Vijukei No Monogatari
28 Capítulo 22 Os Laços de Sangue
Notas iniciais
Boa leitura!
Sem betagem ainda, minha anjinha passa aqui outra hora pra betar! =]
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
http://imageshack.us/f/821/vijukeibabies.jpg/ (Riki, Maya e simbolos)
Azumi-chan:Oiiii amores,boa leitura,cap betadinho!^^
Capítulo 22 Os Laços de Sangue
– O que quer aqui? – o homem de cabelos curtos e negros perguntou em desinteresse, nem ao menos se dando ao trabalho de parar suas anotações ou de olhar para o alto ser de tapa-olho e cabelos curtos também em coloração escura.
–Kai-san... – Shou sorriu de lado, ousando adentrar mais no escritório do cientista, mirando despreocupadamente uma das estantes cheias de pergaminhos à parede — ... onde estão os bons modos?
Kai então parou de movimentar o pincel estranho com o qual escrevia, fazendo barulho ao prensá-lo contra o tampo da mesa baixa e levantando o olhar inicialmente duro para o ex-senhor de Hana, abrindo seu sorriso fingido e amplo logo em seguida, algumas mechas do cabelo cortado caindo sobre a testa.
–Pois não Kohara? – assentiu em escárnio.
O Kazamasa franziu o cenho, era notável que o cientista arrancaria sua cabeça se pudesse fazê-lo.
–Arhg... Aoi-san ainda não voltou? – questionou em um suspiro cansado, com certeza preferiria lidar com o general Shiroyama do que com o irmão caçula.
–Não – Kai deu de ombros, rodando os olhos em impaciência, não acreditava que o outro tinha tido a descaratez de ir ali apenas para aquilo.
–Então... – Shou tomou fôlego – tenho uma proposta a lhe fazer...
Foi cortado pela risada rápida, mas vexativa, do Yutaka, franzindo o olho descoberto para este.
–Você? Me fazer proposta? E o que um inútil como você teria para me oferecer que eu pudesse julgar interessante? – Kai desdenhou – se não tivesse recuperado a confiança de seu povo por meio dos seus ridículos “trabalhos de caridade” não teria utilidade alguma para nenhum de nós... hunf... ao menos conseguiu aprender como se manter vivo... não era possível que tendo o professor que teve não fosse capaz de absorver nada.
–Nao-san... é sobre ele a proposta – Shou se apressou em falar, fingindo não se importar com o discurso de desprezo e ameaça do outro, ganhando agora total atenção do cientista que voltou a ter um semblante sério e ponderativo.
–O que Nao tem a ver com isso? — Kai questionou em interesse e desconfiança, jamais pensara que aquele homem a sua frente seria capaz de viver por tanto tempo, mas contanto que este não atrapalhasse e mantivesse o mínimo de utilidade dentro daquele novo feudo, parecia que ninguém o considerava uma ameaça...
Shou sorriu discretamente de lado, quatro anos e finalmente conseguira algo. Depois do mínimo que fizera por seu povo antes de irremediavelmente ter que convencê-los a aceitar a “soberania” de Yuuto... finalmente parecia que estava assumindo um papel importante afinal.
O ex-senhor de Hana levou a mão direita para dentro da manga contrária do kimono simples, ainda assim luxuoso, retirando de lá um pequeno pergaminho.
–Adivinha quem conseguiu resposta da Resistência? — Kohara bradou em um sorriso quase triunfante – depois de 4 anos, parece que não é você com quem Nao-san deseja negociar.
O Yutaka espremeu os olhos em desconfiança, seu peito se apertando levemente com a notícia... seu orgulho se ferindo, com certeza ele seria um aliado muito mais valioso que aquele imbecil Kazamasa. Por que Nao parecia sempre escolher àquele imprestável molenga ao invés de si?
–O que foi... está com ciúmes? — Shou provocou, não era segredo para si o gosto de seu ex-conselheiro chefe, mentor e amigo por ambos os sexos, e pelo o que observara nos últimos anos da “veneração” e interesse do cientista em relação a Naoyuki , se achava ciente de que alguma coisa tinha acontecido entre aqueles dois. De alguma forma aquele homem em sua frente, que sempre lhe pareceu um demônio sem alma, dedicava algum tipo de sentimento por seu antigo mentor... e um sentimento forte.
Kai apenas estendeu a mão, em sinal de que queria o pergaminho.
Shou arremessou a mensagem por entre a distância considerável, mirando esta ir direto para a mão do Yutaka, que não se demorou em abri-la e lê-la.
–Aceitarei a proposta dele – Kohara continuou a falar – e te farei uma.
O Yutaka se levantou, andando premeditadamente em direção ao maior, jogando o pergaminho de volta para este. Analisando-o com cuidado... será que cometera um erro em pressupor que aquele homem não serviria de nada?
–E por que eu deveria confiar no que diz, ou acreditar em você? — questionou em um levantar de sobrancelha – aliás... por que está me mostrando isso?
–Como eu disse, quero te fazer uma proposta – O Kazamasa retorquiu – a você e a Aoi-san... sei que há anos tentam retirar o pai de vocês do controle de Yuuto antes de ousarem fazer qualquer coisa contra esse bruxo... sei também que com exceção daquele monge, tanto nós quanto a Resistência almejamos a eliminação desse maldito... o que acha? Eu te ofereço a ajuda que Nao-san pode dar para a nossa causa, e em troca... quero que meu feudo e meu povo tenham direito as terras que eram nossas e de Ishihara quando tudo isso terminar , quero garantias disso… e é claro... preciso da sua ajuda em algo também...
Kai sorriu de lado... o outro com certeza serviria para alguma coisa, mas continuava tão inocente e tapado que chegava a ser cômico.
–Aceito o acordo, Kohara – assentiu em seu sorriso amplo de covinhas – em que mais posso ajudar?
–Venho observando o que faz em seu laboratório... — O Kazamasa continuou, levando a mão ao olho esquerdo, tampado pelo acessório — … se você faz inválidos voltarem a andar, cria super soldados e armas que chegam a se confundir com magia... tenho certeza de que pode fazer algo por este olho também. — finalizou ao deixar o orbe ser descoberto, revelando o globo ocular completamente branco, onde um estranho selo vermelho e circular servia de íris.
Kai estreitou o olhar em curiosidade... agora lhe parecia completamente idiota de sua parte não ter dado sequer alguma desconfiança ao porquê o Kazamasa utilizava aquilo em seu rosto.
–O que exatamente é isso? — o cientista perguntou, se aproximando e levando os dedos ríspidos ao rosto do maior, analisando o mais novo espécime a ser estudado.
–Não tenho certeza – Shou respondeu – faz muito tempo que foi colocado aí, meus pais nunca me disseram o porquê e nem quem o fez, eu também não me lembro... espero que possa me dizer e retirar isso... — mentiu, tentando ser convincente... com certeza teria sido melhor tratar aquilo com o irmão mais velho, porém este não tinha previsão de volta,e não podia mais perder tempo, não agora que Naoyuki finalmente lhe respondera.
–Hum... — Kai resmungou, intrigado e desconfiado... de alguma maneira pensava que o burro e mole Kazamasa estaria tentando usar sua indiscutível curiosidade científica para algo... — proposta aceita... — ditou por fim, largando a face do maior com brusquidão — … mas eu também tenho meus termos...
–E quais são? — Shou perguntou, já voltando a cobrir o olho com o acessório.
–A área de Shiroyama e de Akai Ame serão nossas, e isso inclui o antigo santuário também … — o cientista começou, voltando em passos lentos para detrás de sua mesa — … qualquer espécime ameniano e afins será meu, minha família não será tocada e... Murai Naoyuki ficará sob o meu poder.
–Acho dificil Uruha-san aceitar ceder as terras do povo dele para você – Shou contestou, mirando um sorriso amplo e convencido do cientista antes que este terminasse de se acomodar de volta às anotações.
–Isso eu resolvo – O Yutaka assentiu.
–Hum... e quanto a Nao-san... ele … já é bem grandinho para escolher a quem seguir... — o Kazamasa deu de ombros – não posso colocar a vontade de uma pessoa em um contrato, não posso controlar isso...
–Não precisa controlar a vontade... — Kai o interrompeu em um olhar gélido – só precisa aprisionar o corpo.
Shou o olhou de modo interrogativo, por pouco não deixara a pergunta “Mas do que adianta tê-lo contra a vontade dele? Não seria inútil?” sair de sua garganta, mas se conteve e deu de ombros.
–Que seja – disse por fim, dando as costas – meus soldados disseram que Yuuto retorna hoje da baía... Rui está preparando uma espécie de “boas vindas” … todos nós temos que comparecer.
–Argh... -Kai resmungou em desagrado -... tanto faz. — deu de ombros – avise pra Saga-san e praquele “namoradinho” dele para não se atrasarem... se Yuuto conseguiu mesmo o apoio chinês, dar motivos para que ele nos classifique como um risco alto demais para ser mantido só estragará tudo... e sabemos que aquele imbecil odeia atrasos.
–Vou tentar manter Saga avisado – o ex-senhor haniano assentiu antes de se retirar do cômodo... com certeza já não tinha mais tal autoridade sobre o amigo e general que agora praticamente liderava seu próprio exército e uma espécie de defesa daquela enorme cidade imperial do ilegitimo feudo “Yuuto”.
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–Ahh... – o gemido escapou dos lábios finos enquanto o corpo esbelto de cabelos escuros e com fios na altura da nuca se movimentava de modo freneticamente forte em cima do maior. Apoiando suas mãos no vão entre as pernas deste enquanto suas costas suadas eram deleitadas pelas mãos e olhar do Amano deitado na cama.
Saga chegou a se inclinar levemente para a frente, em uma posição que lembrava de fato um felino enquanto se arremetia contra o membro rígido dentro de si. Tora apertou mais a cintura do amante, levantou novamente seus dedos pelas costas brancas até os fios negros do cabelo deste, puxando-os com força e obrigando seu “adorável” gatinho a vir junto com o seu aperto, mudando a inclinação para trás.
Saga apoiou suas palmas ao lado do corpo do maior, e as utilizou para impulsionar mais o seu quadril em um sobe e desce violento e incessante. Seu corpo se arqueou em um gemido contido numa mordida nos lábios e a cabeça por costume se apoiou no peito do Shinji enquanto este embrenhava a mão por sua barriga e ia até sua ereção, masturbando-o.
Shinji não falava nada, apenas gemia, aprendera depois de muita luta que seu gatinho não gostava de palavras naquela hora, apenas de sentir. Aumentou o ritmo de sua mão, puxando mais o cabelo deste, quase colando as costas suadas ao seu peito, ato impedido apenas porque o menor ainda se contorcia em um arco.
E não suportando mais Tora se deixou derreter no interior tão conhecido por si enquanto o amante se despejava em seu próprio abdômen e despencava de vez sobre o maior, ofegando.
Os olhos de Saga se abriram e miraram o teto, sentindo a respiração descompassada do tigre abaixo de si e o membro deste deslizar para fora, franzindo o cenho rapidamente com aquilo... quatro anos... quando tinha se acostumado a ter aquele maldito Amano ao seu lado?
Só sabia que aquele homem lhe enlaçando com os braços e beijando sua nuca completamente suada era sem dúvida em quem mais confiava... porque ele estava ali por si... e apenas por si... jamais admitiria que se aquecia toda vez que se lembrava disso.
–Vamos nos atrasar pras “boas vindas” que aquela bicha do Rui está preparando pro macho dele – o Sakamoto resmungou, tentando desviar dos pensamentos e sentimentos vergonhosos em sua mente e peito.
–Deixa... – o Amano sussurrou no ouvido alheio, cheirando mais do odor natural de seu gatinho, mantendo-o apertado entre seus braços.
–Kai-san recebeu notícias de que os chineses aceitaram a proposta daquele maldito... se ele tem um exército a caminho breve não precisará mais de nós... temos que ser rápidos... – Takashi continuou, ignorando o pedido e carícias do maior — ... caso contrário ele não pensará duas vezes antes de mandar aquele bando de youkais nos devorar, ou ativar a maldita barreira em torno dessa cidade... nos atrasar poderá enfurecê-lo...
–Entendi, entendi... – Tora suspirou em derrota, desfazendo o enlace no corpo magro acima. Saga não demorou em se levantar, andando de modo estranho pelo quarto, indo em direção ao cômodo de banho acoplado.
O Amano não tardou em segui-lo, encontrando-o já a se submergir na água do médio recipiente de madeira, ainda que esta provavelmente já estivesse fria.
–Aoi-san... é o único que está fora desse perímetro... – Shinji decidiu por findar de vez com o clima luxurioso e apaixonado, estava na hora de tratar de negócios — ... se ele...
–Ele não vai, Kai-san e Aoi-san não farão nada até terem certeza de que o pai deles ficará bem... por que você acha que Yuuto levou Fukaku-san com ele? – o Sakamoto cortou — ... Shiroyamas não se preocupam com ninguém que não sejam dos seus... mas tenho que admitir que o conceito de “família” pra eles parece ser realmente importante... jamais pensei que aquele demônio do Yutaka pudesse ter sentimento por alguma coisa...
–E quanto a Shou-san? – Tora continuou – não temos mais tempo para ser premeditados... – o tigre insistiu, também adentrando o banho, tratando logo de se aconchegar no espaço limitado perto de seu amante, começando a lhe lavar as costas — ... se Shou-san conseguiu resposta de Murai-san e...
–Não acho confiável... apesar de ter vivido com Nao toda a minha vida... – Saga novamente o cortou — ... sei o quão perigoso ele pode ser, jamais faria mal a mim ou a Shou-san, mas... foram quatro anos... por que ele tentaria contato agora? Isso me preocupa... deveríamos ter dado fim a Yuuto quando tivemos chance... se não fosse esse ridículo sentimentalismo familiar shiroyamiano...
–Eu posso tentar me comunicar com Hiroto novamente, se quiser... ele não é mais o líder de Ogata, mas... – Tora se ofereceu, sendo cortado mais uma vez.
–Você mesmo abdicou de seu povo... – vociferou em impaciência — ... e seu povo agora já não é uma unidade, todos são resistentes, assim como nós supostamente somos um único feudo... acha mesmo que Hiroto-san aceitaria negociar com alguém que simplesmente abriu mão de seu exército? Ainda que houvesse uma chance... não confio nele...
–Tudo bem, entendi, entendi ... – o tigre bufou de lado — ... não gosto de toda essa enrola... posso ter abdicado de meu povo, mas continuo ogatiano, preferiria fazer logo o primeiro movimento e ver o que acontecia depois...
–Hunf... o jeito Ogata... – Saga sorriu, se aconchegando involuntariamente no peito do maior — ... tenho que concordar com você ao menos dessa vez... esperar demais me deixa com a sensação de que algo dará errado... enquanto não nos movemos, Uruha-san pode decidir atacar, e se ele fizer isso...
–Tudo vai ficar bem mais complicado... – o tigre suspirou ao acariciar os cabelos molhados do amante — ... Yuuto nos obrigará a lutar contra ele, e com alguma sorte sairemos vivos ou apenas mataremos uns aos outros enquanto ele já providencia outras pessoas para servirem de escudo e sacrifício.
–Me pergunto o que é esse mundo imortal onde ele tanto quer chegar... – Takashi continuou a ponderar em voz alta — ... e se ele conseguir... o que será desse mundo?
Tora respirou fundo, cheirando rapidamente as madeixas do amado.
–Não sei... mas se esse tal mundo imortal foi criado para ser inacessível para nós... deve ter um bom motivo – respondeu em um murmuro pensativo.
–Não parece injusto? – Saga contestou em um franzir de cenho – por que temos que viver nesse inferno por causa de seres que não conhecemos enquanto eles simplesmente estão bem protegidos em outro lugar?
O Amano sorriu de lado e abraçou com força seu gatinho em seus braços, ainda que este tenha resmungado, não gostava de toda aquela demonstração de “carinho”.
–Eu não posso concordar plenamente com você... – Tora sussurrou — ... podemos estar vivendo forçadamente de um modo que não queremos, ameaçados constantemente e obrigados a fazer coisas que não desejamos, mas... por estar ao seu lado... eu não chamaria essa vida de inferno... comparado com o que já passei... eu diria que nesse momento estou perto do paraíso...
O coração de Saga disparou involuntariamente e o Amano sentiu isso pelo seu abraço, dando uma risada satisfeita com a reação do menor.
Saga rugiu e se separou com força do tigre, constrangido demais para olhá-lo. Se levantou do banho e caminhou até um tecido mais ao canto, se enrolando neste.
–Acha que é o paraíso? – perguntou repentinamente, mirando a lua cheia no céu escuro pela pequena janela de grades mais acima.
– Estar com você? Com certeza – o tigre assentiu, recebendo um resmungo do general, antes deste ignorar completamente suas palavras e continuar com seu questionamento.
–Esse tal mundo imortal... acha que é o paraíso?
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– Não gosto do rumo que as coisas estão tomando... — Uruha comentou em voz baixa para o amigo e comandante ao seu lado enquanto caminhava rapidamente pelos corredores externos da cidade movimentada de Vegas, ganhando olhares maravilhados e até mesmo reverências de muitos habitantes desta — … Quase uma semana e ainda não fizemos nada, sem falar em Byou ... talvez tenhamos que agir sem a aprovação da cúpula...
– Agir como? – Reita questionou – lançar um ataque a Yuuto? Não sabemos o que ele pode fazer com aqueles que tem sob poder se nós atacarmos.
– Passei quatro anos reconstruindo a vida dessas pessoas, arrumando toda a bagunça que Yuuto deixou, treinando humanos mortos de fome e lhe dando sustento prometendo que um dia venceríamos aquele bruxo... – o líder de cabelos curtos em tom de preto e loiro e olhos vermelhos parou sua caminhada e mirou o amigo — ... estão prontos Reita, estamos prontos...
–Oboru-san vai insistir em usar o selo que Omi-sama nos deixou... – Akira suspirou em cansaço.
–Riki não fará parte disso – Kouyou bradou em impaciência, mais uma época de calor se aproximava e estava para ficar louco a cada mês em auto consolação forçada — ... ninguém vai tocar no meu filho... nós vamos nos estruturar, vamos convocar nossas tropas e vamos matar Yuuto de uma vez por todas... não precisamos de nada do que aquela mulher nos deixou...
–Miko-sama dizia algo parecido com o que disse, se lembra? – Reita sorriu em tristeza — ... e no final...
–Eu não sou um imortal, não sou uma mulher... – Kouyou interrompeu o comandante, voltando a dar às costas ao menor, apressando seu passo — ... eu não vou mais colocar tudo a perder... tenho um dever para com todos que vivem dentro de nossas barreiras... tenho um dever para com meu filho... ele viverá em um mundo bonito, em um mundo de paz... nem que para isso eu tenha que fazer a pior guerra de todas... já demoramos demais, temos que atacá-los enquanto o exército daquele homem está fora da cidade imperial e enquanto os chineses não desembarcam na baía.
–Você ficou forte, Uruha... – Reita suspirou – forte fisicamente, mas... você não pode levar o mundo em suas costas... não podia levar nosso mundo em suas costas, tentar carregar tudo isso em seus ombros é... simplesmente além do seu limite.
–Do que está falando Reita? – Kouyou parou ao se encontrar na entrada de sua moradia oficial quando estava naquela cidade, próxima ao antigo castelo de Byou – nada está fora do meu limite... não do jeito como estou agora – sorriu minimamente para o comandante, recebendo uma negação leve de cabeça deste.
–Lembro do dia em que disse que estávamos no tornando como eles... – Akira começou a falar, mirando os orbes vermelhos do amigo — ... provavelmente eu, Miku e os outros já podemos nos classificar como “estrangeiros”, os ensinamentos de séculos de Akai Ame são pisoteados por cada um de nós, cada dia mais... mas você... tem certeza de que não se tornou algo pior? Todo esse orgulho, prepotência e frieza... nem mesmo Aoi-san me parecia tão idiota naquela época quanto você está sendo agora.
Kouyou primeiramente lançou olhar ameaçador ao amigo, mas logo sua delicada boca rosada se deformou em um sorriso cínico.
–Que ótimo... se sou pior do que aquele homem era... me sairei melhor do que ele se saiu então – deu de ombros — ... não tente me machucar com suas palavras Reita, não vai adiantar...
–Me pergunto quando você sairá desse limiar de possessão... – Akira o interrompeu – não se decide entre se corromper por completo e se purificar, Takashima-san?... – sorriu quando percebeu o olhar franzido do amigo para si, Uruha simplesmente odiava ser chamado tão formalmente por si — ... não tente fingir que nenhuma das minhas palavras te atingem, Uruha... não vai adiantar...
E provavelmente os dois amigos começariam uma briga física – como havia se tornado normal no último ano – se não fosse um esperto garotinho abrindo a porta principal da propriedade do líder e se materializando nos braços de seu pai.
–Pai... – Riki gritou animadamente — ... demorou, eu tava morrendo de fome – resmungou em altivez, desfazendo o bico em um sorriso logo em seguida e se aninhando no pescoço fino do maior.
Uruha automaticamente desfez qualquer olhar franzido e abriu o mais sincero sorriso para o pequeno, apertando-o com vontade contra si, andando o pequeno espaço até a porta aberta.
–Desculpe, papai estava ocupado – falou em uma voz doce, muito semelhante àquela que tinha antes de tudo aquilo acontecer — ... eu já vou preparar um comida bem gostosa, espere só um pouco sim? – finalizou ao colocar o pequeno no chão, olhando sua já crescidinha Maya mais a frente, recebendo um abraço terno desta também – oi minha princesinha, cuidou direitinho do seu irmão?
–Sim, sim... – a pequena assentiu, ainda que tivesse omitido o fato do caçula travesso ter se aproximado novamente do final da barreira naquela tarde.
–Obrigado – Uruha sorriu, puxando a menina para seus braços e a rodando no ar ao depositar um beijo na bochecha fofa – você é a filha mais linda e mais perfeita do mundo.
Maya sorriu gostosamente, seus pés já sendo colocados de volta ao chão.
–Ok! Estou com ciúmes! Cadê as minhas pequenas agora? – Reita resmungou ao também adentrar o local. Por mais que brigassem, ele e Uruha sempre escolhiam residir a mesma moradia fosse em qual polo de governo estivessem. E do mesmo modo optavam por uma vida simples, sem criados, apenas com guardas de proteção nos portões, preservando o ambiente familiar como um mundo a parte de tudo lá fora.
–Estão aqui – o resmungão meio youkai, que não havia mudado muito com os anos, falou ao sair da entrada que levaria ao corredor de aposentos, trazendo consigo duas garotinhas branquinhas de cabelinhos pretos, muito parecidas, mas evidenciando que uma deveria ter quase a mesma idade de Maya, enquanto a outra não parecia ser muito mais velha que Riki.
Ambas trataram de correr logo para o ameniano de faixa, este pegando as duas, uma em cada braço, de uma vez e beijando-lhe as faces.
–O que aprontaram hoje hein? – Perguntou em uma risada gostosa, andando com as pequenas no colo até o companheiro e depositando um beijo no topo da cabeça deste, a contragosto do pequeno que não apreciava nada daquilo em público, muito menos na frente das meninas.
–Fomos brincar de novo na floresta – Lovelie respondeu – Riki sumiu novamente, papai Rei-chan.... Maya-chan teve que correr atrás dele... ele sempre corre na frente, só porque é muito mais rápido que a gente... – a mais velha inflou as bochechas em uma careta de insatisfação.
O pequeno Takashima de cabelinhos pretos andava discretamente alguns passos para trás, pressentindo o olhar de reprovação do pai. Que de fato veio quase imediato para si. Tentou usar seu shaman para escapar, mas por azar seu pai simplesmente era a pessoa mais forte e poderosa dali, enlaçando-o com rapidez antes que pudesse correr, levantando-o do chão.
–Nem pensar rapazinho ... – Uruha censurou – eu já te falei que é perigoso se afastar demais daqui, não te falei? Por que você não obedece ao papai?
Riki torceu a cara em um bico magoado, mirando os orbes vermelhos do pai para si.
–Desculpe... – murmurou baixinho – mas ... Riki-chan sente algo chamando ele — o pequeno explicou — ... e quando vejo já estou lá.
–Mas eu não deixo nada acontecer com ele papai Uru – Maya interveio em defesa do irmão — ... eu protejo todos.
Uruha sorriu para a pequena e para o filho entre seus braços.
–Não sei como você pode ser tão desobediente, Riki – resmungou em humor – eu era tão mais calmo quando criança... só aprontava por causa desse desnarigado aí que sempre nos metia em confusão...
–Hunf... – Reita sorriu em ironia – provavelmente deve ter puxado isso do outro pai então?
Uruha fuzilou o amigo, Reita sabia que ainda não havia contato nada daquilo para Riki... mas insistia em tentar forçar a tal coisa, jogando indiretas.
–Ah, papai Aoi sempre foi desobediente – Maya sorriu em inocência – Kaisugi disse que... – parou de falar quando sentiu o olhar reprovador do pai para si, se encolhendo... Uruha ficava assustador toda vez que tocava no nome de seu pai Aoi nos últimos anos.
–O papai Aoi da Maya-chan também é o meu papai? – Riki indagou no meio do silêncio incômodo que se fez na sala modesta e aconchegante do local.
Uruha sentiu seu coração falhar uma batida... não queria ter que contar toda a história para o seu pequeno ainda... tinha medo... medo de que ele viesse a odiá-lo... tinha vergonha e...
–Não, amor... – sorriu falsamente para o filho — ... quem está com fome? Vou fazer uma linda e suculenta sopa de legumes com ervas e bolinhos de arroz, preciso de muuuuita ajuda... – gritou em animação, tentando desviar o assunto.
–Eba... – as crianças no cômodo gritaram em uníssono, as pequenas Ishiharas descendo do colo do Suzuki e acompanhando o tio Uru, no intuito de ajudá-lo a cozinhar, mesmo que na verdade só ficassem destruindo a cozinha junto com Riki e Maya e sujando uns aos outros.
–Como foi? – Ruki perguntou ao se aproximar do companheiro uma vez que os demais já haviam sumido de sua vista.
–Nada bom... hoje mais pessoas votaram por usar Riki e o selo de Omi-sama... – Reita suspirou em preocupação – Uruha está pirando, quer atacar Yuuto de uma vez por todas antes que não tenha mais aliados aqui... ele sabe que toda a “união” da resistência é muito circunstancial, mas... atacar agora... não me parece algo inteligente a se fazer, ainda mais quando Yuuto tem nossas sacerdotisas de Hitoru-san. E com você... como foi?
– Jin está preocupado com Byou-san... aquele homem está cada dia pior, Jin não está nada contente – Ruki deu de ombros – mas ainda assim o esquadrão meio youkai está mais forte do que nunca, só que aqueles mercenários me parecem instáveis demais... seja o que for que aqueles caras do Kazuki dão a eles... não parece saudável...
–E não é... não chegue perto daquilo – Reita vociferou — ... Manabu disse que aquela coisa pode detonar o seu cérebro e que por sorte ele só recebeu uma dose... não se aproxime daquilo.
–Eu não vou... – Ruki rugiu de volta – e quem você acha que é para me dar ordens?
Reita recuou... jamais fora daquele tipo de pessoa, mas com todos os anos naquela situação, o estresse dos últimos meses e a época do calor chegando, simplesmente estava se sentindo pirar às vezes.
–Desculpe... eu... – Balançou a cabeça, desnorteado — ... estou pirando também... – sorriu sem graça para seu pequeno.
Ruki desfranziu o cenho, um semblante levemente choroso se abateu sobre si... podia fingir não saber, mas se dava conta do quanto o ameniano vinha perdendo o controle a cada ano... do quanto este se martirizava quando alguém morria em seu treinamento ou quando tinha que executar algum criminoso que ameaçava a segurança daquele povo...
–Vem... – sussurrou ao ouvido do maior, se agarrando ao pescoço deste, colando suas testas enquanto as marcas vermelhas do ameniano começavam a se acender — ... Uruha-san e as crianças vão demorar com o jantar... não vão nos perceber se formos silenciosos ... – continuou ao puxar o ameniano colado a si para o corredor de aposentos... faltavam apenas dois dias para o calor... sabia que naquele período de três dias simplesmente não receberia descanso... mas não custava nada aliviar a tensão do companheiro um pouco antes também... até porque... de algum modo... apesar de não confessar... desejava o maior como se fosse ele mesmo a sofrer com aquela adversidade ameniana.
Reita agarrou o pequeno com força, puxando-o para cima e encaixando-o em seu quadril, sumindo em um vulto e se materializando já dentro do aposento de ambos, o vento provocado pela corrida fazendo o trabalho de fechar a porta de correr.
Ruki se agarrou ao companheiro e beijou este com ânsia... talvez não fosse apenas o Suzuki a precisar de algum alívio de tensão ali. Sentiu os dedos deste em suas nádegas e gemeu involuntariamente com o aperto deles, descendo sua boca até o pescoço alvo do maior, fincando suas presas pequenas ali... adorava provar daquele sangue... e sempre se sentia bem mais forte e disposto também após aquilo. Estava cansado do dia trabalhoso e o ameniano parecia desejoso... talvez precisasse mesmo daquilo para que não parecesse muito óbvio no jantar e causasse perguntas constrangedoras das crianças.
Levou os dedos até a faixa do outro, desatando o nó e deixando esta cair ao chão, beijando com cuidado o nariz que carregava uma cicatriz grande, que o maior segredara ter sido feita pelo pai Ryou de Uruha no dia em que este entrara em possessão, dezenove anos atrás quando Shiroyama atacara a já não mais existente Akai Ame. Naquela época o Suzuki insistira em desobedecer seus pais e se meter entre os guerreiros, ainda que não tivesse idade para tal... tampava aquilo por antes provocar dor em todos os amenianos que a viam. Cicatrizes não eram algo que amenianos possuíam... pois estas só podiam ser feitas por magia, por magia de alguém de seu próprio povo, e naquela época... assumir que estariam lançando seus mais poderosos golpes um contra o outro era algo totalmente irreal...
Não que aquilo fizesse diferença agora... mas havia se acostumado a usar o acessório.
A língua rosada e pequena do meio youkai lambeu toda a extensão do nariz, depositando um beijo final na testa, voltando a atacar os lábios. Sentiu suas costas contra o acolchoado do futon e no segundo seguinte as calças de seu kimono negro já eram retiradas de seu corpo enquanto o laço da parte de cima era desfeito de forma quase desesperada...
Os orbes brancos de pontos negros brilharam rapidamente em amarelo e o pequeno levantou os joelhos, abrindo as pernas e mordendo a falange do dedo direito para conter um gemido escandaloso com aquele olhar penetrante do ameniano sobre si.
Reita destampou sua marca no peito do pequeno e lambeu o símbolo negro com devoção, aproveitando para abocanhar o mamilo deste um pouco mais abaixo... a marca que deixava claro que o hibrido o carregava ali, no coração, ainda que jamais tenha chegado a admitir... Reita sonhava com o dia que ouviria aquilo, mas era paciente...
–Hum... – deixou escapar o gemido rouco pela garganta e desistiu de morder seu dedo — ... vai logo... temos que acabar rápido... – o meio youkai ordenou em uma voz sussurrada e difícil, puxando o maior para cima, beijando-o enquanto desatava o nó do kimono sem mangas deste, revelando os braços modestamente fortes com símbolos gêmeos acesos. Abaixou a parte debaixo da vestimenta, revelando a ereção rígida e pulsante, alisando-a com força e rapidez — ... vem... – chamou ao encaixar a cabeça em sua entrada, sem qualquer preparação. Tinha desenvolvido um odioso e vergonhoso gosto por aquele tipo de dor aguda e de qualquer modo ficaria inteiro uma vez que o sangue do ameniano corria por seu sistema.
Reita não se fez de rogado e se enfiou em uma única estocada para dentro do companheiro. Ruki se agarrou ao maior, mordendo o ombro deste com força para conter seu gemido, fechando os olhos e se extasiando com aquele atrito dolorido e prazeroso... talvez um dia confessasse ao ameniano o quanto apreciava aquilo... mas não agora, com certeza não agora...
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–Hum... pra você vir aqui me pedir ajuda... com certeza aquele cara deve estar pirando... – Kazuki sorriu pequeno, mantendo seu precioso e amado Manabu em seu colo enquanto mirava Jin adentrar a janela de seu escritório.
– Ele jamais vai pedir desculpas por ter tentado atacar Uruha-san... – o meio youkai bradou — ... mas ser condenado a ficar dentro daquela barreira também...
–A barreira é de Uruha, fale com ele, não tem nem três dias que ele está lá... – o dono de Gather Roses deu de ombros- ... não que aquela estúpida tentativa dele fosse dar algum resultado,a culpa é sua por não tê-lo parado.
–Continuo deixando minha tropa totalmente aos serviços de Uruha-san, mas ainda assim não recebi a certeza de que libertarão meu dono – o hibrido contestou — ... talvez eu deva retirar o esquadrão meio youkai da resistência?
– E eles iriam para onde? Para o lado dos youkais de Yuuto? – o ex-cortesão sorriu — ... todos nós sabemos como youkais e meio youkais se amam...
–Fale para Uruha retirar a barreira em torno do meu mestre o mais rápido possível caso contrário terei que tomar providências... – o hibrido ameaçou em seu olhar canino.
–Do tipo? – Kazuki perguntou.
–Do tipo... ou eu tenho meu dono liberto ou Uruha-san vai ficar sem filhos – Jin rugiu em ameaça.
–Você não faria isso, adora aquelas crianças... – Manabu se pronunciou em desinteresse — ... se Byou está pirando por três noites sem foder, apenas seja um bom cãozinho e dê seu rabo a ele, Byou-san precisa de mais uns dias lá dentro para se dar conta da burrice que tentou fazer.
Jin fuzilou o ameniano no colo do elegante ex-cortesão, rugindo em ira e sumindo dali em um vulto logo em seguida.
–Oh... será que está passando tempo demais comigo? – Kazuki sorriu para o amante – está ficando tão ácido quanto, Buu-chan
–Hunf... não se ache demais – o ameniano de madeixas carameladas e longas bufou — ... quando vai parar de me chamar por esse apelido idiota?
–Hum... não acha carinhoso? – Kazuki contorceu a boca adornada por metais laterais em um bico, as madeixas um pouco mais curtas do que aquelas de quatro anos antes, lhe moldando o rosto bonito e tampando a testa.
–Não... – Manabu ditou por fim, se levantando do colo do maior – sem tempo para diversões... Hiroto–san e Murai-san estão tramando algo...
–Eles sempre estão tramando algo, na verdade nunca deixaram de estar – o dono de Gather Roses suspirou em indiferença — ...tudo isso faz parte de uma trama deles...
–É perigoso... – o ameniano ditou, irredutível.
–Sim, é... – Kazuki assentiu — ... mas é necessário...
–Está a par de tudo isso? – Manabu questionou em um franzir de cenho, o outro estaria lhe escondendo coisas?
–Quando eu não estou a par de algo, amor? – o maior respondeu em um sorriso esperto – fique tranquilo, tudo dará certo, eu garanto... enquanto aquela sacerdotisa idiota pressiona Uruha-san para usar o pivetinho, nós cuidamos de tudo, e toda esse lenga lenga de “usar a arma de Omi-sama” mantém aqueles dois ocupados e distraídos...
–Se esse fosse o caso, porque Murai-san votou a favor de usar Riki? – o ameniano questionou.
–Amor... – Kazuki sorriu — ... eu sei que não contará para Uruha-san, porque é inteligente e sabe que só causaria atritos desnecessários... saiba apenas que o importante agora é Uruha-san ficar parado enquanto nós fazemos tudo, e apenas quando tudo estiver preparado que Uruha-san poderá se mover e nos dar a vitória sim?
–Não gosto disso Kazuki... algo está me cheirando mal... – o ameniano franziu o cenho.
–Depois cuidamos disso... vem aqui ... — o maior chamou o pequeno de volta para o seu colo — ... vamos aproveitar esses últimos dois dias antes do calor, já que você não me deixa abraçá-lo quando mais seria necessário para você...
–Até parece que vou ser idiota de me atar a você pela eternidade– o ameniano sorriu em escárnio.
–Você não pensava assim antes – o ex-cortesão sorriu de volta – o que é... agora tem certeza de que essa marca em minha testa que você renova quando quer se tornaria definitiva no calor?
–Cala a boca... – o ameniano rugiu, se materializado no colo do maior de uma vez.
–Adoro quando você me faz calar... – o dono de Gather Roses respondeu em um sussurro provocante — ... quando vai me deixar te abraçar no calor, Buu-chan?
O amenino desceu sua boca até o ouvido do maior, se remexendo pretensiosamente sobre a intimidade deste.
–Continue tentando...quem sabe um dia eu deixo
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O dia estava em seu auge, e ainda assim o céu não parecia querer perder sua aparência nublada... deveria ser meio dia... era o que Yuu pensava ao mirar pela entrada de sua tenda o acampamento montado sobre as terras que um dia foram a vila dele...
Apenas alguns destroços de árvores e pedras... gostaria de ter visto aquilo quando ainda existia... e pensar que de certo modo tinha culpa naquilo era... doloroso...
Mirou o rosto imutável no objeto espelhado ao lado, adornado apenas pela fina placa de metal fundido que lhe tampava a marca de seu amado e se encaixava atrás de sua orelha, descendo também pelo queixo e parte do pescoço a tampar uma cicatriz feita por seu irmão para a sua “experiência” que lhe dera aquele novo corpo, aquele novo poder e aquelas novas sensações...
Tinha noção de seu coração mole e de sua personalidade menos dura... provavelmente fruto da parte ameniana implantada em si, também tinha noção de seu poder... fruto não só dessa parte, mas também da parcela youkai... que lhe dava um aspecto nada agradável quando perdia o controle... coisa que jurou jamais fazer novamente.
Sorriu de lado em ironia... se lembrava o tempo que chamava o povo dele de “demônios”... “aberrações”...
–Esses adjetivos se adequariam bem melhor a mim agora... – murmurou para si mesmo, já não sabia mais o que era... só quem era, e o que queria.
Era Shiroyama Yuu, general Aoi, filho de Shiroyama Fukaku, irmão de Shiroyama Yutaka, pai de Shiroyama Maya... e companheiro de Takashima Kouyou, certamente pai de outra criança também... da qual não sabia o nome, a qual jamais vira e nem tivera uma notícia...
–Eu não vou desistir, Kou... – rugiu entre dentes, desviando o olhar do objeto e respirando fundo ao se virar e mirar sua luxuosa tenda – eu não vou...
–Aoi-san... – a voz de Ryou vinha desesperada do lado de fora e o general, mesmo sem armadura, apenas de kimono, se colocou para o exterior da tenda no intuito de saber o que havia acontecido.
– O que foi? – perguntou ao comandante que passara rápido por sua guarda.
–Vem comigo, senhor... – Ryou bradou por fim, como se tivesse dando uma ordem a seu próprio superior, mas estava tão eufórico que não medira seu tom.
Aoi franziu o cenho, mas assentiu e seguiu o soldado que praticamente corria na frente, obrigando-o a correr também.
O peito do general disparou de um modo estranho e novamente a sensação de que algo estava lhe chamando lhe invadiu, foi então que mirou mais a frente. Muito distante para olhos comuns, mas suficientes para os seus... lá estava um figura pequena; e foi ao sentir uma estranha familiaridade dentro de si que o Shiroyama apressou o passo, se movendo em um vulto negro, reaparecendo na frente do pequenino de pele amorenada e olhos iguais aos seus entre dois soldados shiroyamianos.
Yuu pareceu hipnotizado por um momento, os olhinhos pequenos encontraram os seus... algo estava lhe chamando... era algo naquele garoto...
–Ele veio do outro lado da barreira, disse que queria falar com o senhor – um dos soldados falou, mas seu general não o escutava.
Aoi se colocou de joelhos para mirar com mais cuidado o pequeno, levantando a mão com lentidão e devoção ao pousar os dedos na lateral do rostinho redondo em carícia... decorando cada traço da face delicada....a boca... era igual a de seu amado...
–O senhor é o papai Aoi? – Riki perguntou em sua voz baixinha, ainda que algo dentro de si já tivesse confirmado tal coisa.
Yuu abriu um sorriso amplo, seus olhos marejaram em lágrimas e em um impulso puxou o pequenino para seus braços, apertando-o em um abraço terno, carinhoso e saudoso...
–Sim... sou eu...
Notas finais
kkkkkkkkkkkkkk
mas vamos lá!
Falta pouco
o/
Eu tenho certeza de que tenho que agradecer indicações novas.. mas só vou fazer isso amanhã quando acordar, pq neh, tenho aula.. deveria estar dormindo!
O.o
Lissa-san... desculpa pela demora linda!
Ruu-sama, parte da demora é culpa sua, a "Quimera" era uma das que eu tava lendo, mas ainda não comentei, juro que comento em breve ok? Deixa só folgar.
Até mais
Ah, postei uma fic nova, é uma one shot pra extravasar meu irremediavel vicio em lemons! T.T
Se quiserem ler e comentar me faria feliz! *-*
https://www.fanfiction.com.br/historia/221637/Incompreensivel
é baseado na banda em si! Então é totalmente diferente desta, mas ta legal ok?
Reviews?
Azumi-chan: Oiiiiiiiii amores denovo -q.E ai o que acharam do cap?Perfeito né?E aquela vontade de "quero mais" toturante -qqqq.sushushsushsushsush.
Enfim vamos deixar reviews?Minha flor ta precisando de incentivo gente me ajudem sim?????=]
Então até o próximo cap anjinhos e saibam que o próximo vai estar muuuuiro bom -q [/sregredo!kkkkk
Beijos anjinhos ♥
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