Victoria

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Espero que gostem, beijos.

Os olhos atentos de Victoria observavam a paisagem pela janela. Ela se lembra bem, e não pode nem se quer esquecer, o motivo de ter fugido.

10 dias atrás — Laboratório dos Smith.

Querido Livro de Experiências,

Que eu me chamo Victoria Smith você já sabe. Mas o que você não sabe é que eu tenho agora muito medo de ter esse sobrenome. Ser rica por meu pai ser um cientista pode até ser bom, mas a parte de ele estar ficando louco não.

Ontem minha mãe me chamou pra falar que não era mais permitido entrar no laboratório. Eu insisti em perguntar o por que, afinal ela não ter me permitido me deixava ainda mais curiosa.

Então eu arrumei um jeito de entrar lá.

Disse pra Rosa, uma das serviçais, que ia levar o almoço de papai hoje. E com muita insistência ela deixou que eu o fizesse. Discretamente, peguei um uniforme das serviçais e consegui entrar.

E o que eu vi foi espantoso: algo tinha dado muito errado ali. Os cientistas corriam de um lado para o outro desesperados, e eu fiquei ali tentando entender. Cheguei perto da porta principal do laboratório e consegui ouvir a conversa.

- ISSO NÃO ERA PARA TER DADO ERRADO. SE ESSA CÉLULA SAIR DESSE LABORATÓRIO, O MUNDO TODO PODE SER PREENCHIDO POR MORTOS-VIVOS! VOCÊ JÁ PENSOU EM VER ZUMBIS NA RUA? INCOMPETENTE.

- Com licença, — falei calma — seu almoço papai. A propósito, pode me explicar o que quis dizer com isso?

- O que você faz aqui, Victoria?! Sua mãe não já te disse que é proibido entrar aqui?

- Você nunca me proibiu isso, então eu resolvi investigar. Tem mais alguma coisa que precise esconder da sua própria filha?

O rosto de papai atingiu uma coloração avermelhada de irritação.

- Você não pode se intrometer. Levem-na! Levem-na daqui.

- Você vai pagar por ter inventando a destruição do mundo! Vai pagar! — eu falei brava enquanto era levada para fora.

Assim eu fui estudando essa célula até encontrar uma solução para ela.

Nos dias de hoje.

O que mais Victoria temia aconteceu: o caos preencheu o mundo. Ela conseguiu descobrir uma solução para ela, mas não sabendo colocar em prática fugiu em prol da sua sobrevivência.

Agora perambula por aí procurando sobreviver. Agora mesmo está numa mata com seu machado em mãos. O silêncio parecia querer engolir ela, mas isso não a fez desistir de procurar um abrigo.

Desde então, o destino virou a seu favor. Não muito longe estava uma casinha de madeira. Ela correu extasiada pelo alívio e entrou pela janela. Observou cada canto: a casa fedia a mofo, mas estava limpa em relação ao zumbis.

Procurou comida e acabou por encontrar um enlatado. Comeu e subiu as escadas em direção ao quarto. Escondeu-se no armário, e foi tomada pelo sono.

Notas finais
COMENTEM! E me incentivem a continuar.