Vidas Em Guerra

26 Primeira Missão – Parte 1


Notas iniciais
Olá =]
Mais um cap pra vocês. Essa é a primeira missão do esquadrão da Sarah, bem, eh o começo dela.
Espero que gostem =]

–-Entre – ordenou Rohkston logo após ouvir batidas na porta de sua sala.

Passava das 10h da manhã quando Sarah passou pelos guardas e entrou na sala do Diretor-Comandante por ordem do mesmo. Ela caminha até uma das cadeiras em frente a mesa dele e se senta.

–-O que houve para você me chamar? – pergunta Sarah apoiando as costas contra o estofado da cadeira.

–-Serei direto – disse Rohkston serio – Escalei seu esquadrão para uma missão – dizendo isso ele colocou em frente a Sarah uma pasta com alguns papeis – Um grupo de ladrões andam aterrorizando algumas pequenas vilas no Norte. Aí estão as descrições de alguns deles, um mapa da região e as ordens de prisão que você precisa para transportá-los até o Juiz Regional mais próximo para o julgamento e a sentença.

–-Ladrões no Norte – murmurou Sarah pensativa ao pegar a pasta e começar a folhear os papeis – Achei que lorde Clinfort tivesse acabado com os grandes grupos de criminosos do Norte.

–-E tinha. Mas, com a guerra, manter soldados patrulhando as estradas é impossível.

Sarah desviou os olhos do mapa para Rohkston pensando no que o mesmo havia acabado de dizer. Depois resolveu que não era hora de pensar sobre isso e voltou a analisar o mapa. Rohkston estava até estranhando a falta de comentários que o irritassem.

–-Hawkey? – chamou ele curioso.

–-Sim – respondeu ela encarando-o.

O diretor chegou a se assustar com a calma dela, mas resolveu não comentar nada a respeito.

–-Você tem 50 cavalos separados e já tem a permissão para retirar os suprimentos na cozinha. Quero que estejam na estrada até amanhã a tarde – disse ele.

–-Certo – respondeu Sarah fechando a pasta e se levantando – Meus homens também vão precisar de equipamentos descentes.

–-Podem retirar o que precisarem do arsenal – disse Rohkston vendo-a assentir e se virar para sair – Sarah – chama ele antes dela chegar perto da porta e a vê se virar para encará-lo – Não faça nada estúpido.

–-Sei que sou esquentada e imprudente, Rohks – responde ela seria – Mas se acha que por isso vou por em risco a vida daqueles que me seguem, então você não me conhece bem o bastante.

Sarah da às costas ao Diretor e sai sem mais nenhuma palavra.

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–-Rapazes! – chamou Sarah ao chegar à área de treino do 4-B atraindo a atenção de todos que, não muito tempo depois, já estavam em volta dela curiosos – Senhores; recebemos nossa primeira missão – ela continuou seria – Quero que todos vocês peguem o que for necessário no arsenal e depois preparem suas coisas. Terão o resto do dia livre para isso e para se despedirem de quem quiserem. Saímos amanhã bem cedo.

Assim que ela terminou de falar todos começaram a guardar seus equipamentos de treino e logo estavam se dirigindo ao arsenal. Sarah para Phillip quando o mesmo passa por ela.

–-Phillip, você precisa de algo do arsenal? – pergunta Sarah parando-o.

–-Não, Capitã – respondeu ele – Já tenho todos os equipamentos que preciso. Por que pergunta?

–-Quero falar com você sobre a missão – esclareceu ela séria.

–-Capitã – chamou Tomas se aproximando dos dois.

–-Diga Tomas – falou Sarah.

–-Também não preciso de nada do arsenal. Posso ajudar no que a senhora quiser – disse ele sorrindo.

–-Já que não vai precisar de nada do arsenal pode ir arrumando suas coisas – disse Sarah e Tomas ficou serio – E diga aos outros para levarem roupas quentes porque irão precisar.

Sarah terminou dispensando-o e Tomas se afastou parecendo desanimado.

–-Ele só queria ajudar – disse Phillip depois de todos saírem.

–-Ele é um soldado – respondeu Sarah começando a caminhar e sendo seguida por Phill – Meu Vice-Capitão é você. Se tenho algo a discutir sobre alguma missão ou estratégia é com você que tenho que fazer isso. Quando ou Se for necessário todo o resto do esquadrão será comunicado ao mesmo tempo. Se eu precisar de ajuda quem vai me ajudar é você.

–-Você sabe, não é? – indagou Phillip, Sarah não disse nada e ele continuou – Você sabe o que ele sente por você, não sabe Capitã?

–-Suspeito, Phill. Eu apenas suspeito.

–-Por isso o afasta assim? – perguntou o Vice-Capitão insistindo no assunto.

–-Não – respondeu Sarah calma – Afasto-o assim como afastaria qualquer outro de vocês que se intrometesse demais em assuntos que não lhe dizem respeito. E depois, Tomas insiste demais quando não deveria insistir e tenta uma aproximação sem esclarecer seus motivos e intenções e eu não gosto disso. Mas temos assuntos mais importantes a tratar – disse ela entregando a Phillip os documentos referentes à missão.

–-Norte? – indagou ele depois de alguns minutos analisando o conteúdo da pasta – Achei que Lorde Clinfot...

–-Houvesse limpado o Norte de bandidos – completou Sarah – É. Eu também. Você nasceu no Norte, não foi?

–-Minha casa fica a meio caminho daqui até A Parede, mas já não volto lá há muito tempo.

–-Quanto tempo daqui até lá? – perguntou a Hawkey.

–-Algo entre 12 e 14 dias – respondeu Phillip – Podemos fazer em menos de 10.

–-Acho que vamos conhecer sua família – disse Sarah com uma expressão confiante.

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Na manhã seguinte o 4-B estava partindo para sua primeira missão e, como havia dito Phillip, em pouco menos de 9 dias já estavam entrando nas terras do Marquês Crensor. Era fim de tarde quando o esquadrão chegou aos portões do castelo do pai de Phillip. Os portões encontravam-se fechados, o que os fez parar e desmontar. Poucos instantes depois um guarda saia por uma pequena porta no canto direito dos grandes portões pedindo que se identificassem. Sarah logo mostrou seu emblema se apresentando ao guarda e Phill se identificou como filho mais velho do Marquês, no entanto a entrada deles ainda não foi permitida.

O guarda voltou e, quase meia hora de espera depois, passava pela mesma porta um homem que aparentava ter pouco mais de 40 anos, era gordo e tinha uma barba um tanto comprida e cabelos ralos, ambos com a mesma tonalidade dos cabelos de Phillip.

–-Eu sou Sarah Hawkey – disse ela se apresentando e caminhando para perto do homem sendo seguida por Dalton e Phillip – A Capitã do esquadrão 4-B da Academia do Exército Real. Eu e meu esquadrão estamos aqui por que...

–-Sei por que estão aqui – interrompeu a voz firme do senhor com um tom indiferente ao se dirigir a Sarah e depois a Phillip – Depois de todos esses anos é assim que você reaparece, Phillip? Aceitei sua escolha pela carreira militar e acabei me conformando com o fato de você se mostrar um inútil nisso também. Mas agora você me aparece aqui recebendo ordens de uma mulher – a expressão de Phillip ao ouvir isso foi de raiva misturada a tristeza.

–-Pai. O senhor esta sendo... – começou a dizer Phill tentando controlar a própria voz.

–-CALE-SE!!! – interrompeu o Marquês – Vão embora, todos vocês. Não darei abrigo a um esquadrão de plebeus e fracassados que abaixam suas cabeças e obedecem a uma mulher – falou o Crensor mais velho dando as costas ao grupo e voltando em direção a porta.

Phillip estava com os punhos fechados e a expressão irritada e magoada. Sarah, no entanto, estava fervendo de raiva. Quando o velho passou pela porta sendo seguido pelo guarda ela jogou as rédeas de sua montaria para Dalton e avançou a passos rápidos, largos e pesados até a pequena porta que estava se fechando. Um chute. A sola da bota direita dela acerta a porta abaixo da fechadura. O trinco que estava sendo colocado arrebenta. O rapaz que fechava a pequena porta cai para trás quando a mesma volta contra ele. Sarah passa pelo guarda. O velho Marquês vira-se dando de cara com a mão esquerda da Hawkey segurando-o pelo pescoço. Sarah empurra-o até que ele bate as costas contra uma carroça e, ao mesmo tempo, pega o emblema de Capitã de dentro de um dos bolsos da capa cinza. O velho Crensor estava surpreso demais para dizer algo, mas seu guarda não.

–-O que acha que esta fazendo, mulher? – grita o guarda agarrando o pulso esquerdo de Sarah.

A Hawkey não responde; ao invés, solta o marquês e troca as mãos que seguravam o emblema e o pescoço do velho. O cotovelo esquerdo dela então acerta o rosto do guarda que cai e Sarah volta a bater o Marquês contra a carroça aproximando o emblema do rosto dele.

–-Está vendo isso? – pergunta ela irritada – Esse é o emblema entregue ao Capitão de um esquadrão do Exército Real. Você parece ter problemas com o fato de eu ser mulher e, sinceramente, eu não me importo, mas aqueles homens lá fora são ótimos soldados e formam um bom esquadrão. E, no instante em que os vir em ação, vai ter que chamar de fracasso esse grupinho inútil que você chama de guarda. Agora – continua ela apertando um pouco os dedos em volta do pescoço dele, afastando o emblema e fazendo uma expressão ainda mais raivosa – Se eu tenho que cumprir com meu dever de proteger esse seu traseiro gordo e velho, então você também vai cumprir o seu para com o reino e a coroa e abrigar meu esquadrão pelo tempo que for necessário. Estamos entendidos, senhor Marquês Crensor?

Talvez tenha sido o fato dela ter derrubado um homem enorme, que era o Capitão da guarda, com um único golpe ou talvez tenha sido apenas o pavor que o tom de voz, a expressão e as palavras dela trouxeram ao Marquês. O fato é que depois disso os portões foram abertos e o 4-B pode encontrar abrigo e acomodações ali.

Notas finais
Vlw ao Eric por me ajudar a corrigir, qualquer erro eh culpa dele =D