Vidas Em Guerra

32 Final Parte 1: Despedida


Notas iniciais
Olha eu aqui, e ainda é sábado =]
Tem muita gente que talvez vá gostar bastante do começo desse cap =] mas sei q tem um leitor meu que vai ficar inconformado, mas eu entendo ele ;)
O que importa é que tenho certeza de que vou surpreender todos voces =]
Boa leitura.

Phillip Crensor vinha caminhando rápido pelos coredores da Academia na direção dos alojamentos individuais. Ele tinha um comunicado importante e urgente do Diretor-Comandante para a Hawkey. O sol havia começado a aparecer e, por estarem de folga, ele sabia que ela estaria em seu quarto. Os alojamentos eram destinados aos membros dos esquadrões de 5ª Ordem e, normalmente, não tinham trancas; exceto os pertencentes aos Capitães. Mesmo assim era um costume de Sarah deixar a porta destrancada. Era muito raro algum deles ir procura-la ali, mas quando acontecia a única coisa que eles faziam era dizer quem eram antes de abrir a porta. Naquela manhã a pressa do Crensor o fez se esquecer de bater antes como sempre fazia.

--Capitã; sou eu, Phillip – disse ele abrindo a porta – O Velho Rohks precisa falar com você ag...

Phill não conseguiu terminar a frase por causa da surpresa que teve ao olhar para a cena dentro do quarto. Os alojamentos eram quartos simples com uma cama num canto, uma pequena mesa de frente a porta e um grande baú do lado oposto a cama. O que o Crensor viu que o fez parar no meio da frase com um olhar surpreso foi a companhia de sua Capitã. Deitado com ela na pequena cama estava o tal Snown. No instante em que notou isso Phillip se virou de costas pra eles, mas ainda pode ver a Hawkey que estava usando apenas uma camisa aparentemente, se sentar na cama.

--Esqueceu-se de como se bate numa porta antes de entrar em algum lugar, Phillip? – perguntou Sarah, aparentemente sem se incomodar por ter sido encontrada naquela situação.

John, no entanto, estava completamente vermelho e puxava suas roupas para cima da cama tentando separa-las para se vestir (quando Phill entrou viu que ele estava sem camisa).

--Perdão, Capitã – respondeu o Crensor – Mas se me recordo bem não é permitido trazer pessoas de fora para dentro dos alojamentos.

--Errado, Phillip – Sarah falou se levantando – As regras dizem claramente que: “Não é permitido trazer mulheres para os alojamentos individuais nem para os comunitários”. Não que qualquer um de vocês possa me dizer alguma coisa visto a quantidade de vezes que eu fingi não ver quem estavam trazendo pra cá.

--Regras a parte – murmurou o Crensor sabendo que ela tinha razão mesmo que aquilo não se aplicasse a ele – Posso me virar?

--Só um minuto – diz ela vestindo uma calça limpa que tinha acabado de pegar dentro do baú; John continuava vermelho, mas já estava vestido e calçando duas botas – Pronto, Crensor. A que devo sua visita tão repentina e a essa hora da manhã na minha folga?

Phillip se vira de olhos fechados, ainda receoso em abri-los, mas acaba fazendo-o e encontra sua Capitã, agora completamente vestida e sentada ao lado do Snown calçando as próprias botas.

--O Rohks quer falar com você. É algo serio.

--O que houve, Phill? – ela pergunta preocupada.

--Chegou, essa madrugada, um pombo correio com uma mensagem urgente para Lorde Clinfort. Parece que a situação da guerra piorou. Clinfort foi convocado a voltar imediatamente e trazer, pelo menos, três esquadrões com ele.

--Isso significa o que eu acho que significa Phillip?

--Sim. Seremos graduados ainda essa manhã. Lorde Clinfort quer partir antes do meio-dia.

--Sarah – chama John falando pela primeira vez desde que o Crensor entrou – Tenho que ir. Se a situação da guerra piorou o bastante para convocarem Lorde Clinfort ele deve estar precisando de mim.

--Eu sei. Você tem trabalho a fazer – responde Sarah – E eu também. Vai logo. Nos vemos depois.

--Estou torcendo pra isso – ele diz com um meio sorriso preocupado e triste enquanto se aproxima dela e beija a testa da Hawkey.

Ela puxa-o para um beijo rápido e sorri.

--Vamos nos ver antes de você ir embora, pode ter certeza – ela fala com um meio sorriso sincero.

--Até lá então – ele responde abraçando-a.

Sarah retribui o abraço e logo depois John sai apressado. Phillip fica apenas esperando as ordens de sua capitã. Hawkey pega sua espada e a prende na cintura se dirigindo para fora do quarto sendo acompanhada de perto por Phill. Ela caminha sem dizer nada até a sala do Diretor-Comandante. Como sempre ali haviam dois guardas, normalmente eram alunos da 3ª Ordem. Sarah passa direto por eles e Phillip arregala os olhos. Os guardas a puxam pelos braços.

--O que acha que esta fazendo, Capitã Hawkey? – pergunta um deles.

--Você pode ser uma capitã, mas para entrar na sala do Diretor-Comandante ainda precisa da autorização dele – fala o outro.

--Se não afastarem as mãos de mim, vão ter que ser dispensados permanentemente da Academia – diz ela seria com um olhar que fez os dois guardas a soltarem – Esse é um assunto serio e vocês estão me atrasando.

O primeiro que havia falado levou a mão a maçaneta da porta, mas o outro tentou aparentar não ter medo da Hawkey.

--Sempre que os guardas te deixam entrar sem ser autorizada o Diretor acaba irritado e sempre sobra pra gente – falou o outro barrando Sarah.

Ela o encarou por alguns segundos, então bateu o antebraço com tudo no peito dele empurrando-o com força contra a porta e, prendendo-o ali, ela falou num tom ameaçador:

--Em algumas horas eu vou sair desse lugar, mas antes disso eu tenho que acertar alguns assuntos com o Velho Rohks e não vai ser um garoto que nem você que vai me impedir.

Sarah o empurra para o lado e entra na sala fechando a porta e deixando os três homens do lado de fora.

--Hawkey. Porque nunca pede permissão pra entrar na minha sala? – pergunta Rohkston sem esperar uma resposta; não estava irritado, no fundo já estava esperando ela aparecer – Crensor já te contou?

--Sem enrolação, Rohks. O que realmente esta acontecendo?

--Seu esquadrão, o 5-A e o 4-A serão graduados completamente na Academia e acompanharão Lorde Clinfort a linha de frente. Maincrafss atacou em peso a alguns dias, a situação em campo de batalha é desesperadora para o nosso lado. Esquadrões de todos os cantos do Reino estão sendo mobilizados para a planície que faz divisa com o inimigo. Perdemos o único porto marítimo que vínhamos defendendo com unhas e dentes por causa disso. As coisas nunca estiveram tão ruins, Sarah.

--Eu entendi – fala ela e solta um suspiro – Assim que nos graduar vou delegar a Dalton Hansom o comando do meu esquadrão.

--O que??? Como assim Sarah? Seu esquadrão foi o primeiro que eu indiquei exatamente por causa da sua liderança. Eles precisam de bons capitães e por isso estou mandando você.

--O exército não precisa de mim, Rohkston – ela responde seria – Quem precisa são as pessoas. Dalton vai ser muito melhor do que Clinfort pode esperar. E não há nada que você faça para me convencer a mudar de ideia.

--Eu achei que seu objetivo fosse estar no exército – diz o Diretor calmo.

Pela primeira vez desde que entrara naquela sala pela primeira vez Sarah sai sem provocar uma discussão com Rohkston. Ela o olha por cima do ombro com um sorriso calmo e uma expressão conformada.

--Eu também, Diretor-Comandante; eu também.

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--Vocês nunca contestaram minhas ordens, por favor, não comecem agora – pediu a Hawkey encarando seus homens.

--O que vai ser de nós sem você, Capitã? – pergunta Kaill com uma expressão preocupada e desanimada.

--O que ensinei vocês a ser. Um grupo. Unidos e sempre apoiando um ao outro – a Hawkey responde sorrindo pra eles.

--Ele tem razão – diz Dalton.

--Eu tenho que fazer isso – Sarah fala seria – Meu lugar não é no campo de batalha. Uma pessoa não vai fazer a diferença lá, um grupo bem treinado sim. Eu vou fazer a diferença viajando pelo Reino e prendendo os desertores e bandidos que essa guerra trouxe.

Eles se encararam. Os rapazes sabiam que ela estava certa; a Capitã deles sempre estava certa. Fora o fato de que nenhum deles conseguiria fazê-la mudar de ideia quanto aquilo. Olhando uns para os outros eles se decidiram a, não só apoiá-la, mas também a deixá-la orgulhosa deles. Daquele dia em diante eles passaram mesmo a serem conhecidos como “O Esquadrão de Rapina” e eram os responsáveis pelas missões mais perigosas que o exército fazia, mas isso foi depois.

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Mais de 150 cavalos e seus cavaleiros tumultuavam o pátio principal do Castela da Academia. Entre eles estavam Sarah e seu antigo esquadrão. Todos aqueles homens partiriam em instantes para o Leste. Um único cavalo tomaria a direção oposta; era o animal montado por Sarah Hawkey.

Naquele dia a Academia via algo que nunca tinha sonhado em ver: a, antiga, Capitã Sarah Hawkey permitindo que alguém chegasse perto o bastante dela para abraçá-la em público. Kaill era o que estava mais triste; quase não conseguia segurar as lágrimas e hora ou outra enxugava o rosto na capa de viagem. Assim que o rapaz solta Sarah John se aproxima deles; dela mais especificamente. A Hawkey se vira encarando o Snown. Eles se encaram por algum tempo até que se abraçam.

--Vou sentir tanto sua falta – ele sussurra no ouvido dela com a voz triste.

--Também vou – ela responde da mesma maneira – Pense que, pelo menos dessa vez, eu vou estar te esperando.

--É o que me impede de desistir – ele fala ainda triste, mas um pouco mais contente do que antes.

Eles se separam e se encaram por mais algum tempo. Sarah então segura o rosto dele e o puxa para um beijo terno que faz todos os presentes arregalarem os olhos de surpresa. Eles se separam com sorrisos tristes.

--Da próxima vez em que nos virmos vou ter um anel de noivado para colocar no seu dedo, Hawkey – ele fala decidido e ela sorri concordando.

O Snown se afasta e Sarah volta a encarar seus antigos soldados. Ela olha pra cada um deles com um sorriso. Dalton, Phillip e Nathan se aproximam ficando em volta dela. Phillip faz uma expressão conformada e avança abraçando-a e, para sua surpresa, sendo retribuído.

--Não deixe o Dalton fazer besteira – diz ela pra seu antigo Vice-Capitão.

--Pode deixar, Capitã – ele responde se afastando e fungando para impedir-se de chorar.

--Não sou mais sua capitã, Crensor – ela diz calma e Nathan se aproxima abraçando-a também.

--Pode deixar que eu vou dar conta desses dois bestas – diz Nathan com um sorriso e se afasta também.

O ultimo a se aproximar é Dalton. Ele encara Sarah serio por um tempo até que ela rola os olhos e ele solta um riso leve também abraçando-a logo depois.

--Não sei como vou dar conta disso, Capitã – diz ele ainda abraçado a ela.

--Não sou mais sua capitã; quando vão entender isso, heim? – ela brinca soltando ele que se afasta só um passo.

--Sempre vai ser nossa capitã, Hawkey – diz ele com um sorriso triste – Vamos sentir sua falta, Sarah – ele completa mais serio.

--Também vou sentir muita falta de 49 soldados vindo me incomodar todos os dias – ela responde com um sorriso triste e todos entendem que apesar da brincadeira ela iria mesmo sentir falta deles.

--Vamos te ver de novo, Capitã? – pergunta Tomas.

--Quem pode saber – ela responde se afastando alguns passos enquanto Dalton também ia até seu cavalo.

O portão principal é aberto e a voz de John Snown soa acima do som de homens, armaduras e animais:

--SOLDADOS!! MONTAR!!!

Todos obedecem às ordens, uns mais rápido outros mais lentamente. Todos menos o Esquadrão Rapina. Eles se posicionaram em três linhas de frente para onde Sarah estava e bateram os punhos direitos sobre o lado esquerdo do peito. Todos usavam as armaduras do exército real e aquele gesto provocou um estrondo enorme por eles terem feito aquilo todos exatamente ao mesmo tempo. Todos se viraram para eles a tempo de verem-nos todos repetir o gesto mais duas vezes; alguns estavam chorando. Sarah levou o punho ao lado esquerdo do próprio peito repetindo o gesto devagar e eles param com o punho no peito. É quando todos entendem que aquilo era um gesto simbólico de despedida para ela. A Hawkey avança alguns passos e para em frente a eles.

--ATENÇÃO HOMENS!!! – ela grita ficando seria – Essa é minha ultima ordem a vocês. Sempre dei a vocês a liberdade de me contestar, mas essa é a única que não devem desobedecer em hipótese alguma – todos eles acenaram afirmativamente e ela encarou cada um deles antes de gritar outra vez — NÃO MORRAM, OUVIRAM?!?! NENHUM DE VOCES ESTA AUTORIZADO A MORRER!!!

--SIM, CAPITÃ HAWKEY!!! – eles gritaram de volta.

--MONTEM – ela comandou e todos subiram em seus cavalos e saíram acompanhando os outros esquadrões que já se retiravam – É bom não desobedecerem essa ordem – murmura ela triste vendo seus antigos subordinados se afastarem para a guerra.

Notas finais
Essa é a primeira parte do ultimo capítulo da história da Sarah
Bem, eu estou feliz, mais triste tbm. Feliz porque é a primeira história que eu concluo e, poxa, foram mais de 30 cap's em 6 meses (+/-). Mas tbm estou triste por que sei que vai acabar e terminar uma história não é legal.
Semana que vem eu trago o grande final, com algumas notícias e surpresas=] gostaria que me dessem suas opiniões sobre como foi meu desempenho contando a história da Hawkey, gostaria mesmo =]
Bjs pra vcs pessoas e até semana q vem