Viagem pela história
1 Pré-história: A injustiça
Notas iniciais
Em 600 mil A.C perto de uma caverna ao Alto de uma grande muralha, passvam aves gigantescas atordoadas com um ruído que se tornou muito comum naquelas bandas.
***
O choramingar de um pequeno homem das cavernas, seus pais perambulam de um lado para outro em nítido desespero, seu bebê não está bem, o 6° de Swakaya, seu marido não sabia o que fazer, o choro já atrairá muitos inimigos.
_Vamos...mhmh...tome, tome... – Ela já estava debruçada sobre a pedra na qual o garoto se encontrava, tem o seu choro se esvaindo gradativamente e Swakaya sabe em seu intímo, que não é um bom sinal...
_Mamãe? –Tyga chamou a atenção da mãe para o que aparentava ser um pequeno passáro desamparado, que lutava para levantar-se, Swakaya baixou os olhos e vislumbrou o fogo se findando, fazendo com que as pinturas tomassem uma meia-luz macabra.
_Tire-o daqui, a sua mãe logo entrará aqui! ...Vá! – Empurrando-a com a mão e se voltando para o garoto.
_Mas...mas...- Tentou argumentar
_Vá! – e lhe mandou um olhar gélido e cortante.
Já se tornará noite e as estrelas já cintilavam no céu, Swakaya esperava que fosse o fim do garoto que nem ao menos receberá um nome.
***
Entretanto, seu marido acaba de entrar na caverna provisória acompanhado de um senhor muito, muito velho, mancando, esse tinha roupas maiores, ao passo que lhe cobriam mais partes.
***
Swakaya levantou-se de súbito, e se aproximou do marido ao que ele lhe disse:
_Mulher, esse é o curador dessa região eu lhe contei o que há com nosso filho...
_Então esse é o pequeno que não pretende caçar, coletar vegetais e nem pescar – o senhor deixou que um sorriso de canto aparecesse, e Swakaya viu seus olhos cintilarem ao passo que colocava algumas coisas estranhas ao redor do garoto que mantinha uma respiração lenta, quase como um sussurro inaudível.
_Esse, isso aqui também, agora! – ele terminou de arrumar algumas coisas no menino e o seu corpo receberá uma descarga de energia que era admirável para a idade que aprentava ter.
_Pronto agora eu preciso que todos, menos a pessoa que fez estes rupestres...- E apontou para a parede a esquerda.
Os familiares se olharam sem saber exatamente o que procuravam, até que a pequenina Tyga levantou a mão assumindo a culpa e sorrindo como se fosse ganhar um prêmio por ter feita tal obra (se fosse um pouco mais atual)
_Muito bem, saiam todos, a pequena fica...hã esperem.- Chamou os pais, seus olhos já não pareciam tão doceís, e sim um pouco pezaroso...
_É que...Bom, ao passo que eu consiga deixa-lo vivo e saudável, a filhinha de vocês não será mais a mesma...E — E de repente Swakaya o interrompe.
_ Como assim....não será a mesma? – seus olhos transbordavam preocupação com ambos os filhos.
***
Seus membros pareceram se mover involuntariamente e a suas palpebrás pesarem, não tinha comido sequer um peixe e acabou por cair em cima do marido.
_ Então, já que a sua senhora não pôde me responder eu lhe pergunto, para salvar o seu filho, será sugando quase toda a energia que a sua filha tem.
***
_Mas então, será apenas um pouco de energia, afinal ela poderá comer depois e repor tudo isso! – seu rosto parecia o mais inteligente que conseguirá (há esses Homo sapiens)
_Não exatamente. Ela... – apontou para onde a menina brincava com o quase moribundo irmão...
_Ela não falará, não saberá quem são, onde vivem...ela será como os vegetais que o senhor colhe, apenas existirá...será incapaz de qualquer coisa — sua voz ia morrendo a cada palavra.
_ E então?
_ faça-o – e ele saiu definitivamente da barraca.
***
Depois daquela noite, anos já se passaram, Swakaya não entenderá o que havia acontecido aquela noite, seus filhos pareciam normais, Pablo crescerá forte, ajuda o pai na labuta e é quase sempre um bom filho e irmão...já Tyga, é totalmente o contrário, desde o fatidico dia a filha, sucumbirá, quase sempre ficava deitada, comia se Swakaya lhe desse, não falava nada, ignorava tudo ao seu redor e quando Swakaya perguntará ao marido o acontecerá ele apenas sorria tristemente e dizia que assim era o melhor.
***
O que havia de errado com Pablo? Ele parecia não envelhecer tanto quanto os outros , seus pais estavam quase no fim da idade, Tyga continuava vivendo de modo quase repugnante, com o passar do tempo todos fingiam que ela não estava lá, hoje ela estava um ano mais velha que Pablo, porém, o garoto parecia continuar com os seus 10 anos, enquanto Tyga aparentava muito mais que 30.
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