Vidas Cruzadas
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Casa dos Swan.
Viu sua adorável irmã de apenas sete anos sair do seu quarto com as suas batidas na porta.
– Alice pegue a Bella no quarto, o Charlie chegou daqui a pouco começa.
Já haviam infelizmente se acostumado com a rotina de brigas, gritos e lágrimas entre seus pais, que foi da paixão a ruína. Emmet se negava há algum tempo a chamá-lo de pai, estava ali apenas para proteger suas irmãs e era isso que faria sempre.
A pequena Alice correu para o quarto de sua irmã mais nova de 5 anos, estava dormindo serena, mas seria melhor acorda-la agora do que acordar chorando no meio da noite pelos gritos.
-- Belinha, acorde – Falou suave, Bella abriu seus grandes olhos castanhos e como se entendesse o olhar triste da irmã, levantou calçou suas pantufas cor de rosa e pegou na mão de Alice, seguiram pro quarto verde de seu irmão mais velho que estava sentado na beirada da cama as esperando. Alice e Bella logo se aconchegaram na grande cama de Emmet.
– Então minhas lindas, que filme vai ser hoje?
- Procurando o Nemo – Gritou a mais nova dos Swan empolgada. Seus irmãos riram baixo pela afobação.
– Ta bom pequena. – Colocou o filme preferido das irmãs e se deitou com elas, mas por algo que eles não sabiam, seus pais estavam exaltados demais naquela noite, os gritos eram ouvidos na parte de cima da casa onde se encontravam os três.
Emm olhou as duas ali na sua cama, Bella já dormia, mas sua expressão era como se estivesse com dor, mas só estava em um sonho ruim, enquanto Alice cuidadosamente tapava os ouvidos da irmã caçula, e derramava lagrimas silenciosas. Aquilo o destruiu era sua obrigação protegê-las.
-Não chore Lice – sussurrou e enxugou algumas lágrimas que caiam dos olhos dela.
– Até quando isso vai durar Emm?
– Não sei Lice- suspirou.
Não agüentando mais tudo aquilo decidiu descer.
- Cuide dela Alice.
- Mas...
- Daqui a pouco eu volto não se preocupe.
Saiu do seu quarto em direção aonde seus pais se encontravam no momento.
– Charlie eu não admito isso, todos os dias chegando com esse cheiro de bebida. Eu não consigo mais. Eu não agüento. Você esta destruindo tudo que tínhamos não vê? O que será de nossos filhos? Pense neles por favor, se não consegue pensar em mim. Fica saindo com essa mulher, como se não tivesse, esposa e filhos, você não tem vergonha. Aquela vadia sem escrúpulos...
– Não fale assim dela, Esme.
– Pare de defendê-la não consegue enxergar que é por causa dela que nosso casamento chegou a esse ponto? – Falou a mulher em lágrimas. – Aquela descarada, que está arruinando nosso lar, maldita hora em que foi reencontrá-la Charlie.
Com uma raiva sem sentindo, mais por causa da bebedeira também, Charlie segurou a mulher com força, pronto pra falar verdades que precisavam ser ditas.
– Solte-a Charlie, ou ...
Seu filho acabava de chegar. Quem ele achava que era? Tinha apenas 15 anos e já estava me enfrentando? Pensou Charlie antes de interrompê-lo.
– Ou o que seu moleque? – Emmet veio pra cima dele com raiva, e Charlie o empurrou por impulso em cima da grande mesa de vidro.
– Oh, o que você fez Charlie? Ele esta sangrando, me ajude, vamos levá-lo ao hospital
(...)
– Me desculpe filho, eu não queria... – Falava repetidas vezes enquanto o observava na maca de hospital, Esme estava certa estava destruindo sua família. Emmet só o olhava com raiva, sem dizer uma palavra. Nunca o perdoaria, pensava o pobre garoto com raiva do pai, que um dia achou ser seu herói.
Talvez mudasse alguma coisa se Emmet soubesse que aquela seria a ultima vez que teria a chance de perdoar o pai.
Casa dos Cullens. Na mesma noite
Sentados na grande escada, estavam os três irmãos escondidos na parte mais escura desta, ouvindo atentamente a briga dos seus pais no cômodo ao lado.
— Renné eu estou exausto, já são duas horas da manha, como tem a coragem de chegar uma hora dessas em casa? Não tem vergonha na cara, não?- Os olhos de Carlisle estavam cheios de ódio. O pobre homem não agüentava mais, amava tanto sua esposa e agora ela fazia isso. A raiva o consumia e por instantes Renné teve medo – Não quero nem saber o que estava fazendo até essa hora com aquele homem. Nem parece uma mãe de família. O que está havendo Renné, eu não lhe satisfaço? – Falou com escárnio, dava tudo a ela, daria sua vida por ela e agora ali estava à mulher que amava, o traindo.
As palavras ácidas dispararam como um tapa no rosto de Renné, não queria estar naquela situação, não queria está traindo o homem que era seu companheiro a tantos anos, mas ela nunca o havia amado, e agora tinha reencontrado Charlie, o homem que sempre amou. Só que isso estava destruindo a sua família, seus filhos, seu marido, estava levando todos para um precipício, onde na queda não haveria volta. Olhando agora seu marido se perguntava em que ela o havia transformado, em que parte da historia havia perdido seu marido doce e apaixonado?
Ela sabia quando. A culpa era toda dela. As lágrimas já caiam traiçoeiras. Isso já havia ido longe demais.
– Não vai falar nada querida? O quê, ficou muda de uma hora pra outra, onde esta toda sua coragem para me enfrentar?
– Olhe Carlisle...
- Olhe aqui você – pegou no rosto da sua mulher com tanta força que sabia que deixaria marcas – Você é uma devassa, eu tentei, eu juro que tentei salvar o que agente tinha, pensei que era só uma fase, mas não é, né Renne? Eu te amo, sempre amei, você sabe. Mas não dá mais, você foi longe demais. – Ele a soltou bruscamente — Eu não quero mais você aqui na minha casa, pela manhã ouviu bem?
Dizendo isso saiu, deixando uma Renne desorientada. Ele viu seus três filhos ali na escada, suspirou e se aproximou dos seus pequenos tesouros, as únicas coisas boas que aquele casamento havia lhe dado. Rosalie gêmea de Jasper de apenas 8 anos estava com a cabeça deitada no colo do irmão mais velho Edward de 10 anos.
– Tudo vai ficar bem logo, eu prometo. — Falou quando viu as carinhas tristes dos três.
O que eles não sabiam era que as coisas iriam ficar piores e muito mais dolorosas.
Renné observando aquela cena, sentiu um aperto no peito, teria que fazer uma escolha importante, mas por hora teria que deixar tudo que um dia foi sua vida. Ela estava trazendo muito sofrimento para sua família os amava demais para conseguir suportar olhar seus olhos e ver dor ali. Em algum momento teria que escolher, mas mesmo sem ter decido ainda, no fundo da sua alma já sabia o que teria que fazer. Com as lágrimas caindo sem parar, telefonou para um numero bastante conhecido.
- Alô.
- Charlie ?
- Sim ... Renné é você? O que aconteceu?
- Precisamos conversar.
Suas vidas iriam mudar drasticamente depois desse telefonema, não só as suas, mas a vida de suas famílias também.
Vidas se cruzariam com passar dos anos, mas escolhas que foram feitas no passado poderão facilmente mudar o rumo dessa historia.
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