estraga prazeres, Kohara-san, se o próprio general aceitou o desafio não cabe a nenhum lorde feudal impedir – Hiroto o interrompeu e Shou consultou Nao com o olhar rapidamente.


–Infelizmente... generais são livres para tomarem decisões sobre seus desafios pessoais... até mesmo a oposição do lorde feudal pode ser submetida a isso... é a tradição – Nao respondeu a indagação do mais novo, vendo este bufar raivosamente e se aproximar de seu amigo e general.

– Saga... sabe o que está fazendo? Sabe o que esse miserável fará com você caso ganhe? Tem ideia de onde sua impulsividade e gênio irão levá-lo?


–Sei... mas eu não vou perder... não pra ele... não de novo... nossos homens são melhores, mais disciplinados, mais habilidosos... eu confio totalmente em nossos samurais! – Takashi estatuara em firmeza e bravura, fazendo um sentimento de empatia se espalhar pelos comandantes e soldados mais próximos. Era questão de honra vencer de Ogata.


–Eu lavo as minhas mãos, Saga... – Shou suspirara em descontentamento, voltando para o seu lugar – façam o que quiserem – deu de ombros, não acreditava que o amigo realmente se proporia àquilo.


–Deixe Saga tomar suas próprias decisões... além disso... é uma ótima oportunidade para ver até onde Hiroto planeja ir... e se ousará tentar algo – Nao cochichou ao ouvido de seu senhor, fazendo este assentir mecanicamente, mesmo que o jovem soubesse que não gostava nada daquilo... como sempre... ele tinha que fazer... tinha que deixar... tinha que ser.


Encarou o pequeno alguns metros ao seu lado... como ele podia estar confiante e calmo? Será que não se alarmava pela hipótese da derrota? Será que não se importava com seu general e seus homens? Será que não enfrentava essa odiosa sensação de mãos atadas quando se está no comando? Como aquela pessoa de tão baixa estatura parecia ser tão maior que si?



–O que acham de provar que não somos perdedores? – Tora gritou ao tomar a frente do elevado altar de comando, sendo ovacionado positivamente pelos soldados escolhidos para o embate.


–Isso não está certo... não está! – Shou amaldiçoou para si enquanto lia um pedaço ridículo de pergaminho com o tal “acordo” de premiação do estúpido torneio.


–Só assine de uma vez, pare de ficar sempre tão preocupado, Kohara-san, vai te dar rugas! – Hiroto, sentando ao seu lado, em uma acomodação improvisada no campo de treinamento, cochichou em humor para si.


– Não vejo o que minhas inexistentes rugas têm a ver com isso! – o maior cuspiu em desprezo, estava tenso e alterado demais para ser educado como sempre era. Não tinha bom pressentimento sobre aquela avalanche de estupidez que seu general e conselheiro chefe pareciam aprovar.


–Oh! Estava me perguntando quando iria deixar sua aura de bom moço... – Hiroto riu em provocação, ampliando o sorriso ao ver o olho descoberto do senhor lhe fuzilar rapidamente.


Fora impossível impedir o estremecimento estranho que o invadiu... não havia dúvida de que o Kazamasa era um homem muito bonito... e interessante.


“O que estou pensando?”


–Sem mais provocações? Essa parece ser a especialidade Ogata! – Shou perguntou em impaciência, assinando o maldito acordo com desgosto.


O pequeno balançara a cabeça levemente. Quanto tempo havia ficado parado e olhando para o maior?


“Se controle, Hiroto...”


– É apenas uma das nossas especialidades... posso mostrar mais delas se quiser! – não resistiu à provocação ambígua, notando uma surpresa estranha em sua direção. O olho castanho agora parecia querer entender o sentido por detrás daquelas palavras.


–Ogata-san... – o senhor feudal começou o questionamento, mas foi impedido pela a voz de um samurai que iniciava o anuncio da disputa.


–Ambos senhores assinaram o acordo que coloca em vigor especial a antiga lei e costume de Hana, quando esta era domínio da família Ogata! O general perdedor se submeterá a ser propriedade do vencedor quando não estiver em trabalho – o anunciante gritou entre os dois generais que se mantinham no altar de comando, olhando atentamente para a formação de minutos antes que ainda não havia sido desfeita.


Saga sentiu uma ponta odiosa de medo o invadir, não queria pensar nas consequências de sua derrota, mas tinha confiança em seus homens e na derrota dos adversários. Mesmo que algo dentro de si lhe teimasse sussurrar que estava cometendo a maior estupidez de sua curta vida de quase três décadas.


– Por Hana, por nossas tradições... vamos provar o porquê de Kazamasa ser o novo líder de nosso feudo e mais uma vez colocar esses loucos Ogatas em seus lugares! – Saga gritou para a formação reptícia de seu batalhão, também recebendo ovações impressionantemente confiantes.


E com o soar de um gongo a batalha competitiva foi iniciada.


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A singular figura religiosa cantarolava algo enquanto caminhava pelas ruas movimentadas de Vegas. Alguns dos habitantes o encaravam com curiosidade, outros em notável desagrado, mas o jovem monge não parecia se preocupar em provocar a ira de alguém justo nas “Terras do pecado”, onde a lei não existia.


A vestimenta azul marinho com os adornos esféricos deixava clara a sua profissão, e se alguém ainda tivesse dúvidas o símbolo do budismo ficava visivelmente estampado nas costas de sua roupa e no formato de seu báculo dourado.


O loiro escuro de aparência juvenil tinha cabelos longos, parcialmente amarrados em um coque no topo de sua cabeça e uma joia metálica em sua boca, que parecia chamar menos atenção do que sua voz desafinada e estridente.


–Pare de cantar – um dos muitos comerciantes não confiáveis do feudo ordenou ao religioso, se colocando em frente àquele, seguido de seu par de guardas.


–Não aprecia o cântico de nosso mestre buda? – o jovem respondeu em animação, parecendo não notar a tensão ameaçadora dos homens.


O comerciante rechonchudo apenas ordenou a seus subordinados com um movimento de cabeça para que estes atacassem o barulhento religioso.


A cena atraiu a atenção de homens e mulheres que se aproximavam para ver o pobre monge ser brutalmente espancado, situação que poderia ser considerada atração turística da capital de Vegas e das vilas vizinhas que compunham o pequeno feudo.


Qual foi a surpresa de todos quando o aparente fraco e inofensivo jovem desviou das espadas dos samurais mercenárias e sutilmente bateu seu báculo entre a junção do joelho de um, fazendo-o cair ao chão. O restante, ainda de pé, tentou um ataque covarde pelas costas do loiro escuro, sendo surpreendido pelo instrumento dourado em seu bloqueio.


–Ah!... vocês não são os tipos que eu deveria exterminar! – o monge suspirou em um desagrado carregado de tédio, usando a mão esquerda, adornada por um rosário, para pinçar algum ponto perto ao pescoço do samurai, provocando o desmaio quase instantâneo deste – mas se insistem em me entreter... – o religioso se virou para o outro subordinado que se levantava.


O samurai recuou um passo, mas manteve seu semblante sério quando o jovem loiro escuro veio em sua direção. A essa altura o comerciante já havia corrido e desaparecido do local e isso fora notado pelo subordinado indeciso que pensava em fugir ou enfrentar.


–Seu chefe foi embora... quer mesmo continuar com isso? – o monge perguntou, parando por um segundo e rodando seu báculo rapidamente, se colocando em uma posição exagerada de ataque que visava assustar.


O samurai olhou em volta por uns segundos, sorrindo de lado assim que identificou os cavalos da guarda feudal se aproximarem.


–Não vou precisar – respondeu em um dar de ombros, apontando para o pequeno grupo de cinco homens montados em equinos que abriam caminho entre os espectadores.


–Qual a confusão? – o aparente líder do grupo perguntou em tom mortalmente desinteressado.


–Esse monge estava nos atrapalhando, Yuuto-san, tenho certeza de que não será bom para os negócios se monges espantarem os fregueses desse modo – o comerciante rechonchudo que parecia ter saído para buscar tal reforço arguiu em desagrado.


–Monge? O que um monge estaria fazendo justamente aqui? – o homem, que parecia estar perto de seus trinta anos, com uma tonalidade castanha em seus cabelos logo parcialmente presos, perguntou em indagação.


–Eu sou um monge exorcista, Yuuto-san, não é? Essa região é o local de mais ocorrência de youkais... só vim fazer o meu trabalho – o jovem loiro escuro respondeu em um sorriso esperto e confiante.


–Não precisamos de exorcistas por aqui, youkais não nos atrapalham – o comerciante gritou em altivez. Era óbvio que ninguém se importava que uma ou duas pessoas fossem devoradas pelos demônios, ou possuídas por tais, desde que não atrapalhassem o comércio, alguns eram até bem vindos... quando se tratava de assinar contratos para acabar com os inimigos.


–Ah!... ainda não atrapalham, eles estão muito satisfeito com o tanto de sentimentos malignos da população desse feudo... mas o que irão fazer quando simplesmente os demônios se cansarem de devorarem os mesmos pecados? Eles não são do tipo que apenas mudam de lugar... sabe... – o monge argumentou ainda com feição estranhamente simpática.


–Qual seu nome? – o líder de nome Yuuto perguntou.


–Rui... apenas Rui, um pobre monge que exorciza youkais em troca de comida, pousada e saquê! – o religioso se apresentou, ousando se aproximar do cavalo alguns metros a sua frente e oferecer sua mão em um cumprimento ocidental.


Yuuto estreitou os olhos para o homem, mas cedeu ao cumprimento, sorrindo de lado assim que tocara a mão calejada do outro, percebendo todos os pecados que habitavam aquela alma.


–Venha comigo! – ordenou simplesmente, pegando o jovem um pouco menor que si pelo braço e o jogando facilmente em cima de seu cavalo, ajeitando-o de modo comicamente ridículo ao coloca-lo deitado de bruços no lombo do animal.


–Ah! Sim... sem nem uma bebida, benzinho? Geralmente eu gosto de algum carinho antes de ficar de bunda pra cima pra alguém! – Rui arguiu em um humor charlatão.


Yuuto não respondeu, apenas comandou ao seu cavalo que corresse em direção ao palácio feudal de seu senhor... tinha achado algo muito interessante pelo caminho. Seu exército estava ficando cada vez mais cheio de talentos.


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O loiro andrógeno arfou pesarosamente assim que se sentara na confortável cama da luxuosa acomodação que o senhor do feudo aliado havia lhe preparado.


–Você cansado... lidar com aquele imbecil é tão difícil assim? – Reita perguntou ao se mostrar presente na cadeira do canto do quarto do amigo.


–Não sabe o quanto!... ele simplesmente não me escuta, me despreza, não aceita nada do que falo, humilha nosso povo, e insiste em me olhar com um ódio assustador... Kai-san é mais maleável... acho que ele é nosso elo de entrada para a participação nas estratégias de batalha. Aoi-san não acredita que nós possamos ajudar, por ele voltaríamos todos hoje mesmo para casa e ele marcharia em duas semanas para ajudar Hana a expulsar os invasores! Na verdade... acho que por ele, nos matariam hoje mesmo e mandariam nossos corpos para casa enquanto ele marchava para Hana – o lider ameniano explicou, levantando-se rapidamente e indo até a superfície espelhada perto à parede frágil de sua acomodação.


–Já fazem quase uma semana que estamos aqui... quando Ruki-san vai estar livre? Quando consigo encontra-lo ele está saindo para entregar alguma mensagem... – o comandante de faixa perguntou em uma desolação genuína, ignorando completamente as palavras de seu amigo e general.


Uruha suspirou em humor, com seu comandante tão interessado nos problemas que enfrentavam ele estava feito!


– Estamos no meio de uma guerra, Reita... achei que eu fosse o lerdo para entender as coisas... eu pedi a Fukaku-san para que deixasse Ruki como nosso servo e ajudante, já que ele é o único que não nos olha de cima e com desconfiança... mas parece que ele é o único meio youkai em idade hábil que restou em Shiroyama...Fukaku-san prometeu que ele nos serviria quando estivesse livre, mas Ishihara se nega a responder as mensagens e Hana insiste em querer adiar a ajuda da aliança, já que seus exércitos e o exército dos Ogatas se uniram e estão conseguindo patrulhar os territórios ainda não invadidos... como espera que, Ruki-san fique livre com tanta tensão assim? – Kouyou continuou a argumentar, retirando graciosamente uma tira de pano de sua roupa e fazendo-a flutuar no ar. Pegou uma das joias que lhe adornavam a orelha e a fez fabricar furos nas partes das fendas de seu traje, parecendo controlar a agulha improvisada com uma brisa de ar fraca e gentil movida por sua mão direita.


–Eu não entendo... por que Hana pediria para adiarmos nossa marcha? – o comandante questionou, se levantando de seu assento e indo se colocar ao lado do amigo, cruzando os braços e olhando curioso para o que seu general fazia com sua roupa.


–Provavelmente queiram testar os Ogatas, para saber até onde podemos contar com eles... eu só não gosto dessa mania horrível que os estrangeiros tem de não se importarem com perdas se forem para fazerem seus estúpidos joguinhos de guerra e poder – o loiro respondeu, dessa vez controlando a tira de pano que flutuava ao seu lado e manejando-a ainda artificialmente, fazendo-as se enfiar nos furos do lado direito de sua roupa, de modo trançado.


– O que está fazendo? – Akira indagou em estranheza.


–Mudando meu guarda-roupa... Aoi-san parece detestar ver minha pele exposta... talvez eu consiga me fazer ouvir naquele maldito conselho de guerra se minhas pernas não forem alvo da maioria de seus olhares assustadores! – explicou, dando de ombros e amarrando o final da improvisada fita quando o laçar chegou a abaixo de seu joelho. Retirando mais um pedaço longo e fino de pano da outra fenda de seu traje.


–Pra mim ele gosta até demais de ver sua pele exposta! – o desnarigado brincou, não sendo acompanhado pelo amigo em suas risadas.


–Eu estou falando sério, Reita... Aoi-san e seus comandantes estão ignorando completamente as minhas palavras naquele conselho, não quero e não vou deixar nossos homens nas mãos das decisões de pessoas tão diferentes de nós! Tenho que encontrar um jeito de conseguir voto de confiança! Você é meu comandante, deveria estar me ajudando! – o mais alto censurou em um tom que parecia sério demais para si, arrancando um sobressalto do amigo.


–Por algum acaso selvageria é contagiosa? Está parecendo um dos estrangeiros falando assim! – o faixudo questionou.


–Estamos no campo deles agora, e no meio de uma guerra onde o máximo de atenção que receberemos é servir de sacrifícios e linha de frente se as coisas continuarem do jeito que estão, eu tenho uma promessa com o meu pai e com nosso povo... não podemos falhar, Reita, entenda! Muitas vidas dependem disso... está na hora de você também perceber que estamos muito longe de casa e num ambiente onde teremos que fazer coisas que nunca fizemos antes se quisermos voltarmos vivos e levar todos nossos homens conosco! – estatuou, mantendo-se firme enquanto terminava de passar a segunda fita de tecido, fechando a fenda restante de sua roupa.


–Seu poder diminuirá com isso! – o loiro menor apontou, parecendo aceitar os argumentos do líder.


–Eu sei... mas por enquanto o importante é conseguir fazer com que me ouçam, não estar no auge de minha força! – o mais alto explicou, se virando para o amigo com um sorriso curto.


–Eu ainda acho que teria mais sucesso se tirasse a roupa toda e chamasse Aoi-mal-encarado-san para uma conversa em particular! – o faixudo brincou, recebendo um soco fraco do amigo no braço desnudo.


–Eu não sou como certa pessoa que gosta de ficar compactuando com estrangeiros, sou muito mais o nosso povo... falar nisso, convidei Miku-san hoje á noite e ele perguntou se você estaria interessado no irmão dele... mas acho que você não vai mais fazer esse tipo de coisa, não é? – Kouyou comentou em humor.


–Parece estranho, mas até isso parece ter se virado apenas para ele... não consigo mais sentir algo por ninguém... parece que não serve se não for ele e... isso já está me deixando maluco! Está se aproximando da época de calor e... se eu não o tiver... não sei o que acontecerá! – o menor confessou em uma agonia sincera – ao menos um beijo, Uruha, não sabe o quanto o menor toque íntimo com ele já me acalmaria... eu preciso tanto!



–O que faria se a proposta não fosse uma aliança, e sim um ultimato de guerra? Correria de Akai Ame até Shiroyama e convenceria seu inimigo de que precisa acarinhá-lo ou ficaria louco? – o maior indagou, erguendo uma sobrancelha curiosa para as ações do amigo.


–Você saberia da minha resposta se sentisse isso que estou sentindo! Não sei explicar... não pensei assim quando o vi passando pela floresta da ilusão, mas... de algum modo... quando olhei nos olhos dele eu... ele é tudo que eu sempre quis... não vou desistir tão rápido!


–Boa sorte... mas tente se concentrar em sua missão, ok? Além disso... me pergunto como você planeja ter algo com um estrangeiro e justo de Shiroyama... não é algo comum... muito menos fácil! Nós não temos nenhum preconceito contra nenhum povo, mas sabemos que o contrário não existe! – o líder comentou em aparente calma.


–Prefiro não pensar nisso agora... mas você também tem que se preocupar com seus hábitos promíscuos, eu faltei a maioria das aulas de cultura estrangeira quando estava no aprendizado, mas se tem algo que aprendi é que fora de nossa Akai Ame, deitar-se com seu semelhante em anatomia é crime – rebateu o foco da conversa para o amigo que deu de ombros.


–Eu sempre fui discreto, e mesmo que descubram esse detalhe sobre nós, não somos estrangeiros e não vivemos sob as leis deles... imagine se fosse proibido se deitar com o mesmo sexo em Akai Ame... nossas mulheres estariam em mal lençóis coitadas, tendo que satisfazer todos os homens no período de calor e carregar os filhos de cada um para perpetuação da espécie! – Kouyou comentou em indignação.


–Só tente maneirar, ok? Se não me engano, metade do nosso exército já esteve na sua cama, não vá criar conflitos porque não consegue ficar sem enfiar sua coisa em algum canto! – o menor censurou, seguindo o caminho para sair do quarto, quem sabe não encontraria seu tão amado hibrido já de volta de sua última missão?


–Quem te ouve assim pode pensar até que não é verdade quando digo que a outra metade não estava na minha cama porque estava na sua! – o líder provocou em um sorriso indecente – boa sorte em tentar agarrar o Ruki-san, só não faça isso na frente dos outros, afinal, como certa pessoa me lembrou... sodomia aqui é crime!


Reita não respondeu à provocação do amigo e saiu do cômodo.


Kouyou se voltou para o seu reflexo ainda sorrindo, tentando perceber alguma parte que poderia ser considerada “vulgar” pelo odioso general moreno. E pensar que estaria se esforçando tanto para algo, mesmo que nunca tivesse feito nada com tanta dedicação.


Se sentia cansado sem nem ao menos ter feito alguma atividade pesada, mas enfrentar um hora de indiferença e olhares medonhos para si diante do futuro senhor de Shiroyama e de seus comandantes todos os dias desde que o vencera em combate o tinha desgastado de modo estrondoso.


De qualquer modo, aquela noite teria algum momento de descanso e desestresse nos braços de um adorável passivo. Não que fosse promíscuo como o amigo acusara... talvez fosse, mas como descendente da primeira família tinha um apetite sexual muito maior do que outros de sua vila, assim como seu poder. Não era algo com que fosse fácil se lutar contra, e como sempre evitara coisas muito difíceis acabava por se deitar com todos que lhe chamassem a atenção... o que acontecia muito.


Entretanto, o ameniano tinha ciência de sua postura e dever diante da liderança de Akai Ame, pois sabia que poderia ter qualquer um que aceitasse ser seu, mas jamais poderia ser de alguém que não fosse seu companheiro. O que Reita já parecia ter escolhido para si, mas ele infelizmente ainda não tinha encontrado ninguém com quem queria ter tal vinculo.


“Reita é um cara de sorte!”


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–A patrulha do sul enviou o relatório, os chineses se mantêm parados, parecem esperar algo! – Saga praticamente vociferou em direção ao odioso general moreno que parecia sorrir de si – está me ouvindo? – perguntou em uma tentativa não bem sucedida de controle.


–Estou ansioso demais para o anoitecer para prestar atenção! – Tora confessou, mantendo o semblante gozador.


–Bem, aparentemente nosso querido general aliado está mais interessado em me humilhar ao esfregar a vitória de seus homens no pequeno torneio de hoje do que discutir nossa estratégia para evitar nossa morte e dominação nas mãos dos exércitos chineses, senhores! – o moreno menor sibilou em palpável ira para os comandantes de ambos exércitos sentado à mesa baixa da sala do conselho de guerra.


–Cumprirá mesmo esse acordo ridículo, Saga-san? – um seguidor de Kazamasa arguiu, olhando com desprezo para o general inimigo.


–Dei minha palavra e assinei o acordo formal que Shou-san também teve que assinar... eu tenho que cumprir! – o líder de Hana explicou entre dentes, com certeza arranjaria um jeito de adiar o que quer que fosse planejado pelo maldito felino que não parava de lhe encarar, mas jamais falaria isso para seus homens e subordinados. Uma coisa era honra... outra coisa era aceitar o que aquele provável doente pervertido estava pensando em fazer consigo. Só precisava encontra uma maneira de fugir sem parecer ter fugido de sua “responsabilidade” para com seu “mestre” noturno.


–Desculpe-me Saga-san, era o meu pelotão que estava no torneio... prometo que os farei treinaram dez vezes mais por isso! – outro comandante pediu em uma reverência constrangida e decidida.


–Faça isso, é inconcebível que tenhamos perdido para aquele bando de perdedores... da próxima vez... temos que esmaga-los! – Saga continuou, desviando seu olhar dos orbes convencidos do general Ogata e disparando um soco no tampo de madeira.


–Opa! Opa! Estamos do mesmo lado agora, se lembra, docinho? Chinenes são os caras maus. – Tora sorriu em provocação, arrancando um grunhir raivoso do moreno menor.


–Por enquanto... mas quando essa maldita invasão for dizimada, eu juro que terei o maior prazer em cortar cada pedaço da sua carne e jogá-la para os cães! – Takashi vociferou para o maior – conselho encerrado por hoje – estatuou, logo toda a dúzia de homens se levantavam e saiam do cômodo luxuoso de reunião, deixando apenas os dois generais a se encararem de forma distintas.


Saga parecia raivoso e ultrajado, enquanto Tora parecia ansioso e divertido. O Amano já podia até imaginar o que faria quando a noite surgisse e tivesse todo o controle do Sakamoto para si.


O Takashi apenas se levantou, saindo rapidamente da sala espaçosa e decorada com armas e artifícios de guerra.



–Está anoitecendo! – Shou comentou em voz alta ao olhar para fora da janela de seu aposento.


–Está preocupado com Saga? – Nao perguntou, se mantendo sentado à mesa da acomodação de seu senhor, ambos analisavam mapas e mensagens da linha de frente na patrulha da aliança Kazamasa-Ogata.


–Não acho que ele vá cumprir esse acordo, mesmo assim... não devia ter assinado aquele maldito pergaminho! – o senhor feudal vociferou.


–A decisão foi dele, não há nada que você podia fazer... estou mais interessado na atitude de Hiroto-san... pensei que ele usaria aquele momento mesmo para ser mais ofensivo, mas... seguiram todas as regras e ele se quer se levantou para comemorar a vitória de Ogata... talvez ele esteja mesmo planejando seguir o tratado de aliança até Hana estar segura! – o conselheiro chefe continuou terminando de enrolar os documentos e se levantando.


–Eu não sei... há algo em HIroto-san que me parece suspeito! Não acho seguro considera-lo alguém honrado! – Kohara argumentou, parecendo ponderar os argumentos do amigo e conselheiro.


–Também acredito nisso... e por falar no diabo...! – o menor sorriu de lado ao identificar a figura citada se aproximar dos aposentos reais através da visão da janela.


–Ogata Hiroto-san está aqui e deseja vê-lo – um dos samurais de guarda anunciou através da porta.


Nao olhou para seu senhor e este lhe retribuiu a interrogação.


–Ele veio sozinho, não me parece perigoso, nossos guardas estão aí fora de qualquer forma – o Murai respondeu – aproveite a repentina procura para tentar sondar as intenções dele.


Shou suspirou fundo e assentiu.


–Deixe-o entrar – ordenou ao subordinado, logo a figura séria do pequeno líder de Ogata adentrava o local, tratando de encarar o conselheiro munido de pergaminhos.


–Vou deixa-los às sós, tenho que repassar alguns tópicos para os outros conselheiros – Naoyuki tratou de se retirar, sorrindo falsamente gentil, passando pelas portas duplas e fechando-as atrás de si.


–O que o trás às minhas humildes acomodações? – Kohara se adiantou em perguntar enquanto se levantava de sua cama – aceita chá? – ofereceu ao se aproximar da pequena mesa no centro do cômodo espaçoso e luxuoso que continha a mistura em um bule de cerâmica.


–Não, eu não tomo chá – o menor se adiantou.


–Então o motivo de vir aqui é..?. – o senhor de Hana incentivou, erguendo a sobrancelha não coberta pelo tapa-olho quando notou o loiro mais baixo se adiantar para a janela e fechá-la – Porque está fazendo isso?


–Eu gosto de privacidade! – o Ogata respondeu, como se não fosse algo desrespeitoso chegar nas acomodações de outras pessoas e ir agindo como se fossem suas.


–Privacidade para...? – o mais alto continuou.


–Estreitar laços de aliança! – o menor sorriu de modo provocativo para si, e Kohara tentou encontrar os significados daquelas palavras... não fazia a mínima ideia do que o outro estava falando.


–O que está querendo dizer? – indagou, ponderado.


Hiroto continuou seu sorriso e se aproximou do maior, ficando há alguns centímetros à sua frente, ousando encará-lo, mesmo que fosse necessário ficar nas pontas de seus pés se quisesse mesmo fazer aquilo.


–Temos que nos dar bem por enquanto, essa rivalidade está levando nossos homens a fazerem coisas idiotas... talvez se seus lideres se mostrarem respeitosos uns com os outros os conflitos possam amenizar! – o menor começou seu argumento – como nossos generais são visivelmente incapazes de se darem bem... o que acha de nós fazermos isso? – finalizou ao levar as mãos à manta acinzentada que o maior usava, puxando o tecido de seu peito em sua direção.


Kohara estreitou o olho descoberto, tinha percebido o estranho modo de agir e falar do líder Ogata naquela manhã, quando assistiam ao torneio sem sentido entre seus exércitos, mesmo assim... custava a acreditar que o menor estava mesmo querendo dizer o que ele imaginava estar entendo.


–Essa é mais uma especialidade Ogata? Tentar seduzir para conseguir o que quer? – o senhor de Hana rebateu em seriedade – sinto muito, não tenho interesse em pessoas do mesmo sexo! – estatuou, soltando as mãos pequenas de sua roupa.


Para a sua surpresa, o menor não se enfureceu ou recuou. Na verdade o pequeno Ogata manteve seu sorriso provocante e dessa vez se deixou ficar nas pontas dos pés para enlaçar os ombros do maior.


–Não pode dizer que não gosta sem ter provado antes! – Hiroto argumentou, não dando brecha para resposta e forçando seus lábios na boca do maior.


Shou reflexivamente levou as mãos à cintura ocultada pelo tecido grosso do traje do outro, tentando afastá-lo de si. Qual foi a surpresa do senhor de Hana quando o menor se agarrou a si com mais força e meteu sua língua por entre os lábios rosados do mais velho, invadindo a cavidade sem permissão.


De algum modo o Kazamasa se distraíra de sua intenção de afastamento, distração aproveitada pelo Ogata que tratou de se colar ao maior e lhe estuprar a boca com vontade. Como pensara, o Kazamasa era um homem muito interessante. E ele já tinha um modo de aproveitar aquilo... de quebra ficaria mais perto de seu objetivo.


Porque não juntar o útil ao agradável?


–E então? Parece bom, não acha? – Hiroto perguntou em um sussurro sedutor assim que libertara os lábios do Kazamasa.


Shou não respondeu com palavras, encarou o odioso sorriso Ogata no rosto do pequeno, e de alguma forma não lhe parecia mais odioso... estava mais para sedutor! Se deu conta de que aquilo poderia ser novo e estranho... mas que poderia lhe trazer benefícios... afinal, se ele conseguisse ter o Ogata na palma de sua mão... grande parte dos problemas estariam resolvidos.


Por que não juntar o útil ao agradável? A experiência não lhe parecia de todo mal...



Agarrou os cabelos longos e loiros, semi amarrados atrás, com a mão direita e trouxe a boca de lábios grossos de volta para a sua. Forçou os dedos esquerdos na cintura alheia e conduziu o corpo menor até sua cama, jogando-o em cima da cobertura macia dos lençóis.


–Se você insiste! – Kazamasa respondeu, se colocando por cima do Ogata menor. Puxou o punhado exagerado de tecidos para cima, e deixou as pernas bem feitas e pequenas à mostra, enlaçando às coxas com suas mãos, abrindo-o para si de modo que pudesse sem encaixar entre ele.

Não era virgem, muito menos santo, tinha um harém modesto, mas com belas moças, para si, e podia dizer que fazia bom proveito dele. Não pensou que um dia estaria fazendo aquilo com outro homem, muito menos com aquele que era seu inimigo e possível adversário pelo controle de Hana... não deveria ser tão diferente de fazer com uma mulher.


–HUmmm – o Ogata gemera baixo e longamente — Estava me perguntando quando iria deixar sua aura de bom moço...



Notas finais
*teatro cômico tradicional japonês, onde os atores pintam seus rostos.
POis é gente, teve show do Versailles em SP e eu viajei para lá para ir, então neh... teve uma pausa ai para a viagem! Desculpe!
Obrigada pelas reviews, ela foram as unicas q me fizeram voltar a postar aqui... pq de algum modo.
Beijinho e... reviews?
Proximo cap tem lemon! *-*
Mas não é de quem vcs acham que é!
*-*
Reviews?
Onegai?