Notas iniciais
Mais um capitulo fresquinho para voces queridos leitores, mesmo que eu ache que nao tenho "leitores" ja que somente a Natasha Passos me manda reviews, gente a opiniao de voces é muito importante pra mim e realmente gostaria de saber a opiniao de todos sobre como o livro esta e o que precisa ser melhorado

VIII – Amy

Ai meu deus, como posso ter uma mãe como aquela? Que quase tive um ataque do coração quando ela falou aquilo. Mas tinha que me controlar, não podia surtar por qualquer besteirinha relativa a mim e ao Will, principalmente com papai chegando.

Respirei fundo, se praticar magia já estava sendo difícil e cansativo, com meu pai na academia ia ficar impossível. Quando passei pelo portal vi a floresta, estava bastante escuro, ainda havia luz, mas era muito pouca. Não pude perder tempo e saí da floresta rapidamente, Will vinha me seguindo de perto e calado. Ainda não acreditava no que tinha feito pouco tempo atrás, havia conseguido fazer uma magia forte e quase não senti efeito colateral algum:

-Ei Amy – Will falou quando já estávamos saindo da floresta, dava para ver já um pouco de academia de onde estávamos e a noite já havia chegado e algumas estrelas brilhavam no céu

-O que foi? – me virei encarando aqueles olhos tão lindos que estavam mais perto do que eu imaginava e então senti a língua dele pedindo passagem dentro da minha boca e eu tive que ceder de uma maneira FORÇADA aquele beijo ou então ele poderia fazer alguma coisa comigo, vai saber né

Que demônio safado, se bem que todo demônio deveria ser assim não é ? Já que eles não deveriam ter alguma noção de pudor ou vergonha, mas pensei que o Will fosse diferente, ele me pegou completamente desprevenida e me FORÇOU a lhe beijar..... tá certo quem eu to querendo enganar? Eu quis muito aquilo e a iniciativa dele foi ótima, ele beijava maravilhosamente bem e de alguma forma aquele beijo surpresa só estava ainda melhor que os anteriores.

Fui me separando dele, me separando o mais lentamente possível, mas quando pensei que poderia me separar dele Will me puxou de volta, continuamos naquilo por um longo tempo até que não agüentei mais e tive que me separar dele ou morreria ser ar, mas será que morrer sem ar naquela situação seria algo tão ruim assim?

-Por que fez isso? – perguntei ainda tentando voltar a respirar direito

-Preciso de algum motivo para te beijar? – como eu queria dizer que não e beijá-lo de novamente

-Só queria saber o por que disso?

-Não sei, só senti que tinha que fazer isso, eu posso falar que vou ganhar do mago Flamel, mas algo dentro de mim me diz que essa vitória não será sem pagar um preço

-Então não vá para essa luta, já disse que não quero você ali – senti meu coração apertar

-Não posso – Will se aproximou de mim novamente – nunca vou perdoá-lo pelo que fez com você

Senti a mão dele tocando nos meus cabelos e então aos poucos descendo até as minhas costas, aqueles dedos desciam lentamente e então percebi um sorriso se formando nos lábios dele:

-A gente não deveria fazer essas coisas – falei virando o rosto, no fundo eu queria era beijar ele de novo, mas nós tínhamos que sair da floresta e voltar a academia agora

-Você fala como se não gostasse e estivesse se corroendo por dentro para me beijar de novo, ou fazer algo mais – os lábios de Will se aproximaram dos meus, mas antes de chegarem ao seu destino eles desceram em direção ao meu pescoço

Senti aquele lábio quente e molhado tocando meu pescoço e senti os pêlos de todo o meu corpo se eriçando, lentamente seus lábios e língua foram se espalhando pelo resto do meu pescoço e então senti uma leve mordida no meu pescoço e não controlei um pequeno e baixo gemido. Usei abrir meus olhos e vi Will abrindo um sorriso sacana e rindo bem baixinho assim que percebeu meu gemido:

-Não pensei que fosse esse tipo de pessoa – falei

-E nem eu que você uma dessas – ele disse dando um chupão no meu pescoço, acabei gemendo de novo

-Eu não sou assim – falei tentando recuperar o fôlego que estava me faltando e me segurando para não gemer enquanto Will fez mais um chupão e suas mãos desciam pelo meu corpo me causando sensações estranhas e prazerosas

-Claro que não – ele falou num tom visivelmente de sarcasmo e então começou a se separar de mim lentamente – e já que você não é esse tipo de pessoa então eu vou parar por aqui, não quero acabar corrompendo uma jovem tão pura e de bom coração não é verdade? – Will saiu totalmente do meu raio de alcance, aquele demônio maldito!

Ele sabia que eu estava louca para que ele continuasse e fossemos mais longe do que aquilo, mas mesmo assim ele parou. Não me controlei e avancei na direção dele pulando nas suas largas costas e levando nós dois ao chão. Rolamos no chão sujando nossas roupas, mas não me importei, fiquei por cima de Will encarando aqueles olhos negros:

-Ora quem diria que você iria fazer algo assim – Will falo contendo um riso

-Você ainda não viu nada – mandei um sorriso bem sacana e beijei violentamente aquele demônio

Nossas línguas pareciam travar uma guerra dentro das nossas bocas, uma deliciosa e prazerosa guerra, mas então tirei minha língua da boca dele repentinamente, Will me encarava como se não entendesse nada, perfeito, comecei a passar minha língua pelo pescoço dele da mesma forma que ele fez comigo e vi seu rosto ficando vermelho e mordendo o lábio inferior.

Eu não estava me reconhecendo naquele momento, nunca tinha feito nada parecido na minha vida e nunca pensei que faria tão nova e no meio de uma floresta a noite, mas tudo estava tão bom que não pensei em momento algum em parar aquilo, na verdade essa noite eu iria mais longe do que nunca fui com nenhuma outra pessoa, nós já havíamos sido interrompidos vezes demais, então iria tirar o atraso de todas as vezes hoje.

Meti minhas mãos por debaixo da blusa de Will e toquei naqueles músculos definidos e perfeitos, levantei toda sua blusa e joguei para o lado para olhar aquela barriga tanquinho e comecei a beijar seu abdômen sarado. Will me ergue poucos segundos depois e me jogou contra uma arvore com uma força absurda, não parecia ter me machucado seriamente, só senti uma dor nas costas, e antes que pudesse fazer alguma coisa Will já estava na minha frente, ele empresou meu corpo contra árvore brutalmente e começou a tirar minha blusa enquanto me enchia de beijos molhados e chupões.

Ele pegou e jogou minha blusa um pouco longe, ficou encarando meu corpo com um olhar pervertido, eu deveria estar sentindo vergonha, mas de alguma maneira aqueles olhos estavam tão sedutores e maliciosos que na verdade fiz questão de mostrar o máximo que pude. Will passou a língua pelos lábios e uma maneira sensual e vi que seus olhos estavam assumindo um tom avermelhado.

Will então avançou novamente na minha direção e me beijou ardentemente, uma de suas mãos direção ao meu sutiã e começou a tocar no meu seio enquanto a outra foi em direção a minha calça, nós já estávamos indo longe demais, eu queria protestar que já estávamos no limite, mas sua língua não deixava, e não parecia que ele iria ceder aquele beijo tão cedo.

A mistura daquele beijo e dos movimentos que ele fazia no meu seio enquanto passava sua outra mão pela minha coxa estava me deixando maluca, ele provavelmente percebeu isso e sua mão foi direto em direção a mina intimidade, senti quando ele a tocou por cima da calça e uma sensação maravilhosa se alastrou pelo meu corpo:

-Você esta já esta molhada aqui em baixo Amy? – ele tinha parado de me beijar, mas eu não consegui dizer nada – Ei, você quer ser a mãe dos meus filhos? – ele perguntou aproximando sua boca da minha orelha

-Como é? – ainda não acreditava que ele tivesse dito aquilo, eu só podia estar sonhando, o sonho mais erótico que eu já tive por sinal

-Você quer ser a mãe dos meus filhos? – ele repetiu novamente e dessa vez me encarando nos olhos, seus olhos brilhavam como duas bolas de fogo rubro – Se você disser que sim, eu posso te dar um nesse momento

Senti seu maravilhoso hálito no meu rosto, senti o suor dele se misturando ao meu enquanto nossos corpos permaneciam colados, senti sua mão se movimentando no meu seio e a outra alisando cada parte diferente do meu corpo. Minha vontade era de gritar que sim, mas meu fôlego me faltou no momento, o olhar dele esbanjava um terrível desejo de sexo, parecia um animal perto do cio, mas também mostrava amor, ele não queria apenas prazer ali, ele realmente me queria de corpo e alma naquele momento, se bem que ele não tinha alma, mas isso não importava agora, ele tinha me escolhido e finalmente estava assumindo isso:

-Mas humanos e demônios podem ter filhos entre si? – perguntei tentando tirar minha atenção do prazer que estava sentindo e contendo ao máximo os gemidos que saiam a cada segundo

-Que tal fazermos o teste?

Aquela pergunta foi o ponto final na nossa discussão, minhas mãos na mesma hora desceram em direção a sua calça enquanto trocávamos mais um beijo, mas antes que minha mão chegasse ao seu destino final e tão aguardado escutamos um grito vindo de algum lugar:

-ME AJUDEM!!!!!!!!!!!!!

Will me largou no mesmo instante e seus olhos começaram a mapear a floresta, demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo:

-Alguém esta sendo atacado – não sabia de quem era a voz, mas tinha certeza que era essa mensagem – temos que fazer alguma coisa

Não perdi tempo e corri na direção da minha camisa e Will foi atrás da dele, peguei minha camisa do chão e olhei, ela estava toda suja de terra, mas não importava agora, eu também não estava lá tão limpa assim, então vesti a camisa e peguei minha mochila do chão. Will pegou suas coisas e se virou na minha direção fazendo um sinal com a cabeça indicando uma direção.

Corri na frente dele, mas não demorou muito para que ele me alcançasse, seus olhos estavam de volta ao preto normal, uma cor que eu achava que combinava bem mais com ele. Will me indicava a direção para onde deveríamos ir e em minutos já estávamos próximos do local, dava para ver uma pessoa no chão e outra sobre ela de pé segurando alguma coisa em mãos:

-Vamos garota me diga onde eles estão ou então você será a minha primeira vitima nessa nova vida, e eu gostaria de guardar essa honra para outra pessoa

-Eu já disse que não sei – era a voz de uma garota, ela estava assustada, chorando e parecia machucada, reconheci como ela sendo uma garota da turma do meu irmão, não perdi tempo e coloquei a minha adaga em minhas mãos, senti a aura negra me cobrindo

-Saia de perto dela seu desgraçado! – falei já bem próxima e pude ver a pessoa que segurava a lança, ele vestia uma camisa branca, uma calça marrom e um par de chinelas, alem disse segurava um punhal prateado em mãos

-E você seria?

-Amy Winchester – assim que falei os olhos da pessoa se dilataram

-Então é você, obrigado, você me poupou um trabalho medonho – mais um maníaco atrás de mim, que vida ótima

-Quem é você? – ainda não conseguia ver o rosto da pessoa, ela cobria com o rosto com um pano

-A me perdoe, eu sou Jack, mais conhecido como Jack o estripador

A pessoa avançou na minha direção, era impossível ele ser Jack o estripador, aquele cara estava morto a quase um século e meio, devia ser só um louco qualquer. O punhal prateado veio na minha direção, mas cortei ele com um rápido movimento da minha adaga negra, o falso Jack me encarou surpreso:

-Boa arma essa sua – ele falou com sua voz rouca que não dava para distinguir se era de homem ou mulher – eu poderia usá-la para minha nova onda de assassinatos – respirei fundo

-Você é louco – falei mexendo na minha adaga e então avancei

Mandei uma sequência de ataques, a pessoa era ágil e não sofreu nenhum arranhão:

-Vai precisar ser mais veloz garota Winchester

-Eu vou te mostrar o que é ser veloz – peguei a adaga com ambas as mãos e me concentrei, a aura negra se espalhou pelo meu corpo e então avancei, estava muito mais rápida do que antes e só precisei de dois movimentos do braço para arrancar uma das orelhas da pessoa e rasgar os estômago

-Maldita seja – a pessoa disse e então o seu pano que cobria o rosto caiu, tinha rasgado ele por acidente quando arranquei a sua orelha

O pano caiu lentamente e então pude ver seu rosto, era uma mulher, ela tinha o rosto magro, deveria estar quase com trinta anos, agora pude perceber seus olhos cinzentos e cheios de orelhas:

-Quem é você? – falei

-Eu já lhe falei, sou Jack o estripador – a garota soltou um riso sinistro que me fez tremer

-O Jack morreu muitas décadas

-Sim eu estava morta, mas agora eu voltei, voltei para finalmente poder completar meu objetivo vital que me fez começar tudo a anos atrás

-Como pode ser? Jack era um homem

-Eu quis que eles pensassem que eu fosse um homem, era a identidade perfeita, ninguém suspeitaria de uma jovem garota, e principalmente com outros assassinos espalhados pela cidade, eu fiz o disfarce perfeito, mas falhei quando mais precisei

-O que aconteceu com você? – a forma como ela falava me convenceu de quem era, já tinha lido teorias sobre Jack o estripador não ser um homem, mas mesmo assim nada mencionava que ele pudesse voltar a vida

-Morri – ela disse soltando um riso que mais parecia de sofrimento e tristeza do que de felicidade – eu me lembro daquela noite, eu estava indo cometer meu ultimo assassinato, finalmente iria me mostrar em publico e iria marcar meu nome na historia, iria finalmente provar que nos mulheres éramos superiores e podíamos fazer o que quiséssemos naquela maldita sociedade machista

-O que esta falando? – relaxei o braço, ela não parecia que iria atacar – Por que matar mulheres ia provar alguma coisa?

-Ora não precisava ser mulheres, eu só queria matar alguém e provar para o mundo que as mulheres podiam fazer o que quisessem, ate mesmo matar, as pessoas pensam que eu só matei mulheres, mas eu comecei com homens, matei três deles, mas a policial simplesmente tratou os fatos como algo comum, fiquei furiosa com aquilo e acabei fazendo algo, uma amiga me ensinou a muito tempo um ritual para invocar demônios, eu fiz o ritual e conversei com o demônio, ele me falou que poderia me ajudar, que me faria ser lembrada por toda a historia

-E matar mulheres faria?

-Sim, na verdade eu estou marcada na historia, mas não da forma como queria, o demônio fez um pacto comigo, em troca da minha alma ele me ensinaria tudo que precisava, me ensinou anatomia, métodos de assassinato e ate hipnose, assim eu poderia cometer qualquer tipo de assassinato, ate poderia escrever mensagens antes avisando a todos o que eu faria e não importaria nada já que a minha vitima já estaria hipnotizada para fazer o que eu quisesse, foi assim que eu cresci, o demônio me disse que o outro preço alem da minha alma que eu teria que pagar seria matar apenas mulheres, se eu matasse algum homem eu morreria instantaneamente, só faltava uma parte para meu plano ser concluído, eu iria pegar três jovens e levá-las bem no meio de uma feira que iria ocorrer e na frente de todos eu cometeria meus três assassinatos e mostraria minha verdadeira identidade, todos se lembrariam de mim, todos, mas então um policial me viu e para escapar tive que matá-lo, no mesmo instante meu coração parou, e a única coisa que vi depois foi o inferno

-Você é louca – falei, aquela pessoa era maluca, acho que nem maluca era uma palavra que poderia defini-la

-Você não sabe de nada garota, você não sabe nada!

Jack voltou a avançar, ela estava maluca, seus olhos brilhavam de um jeito inumano, eu ainda não sabia como ela tinha voltado a vida, mas ela não viveria mais muito tempo. Deixei ela ir se aproximando com calma, me concentrei e só encarei Jack:

-Sombra! Lua!

Meus dois avatares desceram do céu, Sombra foi direto no olho da Jack enquanto Lua bicava suas mãos, a mulher gritou de agonia, tentou mexer os braços para tirar Sombra da sua cara, Sombra após arrancar o olho da mulher começou a bicar o rosto dela.

Avancei na direção de Jack, assim que me aproximei os pássaros se afastaram e então cravei minha adaga bem no coração dela, a mulher ficou estática e caiu no chão, sangue começou a sair da ferida, mas não era sangue comum, era um liquido negro gosmento que lembrava piche, percebi que o mesmo líquido também saia dos seus outros ferimentos:

-O que aconteceu com você? – perguntei encarando aquela mulher enquanto ela lentamente deixava a morte tomar conta dela

-Eu só queria voltar e conseguir completar meu objetivo, foi essa a promessa que aquele homem me fez, eu só precisava matar você, seu irmão e os outros moleques, só isso

Então veio o silêncio, ela parou de fazer qualquer movimento, estava morta, novamente. Mas diferente de um morto normal seu corpo começou a se dissolver como se fosse feito de areia e então sumiu sendo levado pelo vento:

-Bom trabalho – Will falou, me virei na direção dele, ele estava do lado da garota, eu não posso negar que eu senti ciúmes disso mesmo a garota estando apagada

-Não foi nada demais

-Pelo contrario, foi muito bom, eu já disse que você não é fraca e provou isso ao enfrentar ela sem precisar da minha ajuda

-Não foi nada demais – falei teimando, realmente não tinha sido, não estava com nenhum arranhão e mal tinha usado o poder da adaga – mas então como ela esta?

-Só com alguns arranhões e hematomas, nada grave

-Acha que ela vai lembrar de algo?

-Não sei, não podemos correr o risco dela se lembrar

-Então é melhor levarmos ela para o diretor

Will pegou a garota nos braços, que inveja, nós dois então nos dirigimos a sala do diretor, ele estava lá sentado bebendo seu whisky e nos encarou quando entramos:

-Tragam ela aqui – falou o diretor e obedecemos, ele só tocou a testa dela com um dos dedos e então fez um gesto com as mãos dizendo que já podíamos ir – já acabei – não queria falar mais nada, mas precisava

-Como Jack o estripador pode estar de volta a vida? – falei e o diretor me olhou com uma duvida nos olhos

-Só haveria um jeito, e eu acreditava que seu pai tivesse cuidado disso

-Explique melhor – não estava com papo para segredos, não dessa vez

-Existe um antigo ritual mágico que pode trazer os mortos de volta, mas ate onde eu saiba somente sua mãe o sabe, mas também existe outro jeito, usando o necronomicon

-O livro dos mortos? – Will arqueou uma sobrancelha – Pensei que tivessem destruído ele junto do seu criador

-Eu também pensei isso – o diretor deu mais um longo gole no whisky – tomem cuidado, alguém que pode trazer de volta só mortos não se contentaria com apenas um

-Eu sei

Falei de sai da sala junto de Will, o diretor disse que resolveria o assunto da garota depois. Andamos para fora do colégio e começamos a andar pelos outros complexos da academia:

-Você pode fazer pactos? – perguntei e Will me encarou

-Sim, mas pactos são coisas que demônios de baixo nível fazem para subir de classe, nobres como eu não fazem algo assim

-Entendo – Will foi se aproximando mais de mim

-Podemos continuar aquele nosso outro assunto agora se quiser – ele disse no meu ouvido, que vontade me deu de dizer que sim

-Não posso, já faz alguns dias que eu não faço uma ronda pela academia e veja o que aconteceu, não posso

-Que pena – ele disse fazendo uma cara de pena verdadeira que me deu vontade de voltar atrás com minhas palavras

-Mas podemos continuar outro dia – Will fez um sorriso bem pervertido, demônio safado, se bem que agora eu não escapava dessa alcunha

-Estarei a espera – Will me deu um rápido beijo e fui rumo ao dormitório, ele era perfeito

Comecei a andar sozinha pela academia, Michael não estava a vista, acho que ele também não andava fazendo as rondas, mas eu não estava tão sozinha quanto pensei, Sombra e Lua voavam a cima de mim me olhando, fiz um movimento com a mão e os dois desceram e pousaram nos meus ombros, um de cada e como sempre Lua ficava a direita e Sombra a esquerda.

Fiz um cafuné nos dois pássaros e eles se mexeram de felicidade, me sentia completa perto dos dois, eram quase como irmãos, ou talvez filhos. Olhei para cada um deles e as diferenças que cada um tinha, suas cores, suas espécies, ate suas personalidades, mas mesmo assim quando estavam juntos eles pareciam se completar.

Encarei os olhos vermelhos de Sombra, não podia negar que eram parecidos com os de Will, e de alguma forma o negro de suas penas eram iguais aos cabelos de Will, enquanto isso Lua me lembrava vagamente a mim mesma, o azul dos seus olhos parecia verde em alguns momentos e os brancos da suas penas lembrava a minha pele.

Olhei para o céu, as estrelas banhavam a escuridão e a lua já era bem mais visível do que antes, ela lentamente estava caminhando para ficar cheia.

Andei por mais um bom tempo e só quando tive certeza que não aconteceria mais nada eu fui para o dormitório, Sombra e Lua preferiram ficar do lado de fora e voaram rumo ao céu. Amanhã seria o grande dia do duelo de Will e eu precisaria relaxar e tentar apagar o mal estar que estava sentindo sobre aquela luta.

Entrei no meu quarto e fui dormir, tive um sonho magnífico, eu estava voando, voando no céu noturno, eu voava pela floresta, fazia descidas e subidas bruscas, dançavam no céu fazendo piruetas, passei em meio as árvores da floresta, o sonho foi magnífico e extremamente revigorante, quando acordei estava mais viva do que nunca, Will não precisa de alguém para deixá-lo pra baixo, ele precisava de alguém era para apoiá-lo. Tomei banho, escovei os dentes e me preparei para a aula.

Sombra e Lua não estavam por perto, deveriam estar voando pela floresta ainda, lembrei do sonho e acabei sorrindo. Andei rumo a sala e Will já estava lá no seu local de sempre ouvindo musica enquanto os nerds discutiam. Coloquei minhas coisas no local e tirei o caderno de dentro da mochila, senti os olhos de Will em cima de mim e comecei a corar, dava para sentir na pele o que gostaria de estar fazendo nesse momento, mas ignorei e voltei a estudar.

Precisa me preparar para as provas, as aulas de magia tiraram totalmente meu tempo de estudo para as coisas do colégio. Pouco tempo depois minhas amigas entraram na sala, gelei quando me lembrei que ainda não tinha ajudado elas com as aulas particulares, mas que droga:

-Oi Amy – todas disseram juntas com uma felicidade anormal

-Oi meninas – encarei o grupo, elas pareciam realmente anormais, não só pela felicidade excessiva que fazia elas estarem sorrindo grandiosamente, mas também pelas roupas que vestiam, todas usavam a camisa do colégio, mas suas calças eram de um tom de laranja brilhante que doía na vista, alem disso todas tinham as unhas pintadas no mesmo tom laranja e seus sapatos eram de um par de all-star vermelho alaranjado, não sabia que elas gostavam tanto assim dessa cor, mas alem disso todas usavam um colar com um pingente em forma de sol:

-O que diabos aconteceu com vocês? – perguntei realmente assustada

-Longa historia – todas falaram ao mesmo tempo novamente

Antes que eu pudesse forçá-las a falar mais pessoas entraram na sala e uma algazarra tomou conta de todos, todos comentavam do fantástico curso de aulas partículas que foi criado no centro da cidade, parecia que as meninas também tinham ido para lá já que também estavam falando sobre o assunto.

Tomei um susto quando percebi algo, algumas pessoas ou tinham as calças laranjas, ou tinham as unhas pintadas, ou usavam os sapatos de tom alaranjado, e todos sem exceção usavam os colares com o pingente em forma de sol. Will me lançou um olhar e saímos de sala:

-O que é isso? – falei para ele quando chegamos do lado de fora, algumas pessoas no corredor também andavam de laranja e com o pingente

-Eu não sei – Will olhava de um lado para o outro – parece que somente os humanos da academia estão usando esse novo estilo – concordei com a cabeça, ele estava certo, nenhum monstro usava o pingente ou as roupas laranjas

-Mas o que poderia causar essa mudança bruta de estilo? Ate onde eu saiba ninguém famoso esta aderindo a esse estilo – peguei um cara pelo braço, ele suava calças laranjas e o pingente – Por que todos estão se vestindo assim?

-Graças ao curso particular, você não paga nada se for vestido com algo laranja e quando completa faz uma aula você ganha esse pingente, aqueles que estiverem o usando vão poder participar de um sorteio especial que vai ter

O garoto saiu andando rumo a outra sala, fiquei pasma com a noticia, nunca tinha ouvido falar de algo assim. Eu e Will voltamos para a sala quando vimos o professor se aproximar. Assim que o professor entrou sua primeira reação foi de surpresa, ele encarava aquele monte de alunos vestidos com algo laranja:

-Certo – seu tom de voz foi calmo, mas surpreso – isso é algum tipo de moda ou algo assim? – ninguém falou nada, eles só sabiam falar sobre o quão fantástico tinham sido todas as aulas ate agora

A aula começou, mas ninguém se importou, eles sussurravam que nem precisavam mais vir ao colégio contanto que fossem para o curso, e eu não podia negar isso, o professor tentou fazer os alunos se calarem passando Arias questões no quadro, fiquei surpresa quando todos da sala terminaram antes de mim e dos nerds.

A outra aula começou e acabou rapidamente, quando o intervalo começou todos correram para fora, sai aos poucos acompanhada de Will, quando chegamos ao corredor Drake se aproximou, ele parecia assustado:

-Mas que merda é essa que esta acontecendo nesse colégio? – Drake falou com um pouco de raiva na voz – Qual dessas roupas e do pingente?

-Parece ter haver com algum tipo de curso no centro da cidade – Will disse – mas ago me diz que não é só isso

Michael apareceu no corredor, ele estava suando:

-Mas o que diabos esta acontecendo nesse colégio? – ele disse cansado – no meio da aula de educação física as pessoas estavam vestidas de laranja e usando colares estranhos

-Então não é só no nosso ano? – falei com a mão no queixo, aquilo estava bem estranho

-Muita gente da minha turma aderiu ao novo estilo – Drake falou – mas somente os humanos, pareci que os monstros nem sequer estavam sabendo desse tal curso ai

-Na minha sala foi a mesma coisa – Michael disse recuperando fôlego – somente os humanos da turma usavam laranja, que tipo de curso é esse?

-Eu posso descobrir – Drake abriu um sorriso – eu poderia ler a mente de algumas pessoas, só precisava da autorização do diretor

-Não acho que seja uma boa idéia – Will falou encarando Drake – não vejo nada demais nisso tudo, eles só mudaram seus estilos e nada mais, não vamos fazer nada de precipitado sem termos nenhuma noção do que esta ocorrendo

-Concordo – falei, mas ainda queria averiguar isso

Tocou para o fim do intervalo, todos voltamos para nossas turmas, mas a minha turma não estava tão cheia quanto antes, muitas pessoas não voltaram do intervalo, a sala estava com uma predominância de monstros com somente sete humanos em sala, até minhas amigas faltaram, agora sim nos tínhamos um motivo para investigar.

Quando terminaram as aulas do dia tive vontade de correr para o centro e ver esse tal curso, mas então lembrei da luta de Will, não poderia deixá-lo ir para lá sozinho então só troquei de roupa e esperei ele sair do dormitório.

Ele estava com seu preto usual, mas mesmo assim ele estava lindo. Andamos lado a lado rumo a floresta, assim que entramos um pouco em meio as árvores Sombra e Lua apareceram, abri o portal e atravessei indo rumo a cidade de Magicka. Hoje seria o grande dia e senti a insegurança sobre a luta voltando.

Notas finais
Reviews???