Viagens Temporais

4 Capítulo 4 - Parte 1


- Nossa, eu ainda não acredito nisso... idade média?! — comentou Cyborg. — Desde quando aquele baixinho tem inteligência suficiente pra isso?!

- Talvez ele tenha se aliado a alguém. — ponderou Estelar.

- Em que ano nós estamos? — perguntou Ravena.

- Estamos no \"ano da graça\" de 1250. — respondeu Amélia.

- Como vamos voltar pra casa? — murmurou Mutano, desolado.

- Temos que pensar em algum jeito... — comentou Robin, pensativo. — Já sei...

- Como? — indagou Ravena.

- Você. — responde ele.

- Eu? Como?

- Você pode nos transportar com os seus poderes para o nosso tempo.

- Boa idéia. — exclamou Estelar animadamente.

- É isso ai! Vamos para casa! — comemorou Mutano.

- Qual o problema deles? — perguntou Amélia, em tom baixo, para Lina.

- Não sei, das duas ou uma... ou eles são viajante do tempo ou são doidos de pedra. — respondeu Lina, no mesmo tom.

- Acho que são doidos mesmo. — comentou Zel, sussurrando.

- Não vamos não. — informou Ravena.

- Aaah... por que? — inquiriu Cyborg.

- Porque seria perigoso. — respondeu Ravena.

- Mas não entendo, você já nos teletransportou várias vezes, por que agora não pode? — indagou Robin.

- Porque tem muita diferença entre teletransportar para outros lugares e pelo tempo. — explicou a feiticeira. — Posso até teletransportar para o futuro, mas talvez acabaremos caindo em uma dimensão totalmente diferente da nossa.

- Entendo. — murmurou Robin.

- E agora? O que vamos fazer? — perguntou Estelar.

- Talvez nós possamos ajudar! — informou Lina, entrando na conversa.

- Pode?! Como? — inquiriu Mutano.

- Eu... conheço uma pessoa, que pode ajudar vocês a voltarem pro seu tempo. — disse Lina.

- Você conhece? — inquiriu Zelgadis, incrédulo.

- Conheço sim. — afirmou ela.

- Quem seria? — perguntou Gourry, curioso.

- Ah... é só alguém. — falou Lina, com uma gota descendo pele cabeça.

- Pode nos levar até essa pessoa? — perguntou Robin.

- Posso. Ela mora á uns 18 quilômetros daqui, na aldeia de Bridgeford Well.

- Dezoito quilômetros?! — disse Mutano.

- É... se a gente partir antes do meio dia, poderemos chegar antes de anoitecer.

- Não precisa caminhar tanto, a Ravena leva a gente. — comentou Mutano.

- Nas costas? — perguntou sarcasticamente Zelgadis.

- Não, nos teletransportando. — respondeu Cyborg.

- Então tá. — disse Lina.

Depois de pegar as suas tralhas... quer dizer... pertences, os titans e os slayers, seguem para a aldeia de Bridgerforford Well.
Aos arredores do grande Castelo de Melbourne, situava-se a aldeia de Bridgerford Well. Seus aldeões seguiam suas vidas pacata. Derrepente surge em meio o calçamento de paralelepípedos, uma sombra negra em forma de corvo. Do seu interior, emergem nove pessoas. A população assusta-se, recuando alguns passos. Aos poucos, os \"recém-chegados\" ficaram cercados pela população assustadiça.

- Ah... Oi. — falou Estelar, meio sem jeito, pelo burburinho da população.

- Quem são vocês? — inquiriu um rapaz.

- Ehh... nós somos... — disse Cyborg, sendo interrompido por uma mulher de meia-idade.

- Eu sei quem vocês são. — disse ela.

- Sabe? — espantou-se Zelgadis.

- Sei sim. — afirmou a mulher. — Conheço muito bem a laia de vocês.

- Laia?! — repetiu Amélia, confusa.

- Vocês são bruxos, todos vocês! — gritou a quase sexagenária. — Vocês vieram amaldiçoar a nossa aldeia, roubar as nossas crianças...

- Escute senhora, nós não somos bruxos, nem algo do gênero. — esclareceu Robin, com feições sérias. — Só estamos aqui a procura de uma pessoa.

- Mentira! — esbravejou um homem corpulento. — Vocês vieram roubar nossos filhos, nossas mulheres... Vão trazer doenças e desgraça ao nosso povo.

- Não, não é isso... — Gourry tentou convence-los, mas foi inútil.

- Vão embora, bruxos! — gritaram dois jovens, atirando pedras.

Com o seu poder, Ravena parou as pedras no ar, e pousou-as no chão.

- Viram?! Eles são bruxos. — apontou o homem corpulento.

- Vamos expulsa-los de nosso vilarejo. — gritou um homem robusto.

Como se uma onda de ódio tivesse se apossado dos aldeões, todos pegaram o que tinham á mão, e passaram a atacar os \"bruxos\". Rastelos, pedaços de madeira, vassouras, pedras, e até mesmo verduras, foram usadas para enchotar os forasteiros.

- Fora daqui, aberrações! — gritavam os habitantes, atacando do jeito que podiam.

O grupo em desvantagem, defendia-se como podia, apenas desviando das investidas, mas eram muitas pessoas, e eles não queriam machucar os aldeões. Estava ali instalada a confusão, a situação estava fugindo do controle, quando um garoto de cabelos castanhos avermelhados, trajando uma armadura cinza com branco, apareceu sobre o telhado de uma das casas próximas. O garoto assobiou alto, chamando a atenção do grupo, e gritou:

- Ei, vocês...

- Ele tá falando com a gente? — perguntou Gourry.

- Deve ser. — respondeu Lina.

- Quem será aquele garoto? — indagou Amélia.

- Acho que eu conheço ele. — murmurou Lina, forçando os olhos para ver melhor. — Eu não acredito...

- O que foi? — indagou Gourry, desviando de uma pedra.

- Meu primo. — respondeu Lina.

- Primo?! — murmurou Gourry.

- Abaixa! — avisou Amélia.

- O que...? (THUUM) — Gourry tomou uma abacaxizada na testa, caindo estirado no chão.

- Xhall, será que ele morreu? — exclamou Estelar.

- Acho que não, ele tem a cabeça dura. — respondeu Zelgadis.

- Vocês ai, sendo atacados... — chamou o garoto no telhado. — Venham comigo.

- Vocês acham que ele é confiável? — indagou Estelar.

- Depois descobriremos, o que imposta é sairmos daqui. — comentou Robin.

Falando isso, todos assentiram com a cabeça. Ravena envolveu todos em uma esfera, e flutuou em direção ao garoto misterioso. Juddy Loow, o garoto misterioso, saltou de telhado em telhado, até chegar em um beco, onde parou, e certificou-se de estar sendo seguido pela esfera. A esfera pousou no chão, abrindo-se, permitindo a passagem dos seus ocupantes. Todos fitaram o garoto.

- Juddy?! O que está fazendo aqui? — perguntou Lina, perplexa.

- É uma longa história. — respondeu Juddy, com uma gota descendo pela cabeça. — A Joanne -sama, pressentiu que você precisava de ajuda, e me enviou. — explicou o rapaz, coçando a nuca.

- Grande ajuda. — murmurou Lina.

- Sigam-me. — disse Juddy, enguinorando o comentário de Lina.

Abaixando-se no chão, Juddy afastou o monte de feno, revelando um alçapão, entrando em seguida no mesmo.

- Ah... Alguém pode me ajudar aqui? — choramingo Amélia, que segurava em seu colo, um pesado Gourry desacordado.

- Perai... — disse Cyborg, levantando Gourry com uma só mão, e colocando-o em cima do ombro.

- Obrigada, senhor Cyborg. — agradeceu Amélia.

- Senhor? — murmurou Cyb, fitando a garota.

Aos poucos, todos entraram pelo alçapão, revelando o túnel subterrâneo, iluminado de distancia em distancia por grandes tochas. Caminhando por cerca de dez minutos, chegaram ao fim da caverna, que tinha a sua entrada coberta por uma espessa cortina de eras.

- Que maravilha! — exclamou Estelar, após sair da caverna, visualizando o local.

- Esse lugar é realmente lindo. — comentou Amélia, com os olhos brilhantes.

Os titans e os slayes, encontravam-se em um extenso planalto, de estepes verdejantes, adornado por belas árvores frondosas, arbustos e flores esóticas. Não muito longe de onde estavam, estendia-se o lago, de águas limpídas e tranqüilas. Próximo ao lago, estavam situadas várias casas de pedra, de estilos e tamanhos diferentes. Ao extremo norte, erguia-se majestosas montanhas, íngremes e imponentes. Sobre o seus cumes, existia uma fina película de neve, demonstrando que o inverno estava próximo.

- Eh... aonde estamos? — perguntou Mutano, sendo o último a atravessar a cortina de eras.

- Estamos na aldeia de Ocler. — respondeu Juddy. — Eu moro aqui.

- Sério? — indagou Amélia.

- Sim. Esse pode parecer um lugar inóspito, mas não é. Temos tudo o que tem na cidade, as pessoas são calmas e todos se ajudam. Acho que essa é uma das melhores aldeias para se morar. — explicou Juddy.

- Que fascinante. — comentou Amélia.

- Sim, muito. — murmurou Zelgadis carrancudo.

- Que foi Zel? Está com ciúmes? — perguntou Lina, rindo.

- E-eu? Com ciúmes dessa fedelha? Nunca! — respondeu Zelgadis, nitidamente corado.

- Sei... — murmurou Lina, incrédula.

- Bom... vamos todos pra casa, Joanne-sama, nos aguarda. — disse Juddy.

- Então vamos. — respondeu Lina, receosa.

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Obs: Xhall é a deusa suprema de Tamaran.

Notas finais
Obrigada por lerem e comentarem ^^

Bjjxxxx