Vida Renovada
5 Capítulo 5
Assim que eu sai do carro da minha irmã e vi ele indo embora eu fiquei com vontade de chorar e sair correndo daquele campo desconhecido. Mas como eu sou uma menina de dezessete anos e não mais aquela garotinha de sete, levantei a cabeça e comecei a andar em direção a entrada do colégio, mas enquanto eu andava tinha a impressão de que todos olhavam para mim como se eu fosse uma extraterrestre, mas como eu disse, era só impressão, na verdade acho que ninguém nem se importava se eu tava ali ou não, para as pessoas eu era só mais uma aluna naquela escola enorme. Enquanto eu andava saindo do estacionamento, um carro super mega maravilhoso e muito luxuoso parou e todos olharam admirados, de lá de dentro saiu um motorista e abriu a porta de trás do carro, de onde saíram três garotas com cara de super nojentas, elas eram todas muito parecidas, cabelos loiro, olhos azuis, nariz perfeito e corpo de modelo. Naquele momento todos que estavam no campus do colégio – quando eu digo todos são todos – se afastaram para aquelas garotas passarem, faltava pouco estender um tapete vermelho e ligar um ventilador para o cabelo delas saírem voando igual aquele filmes. – e na verdade eu estou me sentindo como naqueles filmes adolescentes, em que as patricinhas chegam e todo babam ao seus pés – Como eu não sabia de nada me afastei também e perguntei para a uma garota que tinha os cabelos coloridos que tava ao meu lado. –Quem são elas, e por que todos estão se afastando? A garota olhou para mim de cima a baixo e me ignorou completamente, como se fosse alguém invisível falando com ela. Depois de toda aquela palhaçada, aquelas garotas entraram e as pessoas voltaram a fazer o que estavam fazendo normalmente, e eu fui até a recepção do colégio buscar meu horários. Abri a portinha e atrás do balcão tinha uma senhora que me atendeu. –Bom dia – ela falou – em que posso ajudar? – Eu vim buscar os meus horários. – Claro – ele remexeu uma pilha de papéis e me entregou um papelzinho – aqui estão os seus horários. – Obrigada, – eu olhei o papel que dizia que minha primeira aula seria de história – e onde é que ficam as salas? – É só seguir as plaquinhas que informam cada sala. – Obrigada de novo. Sai da sala de recepção e me encaminhei para o corredor procurar onde ficavam as salas. No bilhete dizia sala 509, e quando olhei para a primeira plaquinha dizia '' sala 100 á 300 '', então não era esse o corredor. Virei para o próximo, que por sorte a plaquinha dizia '' sala 400 á 600 '' . Bom, só poderia estar nesse corredor a minha a sala. Fui andando e achei a porta que dizia '' sala 509 ''. Assim que entrei só tinha duas garotas na sala conversando animadamente e um garoto sentado lá trás que não desenterrava a cara daquele joguinho de playstation. Me sentei na terceira carteira perto da janela, assim se a aula estivesse chata eu tinha para onde olhar. Depois de um tempo que a sala de aula começou a encher de alunos, e em seguida entra a professora de história. – Bom dia classe – disse a professora – para os que não me conhecem eu me chamo Parisa, e espero que durante o ano nós não tenhamos problemas, por que realmente eu sou uma pessoa que não tenho muita paciência, então o primeiro risinho já sai da sala. E como não quero assustar os novos alunos, eu digo que tenho muitas qualidades, como por exemplo, gosto de dar trabalhos valendo ponto que ajudam e muito as vezes. Como nossa primeira lição, eu gostaria que fizessem uma redação falando sobre vocês e a história, e qual a importância. E por favor, façam rápido. Logo de cara eu não gostei da professora, pior é ter que aturar ela o ano todo, ela ainda me passa uma redação que eu não entendi nada. Enquanto eu to lá tentando fazer o trabalho eu sinto alguém me cutucando o braço, e quando eu viro, era uma daquelas garotas que entraram desfilando. –Oi – diz uma delas – me chamo Afrodite. E o que eu tenho há ver com isso, eu pensei. –Oi, eu sou Julissa. – Seu nome é diferente – ela disse roendo a ponta do lápis – você por acaso sabe de onde a sua mãe tirou esse nome? Ninguém merece aturar essa patricinha de voz chata, ela diz que o meu nome é diferente, mas o dela também não é nada normal, como sou nova no colégio e não conheço ninguém, é melhor falar com ela mesmo, que parece ser bem popular. –Eu não sei. – Será que você pode entregar esse bilhetinho para a minha amiga que está sentada na sua frente – ela disse estendendo um papel dobrado. – Tudo bem – eu falei pegando o papel e entregando para uma garota na minha frente. Eu não sei o que tinha no bilhete, mas devia ser algo bem importante, pois a cara que a garota da minha frente fez foi de super surpresa, como se tivesse ganhado na loteria. Depois de um tempo sufocante na aula de história o tempo enfim acabou, mas na hora de sair a professora me chamou para me dizer algo. –Você e nova na minha classe – ela disse – e eu gostaria que você assinasse esse caderno de presença. – Tá bom – eu assinei o caderno rápido e a minha letra saiu horrível. – Julissa, – Parisa falou olhando para o caderno – seu nome é bonito. – Obrigada.
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