Viajando Para A Morte
4 Capítulo 4 - Mistério
Notas iniciais
No dia seguinte, na hora do almoço, Carol percebeu que os mantimentos que eles ainda tinham estava se esgotando.
— Você sabe se ainda tem alguma coisa útil nas outras casas? Carol perguntou para Jack.
— Não sei, cheguei aqui no mesmo dia que você e não vi nada enquanto estava andando lá fora.
— Então vamos ter que sair e procurar algo, as coisas desta cidadezinha não duraram para sempre, teremos que sair daqui algum dia.
Jack consentiu com a cabeça e continuou comendo o que ainda restava em seu pequeno pote.
Após o almoço, Jack pegou uma pá e Carol um facão. Saíram para se certificarem que não havia mais nenhum zumbi na área. Deram a volta pela casa, andaram alguns metros ao redor e pelo meio da rua também, olhando entre as casas.
Aquela área era não era tão aberta, haviam algumas árvores e arbustos ao redor, não o suficiente para se chamar de “floresta”, mas o suficiente para cobrir a pequena cidade de uma distância que chamasse atenção das coisas que queriam abrigo ou apenas uma perna.
Jack e Carol andavam bem próximos um do outro, olhando ao redor sempre, para não deixar que nada se aproxime de surpresa.
— Vamos começar com essa. Disse Carol, apontando para a casa da frente que eles estavam.
Os dois se aproximaram da porta da frente. Apesar das chances de haver algum zumbi lá dentro eram quase nulas, eles foram com muita cautela. Empunhando as ferramentas para cima.
Carol olhou pela janela e conseguiu visualizar apenas um sofá, um pequeno armário e uma mesinha de centro. Tudo estava muito empoeirado e bem escuro, apenas de se passar apenas algumas horas do meio dia. Conseguiu ver que não havia nada bloqueando a porta e fez um pequeno sinal para Jack. Chegou até a porta e contou até três com os dedos, e empurrou.
Jack estava de frente para a porta, após aberta ele entrou lentamente. Carol estava logo atrás dele. Eles já sabiam que não havia nada que proporcionasse perigo naquela sala. Então continuaram entrando nos outros cômodo. Após uma geral, onde não encontraram nada de perigoso, ficaram mais tranquilos.
— Aqueles caras já devem ter entrado em todas essas casas, eu acho que não vamos conseguir nada com isso que estamos fazendo. Disse Jack, já indignado por não conseguir nada de útil naquela casa.
A unica coisa que Carol encontrou foi uma caixinha de fósforos, que ela guardou no bolso da blusa, e saíram da casa.
Continuaram nisso por mais umas três casas, estavam quase na metade e sem encontrar nada. Até que entraram em uma casa, onde havia um porão, estava trancado, sinal que ninguém havia entrado ali.
— Será que abrimos? Disse Carol. Não sabemos o que tem ai dentro. Pode ser coisa boa, como também pode ser algo ruim.
— Eu não sei, seria muito bom se encontrássemos algumas armas e, talvez, coisas para comer. Isso pode ser um depósito.
— Mas pode ser muito bem um depósito de coisas mortas, se é que me entende.
— Sim, podemos arriscar. Mas amanhã, que tal?
— Tudo bem, acho que é melhor encararmos isto amanha, não sabemos o que vem pela frente e é melhor estarmos preparados.
Com este pensamento os dois foram para a casa onde estavam alojados. Passaram quase o dia todo fazendo isso, apesar de ser uma atividade fácil, era cansativa.
Já estava escurecendo. Eles entraram e fecharam tudo. Acenderam algumas velas que Carol havia encontrado, deixaram no chão para não aparecer muito a claridade pela janela.
Carol pegou as ultimas latas de feijão que eles tinham, uma para ela e outra para Jack. Cada um comeu a sua lentamente, afinal, aquela poderia ser a última refeição deles.
Dentro daquele “armazém” poderia ter qualquer coisa, de feijões à zumbis. Estavam esperançosos, mas preocupados ao mesmo tempo.
— Será que é uma boa ideia abrir aquele porão mesmo? Jack jogou a pergunta no ar.
— Escute, Jack, acabamos de comer nossas últimas latas de feijão. Podemos até não abrir aquele porão, mas ai morreremos de fome, aquele lugar é nossa última esperança.
— Eu sei disso, mas em vez de encontrarmos feijões, podemos encontrar zumbis. Aí serão eles que nos comeram.
— Você já está ficando paranoico com toda essa história de fim de mundo. Acalme-se, eu te disse, vamos sobreviver juntos.
Jack não respondeu nada, apenas olhou para o lado. Ele sabia que não estava paranoico, era apenas precaução.
Na manhã seguinte Carol já estava acordada cedo. Quando Jack acordou ela já estava pronta, apenas esperando por ele.
— Bom dia, princesinha, vamos para a mina de ouro?
— Você está muito confiante, Carol, cuidado!
— Desencana, Jack, você vai ver, vai dar tudo certo.
Jack sentou em sua “cama” e Carol estendeu a mão para ele, oferecendo-lhe o fação. Jack pegou e os dois saíram, em direção ao porão.
Jack pegou a pá de Carol, bateu algumas vezes no cadeado que estava fechando as portas de ferro. Aquilo tudo já deveria estar ali a um tempo, estava tudo podre e o cadeado se partiu facilmente. Carol tirou as correntes e Jack já estava pronto para entrar, com o fação na mão.
Carol empurrou a porta com a pá esticada, de uma distância, digamos que segura. A porta foi se abrindo lentamente, até que chegou ao ponto em que eles conseguiram olhar o seu interior.
— Uau! Disse Carol.
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