Notas iniciais
Bom, esta é a primeira história que posto aqui... Não sei dizer se ela ficou boa, por isso espero que me digam, haha Espero que gostem :) !!

Antes de a primeira forma de vida surgir, uma criatura já vagava sozinha pelo tempo. Tinha braços e pernas, como os humanos, mas decididamente não era um. Com vestimentas brancas e um cabelo longo da cor do céu, ela saía em busca de coisas.

Curiosa que era, ela tocava nas coisas e outros seres surgiam, fosse na terra ou na água, e outras ainda que decoravam o céu.

Fez sua morada perto da primeira flor desabrochada; uma branca, diferente de todas as outras que surgiram depois. Dera o nome de flor simplesmente por dar, como fazia com todas as outras coisas que criava.

Um dia, voltando ao seu lugar, ela encontrou uma criatura que jamais imaginaria que pudesse existir, pois era como ela – tinha braços e pernas como os humanos, mas estava longe de ser um. Mas diferentemente dela, usava vestes negras e tinha olhos como o breu.

“De onde será que vens?”, ela pensou, e o outro lhe apontou as montanhas que cuspiam fogo.

Assim, descobriram que podiam se comunicar.

— Como se chama? – Ela perguntou, a voz doce como o cantar dos pássaros.

— Me chamo? – Ele respondeu, a voz violenta como um trovão. – Não sei o que é chamar.

— Como devo me referir a você – ela disse, gentil.

— Ainda não sei – ele respondeu. – Não tinha ninguém para me chamar... Mas e você, como se chama?

— Também não sei, pois também não havia ninguém para me chamar.

— Então por que inventou essa história de chamar?

— Para me distrair – ela falou. – Veja – apontou uma coisinha verde que saía da terra. – Chamo isso de planta, mas acho que, quando estiver grande, poderá se chamar árvore.

Ele pareceu confuso.

— Planta? Árvore? Por que planta e árvore?

— Porque assim eu quis – ela respondeu, caminhando até o rio. – Vê, aquilo chamo de peixe.

Ele apenas observou as criaturas que vivam na água.

— Já que nomeia tudo, dê-me um nome também.

Ela o encarou, pensando.

— Vou pensar em algo bom para ti – disse, por fim. – Enquanto isso, lhe mostrarei as coisas que já nomeei, e enquanto isso tu pensarás em como me chamar também.

E assim eles saíram, percorrendo o caminho que ela havia acabado de fazer. Ela lhe mostrava coisas que chamava de maçã, grama, árvore – que era uma planta crescida –, pássaro, tatu, etc. Por último, voltando novamente ao seu lugar, ela lhe mostrou a primeira flor desabrochada.

— Isso chamo de flor – ela disse, sentando-se em frente à flor e convidando-o para juntar-se a ela.

Era uma coisinha pequena, que, como a planta e a árvore, saía da terra. Tinha um corpo verde e uma cabeça branca feita de plumas, e quando ela tocou a flor, esta pareceu ganhar mais cor, ficar mais feliz... Isso o encantou.

— Flor... – repetiu.

— Toque-a – ela disse, tirando a mão da flor para que ele pudesse apreciá-la.

Devagar, quase que hesitando, ele esticou a mão para tocar na flor, que quase brilhava, como resultado do toque dela. Sua mão se aproximou, e quando tocou a flor, sentiu algo que não pôde explicar e nem teve tempo para pensar no que era, pois, no momento seguinte, a flor estava ficando escura e murcha.

Ele recuou a mão, rápido, e olhou para ela, que examinava a flor.

— Isso nunca aconteceu antes...

— Então sou eu o responsável? – Ele perguntou.

— Provavelmente sim – ela o olhou. – Por que estava nas montanhas que cospem fogo?

— Não sei – ele respondeu. – Sei apenas que lá acordei, mas não sei como cheguei. Na verdade nem sei se cheguei, só sei que lá estava, desde minha primeira lembrança.

— E como me achaste?

— Na verdade, tu que me achaste – ele falou. – O que achei foi este lugar, e depois você apareceu.

— E por que saiu das montanhas?

Ele pensou.

— Porque deveria haver alguma coisa além do fogo. – Uma pausa. – E existe.

Ela olhou para a flor escura e murcha no chão e depois para ele. Sorriu.

— Eu tenho um jeito de lhe chamar.

— Como?

— Morte.

— Morte? – Ele pensou. – E por que Morte?

— Porque assim eu quero – ela sorriu, dizendo em um tom de piada.

Ele pensou novamente, refletindo sobre o nome.

— Se assim queres, tudo bem. Eu gostei de Morte. – A encarou. – E saiba que também sei como lhe chamar.

— Como?

— Vida.

— Vida? – Ela pensou. – E por que Vida?

— Porque assim eu quero – ele respondeu e, pela primeira vez, ela o viu sorrir.

— Se assim queres, tudo bem. Eu gostei de Vida.

Mais uma vez, eles observaram a flor no chão.

— Acabaste de matá-la – ela falou.

— E isso é ruim?

— Acho que é como deve ser.

— Eu estava certo, havia algo além das montanhas. – Ele falou, levantando-se e indo até o rio. Olhou um peixe nadando e o pegou. O peixe parou de se mexer, de respirar.

Primeiro, com a flor, ele havia ficado triste com o que acontecera. Mas, agora, como ela lhe havia dito, parecia ser como deveria ser, e isso não o entristeceu. Na verdade, não o fez sentir nada.

— Há vida além das montanhas – ele falou. – E parece que eu estou aqui para tirá-la.

Notas finais
Bem, como disse antes, é a primeira história que posto. Por favor, digam o que acharam... se tá bom, se tá ruim, se tá péssimo, se tá mais ou menos... só digam o que acharam! Mais uma vez, espero que tenham gostado, e obrigada por lerem! :3 s2
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!