–É o que a Isobella perguntou novamente eu sou muito curiosa. –É um convite eu disse estendendo o bilhete para a Isobella, não sei se podia mostrar ou não, mas não dizia nada mesmo eu não entendi nada. – Não acredito que elas te chamaram para participar, são poucos os que elas chamam, mas é estanho. – Por que? O que isso quer dizer? – Eu não sei ela com voz de mistério nunca fui convidada. Mas escutei casos de pessoas que foram e nunca mais voltaram. – Isso é sério mesmo? As pessoas não voltaram? – Bom, como eu disse, eu não sei, mas como todo boato tem um fundo verdadeiro. Aquilo realmente tava começando a me assustar, mas e melhor encarar os fatos. –Você acha que eu devo ir? – Acho que sim, eu não tenho certeza, mas se você não for elas vão fazer da sua vida uma desgraça, como elas fizeram com quem não aceitou o convite. – Mas eu estou com um certo receio eu falei eu não conheço ela direito. – Bom, se você não quiser ir eu te apoio, por que se fosse eu, não sei o que faria. – Sua próxima aula e de que? — eu perguntei. – Infelizmente de história, e você? – Eu já tive aula de história hoje, agora eu tenho português. – Eu queria que a gente tivesse a mesma aula agora a Isobella disse. – Eu também, mas infelizmente não temos. O sinal tocou e eu fui em busca da sala da aula de português, espero que não seja na mesma sala da Afrodite, ela até foi legal comigo, mas eu acho ela meio metida, ainda mais depois que eu descobri que ela namora o Perseu. Enquanto eu andava senti alguém se aproximando de mim por trás como se me seguisse, mas continuei apertando o passo. –Oi alguém disse segurando o meu braço eu te conheço de algum lugar. Eu observei aquela figura que não era estranha... Já sei da onde eu conheço ele, era aquele cara que eu esbarrei no restaurante. –Sim, você é aquela garota do restaurante ele disse não vai esbarrar em mim de novo ele falou brincando. – Agora eu sei onde estou andando. eu falei rindo Coincidência te encontrar aqui. – Parece que o destino quer que a gente se encontre. Tive que dar um risinho forçado já cheia de vergonha. –Acho melhor a gente ir para a sala eu disse tentando mudar de assunto senão o destino vai tratar de mandar a gente para a diretoria, e eu não quero isso no meu primeiro dia de aula. – Você está indo para a aula de português? – Estou eu disse por quê? – Eu vou para lá também. – Qual o seu nome? — eu perguntei enquanto íamos andando para a sala de aula. – Desculpe, eu esqueci de me apresentar, me chamo Aristeu ele disse pegando minha mão e beijando como naquelas apresentações de antigamente- e a jovem dama, como se chama? – Me chamo Julissa eu disse sorrindo com aquele jeito estranho de se apresentar. – Seu nome é lindo como... – É melhor a gente ir indo para a sala eu disse antes de ele terminar a frase que eu já sabia o que era, e que se ele terminasse eu não ia saber onde enfiar a cara. – Certo, vamos ele disse. Quando entramos na sala de aula ela já estava cheia, mas o professor ainda não tinha entrado. Eu tive que sentar no canto perto da porta já que não tinha muitas opções de lugar, e as mesas perto da janela já estavam tomadas . Eu me sentei e o Aristeu que nome estranho se sentou na mesa ao meu lado. Senti alguém me cutucando e quando eu viro era a Medusa, eu não encontrei com a Afrodite mas encontrei uma de suas amigas, o que não adianta muita coisa. –Oi Julissa ela disse quando me virei pena que a Afrodite e a Hera não estão na mesma sala que a gente. A voz dela me irrita, como alguém pode ter uma voz daquela, consegue ser pior que da Afrodite. –É mesmo, que pena eu falei mentindo. – Você vai né? – Onde? – Na sua iniciação ela disse sussurrando se esqueceu? – Eu vou ver. – Mas você não tem que ver ela disse enquanto enrolava o dedo numa mecha de cabelo e fazia cara de quem não acredita no que ta ouvindo você tem que ir. O professor entrou em seguida na sala, e não deu tempo de mim responder eu só dei um risinho e me virei para a frente. – Turma, eu sou o Dionísio, novo professor de português de vocês, e como primeira tarefa, eu gostaria que vocês colocassem as cadeiras em círculo, assim eu posso ver todo mundo. O professor era meio estranho, tinha os cabelos até a altura do ombro, usavas óculos com armação lilás, e o jeito de se vestir dele era bem diferente, vestia blusa cor de rosa e uma calça super justa que deveria ser da irmã dele. Na sala aula só se ouvia barulho de cadeiras sendo arrastadas uma para o lado da outra. Do meu lado direito tava a Medusa infelizmente e do meu lado esquerdo tava o Aristeu. –Gente o professor falou enquanto batia palmas chega de conversa. Como eu sou novo nesse colégio e não conheço nenhum aluno, eu gostaria que cada um se apresentasse, começando pelo lado direto. Quem começou foi uma garota morena que tava sentada ao lado da porta, e depois foi seguindo. Eu não gosto de falar em público, mas pelo menos não precisa ir lá na frente. Chego a minha vez e não faço a miníma idéia do que dizer, então vou falar o básico mesmo. –Eu sou Julissa não aguento mais falar o meu nome sou nova na escola e vim do Brasil. – Temos uma brasileira na sala, o professor falou você veio de que lugar do Brasil? – Rio de Janeiro. – Eu adoro o Rio. o professor falou e depois apontou o dedo para o Aristeu, que era a próxima pessoa depois de mim. Ele se apresentou bem melhor do que eu e se virou para mim. –Não sabia você era do Rio de Janeiro. – É, mas eu sou. – Nossa, nem parece. – Todo mundo fala isso. E é verdade, eu sou muito branca igual a um papel, tenho os cabelos ruivos ondulados quase até a cintura, tenho olhos verde claro e sardas bem levinhas. Sou muito parecida com a minha irmã, só que ela tem os cabelos mais puxados para o dourado e não tem sardas para a sorte dela, por que eu não gosto das minhas sardas mesmo sendo bem fraquinhas. – Você tem descendência de algum lugar? — o Aristeu perguntou. – Sim, eu nasci no Rio de Janeiro, mas meus pais eram Alemães. – Por que você fala eram? – Acho melhor a gente prestar atenção no professor eu disse mudando de assunto, não quero ter que falar dos meus pais com um estranho que eu conheci hoje. Melhor, ontem.