Victor crauchi e o herdeiro do demônio
7 A decisão de basel
Notas iniciais
Ao descobrir que o filho do diabo esta para nascer na realeza de seu império Madalena decide matar e afrontar mostrando a todos que o príncipe na verdade é o herdeiro do demônio.
1718 D.C.
O adormecido corpo de Madalena repousava nas profundezas do pequeno lago assim como tudo o que viveu as lembranças boas e as ruins, sua historia espatifada como o corpo do antigo rei que debruçado nas gramas estava.
Mesmo estando quase morta Madalena ouviu um som muito estranho e abrindo pela ultima vez seus olhos pode ver um clarão roxo iluminar o céu do santo lugar.
Essa luz desceu no lago, entrando nas águas bateu contra o peito da pobre mulher que prestes a morrer estava.
Seu coração puro agora pertencia ao demônio seu corpo que lutava desesperadamente para se desgrudar dessa força maligna perdia forças deixando lúcifer completar sua tarefa
A essência de corpus tocando seu coração fazia com que Madalena e o demônio se tornassem partes do mesmo fruto.
Madalena sentia afeto pela besta e a besta por Madalena, dó mesmo jeito que gaspel salvou evamgeline da morte o demônio salvou Madalena da morte, dando a garota mais uma chance de viver fazendo com que seu corpo flutuasse saindo do lago e caindo na grama, à mulher que estava nua vestia agora umas vestes estranhas parecida com as roupas de seu pai.
Madalena embrulhou a espada verde em sua antiga camiseta e encarou o castelo que agora podia ser visto com mais detalhes sem ter uma só gota de água saindo das nuvens que cobriam o lugar.
Seu corpo caminhava lentamente ao cavalo de Tiago que estava amarrado perto dali e pela estrada de terra deixava para trás o corpo do rei junto com suas lembranças macabras
No caminho de volta Madalena pensava em um jeito de corpus ser inocentado só assim ele poderiam consertar o que fez no reino maravilhoso e depois ser julgado corretamente.
Seu rosto estava mudado seus olhos verdes desapareciam sobrando apenas seus verdadeiros olhos azuis
Corria com toda a rapidez pelo extenso lugar ate chegar ao reino três dias depois, o cenário do reino estava vazio, tendo apenas um céu nublado e escuro mesmo sendo dia.
– pelo menos acabou a chuva – Madalena soltou um sorriso e vendo que ninguém estava na rua desceu do cavalo deixando o animal amarrado na cerca mais perto pegou sua espada embolada em sua camiseta e caminhou ate chegar à esquina de sua casa.
Via sua mãe e suas tias andando ao encontro do castelo Madalena então seguiram não queria ser vista para não dar explicação de onde estivera durante todos esses dias frustrantes
Evamgeline conversava com sua tia do meio Carina sobre o tal castigo de corpus e Madalena podia ouvir tudo caminhando logo atrás se escondendo entre os muros e cercas das casas
– o herdeiro do demônio será morto hoje!
A outra oráculo encarou o olhar de sua irmã e logo começou a falar
– depois de tudo de ruim que corpus fez ao reino maravilhoso você esperaria o que?
– pois é né!
– mesmo assim acredito que esse castigo e pouco, eles deviam tirar logo a cabeça desse demônio.
– sim, graças a deus tive coragem naquele dia de ter dito a basel sobre a morte de Tiago e onde esta seu corpo!
Logo as três se calaram, a terceira sempre de cabeça baixa e quieta seguindo calada a irmã ate chegarem ao grande castelo que cheio de pessoas estavam às tias desapareceram na multidão que ansiosos aguardava o castigo do demônio.
Evamgeline foi a ultima a entrar e antes de desaparecer também, olhou para o lugar onde Madalena estava escondida e já sabia que estava ali e sabia também que estava com sua opinião sobre o demônio mudada.
Amarrado ao tronco o herdeiro sem camiseta podia ser visto por as três bruxas, elas sentaram-se nas cadeiras mais próxima do demônio para poder ver o castigo severo da criatura.
Basel acomodado em um trono sorria em poder ver o monstro que deu tanto problemas preso e ao seu lado os outros dois reis em pé assistiam a mesma sena
Evamgeline olhou de cara fechada para o rosto de corpus que olhando para baixo continuou, calado e de olhos fechado o rei dos dragões se envergonhava por estar ali vendo sua imagem sendo destruída por meros humanos.
Basel logo começou a falar em sua voz agora rouca as palavras começaram a sair
– corpus crauchi será condenado por ter assassinado seu pai o rei deste reino
Nessa hora todas as pessoas gritaram
– morte ao demônio! Morte ao demônio! Matem o demônio.
O senhor que sentado no antigo trono de Tiago estava logo abanou sua mão para cima e um raio laranja saiu de seus dedos tocando o teto do grande salão
Um som alto de seu poder fez com que as pessoas parassem de gritar basel sem ouvir mais nem um grito vindo da multidão voltou a falar
– destruiu o reino maravilhoso com seu poder maligno, matou mais ou menos cinco guardas e feriu quase a morte uma jovem garota.
O rei da mata olhou para basel e com um sorriso no rosto fala
– vamos destruir esse monstro logo pelo amor de deus!
Basel solta um sorriso e abana a mão para o carrasco que do lado de corpus se encontrava, esticando seu braço para cima e descendo com toda a força.
O chicote estrala nas costas do demônio que solta um berro de dor e de agonia
Mais outras dez logo em seguida, seu sangue roxo em um grande circulo se alinhava.
Corpus gritava e as pessoas riam ao ver o sofrimento do demônio
Evamgeline continuava quieta assim como suas irmãs presenciando aquela sena que há muito tempo sonhavam em ver
Mas o oráculo estava mesmo preocupado com que havia acontecido com Madalena, o som dos berros de corpus ia cada vez mais para longe em seu ouvido dando ocupação para sua verdadeira preocupação – o que houve com minha filha porque não consigo ver mais seu lado bom? – pensando nisso o oráculo continuou.
Mas logo uma voz conhecida grita do lado das janelas, e aparecendo de corpo cem por cento regenerados a mulher de olhos azuis começa a falar.
– não podem matar esse homem!
Madalena veio de pressa e com um estralo de dedos fez com que o chicote na mão do grande carrasco desaparecesse no mesmo instante
O rei da mata deu dois passos para frente, mas foi interrompido por basel.
O velho homem estava ansioso para ouvir o que a mulher tinha a dizer, na verdade todos estavam.
Madalena então começou seu discurso
– o herdeiro não pode ser morto por mãos humanas, ele não precisa de seu corpo para viver – a mulher de olhos azuis apontou sua mão para corpus e logo voltou a falar.
– não foi ele quem matou Tiago, Tiago tropeçou em uma pedra e caiu de cabeça em uma rocha.
Evamgeline colocava sua mão em seu rosto e imaginava o porquê de sua filha esta inocentando o demônio e agora tinha provas de que Madalena estava mudada realmente
Basel olhava interessado para a mulher que de pé ao lado do herdeiro estava e perguntou
– você e Madalena gaspel não e?
– sou eu mesma! – depois que basel se encostou ao trono Madalena continuou
– eu duelei contra o dragão que esse demônio pode se transformar eu sei do que ele e capaz!- basel assim como o rei da mata soltaram um sorriso
– e interessante que você que julgou durante tanto tempo esse monstro agora vem querendo inocentá-lo, você quase morreu nas garras dessa coisa!
–sim tem razão, mas quero culpá-lo pela coisa certa e ferir também! – Madalena chegava mais perto do antigo trono de Tiago e com um gesto de sabedoria gritou!
– gente! – disse a mulher olhando agora para todos os presentes – o demônio deve ser morto na hora certa não agora, e se matarmos ele e as plantas não florescerem mais? A chuva acabou sim acabou! Mas e se voltar? E pior e se voltar ainda mais forte! O que quero dizer e que não devemos matar corpus o herdeiro do demônio antes dele nos dar de volta o que tirou de nos.
Todas as pessoas ficaram quietas e pensativas depois do grande dialogo de Madalena, basel principalmente, o mais comovido com as duras palavras da doce moça.
O senhor logo saiu do trono e caminhando poucos passos ate chegar à mulher via no rosto branco de Madalena o que realmente devia fazer e triste com sigo mesmo por não ter pensado nessa hipótese antes logo o magro e velho homem coloca suas mãos no ombro da mulher e todos inclusive evamgeline prestou a atenção em suas palavras baixas
– você bruxa pela primeira vez perante a lei esta certa — basel olhou para multidão e continuou — pessoas do reino maravilhoso não podemos matar corpus mesmo ele sendo o herdeiro do demônio, Madalena esta certa, esse destruirmos o demônio e as coisas piorarem?
O rei da mata logo saiu de onde estava e caminhando ate Madalena diz agora com sua voz suave
– basel entenda não podemos deixar corpus vivo ele não é paciente como a gente, ele vai causar uma destruição em nosso mundo!
O velho homem se virá para encarar o rosto branco e sua enorme coroa de planta e logo diz despreocupado
– não vamos matá-lo não por enquanto!
A majestade impaciente grita para todos e para basel
– nos conversamos sobre a morte do herdeiro durante três dias não serão algumas palavras que mudaram isso!
– veja só – diz basel irônico – você deu-cam-ciu tentando ir contra minhas vontades, em poder você pode ser mais do que eu, mas na lei dos três reinos quem manda é eu!
O rei logo abaixa a cabeça e ficou quieto assim como todos que estavam assistindo o debate, evamgeline se levantou calada e de sua cadeira pegou as suas irmãs pela mão começavam a pedir licença para as pessoas que estavam perto da porta de saída do grande salão.
Madalena se assustou com o gesto da mãe, e sabia que ela estava muito brava com que vez, pois conhecia evamgeline quando ficava calada era porque não estava feliz com sua atitude.
Mas logo algo chamou a atenção da mulher era o som dos duzentos guardas que em volta do herdeiro se agrupavam, uns para proteger em caso de o demônio se transformar em dragão e outros para desprender suas mãos do tronco.
Pouco tempo depois Madalena estava sentada em uma cadeira olhando para baixo mexendo em suas novas vestes, no salão quase não havia mais pessoas as únicas que tinham estavam em pequenos grupos nos cantos do enorme lugar cochichando baixinho sobre a sentença do demônio, quando de repente uma voz desconhecida lhe chama.
– Madalena?
A garota se virá para poder ver quem era e se incomoda um pouco ao ver o rei futurista
– oi senhor – assustada com sua tecnologia a mulher apenas prestava atenção em sua roupa descolada e moderna
O rei futurista sentou-se ao seu lado e com uma voz extremamente calma fala
– você e muito corajosa! Sabia?
– não sou muito apenas tento fazer algumas coisas certas na vida!
– você estava ferida? Como se recuperou?
Madalena se acomodou em sua cadeira, e balançando a mão fala.
– pulei no lago da morte, mas não morri me deu um ataque reverso os golpes daquele perdido lugar.
– então desde então vem querendo se por acima dos seus superiores de novo?- Diz a voz agonizante e seca de deu-cam-ciu atrás dos dois sentados.
O rei futurista levanta da cadeira e com o rosto fechado fala, agora havia firmeza em suas palavras.
– fique quieto deu-cam! Você não vê que foi preciso ter muita coragem para fazer o que essa mulher fez?
O rei da mata tira a coroa pontuda de folhas verdes da cabeça e ri ironicamente
– você acha que isso e coragem? Quando lúcifer completar sua tarefa em destruir nossos reinos um por um não venha querendo saber de se juntar ao meu exercito de homem!
O rei futurista fecha o rosto e quando ia afrontar deu-cam, basel surge de uma porta de madeira para não deixar que houvesse discussão sobre o herdeiro.
– não briguem entre si, o demônio não ficara entre a gente por muito tempo só ate ele nos devolver o que tirou de nos, alias deu-cam-ciu você só quer matar corpus para continuar sendo o rei mais poderoso dos três sabemos muito bem que antes desses acontecimentos ocorrerem você sempre teve inveja de não conseguir ser o mais poderoso.
Madalena via mais uma vez o debate começar e os três em cadeiras se sentavam, a mulher se despediu e sem que os guardas o vissem foi ao encontro do demônio, pois sabia onde estava à criatura, de alguma forma sentia sua presença!
Subindo as escadas ate o ultimo andar do grande castelo, a porta que antes estava fechada agora estava totalmente destruída Madalena se arrepiava, mas não sentia medo sabia que podia mais uma vez ver o demônio e por cima de tudo pedir para corpus tirar dela oque ele colocou em seu coração.
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