Vidas Opostas
1 Capítulo 1
Estacionei o carro no meio fio, e olhei novamente para o papel que minha mãe tinha me dado com o endereço de meu pai . Droga eu só posso estar na casa errada. Olhei para a casa grande e moderna ao meu lado. Tinha muitas luzes acesas e um grande movimento de pessoas,acho que estava rolando uma festa lá, bufei e fechei meus olhos. Certo... calma, tudo vai dar certo. Abri meu olhos e sai confiante do carro, fechei a porta atrás de mim e dei mais uma olhada na casa, ela era bonita claro, mais não muito acolhedora, pintada em um branco intenso e toda quadrada, com janelas em um cinza brilhante deixando ela com um ar mais moderno.
Respirei fundo e toquei a campainha, nada de alguém aparecer, deve ser pela música alta, esperei um pouco e toquei ela novamente. Quando ia abrir a porta um cara alto loiro olhou para mim e gritou
– viu eu disse que tinha escutado a campainha, não estou tão bêbado assim.
os amigos atrás dele caíram na gargalhada, ele torceu a boca e me encarou
– quem é você? acho que nunca tinha te visto antes.
senti meu rosto ficar um pouco vermelho
–hum... bem meu nome é Karoline, eu estou procurando o Paul.
ele me olhou confuso e tomou um gole da cerveja que estava na sua mão
–certo, espera um pouco aí.
concordei com a cabeça e ele saiu, me deixando sozinha na porta da casa, senti meu celular vibrar no meu bolso,mas resolvi ignorar, agora não é a melhor hora. O cara loiro apareceu na porta de novo só que agora na companhia de um amigo.
– é essa aqui.
ele disse , o amigo dele primeiro me olhou dos pés a cabeça para depois encarar meus olhos, ele era alto e um pouco musculoso, seus olhos verdes se destacavam em seu rosto, o seu cabelo era de um castanho escuro. Quando o olhei sua boca estava puxada em um sorriso de lado, o que me fez dar um leve suspiro
– oi.
ele disse com seus olhos divertidos
– oi.
eu disse um tanto quanto nervosa
– bem meu amigo aqui disse que você queria falar com o Paul.
concordei com a cabeça e ele continuou
–desculpe te desapontar mais ele está em Las Vegas com a minha mãe.
olhei para um ponto fixo atrás dele. Mais que merda está acontecendo aqui? primeiro o meu pai me manda aqui para ver ele, e agora fico sabendo que ele não está aqui,minha vontade era de sair gritando. Olhei para ele de novo
– pois bem, ele é meu pai e disse que eu podia passar um tempo na casa dele, eu viajei mais de cinco horas para chegar até aqui, e não conheço absolutamente ninguém nessa cidade.
Suspirei alto e me surpreendi com o tanto que falei. Ele sorriu para mim
– entre, você pode dormir aqui e amanhã ligar para ele.
ele fez um gesto para mim entrar. Entrei na casa e olhei a minha volta, tinha gente dançando e bebendo , vi uma mulher vomitando em uma planta ao lado do sofá, oque me fez virar o rosto novamente para o cara na minha frente
– bem qual seu nome ?
–Karoline.
ele sorriu
– o meu é Erick.
sorri em resposta
– você não quer uma cerveja?
disse levantando a garrafa de sua mão, neguei com a cabeça
– certo, os quartos ficam no andar de cima, você escolhe em qual quer ficar, mas eu te recomendo o primeiro da direita.
ele sorriu amigavelmente e eu fiz o mesmo. Pedi licença e subi as escadas. Encarei com surpresa as 6 portas, certo então ele tem seis quartos.
Abri a porta do quarto que Erick disse, e encarei o quarto a minha frente. A pintura dele erá toda rosa, no meio tinha uma cama grande com uma colcha cheia de flores e várias bonecas e ursos espalhados pelas estantes da quarto. Fechei a porta rapidamente . Então ele me imagina sendo uma criança, que ama rosa e bonecas, neguei com a cabeça e sorri. Ele realmente não tem uma ideia muito clara de mim. Mais bem, não o culpo por que nem eu mesma tenho uma ideia muito clara de mim mesma. Abri a segunda porta e a fechei rapidamente, um casal estava se agarrando no quarto. Mais que droga, essas pessoas não sabem o que é uma fechadura?. Decidi ir no outro lado do corredor e abri a porta do meio, o quarto era grande tinha uma janela que ia do teto ao chão mostrando a praia a minha frente, mas pelo jeito o quarto já tinha dono, pois a cama grande estava bagunçada e algumas roupas jogadas no chão. Fechei a porta e me virei dando de cara com Erick, o que me fez dar um pequeno pulo de surpresa. Ele sorriu malicioso, sabendo o efeito que causou em mim
– não gostou do quarto que eu te mencionei?
disse levantando uma sobrancelha, pisquei nervosamente
– bem... não.
ele me olhou surpreso, mas não dei chance de ele falar
–sabe acho que você não teve uma boa primeira impressão minha.
ele sorriu malicioso
– e qual seria a sua identidade?
me virei de forma rápida fazendo ele ficar com suas costas para a porta do quarto, e me encarar surpreso, cheguei mais perto dele o prensando contra meu corpo
–essa sou eu .
ele chegou mais perto de meus lábios e sorriu
–estou gostando cada vez mais de você senhorita.
então ele me beijou, passando sua língua pelos meu lábios , eu aprofundei o beijo fazendo ele gemer , ainda colado em minha boca, e antes que pudesse me dar conta já estava dentro do quarto com ele me empurrando para a sua cama. E então eu acordo de meu sonho.
–Karoline? você esta me escutando?
senti o rubor tomar conta de meu rosto pelos meus pensamentos nem um pouco limpos
–hum..
pisquei várias vezes e me mexi não muito confortável
–sim, sim eu escutei, e não eu não gostei muito do quarto, então vou dormir naquele.
disse apontando para o o ultimo quarto ,sem nem ter o visto . Ele sorriu confuso e concordou
– certo, quer que eu te ajude a pegar a sua mala?!
concordei com a cabeça e fui em direção a escada o afastando de mim. Desci as escadas com um pouco de pressa . Estranho que enquanto eu estava quase louca lá em cima, aqui em baixo continua tudo normal. Claro se o seu normal for um monte de pessoas dançando feito loucas e enchendo a cara. Sorte minha que estava de tênis, pois se estivesse de rasteirinha meus pés agora estariam seriamente machucados.
Passei pelas pessoas com um pouco de dificuldade e abri a porta, quando levantei meu rosto bati de cara com alguém, droga minha cabeça começou a latejar.
–ei mais cuidado por anda anda.
escutei uma voz masculina um tanto irritada. Levantei meus olhos com a mão no lugar da batida
–desculpe, mais sabe como são festas, eu nem tinha te visto.
ele suavizou e sorriu
–pois é nem me fale, agora mesmo vim aqui buscar o meu irmão que já deve estar bêbado.
sorri e o cumprimentei
–meu nome é Karoline, sou nova aqui.
ele estendeu sua mão
– Thomas, pois é nunca tinha te visto por aqui antes.
senti alguém atrás de mim, acho que erá Erick. Thomas sorriu para ele
– ei cara, você viu o Roger por aí.
olhei para trás e vi Erick rindo
–cara a última vez que vi ele, ele estava vomitando na minha estante.
Thomas fez uma careta e disse
– droga, ele sempre faz isso.
um riso escapou de meus lábios, seus olhos voltaram para mim.
– bem acho que vou ter que procurar meu irmão bêbado por aí. Foi um prazer te conhecer a gente se vê outro dia.
sorri e me despedi dele, então saí da casa e fui em direção do carro. Senti Erick parar ao meu lado olhei para ele e ele estava olhando totalmente admirado eu carro
– então quer dizer que você tem um Audi R8 preto.
vi em seus lábios o sorriso de uma criança quando ganha o brinquedo esperado. Concordei com a cabeça
– sim minha mãe me deu a um ano atrás.
ele ainda não estava acreditando
– e o que exatamente a sua mãe faz.
revirei os olhos mais o respondi
– a nossa família é dona da Merlock Companies. Ela é a presidente da rede de empresas.
olhei para ele e sua boca estava aberta e seus olhos arregalados.
–quer dizer então que seu nome é Karoline Merlock?.
concordei com a cabeça
– meu Deus.
o seu tom foi de surpresa misturado com espanto, o que acabou me fazendo rir, e então eu cai na gargalhada ele me olhou sem entender. engoli o riso e falei limpando as lágrimas com a manga de minha blusa
– é que ,você disse tudo isso de uma maneira um tanto engraçada.
ele sorriu de leve, acho que envergonhado. Me virei e abri a porta do carro, peguei minha bolsa de ombro com minhas roupas e o entreguei , peguei minha necessaire e sai do carro . Quando o olhei seus olhos estavam um tanto quanto maliciosos, minha chave caiu e antes mesmo que eu pudesse me abaixar para pegar ,ele já o tinha feito. Estava olhando em seus olhos e naquele momento a minha vontade erá de o agarrar, mas me contive, coloquei a minha mão sobre a sua para pegar a chave e a puxei , ele deu uma leve apertada na minha mão quando eu a tentei soltar, olhei para nossas mãos juntas e me virei para voltar para casa, ele puxou meu braço fazendo eu me encostar nele.
– me solta.
eu disse com um pouco de dificuldade , ele chegou mais perto de mim, e senti seus olhos queimando sobre os meus
–você realmente quer que eu te solte?.
inferno claro que eu não quero que você me solte. Então antes mesmo que eu pudesse me dar conta já o tinha beijado enquanto ele respondia o beijo de bom grado.
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