Vida De Monstro - Livro Dois - A Magia
24 XXIV - Michael
Notas iniciais
XXIV – Michael
Disseram que quanto mais transformações você sofria mais fácil ficava, mas por que isso não se aplicava comigo? Eu estava me contorcendo no chão da floresta gritando feito um maluco enquanto Hector ficava me encarando:
-Por que você não está se transformando? – perguntei encarando aqueles olhos que pareciam me desafiar
-Eu estou, mas diferente de você eu sei me controlar, nenhum lobisomem pode deixar de se transformar na lua cheia, como nenhum deles deveria ser capaz de se transformar na lua nova – droga ele estava me desafiando, ele provavelmente ainda não entendia o que aconteceu naquela noite, e eu muito menos
-Maldito seja! – gritei me contorcendo no chão, enquanto alguns músculos se contraiam outros estavam se expandindo me impedindo de me mexer a não ser que fosse rolando pelo chão de dores
-Vamos garoto controlo-se, honre o sangue que carrega ou você não é filho da Luna?
Senti uma fúria animal crescendo dentro de mim, todas as vezes foram assim, eu sentia aquela fúria e então sentia uma força inumana se apossando de mim. Levantei do chão e senti minha transformação se acelerando e quando notei meu rosto estava começando a se deformar:
-Auuuuuuu!!!!!!!!!!! – senti aquela maldita sede voltando enquanto meu corpo terminava a transformação, mas dessa vez eu já sabia como saciá-la e de quem tirar o líquido necessário
Avancei na direção de Hector com a raiva me consumindo cada vez mais, não conseguia controlar meus movimentos e a única coisa que queria era matar aquele maldito, não somente pela sede, mas por raiva mesmo e eu não entendia o por que. Acertei um soco em Hector, mas ele segurou o meu braço:
-Ora o filhote pensa que pode me vencer? – ele quebrou meu braço usando apenas usando sua força bruta – Você ainda tem que crescer muito se quiser me vencer e fazer jus ao nome da sua família
Aos poucos Hector começou a assumir um rosto mais animalesco, seus músculos aumentaram e pêlos começaram a cobrir todo o seu corpo, mas ele não virou lobisomem, ele havia parado o estagio da transformação pela metade como se fosse a coisa mais simples do mundo, desgraçado.
Tentei desferir o máximo de ataques possíveis, mas Hector esquivava de todos eles facilmente, era quase como se ele pudesse ver onde eu iria atacar, mas se ele acha que ia poder brincar comigo então ele estava muito enganado. Desferi mais um soco, mas antes de Hector se esquivar mudei para um chute, era obvio que ele preveria algo tão idiota então ele pulou esquivando de ambos os ataques, mas no ar ele estava sem escapatória, mandei uma mordida e quase acertei a garganta dele se o maldito não tivesse segurado minha mandíbula com as mãos.
Nós dois rolamos pelo chão, ele não largava minha mandíbula, sabia que se soltasse eu não perderia tempo em matá-lo com uma mordida fatal. Tentava rasgá-lo com minhas garras também, mas mesmo naquela posição Hector se esquivava com facilidade, ele era bom demais para alguém como eu que só lutava feito um animal maluco, mas as vezes a selvageria ganha da disciplina.
Concentrei toda a minha fúria e então fiz algo que surpreendeu a mim mesmo, eu ergui o corpo de Hector usando minha própria mandíbula, ele continuou segurado nela, mas então percebeu o erro e tentou sair, tarde demais. Joguei minha cabeça de encontro ao chão e o corpo do maldito se chocou também, ele rolou pelo chão com sangue escorrendo pelo corpo:
-Que tipo de monstro é você garoto? – perguntou Hector limpando o sangue que escorria da sua testa e ver aquilo só me deixou com mais vontade de lutar – Nunca vi um lobisomem ser capaz de erguer um homem só com a boca e ainda ter tamanha força, você é realmente monstruoso e por isso eu tenho que pará-lo antes que faça alguma besteira
Ataquei de novo, mas depois disso não lembro mais nada, entrei em um frenesi e só sabia que estava destruindo tudo no meu caminho. Cada mísero passo o chão aos meus pés já se partir, qualquer uivo e o ar tremia como se um tiro de canhão tivesse sido disparado, cada ataque o tudo a minha frente parecia ser obliterado, eu estava movido apenas por um motivo, matar tudo e todos que estivessem na minha frente.
Senti quatro braços me agarrando, deviam ser Peter e Carl, mas isso não me impediu de atacá-los e continuar meu caminho rumo ao caos. Estava atacando alguém, ele parecia ser forte já que parava todos os meus ataques, só podia ser Hector e ao perceber isso só aumentei ainda mais minha força.
Derrubei ele, tinha certeza, acertei um ataque direto na cabeça, forte o suficiente para derrubá-lo e deixá-lo tonto por alguns segundos, tempo mais que suficiente para dilacerá-lo, mas antes que pudesse atacar uma luz apareceu na minha frente, de dentro dessa luz começaram a emergir silhuetas que eu não podia identificar de quem eram, mas algo me dizia que já tinha as visto antes:
-Rulio! – gritou uma das silhuetas e senti meu corpo sendo paralisado, eu não conseguia mais me mover por mais que tentasse – Ei lobisomens dêem um jeito aqui porque não vou poder segurar por muito tempo
Aquela voz, eu conhecia aquela voz, mas ainda não conseguia lembrar de quem, eu não lembrava nem mesmo quem eu era. Senti braços me agarrando e então eu apaguei.
Se quando eu estava acordado o negocio já tinha sido estranho eu estando apagado não tinha sido melhor. Eu sabia que o que estava vendo era um sonho, mas aquele foi de longe o sonho mais real que já tive:
-Você realmente ama ele a tal ponto Luna? – perguntou uma voz, o local era escuro e não dava para ver o rosto de quem falava, mas eu já havia escutado aquela voz antes
-Sim, eu o amo – aquela voz, eu lembrava dela também, mas não era só uma simples lembrança, meu próprio corpo parecia se lembrar daquilo e quando percebi estava chorando no escuro, era a voz da minha mãe
-Você não pode amá-lo! – gritou alguém, eu conhecia aquela voz também e senti um ódio incrível ao escutá-la – Você é minha Luna não dele!
-Eu nunca fui sua, nunca! – ele pareciam estar discutindo, cada vez mais alto, cada vez mais alto, tão alto que acabei tapando meus ouvidos e comecei a gritar para fazer aquilo, droga estava muito alto!
-Ei Michael acorda – alguém estava batendo em mim e quando percebi não estava mais no escuro e sim em uma sala toda branca deitado em uma cama, na minha frente estava Amy e o namorado monstro dela
-Onde eu estou? – levantei da cama com o corpo todo dolorido
-Está na enfermaria, nós te deixamos inconsciente noite passada e depois de trouxemos para cá
-O que aconteceu?
-Eu que queria saber, passo duas semanas fora e quando chego vejo você transformado naquela coisa de novo, e quando vejo você de novo está deitado numa cama de enfermaria chorando e gritando para pararem de gritar, sentei na cama, meu corpo parecia muito cansado de um segundo para o outro
-Eu saí de controle de novo, Hector estava comigo na floresta, ele tentou me ensinar algo, mas eu comecei a me transformar e esqueci o que ele disse, depois não lembro de mais nada além de sentir uma fúria enorme e depois não poder mais me mexer
-Agradeça a mim lobinho revoltado – falou aquele idiota do namorado da minha irmã – Se eu não tivesse usado meus poderes você teria feito um belo estrago em todos nos e em si mesmo
-Onde vocês estavam esse tempo todo pra chegarem aqui bancando os mandões?
-Eu estava acabando com uma guerra e arrumando ajuda – quando o demônio terminou de falar John entrou na enfermaria, ele parecia com raiva, mas de algum modo também parecia feliz
-Agora que você acordou venha para a sala do diretor, sua irmã e o namorado dela – dava pra ver a raiva e nojo na voz dele ao dizer a palavra namorado – vão nos contar o que eles fizeram nos últimos dias e porque trouxeram essa gente toda
-Gente? – comecei a andar com dificuldade para fora da enfermaria e entendi o que ele queria dizer com gente quando chegamos a sala do diretor, ali havia uma criatura que nunca vi, mas deveria ser o que chamavam de elfo e ao lado dele também estava uma elfa, mas a pele dela era roxa
Sentei em uma cadeira, pois não conseguia me manter em pé direito. Ali dentro da sala estávamos eu, John, Amy, o namorado dela, um elfo, a tal elfa de pele roxa, o diretor e Morgana. Amy e o namorado dela começaram a contar tudo que fizeram ali, a historia demorou um pouco já que quando acabou já era de tarde:
-Bem e foi assim que viemos parar aqui a noite – disse Amy com um sorriso enorme na cara
-Parabéns amor – falou Morgana abraçando Amy – Você e todos os outros estão de parabéns, vou dar um presente para cada um depois
-Você nunca deveria ter ido – falou John visivelmente incomodado com a cena do abraço – Você poderia ter morrido
-Poderia mesmo – falou Amy – ou não, não se pode saber o que poderia ter acontecido
-Tem razão senhorita Winchester – falou o elfo – Ninguém pode saber o que poderia ter acontecido se não tivéssemos a sua cabala ali e se seu amado não tivesse chegado a tempo, mas agora o que aconteceu está no passado e apenas o futuro me interessa, senhor Johann Faust, meu pai Oberon II me contou algumas historias sobre o senhor e gostaria de saber se o senhor poderia conseguir espaço para o meu povo, nem todos vieram, apenas eu e a chefa dos elfos da noite, nos viemos para fazer uma primeira observação e tentar arranjar um local para vivermos aqui na Terra
-Não se preocupe jovem – o diretor disse coçando sua barba – Eu já sei onde podem ficar, quantos vocês são?
-Alguns milhares, e entre nos existem salamandras, náiades, dríades, sátiros, ninfas e até mesmo espíritos vieram conosco
-Espíritos? – eu lembrava de ter visto um espírito em ação na luta contra Harald
-Sim, os antigos espíritos na natureza que nos seguiram para Arcádia, eles também iram regressar
-Magnífico – disse o diretor realmente animado – Vocês vieram para cá para lutarem pelo nosso mundo e garanto que vocês iram lutar mais cedo do que imaginam, sua ajuda é mais do que bem vinda rei Oberon III e não se preocupe, até o crepúsculo de hoje já terei conseguido um local para você e seus povos, pode trazer todos a noite que irei guiá-los para seu destino
O elfo e a elfa então abaixaram suas cabeças e saíram da sala:
-Vocês fizeram bem em ir para Arcádia jovens – disse o diretor com um certo orgulho na voz – Com a ajuda dos guardiões da natureza nos ganhamos uma vantagem nessa guerra que está para se iniciar
-Fala da guerra entre lobisomens e vampiros? – perguntei
-Não senhor Winchester, falo da guerra contra os the killers, eles não vão ficar parados agora que perderam uma poderosa aliada como Titânia e com os mortos voltando para ajudá-los não vejo mais motivo algum para não começarem a guerra
-Talvez aja um motivo para não terem começado – falou John – Eu não sei muito sobre magia, mas se Zan podia invocar os mortos porque então só agora ele invocou?
-Talvez alguma condição energética – falou Amy – nós precisamos do eclipse para poder voltar, talvez ele precisasse de algo parecido
-Não Amy ele não precisaria, nenhuma condição especial recente daria tanto poder para ele – disse Morgana preocupada – Ele precisaria de uma muito poderosa e de uma cabala enorme e poderosa, mas ele não tinha nada disso como se pai falou mais cedo, então ele é que é poderoso mesmo e se ele era tão poderoso assim eu não entendo porque não tê-los trazido antes
-Mas existe alguém com tanto poder assim?
-Eu nunca ouvi falar de alguém tão poderoso para executar tão feitiço em tal proporções, talvez o primeiro mago fosse capaz, mas ele está morto a muito tempo e jamais atenderia a um chamado maldito como esse
-Não importa quanto poder ele tem, o importante é que ele fez – disse Will – Esse maldito do Zan trouxe só os melhores de volta e por algum motivo, Titânia também poderia ter atacado Arcádia a muito tempo, mas esperou até agora para fazer isso e algo me diz que não tinha nada a ver com o eclipse, eles só começaram as e mover agora e tem um motivo muito grande por isso
-Mas qual? – disse John que já começava a suar de preocupação
-Bem eu andei pensando em um motivo e cada segundo que se passa ele só se reforça
-E qual é senhor Maquiavel? – perguntou o diretor
-Você já deve também suspeitar disso diretor, talvez todos nos aqui presentes já estejamos desconfiando também, Titânia mencionou que um grande mal viria, um mal que nenhum de nos seria capaz de parar, algo muito pior do que os the killers e só consigo pensar em uma coisa pior do que eles
-E o que seria demônio? Fale logo de uma vez – John estava a cada segundo mais preocupado, todos ali estavam, dava para sentir o medo ali
-Os deuses – falou o demônio e por um momento vi o diretor tremer de medo
-Então eles realmente estão voltando? – perguntou o diretor ainda tremendo – Isso seria realmente o maior mal que poderíamos enfrentar, inimigos que ninguém atualmente seria capaz de vencer
-Está brincando não está demônio? – John foi com a mão para o bolso, ele também estava tremendo – Os deuses estão dormindo a milênios, por que acordariam logo agora? Se isso foi causado por Zan então porque não fazer isso antes?
-É só uma suspeita exterminador, só uma suspeita
Droga algo me dizia que Will estava certo, minha mão esquerdo aprecia queimar ao ouvir o nome dos deuses:
-A reunião está encerrada – disse o diretor – Se Zan já colocou seu plano em ação o máximo que podemos fazer é esperar e ver no que vai dar, no momento o que realmente importa é mandarmos todos mortos de volta para o mundo dos mortos e impedir que os lobisomens e vampiros briguem, se os deuses vão voltar iremos precisar da ajuda deles também
Morgana foi a primeira a sair, depois Amy e o namorado saíram e por ultimo fui eu, John continuou ali, ele deveria conversar com o diretor sobre possíveis planos de guerra.
Morgana sumiu no corredor e eu deixei o casal ficar sozinho, não queria atrapalhar o que quer que eles pensassem em fazer. Cheguei até o centro do campus e me deitei debaixo de uma árvore, noite passada nos não conseguimos ir embora daqui então provavelmente Hector iria hoje a noite embora e eu iria também, seria provavelmente meu ultimo dia naquela academia, meu ultimo dia em que eu poderia ainda me chamar de humano mesmo que eu já não pudesse mais.
Depois de mais um tempo tentando relaxar eu andei até o dormitório e arrumei minhas coisas pela segunda vez, eu esperava que não aparecesse nenhum morto-vivo daquela vez porque eu realmente não queria me transformar naquela coisa sedenta por sangue de novo.
Quando terminei de arrumar tudo o sol já estava começando a se por, andei para fora do dormitório e encontrei Peter e Carl me esperando em um banco do campus:
-Vamos? – perguntou Carl
-Ainda não, quero me despedir de algumas pessoas antes
Amy e Will não estavam muito longe, eles estavam sentados em um banco próximo da entrada da academia se beijando, não era legal ver minha prima, ou irmã, se beijando com um cara, principalmente um demônio:
-Se eu não estiver atrapalhando nada – falei atrapalhando os dois
-Você está – monstro disse me encarando – Mas dessa vez eu perdôo – ele sabia que eu estava indo embora
-Você vai mesmo? – Amy perguntou
-Acho que sim – nem deu tempo de terminar de falar e ela já estava me abraçando – Não faça isso, só me deixa mais envergonhado do que eu já estou, eu tenho que ir Amy, é somente na minha alcatéia que eu posso encontrar as respostas que nem mesmo seu pai pode me dar
-Certo – ela dizia certo, mas continuava a me abraçar
-Eu tenho que ir mesmo Amy – soltei ela lentamente e comecei a andar em direção ao colégio
Comecei a subir lentamente as escadas rumo a sala do diretor e abrir a porta mais lentamente ainda, lá dentro estavam o diretor e John:
-Eu estou indo – falei encarando aquele cara que me criou como um filho
-Eu sei – John disse na maior ignorância possível, mas ele estava tão triste quanto eu
-Mas eu vou voltar, ou pelo menos vou tentar – eu tinha que dizer algo mais, eu tinha que dizer – Eu sei que você não é meu pai de verdade, mas você foi melhor do que qualquer pai que eu poderia sonhar em ter, você me ensinou tudo que eu sei velhote e não é só porque eu sou um lobisomem que eu não vou ser um caçador
-Acha que seu novo povo vai gostar de saber que eles têm um caçador entre eles
-Eu nunca me importei com o que pensavam de mim, não vai ser agora que vou me importar
Quase deu pra ver um sorriso se formando no rosto do lendário exterminador, mas ele simplesmente se levantou da cadeira e me deu um rápido abraço. Apertei as mãos do diretor e comecei a sair do colégio. Hector, Peter e Carl já me esperavam deitados debaixo da árvore em que eu estava antes e então se levantaram e começaram a andar na direção da porta da academia, todos estavam vestidos com roupas pesadas e com as mochilas nas costas. Resolvi me sentar debaixo da árvore por um momento, estava sendo ainda e faltava me despedir daquela árvore também, eu já tinha feito alguns bons e loucos desenhos embaixo dela e ela já havia me ajudado a dormir como nenhuma cama era capaz:
-Ei seu idiota me espera – quando olhei era Ella que via correndo na minha direção carregando um papel em mãos e então ela se sentou de uma vê debaixo da árvore e quase tinha escorregado
-O que você quer sua maluca? – perguntei ajudando ela a se sentar direito
-Eu soube que você estava aqui e vim correndo
-Quem te falou isso? – virei o rosto e encarei Amy e seu namorado me encarando a poucos metros dali – Eu acho que já sei quem foi
-Isso não importa agora, o que importa é que eu tenho que fazer algo antes de você ir embora
-O que? pedir desculpas? Você não precisa
-A eu preciso sim
Ella então se aproximou e me deu um beijo, sim um beijo ali debaixo daquela árvore na frente da minha irmã maníaca que ficou gritando feito louca vendo aquilo:
-Por que você fez isso? – perguntei ajeitando a mochila e me levantando, não precisava ser um gênio pra saber que meu rosto estava muito vermelho de vergonha
-Eu só queria imitar o desenho – Ella levantou o desenho que tinha feito a muito tempo atrás, o desenho de duas pessoas se beijando embaixo de uma árvore e foi quase como rever o que havia acontecido agora a pouco
-Não precisava
-Precisava sim, você está indo embora e nem sei se vai voltar então eu precisava
Comecei a andar com as pernas tremendo, eu não podia voltar agora, se fizesse isso por uma garota Hector ia me dilacerar, mas como eu queria voltar. Chegar até a entrada da academia foi a caminhada mais difícil da minha vida mesmo sendo uma das mais curtas.
Eu e meu trio começamos a sair da academia, Peter e Carl riam enquanto olhavam para o meu rosto que continuava vermelho, mas então se um segundo para o outro todos os risos pararam, na verdade tudo parou, senti ar meu faltando nos pulmões e meus olhos foram de encontro ao de uma pessoa que andava na nossa direção, ele era alto e estava vestido com uma camisa, uma calça e um sapato, todos pretos, nunca tinha visto ele na vida, mas mesmo assim seu rosto me lembrava o de alguém.
Não só eu tinha parado, Hector também tinha parado e tremia enquanto observava o homem passar pela gente e entrar na academia, Amy e Will estavam na porta nos observando e vi quando Will tremeu de medo, ele conhecia aquela pessoa, e como não conhecer, eu sabia que nunca tinha visto aquele cara, mas sabia que o rosto dele me lembrava o de alguém, o rosto dele era parecido com o de Will:
-Olá irmãozinho – falou o homem com um sorriso enorme no rosto e eu posso garantir que nunca vi Will com tanto medo
-Nicolas
Fale com o autor