Vidas
9 Sim Ilusão!
Sim ilusão!
Foi feito, estava feito.
Foi aleatório, notório.
Foi rente e Derrepente
Foi forte e constante.
Sim foi trágico!
Sim foi torto!
Sim foi lindo!
A lua a brilhar no céu, emanava uma luz fraca, mas rente.
A rua deserta e portas trancadas
Tudo tão surreal, como a fantasia que criei em minha mente.
Aos poucos fui caindo no abismo escuro, sujo.
Tudo tão mórbido, mobilhado de marrom.
Foi fato, acabado.
Sim foi Rasgando-lhe a alma
Foi dito e revisto.
Sim foi triste o destino descruzado
Foi rápido, foi sujo.
Foi quente e despresivelmente inebriante
Sim foi tudo e mesmo assim...
Foi pouco
A alma nua...
Sim foi frio.
O coração trancado...
Sim foi duro
Os olhos avermelhados...
Sim foi amaldiçoado.
Um eco tão grande e distante
Um eco tão forte e rasgam-te
Sim...
Foi cru, foi cru.
a forma que as palavras desenharam no ar. Foi cru!
Feito dos lábios tão doces, mais assim cru.
Foi tudo, foi dito, foi visto, foi enfim sentido.
Sim foi sentido tão duro, tão rente e frio.
Não mais quente, não mais...
Foi trancado, foi travado.
Sim a luta
Sim a dura derrota.
Foi morta.
Sim foi morta.
A luz da lua tão densa invadiu a janela trancada.
Gritava as paredes recém-pintadas
O piso úmido chorava.
Sim foi tudo, foi mórbido.
O marrom tão vivo desvaneceu
O brilho se perdeu.
A porta já fechada...
Sim foi fim
Não bom o suficiente pra “sempre”
Sim a realidade rebate
E dói intensamente gritar de volta
Foi fraco, fraco.
Foi se perdendo
Foi se corroendo
Foi se quebrando...
Como um simples vidro a cair no chão
Sim foi fim, suposto a ser, mas descartado a custo.
Sim foi grande
Mas foi tão pouco!
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