Vida à Minha Prima
1 one shot
Era verão. Sempre odiei o verão porque era (talvez ainda seja) muito quente. Agora já não faz diferença. Depois daquele dia na praia já não faz diferença. Pois ainda quero sentir... Lembro-me muito bem desse dia. Entrei no mar por insistência da minha prima (odiava ela, tomara que esteja se corroendo de remorso). Depois do mar foi tudo muito simples. Um siri me picou. Me assustei e bati a cabeça em uma pedra. Me enterraram, mas eu queria ser cremada, sempre disse isso, porque não o fizeram? Felizmente não o fizeram. Em baixo da terra é bem mais divertido do que parece. O cemitério era dividido em blocos, de A à G. Em qual eu estava? Não lembro direito, aqui em baixo é um pouco confuso. E a diversão? Onde estava? Bem, eu e meus colegas de bloco saímos toda noite. Vamos ao bloco mais alto, cuja letra eu não sei ainda. Lá é provável que não faça tanto barulho, porém é mais difícil de chegar. As festas, obviamente, tocam músicas mortíferas. Quando eles morrem, o gosto musical melhora. Assim eu (vivo?!) faço todo dia. Morrer foi a melhor fase (da minha vida) que me aconteceu. Sinto pena dos vivos. Não desejo mais morte à minha prima. Quero que ela vire imortal. Quero que apodreça naquele mundo. Ela vai sofrer. Para sempre. Eternamente. Até a vida existir.Jenny Smith. Morreu aos 21 anos.Começou a odiar a prima com 8 anos. 13 anos de ódio.
Notas finais
reviews se puderem, please!^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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