Vidas Em Guerra
6 Conversa
Notas iniciais
Esse cap eh meio introdutório p o proximo. Tive um pouco de dificuldade nessa conversa (admito q ñ sou lá essas coisas com o tipo d cena q tive de por aki :p), mas acho q ñ ficou tão ruim.
Desculpem-me se encontrarem qualquer erro, ñ tive tempo de revisar esse cap o tanto quanto queria.
Boa leitura :)
Era inicio de primavera; Josh havia acabado de se casar com uma moça cuja família havia chegado há pouco tempo na vila, o nome dela era Miria. Sarah gostava dela, as duas ficaram amigas logo que Josh a apresentou como noiva. E sempre que Sarah e John estavam por perto Josh brincava cm os pais dizendo que eles tiveram sorte das noras serem grandes amigas.
John e Sarah ainda eram inseparáveis; sempre que não estavam trabalhando estavam juntos andando pela floresta ou duelando. Eles gostavam de marcar os resultados dos duelos na casca do grande carvalho a beira do rio, aonde iam para duelar. No começo era comum empatarem; depois a maioria das vitorias era de Sarah; mas já há algum tempo John passou a ter mais vitorias. Quanto à relação deles; era nítido para qualquer um que os visse juntos que já não eram só amigos. Sempre que as garotas da vila se aproximavam dele ela ficava irritada, mas negava veementemente que fosse ciúmes. Sarah dizia ser um absurdo elas o importunarem quando eram crianças e agora que ele havia crescido e estava tão bonito quanto o irmão elas quase se jogarem em cima dele. John, por sua vez, tinha dificuldade em controlar a própria irritação ao ver os olhares que ela recebia dos outros rapazes, mas sempre se acalmava ao notar que a amiga parecia não notar isso.
Você deve estar se perguntando sobre Bris. Ele já não estava mais na vila. Os pais o haviam mandado para morar com alguns parentes perto da capital, e já tinha algum tempo que não se ouviam noticias sobre ele.
Naquela tarde John havia ido até a casa de Sarah depois de terminar seus afazeres e os dois foram caminhar como sempre faziam. Acabaram na beira do rio perto do grande carvalho. Começaram um duelo, não se preocuparam com a hora porque ela tinha dito aos pais que jantaria com os Snowns. qualquer um que os visse lutando com aquelas espadas de madeira diria que eram bons. Se alguém com conhecimento sobre técnicas de manejo de espada os visse é provável que não acreditasse que nenhum deles havia tido uma única aula sobre o assunto. Entenda que eles não tinham nenhuma técnica ou tática, mas seus movimentos eram executados com precisão. Os dois lutavam confiando no instinto, o que deixava os movimentos fluidos, e isso, somado ao fato deles se conhecerem a vida toda, tornava a luta emocionante. Golpes quase que impensáveis saíam e eram barrados ou repelidos com naturalidade.
É obvio que no começo não foi assim, apesar de que, para Sarah, ter uma espada na mão parecesse algo natural. Tanto que a facilidade com que ela aprendeu a maneja-la surpreenderia a qualquer um, John precisou de um tempo para conseguir acompanhar a amiga, mas agora os dois lutam de igual para igual. Foi Sarah quem venceu aquela partida, deixando o placar com 279X212 a favor dela. Depois os dois foram caminhar e conversar, ela queria contar sobre uma conversa que tivera com os pais.
–-Papai quer me arrumar um pretendente ela cortou a conversa anterior sobre como iam as plantações com essa frase e continuou andando como se não tivesse sido nada.
–-O QUE? John parou de caminhar ficando alguns passos para trás até que ela parou e se virou também.
–-O que você ouviu, e não grite ela disse encarando-o.
–-Mas não é muito cedo? John perguntou se aproximando até estar a um passo dela.
–-Não me interessa se é cedo ou tarde ela respondeu um pouco irritada Não vou me casar com ninguém que ele escolher. Você sabe que eu não suportaria perder minhas liberdades por culpa de um casamento então Sarah voltou a andar e John a acompanhou.
–-Não pretende se casar nunca? ele perguntou meio triste.
–-Com alguém de quem eu goste, não um escolhido do meu pai Sarah respondeu sem olhar para ele.
–-Significa que você gosta de alguém? ele perguntou tentando fingir desinteresse e viu a amiga ficar levemente corada Acho que isso é um sim seria impossível não notar a tristeza na voz dele.
–-John ela o repreendeu Não devia tirar conclusões por si mesmo, e depois, só vou me casar com alguém que me entenda.
–-Sabe que, provavelmente, eu serei o único a conseguir isso a voz dele continuava triste, mas ele tentava disfarçar Não devia pensar assim, Sarah. Se gosta de alguém tem de tentar.
–-Talvez você tenha razão ela disse olhando onde seus pés pisavam e depois sussurrou para ele não ouvir funcionaria assim se aquele de quem gosto ainda não me entendesse.
Entenda que Sarah não era do tipo perceptiva no que diz respeito a sentimentos. Mas já há algum tempo ela notava que o que sentia por ele não era só amizade, apesar dela não saber bem do que se tratava. Pelo menos não até ouvir a conversa dos pais sobre ela alguns dias antes a mãe dizia que já era hora da filha ter um pretendente e o pai parecia concordar, o que a deixou irritada. Achava que o pai ficaria do seu lado nesse assunto, mas parecia que não. Ela tinha passado dias pensando em como seria casar com o pretendente que o pai escolhesse. Mas e se ela não gostasse dele? (mesmo achando que o pai não escolheria alguém que ela odiasse). E se ele (o dito pretendente) a proibisse de fazer suas caminhadas? E se ele a proibisse de falar com John? Não, isso eu não vou aceitar de forma alguma, ela pensou. Logo depois de formular esse pensamento foi que ela realmente o analisou. Porque John parecia mais importante que a liberdade dela? E, porque se afastar dele parecia pior do que ter de ficar trancada em casa, coisa que ela sempre odiou?
Mas foi só dois dias antes, quando o pai veio falar com ela, que Sarah se deu conta do que realmente sentia. Eliot disse a ela que ele e sua mãe decidiram que ela já tinha idade suficiente para encontrar um pretendente, mas que ele deixaria a decisão final por conta da filha e por isso ela deveria começar a pensar em suas opções. Foi quando ela percebeu que não havia mais uma escolha a ser feita. Na verdade o que não havia era outro homem ao lado do qual ela quisesse passar o resto de sua vida. Não havia outro homem para ela ale de John, naquela hora ela soube que nunca haveria. Mas dizer isso ao amigo não era tão fácil, primeiro ela precisaria saber sobre os sentimentos dele. Foi com essa decisão em mente que ela continuou com a conversa.
–-John, o que faria se eu lhe dissesse que já me decidi com quem vou me casar? ela disse tudo de uma vez, num único fôlego, para não perder a coragem e viu o rosto do amigo ficar pálido e inexpressível. Se ela não o conhecesse diria que tinha sido pelo susto, mas os ombros tensos e as mãos em punho diziam que ele tentava se controlar.
–-Perguntaria o nome do sortudo ele respondeu ainda sem expressão e voltou a andar, já que os dois tinham parado quando ela fez pergunta, mas ela não o acompanhou.
–-Está mentindo para mim, John. Porque você esta mentindo pra mim? ela perguntou encarando as costas dele.
–-Porque, provavelmente, você não gostaria da resposta verdadeira a voz dele era triste e cansada, ele não se virou e ia voltar a caminhar.
–-Prefiro não gostar da verdade a aceitar a sua mentira! ela disse fazendo-o ficar no mesmo lugar.
–-Quer mesmo saber? ele disse num tom baixo que a fez se aproximar, mas ainda estavam a dois passos um do outro.
–-Quero, John ela usou o mesmo tom, estava nervosa por conta daquela resposta.
–-Eu o odiaria, por que quem quer que fosse estaria tirando você de mim ele voltou a andar, Sarah ficou paralisada de surpresa, mas se recuperou logo cobrindo a pequena distancia que ele tinha criado e ficando a um passo dele.
–-Ninguém poderia fazer isso! ela disse e ele se virou, parando de andar.
–-Não entende? ele tentava controlar a voz e as lagrimas Que homem aceitaria que sua noiva vivesse andando por aí ao lado de outro?! ele não pretendia esperara por uma resposta, não depois da surpresa que viu nos olhos dela por causa de sua explosão.
Mas ela não permitiu que ele se afastasse, puxando-o pelo braço ela acabou com a distancia entre os dois. Segurou o rosto dele com as duas mãos quando ele tentou se virar. Percebeu pela primeira vez o quão mais alto ele estava (ela encararia o queixo dele se não olhasse para cima). Com o polegar direito ela limpou a lagrima que ele tinha deixado escapar. Por um momento ela se perdeu naqueles olhos marrom chocolate que a deixavam intrigada e lhe causavam arrepios ao mesmo tempo. Ele também estava perdido nos olhos cinzas tempestuosos dela, olhos que ele levou a vida toda para aprender a decifrar e agora lhe diziam coisas que ele não conseguia entender.
Não acho que um deles tenha pensado em fazer o que aconteceu. Melhor dizendo: eles só se deram conta depois de fazê-lo. Foi um beijo, o primeiro para os dois; um simples pressionar dos lábios de um nos do outro que durou vários segundos. O suficiente para deixá-los extremamente vermelhos, de modo que olhar nos olhos um do outro seria impossível, mas eles ainda não queiram se afastar. E foi ali, com a testa encostada na dele e de olhos fechados que ela disse baixinho:
–-Se eu quiser me casar um dia será com você.
Ouvindo isso John abriu os olhos surpreso, e maravilhado também, não podendo conter um sorriso. E mesmo envergonhado ele não pode se impedir de abraçá-la e dizer no ouvido dela:
–-Não quero me casar se não for com você.
Eles ficaram um longo tempo abraçados. Estavam felizes como nunca e foi só quando o dia começou a dar sinais de que iria acabar que os dois se puseram a caminho de suas casas de mãos dadas. Mal sabiam eles o que os esperava a frente.
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