Viajando Para A Morte
1 Capítulo 1 - A vila
Aqui começa a história de um homem chamado Jack, tem 22 anos e há cinco meses atras começou um apocalipse zumbi. Jack vivia no Brasil, mas com o desenrolas das coisas, tudo ficou de pernas para o ar. Como todos sabe, ele teve que sair de cidades populosas e não pode ficar muito tempo parado. Ele viaja sozinho e há 3 dias sem comer, porque no seu último encontro com alguns zumbis, teve que deixar sua mala para trás para não perder seu cérebro.
Já se passam das 17:30H e ele não pode parar para descansar, está muito cansado e precisa arranjar comida e água potável para poder sobreviver pelo menos mais uma semana. Lá pelas 20:00H da noite, ele achou uma pequena vila de interior, já nem sabia onde estava e sem pensar de tanto cansaço foi entrando na pequena vila. Mesmo no seu limite ainda não havia perdido completamente sua sanidade, quando chegou mais ou menos na metade da rua que dá até a cidade, percebeu que estava fazendo muito barulho e começou a ser mais cauteloso.
Até que ele ouviu um barulho em uma das pequenas janelas de madeira e olhou ressabiado, foi dando leves passos até chegar até a janela e começou a falar, na esperança de encontrar alguém.
-Olá, tem alguém aí? Estou sozinho e não estou infectado, por favor, me ajudem, estou com fome e com sede, disse ele. Logo em seguida apareceu um olho na janela, rapidamente logo saiu. Jack ficou assustado com a aparição repentina daquele olho vermelho e inchado e deu um leve passo para trás. Logo em seguida, abriram a porta, apareceu um homem velho e baixo, carrancudo e com a arma apontada para Jack.
- Calma, senhor, estou em paz, não quero fazer mal para ninguém e só quero ajuda. Disse Jack. Então o velho carrancudo abaixou sua arma e deu alguns passos em direção a Jack, ressabiado deu alguns passos para trás também, então o velho disse:
- Espere, meu rapaz, não vou fazer nada com você. Só estava conferindo se não eram saqueadores novamente, já passaram aqui e levaram a maioria de nossos mantimentos.
- Tudo bem, apenas fiquei ressabiado por causa de sua arma. Então, o senhor pode me ajudar? Disse Jack.
- Claro, entre.
Lá dentro Jack olhou para todos os lados e tentou perceber tudo o que ele tinha lá. Logo de cara percebeu o cheiro de podre e as moscas no meio da sala, depois viu algumas manchas de sangue no chão. O velho vindo da cozinha com um copo de água na mão, percebeu que Jack estava olhando para a mancha e logo disse:
- Não se preocupe, não é sangue de ninguém aqui, nem nada do gênero. Essa cidade estava cheia desses mortos-vivos, eu e meus amigos matamos todos. Havia um deles sem pernas nem braços caído nesse canto, fazendo barulhos como se quisesse falar algo, ao mesmo tempo que queria arrancar um pedaço de nossas pernas. Meti uma bala na boca do filha da puta e jogamos o corpo dele, lá atrás, junto com os outros. Disse o velho, sempre com um ar de deboche.
Jack ficou pensativo nesse momento e começou a coletar informações desde que chegara naquele lugar e agora começou a lugar os pontos
- Meu senhor, nem nos apresentamos, me chamo Jack e o senhor?
- Meu nome não importa, rapaz, deixei os modos para trás quando esses filhos da puta deixaram de ser humanos! Disse o velho novamente com o seu tom de deboche.
- Tudo bem então, vejo que tem um certo desprezo pelos zumbis!
- Zumbis? é assim que chama esses merdas?
- Sim, bom.. não vem ao caso. E onde estão seus amigos?
No mesmo instante começa um barulho de carro e alguns gritos afeminados, Jack olha pela janela e vê dois homens e uma mulher. Mas a mulher parecia estar sendo forçada, não querendo sair do carro, um dos homens foi até o banco de trás e puxou ela para fora, jogando-a no chão, como se fosse um cachorro sarnento. Então o outro passou e pegou o braço da mulher e a puxou para cima, com força, com certeza machucou. Entraram na velha casa de madeira gritando e passando a mão nas partes intimas da mulher, pareciam estar alcoolizados e não estavam ligando para nada.
Jack ficou sentado, apenas olhando a cena, parecia um estrupo, bem diante de seus olhos. Então se levantou e disse:
- Vocês não estão vendo que ela se recusa a ter algum tipo de relação com vocês? Seus filhos de uma porca do caralho!
- E quem é você, rapazinho? Disse um dos homens
- Sou Jack, seu ..
- Amigo, ele é meu amigo apenas. Interrompeu ele e completou a frase.
- Enfim, quem é você para dizer o que eu devo ou não fazer? Se eu quiser comer essa putinha, eu como! E o que você vai fazer.
Em um momento de raiva, adrenalina e reflexos, Jack pegou a arma do velho e em questão de segundos matou o homem que havia ofendido ele. Houve um momento de silêncio na sala, o único som que podia-se ouvir era o choramingo da mulher muito assuntada, mas sã e salva, porque o homem havia dado alguns passos na direção de Jack.
Mais alguns segundos e o seguindo homem entrou em pânico, caiu de joelhos e começou a falar:
- Seu.. seu filho de uma grande puta, lazarento. Olhe o que você fez. Eu .. eu vou te matar seu vagabundo!
Em seguida ele levantou e pegou a arma, apontou para Jack e disse: — Ultimas palavras?
Nesse mesmo instante ouviu-se barulhos feitos pelos mortos-vivos, o homem olhou na janela, juntamente com o velho. Viram dezenas deles chegando, atraídos pelos barulhos, talvez da estrada, ao redor, atraídos pelo carro quando passou.
- Salvo pelos mortos, Jack. Disse o homem.
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