Viagem pela história
2 Transição: Paleo X Neo
Notas iniciais
Era por volta de seus quase 29 anos que Pablo perderá contato com o restante da família, ele agora estava viajando para o norte da Ásia, e em seu passeio achou uma fazenda, totalmente diferente da plantação de seu pai, era uma agricultura diferente, ele resolveu se aproximar das pessoas que a arrumavam, porém, algo lhe chamou a atenção, era um grupo de garotos em seus 15 anos, fazendo algumas marotagens. Ao se aproximar do grupo no qual estavam todos rindo como perfeitos patetas de 15 anos. Todos se voltaram para Pablo e se calaram, menos um, esse que estava do lado contrário ao de Pablo, os risos se findaram conforme Pablo se aproximava.
_Olá – sorriu fracamente, tentando aparentar uma simpatia natural
O último garoto levantou o olhar e fechou a cara, sem antes soltar um muxoxo, até que o que parecia ser o líder do grupo se virou com um sorriso alargado e extremamente exibicionista.
_ Quem é você? – agora ele rodiava Pablo com muita presunção, e um sorriso inibidor nos lábios.
_ Eu sou Pablo, vim da terras do Norte, e...
_Aaah, cala a boca! – Agora ele fechou o sorriso que antes se mantinha inalterado.
_ Pessoal? – olhou de canto para seus seguidores.
Eram figuras realmente deploráveis, pois a adolescência não é muito boa quando está em seu auge, o mais alto que assistia tudo com o olhar cravado no chão, tinha uma altura anormal o que o mantinha desproporcional, o rosto anguloso, faces finas e magras, e o cabelo já chegavam aos cotovelos, um outro era totalmente o seu oposto, cabelos ralos, porém ensebentos, o rosto repleto de espinhas, e apresentava uma barriga saliente, além de ser um completo puxa saco, acenava para tudo o que outro falava, e por fim o que parecia ser o mais sensato dentre os quatro, rosto moreno, altura mediana, queixo quadrado e um olhar de humildade.
_ Heey... – chamou o líder em um sonoro e lunático grito estridente.
_Que tal...se ao invés de brincarmos com essas coisas chatas – Apontou para um corpo de tigre dente de sabre que jazia no chão.
Pablo vislumbrou e deduziu que eles estavam caçando, mas não sabia o que pretendia fazer, mesmo assim, se manteve alerta.
_Brincássemos com ele... Aaah vamos lá, matar... os nossos pais vivem dizendo que é cedo que se aprende — os dois a sua esquerda concordaram de imediato. Entretanto, o moreno demorou a responder.
_Aah vamos, vamos Ludac – o garoto parecia insano, agora subirá em uma pedra enorme que ainda reluzia o sangue do tigre e fez concha com as mãos.
_ Vamos! Se não for, não andará mais conosco... – soltou venenosamente
Os dois já seguravam os braços de Pablo, que ainda se debatia, chutou o mais baixinho e conseguiu se livrar de um deles porém antes que o fizesse com o outro sentiu algo metálico o atingir, e seus olhos fecharam-se de imediato, ele só conseguiu ver o olhar alucinado do ruivo, que mais tarde descobrirá ser o líder maluco.
Na floresta se ouvia apenas a correnteza do rio, que era usado para a irrigação, os sons de alguns animais, ao abrir os olhos Pablo só conseguia enxergar uma tocha e três vultos ao longe, enquanto seu rosto tomava uma cor estranha, ao tentar se mexer sentiu que estava amarrado, tentou se mexer para ter tempo de se soltar. Os garotos eram loucos, mexeu o pulso para esquerda, depois para direita freneticamente, até que conseguiu afrouxar os nós feitos de hera, antes que pudesse se levantar ele sentiu algo em sua costas, ao se virar viu uns olhos lacrimejantes do gordinho, que ele chutará, ele não esperaria que os outros aparecessem então começou a se mexer muito rápido, rastejando como uma cobra. Um garoto o segurou e levou o dedo ao lábio pedindo silêncio, o ar da noite era pesado, e tinha um leve cheiro de sangue mesclado com água.
_Tudo bem...olha eu...eu não queria tá bom? – ele suava em bicas, parecia tentar falar algo em completo nervosismo.
_ Olha, ele o Gya, o ruivo – Pablo assentiu
_Ele matou o Ludac, de forma horrível, ele...ele – arfava em uma constante falta de ar.
_Ele não quis ajudar, ele fará o mesmo com você.
Os olhos de Pablo se arregalaram em completo pânico, agora eles estava tentando levantar novamente sem chamar a atenção dos outros dois.
_Espera, eu irei te soltar... você tem que ir o mais longe possível, rápido, rápido- E soltou os últimos nós.
_Obriga...obrigado- ele se levantou. Lama jazia em suas vestes misturada com folhas, ele correu o máximo que seus pulmões aguentavam, parando ao uma distância segura, porém que ainda assim ouvia um ralhar tempestuoso, e um puxar de facas e vozes ao vento.
_Seu infeliz... – Gya limpava a faca que acabará de matar o ajudante de Pablo.
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