Vida Vazia
1 Capítulo 1
Notas iniciais
POV Annabeth
Cap. 1
Estou sentada em um banco em Paris, observando com uma fascinação exagerada como as ruas, as lojas, as folhas das árvores, as flores tem uma beleza extraordinária quase divina,é como uma combinação,Paris parecia toda projetada para combinar, como ligações, eu poderia me imaginar caminhando por toda a cidade com um belo vestido de verão e sapatilhas de balé,e sorriria com um otimismo que não é meu
Estou passando minhas férias em Paris em uma tentativa de fugir de todos os meus problemas, infelizmente voltarei para São Francisco amanhã e não resolvi absolutamente nada, eu não queria voltar e muito menos me sentiria a vontade estando em casa,não é como se meu pai tivesse sentido minha falta ele me mandou para Paris para que não precisa se me encarar toda manhã,pelo menos não fui queimada pelo olhar de raiva e acusação que ele sempre me dirige e isso conta muito.
As ultimas horas em Paris passaram rapidamente e eu já estava em uma poltrona confortável do avião que me levaria de volta a São Francisco,era tanto para pensar e tão pouco tempo.Uma onda de dor e solidão me cercou quando lembrei que ninguém,ninguém mesmo estaria me esperando no aeroporto ,ninguém perguntaria como foi a viajem,ou se estou cansada ou cuidaria de mim,EU cuidaria de mim mesma, quer queira ou não
Ouve um tempo em que as coisas não eram assim,um tempo em que meu pai ainda me amava,que minha mãe ainda estava viva e perto para o que eu precisasse,que eu tinha vários amigos um em especial,enfim um tempo em que eu era feliz ,em que eu não vivia com medo e não provocava o próprio vômito,ou machucava meu próprio corpo para me sentir melhor,mais esse tempo havia se esgotado. Durante a volta para casa percebi que sentiria falta da frança, lá eu era apenas mais uma pessoa que poderia ser amada e ter uma vida extraordinária. O vôo foi rápido e calmo e logo eu já estava em casa desfazendo minhas malas meu pai ainda não estava em casa provavelmente ficaria no trabalho a fim de evitar a sua mesquinha filha, não que eu tivesse algo contra. Jantei uns restos que achei na geladeira, enquanto comia assisti reprises da TV e acabei adormecendo no sofá, péssima idéia, pelo menos estaria descansada para o longo dia que teria amanhã.
Acordei de sobressalto com as reclamações do meu pai no meu ouvido, tentei ignorá-lo mais eu nunca fui boa em ignorar
-Me desculpe por ter dormindo no seu sofá não vai acontecer de novo é que eu estava muito cansada da viajem-falei
Ele deu de ombros e resmungou algo que não consegui escutar, fui tomar café mais eu não conseguia encontrar nada na cozinha
-onde está a comida?Não tem nada na geladeira, nem no armário. –perguntei
-eu a tranquei no armário, você anda comendo muito, se continuar dessa forma, não sei aonde vai parar, sua mãe iria odiar ver você desse jeito
Ofeguei — Como?O que você disse?Não tem o direito de falar da minha mãe ou o que quer que ela pense de mim, eu fui mais para ela do que você seria em 1000 anos-- gritei para ele
Frederick me olhou, o ódio tingindo sua face de vermelho, brutalmente ele me segurou pelo pescoço com força e me jogou contra a parede, gemi de dor.
-Não seja ridícula, você não conhecia Atena, mal viveu com ela, quanto tempo foi?Apenas sete anos? Menos?Eu a conheci por 23 anos Annabeth, não venha me falar tolices
Ele me largou devagar o rosto ainda feroz,as mãos tremendo,aproveitei a deixa e corri para fora de casa. Desde que minha mãe morreu guando eu tinha sete anos, meu pai começou a me tratar da pior maneira possível, eu sabia que minha aparência o perturbava porque eu parecia muito com ela, e ele sempre foi um mau marido, chegava tarde a casa, bebia muito, traia minha mãe com varias mulheres, e isso a maltratava pouco a pouco, eu me lembro dos gritos que ela dava para com meu pai, as brigas que eles tinham, eu ficava aterrorizada, esperava tudo acabar, mais de alguma forma ela sempre o perdoava por tudo que ele fazia, caia de novo aos pés do meu pai que a usava e depois voltava a fazer tudo novamente.
Isso a adoeceu, devagar, até que ela estava completamente louca, neurótica, vivia no quarto escondida, tentei falar com ela mais a mesma não escutava mais ninguém. Ate que no dia 16 de setembro minha mãe se suicidou na banheira da minha casa um lugar que me assombra todos os dias. Meu pai nunca se preocupou em ver com o eu estava, em vez disso achou que eu havia ficado para atormentá-lo, vingar Atena do mal que ele lhe causou, eu fui abandonada desprezada, e quando eu pensei que tudo ia melhorar tudo piora. O vento estava frio e uma vez que eu não podia dirigir meu carro (Frederick o vendeu para manter seus vícios) tinha que ir andando para a escola, olhei as horas, eu ia me atrasar ainda bem que os professores gostam de mim ia ser um péssimo ano esse.
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