Vida com Dragões

18 Quando o Sol Nasce


Notas iniciais
Um momento épico de esperança os aguarda nas palavras organizadas a seguir. Comentem depois por gentileza :D

O Domínio do Dragão estava silencioso durante a noite daquele quarto dia pós ataque. Os dragões sentinelas da ilha estavam atentos e os vikings descansavam o máximo que seus tormentos permitiam. Sem que ninguém notasse, os dragões saíram para uma das praias ao norte.

Durante o dia, todos perceberam a ausência dos dragões e Smidvarg (dragão Terror da Noite albino – série) veio alertar os cavaleiros para segui-lo. Eles assim o fizeram até alcançarem uma impressionante cena.

Todos os dragões estavam em volta do Fornalha Asa Titânica, que mantinha em segurança e apoiado contra seu corpo Soluço. Os dragões perceberam os cavaleiros e lhes deram espaço para se aproximar até Soluço.

— Ele está vivo! – Astrid foi imediatamente checar – E também bastante ferido. – ela reparou melhor em seu estado e compreendeu o que aconteceu – Obrigada por salvar ele. – ela agradeceu o dragão da mesmo forma gentil que Soluço o havia agradecido antes.

Os amigos comemoravam e se emocionavam! Ele não havia morrido e mais uma vez sua amizade e respeito por dragões mostrou-se forte e capaz de superar as maiores barreiras. Rapidamente eles o levaram para ser tratado e descansar junto do dragão.

Pelo que Gothi disse, sem o curativo que ele havia improvisado e a ajuda do dragão, ele não teria sobrevivido mesmo! Estava com ferimentos bem graves e precisava de um bom descanso.

Com Soluço de volta e os vikings mais motivados por este acontecimento, era hora deles levarem mais a sério suas conversas de como enfrentar Harlock; porem o mesmo problema persistia. Todos apareciam com algumas ideias, mas não conseguiam decidir qual usar ou como cada uma realmente iria garantir a derrota de Harlock.

Situação persistente até aquela manhã, do sexto dia, quando uma voz familiar interrompeu a conversa.

— Vocês estão discutindo o que? – atraindo as atenções para si, Soluço estava recostado na porta da casa central.

— Soluço! – Valka correu em sua direção e o abraçou – Você está vivo! – ela se emocionava.

— Sim, mãe. – ele tentava se soltar do abraço – Você pode me soltar por favor? – ele sentia suas férias doerem.

— Oh, desculpe. Não pude resistir. – ela respondeu um pouco sem jeito.

— Não tem problema. – ele iria continuar a falar com ela, quando Astrid apareceu.

— Seu maluco! – ela socou ele no braço como de costume – Você tem noção como fiquei preocupada? O susto que você me deu? – ela gritava com ele e ignorava suas reclamações sobre os machucados, até ela parar para segurar sua emoção.

— Desculpe ter te assustado. – ele se desculpou olhando fixamente par ela.

— Graças a Thor você está bem. – ela o abraçou e ambos esqueceram que tinham companhia quando pararam para se beijar.

— Vocês dois realmente ficam muito bem juntos. – Valka acabou tento que os interromper para continuarem sua reunião. Os dois se separaram e riram um pouco antes de voltarem suas atenções para a reunião em andamento.

Ele sentou-se e começou a ler os papeis de planos que poderiam ser usados para enfrentar Harlock enquanto todos o atualizavam sobre o que aconteceu nos outros ataques e como iam os membros de seus povos e os dragões. Quando as explicações acabaram e Soluço soltou os papeis na mesa, a discussão sobre os planos retornou.

— Então o único problema que persiste é decidir qual será a estratégia que usaremos para derrotar o Harlock? – ele queria ter certeza e recebeu confirmação – E vocês querem escolher apenas uma? – ele perguntou e deixou todos sem entender.

— O que quer dizer? – Alvin ficou na dúvida – Nós não podemos usar cinco planos diferentes na mesma batalha. – ele fez uma ideia surgir para Soluço.

— Ou talvez possamos sim! – Soluço animou-se e ninguém entendeu – Vejam, cada um sugeriu um plano que tem como base as habilidades principais de cada um, mas eles podem ser complementados em um único plano! Podemos dar ao Harlock um contra-ataque que ele jamais esquecerá!

— Irmão, como faríamos isso exatamente? – Dagur e todos sabiam que Soluço tinha uma capacidade anormal de bolar planos e se ajustar a situações adversas.

— Primeiro nós precisaríamos distrair o Harlock; algo que a frota de Berk pode fazer. – ele começou a explicar – Os navios são poucos e podem chamar a atenção dele o suficiente se ele pensar que é apenas uma retaliação mal bolada. Mãe, você e o Bocão podem liderar essa entrada e ameaça-lo da forma mais simples possível.

— Bem, nós podemos fazer isso; mas o que adiantaria? – Bocão colocou sua dúvida.

— Com o Harlock distraído, os cavaleiros da equipe auxiliar vão avançar sobre os navios dando comandos com chamado de dragão. – ele continuou sua ideia – Vamos ao viveiro buscar os outros dragões e levar os que estão aqui para lá, surpreenderemos ele e os Fornalhas facilmente e poderemos separar a frota. – ele fez uma pausa para pegar ar – Com o Faísca para ajudar não haverá risco!

— Quem é Faísca? – Mala teve que interromper.

— Faísca é o nome que dei ao Fornalha Asa Titânica por ele gostar de fazer faíscas. – ele se explicou e os amigos acharam graça.

— Já que o Faísca estava liderando o bando de Fornalhas selvagens na invasão a Berk, ele pode lidera-los contra Harlock! – Perna de Peixe entendeu onde Soluço queria chegar.

— Exato! – ele parou pensativo um pouco – Atali, cada Moça com Asa pode levar quantas pessoas consigo em voo baixo e rente a água?

— Bem, eu diria que apenas uma pessoa seria o ideal. Porque? – ela simplesmente não via sentido na pergunta de Soluço.

— Porque com Harlock e os navios distraídos, vocês podem vir voando por de trás de Berk, a baixo da linha de visão da frota e levando um membro dos defensores de Asa com vocês. Assim poderiam subir rapidamente, deixa-los dentro dos navios e auxiliar em ataque aéreo baixo. – ele se justificou e Atali ficou surpresa com a ideia.

— Isso seria possível de se fazer sim! – Mala cogitou o plano e viu uma ótima oportunidade de infiltração – Com os navios invadidos por nós ele ficaria ainda mais desorientado e já poderíamos soltar banguela, a outra Fúria da Noite e qualquer outro dragão capturado.

— Esse é o plano. E quando o caos se instalar nós viremos de cima com os trajes de voo e os outros dragões para destruir os mastros e direcionar a atenção de Harlock para nós. – ele se referia aos amigos e si mesmo, já que eram os cavaleiros mais experientes e Harlock iria ficar muito nervoso quando visse que ele sobreviveu – Nós desceremos por cima, Heather você e a Tesoura de Vento vem por um lado e Dagur, você e a Mala vem pelo outro com o Mestre Estilhaço. – ele terminou de explicar o próximo passo que tomariam.

— Isto está ficando muito bom! – Heather estava animada por já conhecer os resultados dos planos de Soluço e a loucura que podiam virar. Aquilo seria incrível!

— Quando nós já estivermos em ataque, a frota dos Beserkers vai cercar uma parte da frota dele perto das colunas de pedra do oceano e afundar os navios. A frota dos Exilados vai separar outra parte da frota dele e guiar para as estacas de pedra atrás do manto de neblina. Os navios dos Defensores de Asa viram ao lado dos navios de Berk e aí começaremos um verdadeiro ataque a frota que restar no front. – ele finalizou sua sequência estratégica.

— Eu admito! – com os companheiros em silêncio pelo choque da capacidade de Soluço, Eret se pronunciou – Você é um cara imprevisível, versátil e maluco! – Soluço o olhou sem entender – Você acaba de voltar, nem está recuperado ainda, viu os planos e escutou as explicações a pouco tempo e, mesmo assim, já pegou nossas ideias separadas e uniu todas em um grande e ousado plano com adaptações funcionais e eficientes. Nunca vou saber como essa sua cabeça funciona! Mas você é o chefe e nosso amigo, se você for então eu também vou. – ele finalizou sua opinião sobre Soluço.

— Acho que ele quis dizer ‘nós’ vamos. – Astrid corrigiu Eret e foi apoiada pelos presentes.

Com um plano daqueles e os vikings já mais animados, apenas precisavam aprontar as frotas, buscar os dragões e partir para o arquipélago de Berk. Como já estavam arrumando os navios a algum tempo, não iria demorar muito mais e tudo que faltava era ir até o viveiro ver se poderiam contar com a ajuda dos dragões de lá.

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No viveiro da Ilha Esconderijo da Cachoeira, Soluço, Valka, Astrid e Eret encontraram a Espécie Alfa de Drago protegendo o local. Todos os dragões pareciam muito agressivo e o Alfa pronto para acabar com os cavaleiros e seus dragões. Claro que eles tinham motivo para isso! Os sinais da luta que ocorreu ali entre os Caçadores e os Fúrias da Noite, ainda estavam claros nas florestas.

Soluço fez todos se afastarem, ficou de lado colocando uma perna para trás, esticou seu braço para frente e virou seu rosto baixo após falar com o dragão.

— Nós não estamos aqui para machucar vocês, apenas quero conversar. Você me ouviria?

Os dragões do viveiro apararam de rosnar e aguardaram a decisão do Alfa. O dragão decidiu estender seu rosto para que Soluço o tocasse e fez menção de que os ouviria.

Com o consentimento do dragão garantido, eles começaram a explicar para ele a ideia de ataque de forma simples e objetiva. Dragões tinham boas capacidades cognitivas, algumas espécies mais do que outras, mas, para fazer dragões que não se comunicam com pessoas entenderem coisas muito complexas.

O Alfa pareceu entender o básico da ideia e um rugido seu de resposta soou como uma confirmação de que iria ajudar sim. Perfeito!

Agora tinham toda ajuda necessária e se foram do viveiro e da ilha com todos os dragões até o Domínio para instala-los e se prepararem para o dia em que atacariam Harlock.

Pelo inventário de progresso, podiam dizer com certeza que ao nascer do sol do oitavo dia, eles iriam a sua vitória com novas esperança e confiança consigo.

Notas finais
Reacendi expectativas e curiosidades? Ansiedades e corações a mil? Sim? Então vamos ler o ápice desta história que tanto cativou a todos até aqui.