Vida com Dragões
19 Comprovando uma Lenda
Notas iniciais
Bartok repassava os dragões que haviam capturado e já sonhava com os momentos em que fossem caça-los. Um em particular ele queria para si e, sendo o segundo em comando, não havia problema se dar um dos troféus adquiridos – este era Grito. Bartok tinha fixação pelos dragões da classe rocha e prazer indescritível pela adrenalina que o Suspiro da Morte propiciava, então, já que haviam conseguido a versão mais rara e bela desta espécie, ele seria seu mais novo e valioso troféu.
Contudo, antes das caçadas ‘extras’, todos iriam participar da caçada dos Fúrias da Noite. Com o terreno da ilha de Berk arrumado após o incêndio e Banguela e a companheira já estavam melhores de seus machucados, já era possível prender as caudas dos dragões e solta-los nas florestas para caça-los. Um evento já bastante aguardado e que estava mantendo os caçadores entusiasmados e a focados na diversão que viria.
— Harlock! Temos companhia! – Bartok gritou pelo seu líder ao avistarem navios de Berk no horizonte.
Era uma mera frota do pouco que havia restado deles e Harlock não pode deixar de rir da ameaça que Valka e Bocão faziam de ataca-los. Muitos de seus navios estavam atracados e apenas contavam com os dragões enjaulados, mas com aquela frota ridícula ele não precisaria se preocupar com nada! Era só ordenar que alguns navios atacassem e pronto! Resolvido um pequeno contratempo em um instante.
Maioria dos caçadores apenas ficou assistindo o que aconteceria enquanto outros saíram para destruir o grupo de Berk. Para os caçadores, aquelas poucas catapultas e tiros maldados em sua maioria, não chegavam nem a ser uma tentativa de suicídio. Era penas uma besteira sem expectativas de resultados.
Um pensamento rapidamente destruído com os cavaleiros de dragão ateando fogo em alguns navios. Mesmo assim Harlock não se preocupou e ordenou que os dragões Fornalha fossem soltos para derrubar os cavaleiros. Uma armadilha que ele não conseguiu prever!
— Faísca! Agora! – Gustav deu o comando para que o Fornalha viesse.
A presença de faísca deteve o bando de Fornalhas, que seguiram novamente os comandos do alfa de seu grupo, porém, desta vez, contra os navios de Harlock!
Agora ele estava com problemas e deveria tomar muito mais cuidado com a luta em sequência. Os navios que não haviam saído estavam sobre ataque e foram ordenados a sair para atacar também. Outra armadilha! Os cavaleiros deram comando para os dragões aparecerem e os navios não tiveram chance assim como os vikings em terra!
Com um leque de variedade de dragões presentes e organizados, os caçadores não sabiam por onde começar! Caudas de Fogo, os Fornalhas, Nadder, Pesadelo Monstruoso, Chicote Cortante, Chifre Estrondoso, Zíper Arrepiante, Estridente, Suspiros da Morte, Pesadelo Voador, Tambor Trovão, Canção da Morte, Gronkle, Terror dos Mares, Escalderível, Fumaça Fumegantes, Transformasa, Rouba Ossos, Arma Ciladas, Armadura de Asa, Dramilhão, Terremoto Catastrófico e muitos outros estavam presentes.
Harlock não conseguia entender como aquilo era possível! Seu dragão deveria ter morrido junto com Soluço! Mas se o dragão estava vivo e do lado deles, então isso significava que.... Ele não teve como terminar seus pensamentos. O grito de seus homens direcionou sua atenção para as Moças com Asas e os Defensores de Asa que repentinamente surgiram para invadir, com sucesso, os decks dos navios e já começavam a libertar alguns dragões.
Não podia ser verdade! Depois de destruíres os espíritos de todos aqueles vikings, de onde estava vindo a força de vontade e o intelecto excepcional que seguiam tamanha estratégia de ataque?
Uma pergunta rapidamente respondida quando seis cavaleiros e cinco dragões vieram dos céus. Os cavaleiros em suas armaduras de voo estavam camuflados a seus dragões e rapidamente alcançaram os navios e começaram a destruir as velas e a derrubar os caçadores no mar junto dos dragões marinhos.
Com seus companheiros em voo e tendo alcançado o convés onde estava Banguela e a amiga, Soluço focou-se em soltar os dragões e aproveitou para explodir algumas munições que estavam ali. Das chamas vinham Soluço no meio e os dois Fúrias da Noite ao seu lado! O mastro do navio caia e ele retirava seu capacete, olhando na direção de Harlock para provoca-lo com tudo desta vez!
— Harlock! Acho que você precisa melhorar sua mira, porque eu estou bem vivo! – mesmo que curta, era uma provocação suficiente para os nervos de Harlock – Você me quer? Venha me pegar você mesmo se acha que consegue! – Soluço terminou e fez com que Banguela e a companheira alçassem voo.
No céu, Banguela deu comando aos dragões para avançarem sobre os navios e isso fez a Espécie Alfa se mostrar junto aos outros dragões presentes e Dagur, Mala e Heather aparecerem pelos flancos para seguir o ataque.
— Ele é realmente uma lenda viva! – Bartok não queria dizer aquilo tão perto de Harlock, mas assumia sua surpresa por todas as histórias que escutaram sobre Soluço na verdade não chegarem nem perto de fazerem jus a suas habilidades.
— Uma lenda que eu vou matar com muito prazer! – Harlock estava furioso e com muito ódio naquele momento – Mirem no domador de dragões e no Fúria da Noite preto! – Harlock teve uma resposta não esperada a suas ordens.
Os gritos de seus caçadores direcionaram sua atenção para o mar nos flancos da ilha, onde ele viu as frotas dos Beserkers e dos Exilados cercando e dividindo suas forças; tudo enquanto a frota de Berk se juntou com a frota dos Defensores de Asa – que ele nem viu aparecer – atacavam com força e muito mais artilharia do que ele havia visto a poucas horas atrás.
Como ele pode ter deixado Soluço engana-lo tão facilmente!? De onde havia vindo tamanha estratégia tão incrível?! De qual momento ele havia tirado a inspiração de fazer ataques contra ele que fossem semelhantes aos realizados contra seus aliados!? Em que lugar do mundo ele havia achado tantos dragões que estavam lutando por ele – inclusive o seu próprio dragão?!
Todas perguntas para as quais Harlock não tinha respostas, apenas uma conclusão: matar Soluço e Banguela e ter certeza que ficariam assim, era o único jeito de acabar com tudo aquilo.
E, talvez, devesse aproveitar para fazer o mesmo com os outros líderes que, conforme tinham seus dragões de volta, montavam neles e auxiliavam ainda mais na batalha e na manutenção da moral de seus povos.
Fale com o autor