Vida.

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Simbora? :*

Desliguei e fui trabalhar. Logo vi minha porta abrir d’uma vez.

- Senhorita eu tentei impedir, mas ele entrou.

- Tudo bem Camila. Pode ir. Obrigada!

Ela saiu e vi Thomas me olhando extremamente sério.

- Nattália a gente tem que conversar.

- Primeiro você tem que saber que isso aqui é o meu local de trabalho, não a minha casa que você entra quando quiser.

- Tanto faz. Nattália o Pedro ta sofrendo cara, a Manu ta sofrendo, eu estou sofrendo. Será que você não percebe que a gente te ama?

- Thomas, primeiro, não são só vocês que sofrem ok? Segundo, VOCÊS decidiram que não iam mais falar comigo se eu não voltasse com o Pedro.

- CUSTA VOCÊ VOLTAR COM ELE PORRA?

- Abaixa o tom! Custa, custa muito, não vou deixar ele me fazer de palhaça de novo e ele está muito bem com a namorada.

- Eu desisto Nattália você não pense em mim e na Manu né, só pensa em você mesma.

Ele foi embora e eu sentei. Me arrependi mil vezes por ter dado aquela segunda chance pro Pedro, mas como dizia minha vó, não adianta chorar o leite derramado. 18h30 eu fui embora. Me arrumei pro aniversário da Mama, peguei meu carro e fui. Logo ao entrar dou de cara com as três pessoas que eu não queria ver naquele momento: Thomas, Pedro e Manu. Mas como eu não estava na minha casa, fiquei quieta e fui falar com a Mama.

- TIAAAAA!

- MINHA PRINCESA!

Peguei ela no colo, dei um monte de beijo e a apertei muito.

- Parabéns princesinha da tia. Muita saúde, muitos anos de vida, muita felicidade, tudo de bom que o mundo tem pra te dar.

- Obrigada tia!

Ela abriu meu presente e pulou de felicidade. Era um filtro dos sonhos, ela já havia me pedido. Então me puxou, passamos pelo Pedro e puxou ele também. Fomos em direção ao quarto dela.

- Tia, tio. Arrumem pra mim?

Olhei pro Pedro e ele saiu.

- Eu arrumo meu amor. Pode ir lá pra sala brincar, a titia arruma aqui!

Ela saiu feliz e eu fiquei arrumando lá. Logo a porta se abriu devagar.

- Nattália, minha mãe está te chamando.

Sim, era o Pedro.

- Ah, ok! Já estou indo.

Ele se aproximou e segurou minha cintura. Me afastei rapidamente.

- É infinitamente horrível pra mim não conversar com você. Volta pra mim Nat!

- É horrível me sentir um brinquedo feio na sua mão, você brinca quando está sozinho, quando chega alguém você joga em baixo da cama e esquece lá. É assim que eu me sinto Pedro.

- Essa não era a minha intenção Nat, eu só queria que fosse perfeito. Procurando essa perfeição eu só te magoei, eu sei, mas eu me arrependo mortalmente por isso.

- Eu me arrependo por ter te dado aquela chance a alguns anos atrás. Hoje em dia meu irmão de consideração e minha melhor amiga não conversam comigo, me acham egoísta, eu não saio, só tenho meu trabalho agora. E eu não quero que tudo aconteça de novo daqui a alguns anos.

- Eu só quero te fazer feliz Nattália, é tudo o que eu sempre quis desde que a gente se conheceu, em momento algum eu quis te trazer problemas com eles, eu nunca quis te fazer sofrer.

- Será Pedro? Não consigo olhar nos seus olhos e ver verdade.

Ele abaixou a cabeça e percebi uma lágrima cair no chão.

- Nat, eu juro que tudo que eu quero nesse momento é te fazer a mulher mais feliz desse mundo, o que eu quero é poder te ver acordar, ficar de observando até você pegar no sono. O que eu quero é só passar o resto da minha vida indo dormir ao seu lado e acordar no outro dia tendo a certeza que é verdade, e que você está bem. Me deixe te fazer sorrir novamente Nat?!

- E tudo que eu quero é te dizer que eu te deixo me fazer feliz. Mas o medo e a insegurança são mais fortes do que eu Pedro.

- Então, isso é um não?

- Isso é um, me da um tempo que eu quero pensar. Pode ser?

- O tempo que você quiser, eu vou estar aqui te esperando, não importa quanto tempo você leve pra pensar.

Sorri envergonhada pra ele e fomos pra sala.

Notas finais
Pedro todo fofo, awn *--* BEIJO!