Vida com Dragões

15 A Grande Caçada – Parte 2


Notas iniciais
Parte 2 para ler e aproveitar com todas as emoções possíveis e imagináveis ;)

Na Ilha dos Exilados o caos permanecia instalado. Alguns caçadores ainda enfrentavam os vikings da ilha, outros carregavam os navios parados nas praias com tudo de valor que conseguiram e um grupo estava enfrentando Alvin e Grito.

O dragão valeira muito dinheiro, mas para consegui-lo era preciso passar por Alvin, um bando de dez Suspiros da Morte e os responsáveis pela segurança de Alvin na batalha; o que não fez os caçadores recuarem. Levando uma frente inteira de combate apenas para separar Alvin e os vikings do dragão e outra para captura-lo, não foi difícil começarem a ter sucesso em seu trabalho.

Apenas começarem. Pois para lidar com os onze dragões estava sendo extremamente complicado! Os Suspiros protegiam Grito e suas capacidades de disparar espinhos e atacar por debaixo da terra estavam tornando o trabalho muito mais demorado do que deveria.

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Beserkers possuem uma merecida fama como lutadores ferozes e obstinados! Uma fama que os Caçadores estavam tendo problema para enfrentar.

Por mais que suas forças tivessem invadido a ilha com sucesso, eles estavam encontrando muita dificuldade em passar pelos soldados da tribo. Lutavam com força e coragem, eram desarmados e não paravam de lutar, eram feridos e se levantavam e, com sua líder muito irritada pela presença dos caçadores na ilha, a vontade de expulsa-los estava ao máximo.

Nada, também, que já não tivessem ficado sabendo e tivessem vindo com um plano para aniquilar suas forças. O pico central da ilha era oco em muitas partes e reforçado em outras por conta do gelo de uma Espécie Alfa que viveu ali (série), porém, se atingissem os pontos frágeis de dentro para fora, poderiam jogar parte da montanha contra o vilarejo e criar pânico.

Enquanto os soldados e Heather lutavam na frente da ilha, um grupo veio durante o confronto por trás e estava descarregando catapultas e artilharias para acertar a montanha.

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A guarda do Eruptidão e Throk sozinhos não foram o suficiente para enfrentar os caçadores que ali estavam. Espalhados pela entrada da caverna do dragão, Throk ainda tentava se manter de pé e consciente enquanto os caçadores acorrentavam o dragão. Sem sucesso. Os caçadores o perceberam e não foi preciso mais de um golpe para desmaia-lo na condição em que estava.

Nas florestas, os caçadores estavam sendo pressionados por Mala e seus lutadores. Em seu próprio terreno, com armadilhas e movimentos ágeis e hábeis, eram uma força de defesa extraordinária! Extraordinária, mas não invencível. Ataques de catapultas, com pedras em chamas, que as vezes vinham do mar para floresta, estavam complicando demais os esforços de Mala para manter sua vantagem.

Nas praias e com a ajuda de Scorpion, Dagur estava dando cobertura aos navios que tentavam conter a grande frota a sua frente.

Os sons que ouvira ecoar pela ilha a poucas horas eram um claro indicativo de que Mestre Estilhaço, Throk e o Eruptidão estavam com problemas; o que também significava que Mala e seus combatentes estavam em dificuldade.

Ele precisava manter todos focados na luta para que tivessem sucesso! Nenhum problema para seu instinto furioso de Beserker!

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Minden tentava organizar suas Moças para apagar os incêndios na ilha e buscar feridos. A sua volta tudo estava devastado, muitos filhotes haviam se machucado com suas companheiras, os adultos tinham sido atacados e alguns foram levados pelos caçadores e Atali estava ferida e desacordada no momento.

Um desespero e um choque avassaladores. Eles vieram realmente apenas para destruir tudo, pegar o que tinham de valor e os dragões e depois irem embora. Reconstruir iria ser um trabalho árduo e ela tinha que averiguar como o resto da força aliada estava! Se elas foram atacadas daquela forma tão brutal, com certeza todos estavam sendo atacados ou já haviam sido.

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Soluço conseguiu visibilidade suficiente e mandou seus navios saírem. Graças ao rápido voo com Valka, ele tinha uma noção de onde a forças inimigas estavam e conseguiu ordenar a tempo todo seu povo para terem cuidado com os dragões e que eles parassem de dissipar a neblina! Se eles vissem ou ouvissem Banguela no navio da frente seria o fim!

Ele deveria e iria manter sua posição e enfrentar até o fim seu adversário pelo bem e a segurança de seu povo e sua ilha, mas tinha consciência que deveria deixar um plano de fuga orquestrado contra aquela armado imensa! Se tudo aquilo estava os atacando, com certeza seus aliados não deveriam estar em boas condições ou pior! Poderia haver ainda mais e mais navios além daqueles.

Soluço estava conseguindo auxiliar por terra tudo que podia. Ficava atento a direção de artilharias que vinham, comandava as salvas de tiros dos dragões, tirava quem se feria do meio do caminho e mantinha sua atenção nos locais onde a equipe de incêndio deveria se concentrar.

No outro lado da neblina os tripulantes dos navios enfrentavam suas preocupações contra a armada de Harlock. Os navios deles eram quase do dobro do tamanho de um navio de frota comum e, por mais que a armada de Berk fosse grande, ainda não era suficiente para sobrepujar tudo aquilo. Talvez atrasar, mas vencer não parecia uma opção ali.

Uma opção que desapareceu completamente quando um rugido fez tudo e todos se silenciarem. Aquele rugido claro de um dragão com problemas era um convite para que os dragões reagissem, ainda mais tendo vindo de Banguela o rugido.

Os dragões no céu pararam de se focar nos Fornalhas e ficaram agitados, os dragões em terra começaram a rugir e a disparar aleatoriamente no horizonte ou voar até os navios e, ao longe, rugidos diversos e altos ecoavam – com certeza eram os dragões das outras ilhas que estavam vindo socorrer seu Alfa.

Do céu os cavaleiros desciam de forma descoordenada tentando ajudar aqueles que caíram de seus dragões ou foram atingidos. Em terra os vikings tentavam controlar seus dragões ao mesmo tempo que se focavam em sobreviver aos ataques ininterruptos dos navios. Um caos estava armado!

— Pessoal, cuidado!!! – Perna de Peixe gritou e todos focaram na mesma direção que ele: o céu em chamas descendo na direção da ilha.

A vila estava em chamas em um segundo. O fogo se espalhava, estruturas desmoronavam, moradores se perdiam, o pânico entre os dragões aumentava e, para Soluço, tudo se movia em câmera lenta – como se o fim estivesse certo e nada mais pudesse ser feito... ele olhou na direção do navio onde Banguela estava, dando as costas ao que acontecia.

Um único segundo em que, apesar do barulho, ele teve certeza de ouvir o rugido de Banguela implorando para que ele encontrasse uma saída e continuasse lutando. As orelhas baixas e os olhos verdes inclinado para baixo e com as pupilas dilatadas, denunciavam para Soluço que ele não estava em condições de ajudar e que deveria ser deixado para trás, pois o importante era salvar a todos.

— Eu prometo que não vou te decepcionar amigão! – Soluço foi firme e retornou novamente sua atenção para o caos que se passava em suas costas.

Soluço correu entre as chamas, o mais rápido que pôde até alcançar um ponto alto de pedra; precisava encontrar a equipe de auxiliares no meio do caos e conseguiu. Ao avistar Gosmento, ele saiu correndo para encontra-lo.

— Gosmento, pegue os outros auxiliares e os dragões e vá para o Grande Salão ajudar Gothi a retirar os feridos da ilha. – Soluço foi direto em sua ordem.

— Chefe, nós podemos lutar ainda! – Gosmento não desistiria de Berk facilmente.

—Eu não ligo! – ele ergueu sua voz, chamando a atenção – A vila pode pegar fogo e virar cinzas; mas quem morrer não pode voltar a vida. Enquanto todos estiverem unidos e vivos sempre haverá uma chance e um lar! – ele parou para respirar – Se ficarmos neste caos, nada de bom vai acontecer. Isso é uma ordem: recuar!!! – ele elevou o tom de voz para que todos o ouvissem.

Os vikings receberam suas palavras e começaram a recuar. Não que Soluço estivesse com medo de Harlock ou quisesse deixar Banguela e Berk para trás, mas, se não protegesse seu povo, jamais iria se perdoar ou fazer jus aos ensinamentos de Stoico. Iriam ao Domínio do Dragão se reagrupar e pedir reforços para então voltarem para derrota-lo.

Para conseguir o auxílio dos dragões na retirada, Soluço realmente precisaria ir além de sua posição. Mesmo sendo respeitado e, muitas vezes, até obedecido como um dragão Alfa, nada mudava que este titulo era legitimamente de Banguela e ele estava em perigo; então, para honrar sua promessa com Banguela, seria preciso colocar a prova a extensão de sua liderança.

Ele respirou fundo e imitou um rugido de Fúria da Noite para que os dragões lhe dessem atenção; mesmo que soubessem que foi Soluço que deu o rugido, todos os dragões pararam para prestar atenção.

— Todos os dragões, recuar!! – a ordem veio acompanhada de um gesto circular para cima com o braço para voarem na direção do Domínio.

No meio das chamas ainda, estava difícil de saber se sua ordem foi recebida; mas rapidamente sua questão foi confirmada. Os dragões começaram a voar o mais rápido possível e a passar rasantes na ilha para ajudar na retirada dos vikings – um dos dragões pegou Soluço neste caminho.

Notas finais
Muito suspense e adrenalina no ar! Mais dois capitulos para uma overdose total pessoal!