Viagem pela história
3 Família?
Notas iniciais
O tilintar de metais sendo derretidos na fogueira concentrava também algumas pessoas de um pequeno vilarejo. Porém, na caverna ao lado se escutava uma briga entre duas pessoas Claus e Higg, a garota mantinha o cabelo arrepiado, mesmo aparentado ter apenas 17 anos, gritava para o irmão, que por incrivel que pareça era seu gêmeo.
_Ora...seu filho de uma... – e foi interrompida por vários lençois lançados por sua mãe, em uma tentativa para que ela não completasse a frase.
_Hahahaha... – Claus agora ria descontroladamente, enquanto Higg se avermelhava e os seus olhos quase saiam em órbitas.
Ria tanto que chegou a cair de sua pedra, a mãe agora ia em direção aos dois que se estapeavam...
_Toma, toma seu estúpido – levantava e abaixava a mão, e Claus tentava se defender dos ataques da irmã.
PAREM!! – a senhora interrompeu, e agora puxava as orelhas dos dois, para uma Higg bufante e um Claus revoltado.
_O que está acontecendo afinal? – seus olhos mostraram o máximo de repreessão que conseguiu.
_Vamos... FALEM. – olhou diretamente para Claus que ela sabia, seria o primeiro a falar.
_ Bom...Ela não quer aceitar, que, bom... – Ele agora se esquivava dos olhares inquisidores de Higg.
_O que?
_ O casamento dela, e o fato dela ser um desastre na cozinhaaa...- agora ele ia falando e correndo.
_Cala a boca, Cala essa boca! – a garota chegava quase aos seus 18 anos, e permanecia sem os mínimos resquícios de dona de casa, não sabia cozinhar, não gostava de cuidar de crianças alegando que não tinha paciência, além de não achar a menor graça nos rapazes da vila.
_Bom...Higg querida não é de todo mentira, vamos lá... – Olhou com uma expressão de diversão para a filha, e encontrou cumplicidade em Claus.
_Tanto faz...Eu não quero me casar mesmo, nunca quis e nunca irei querer, afinal de contas, não tenho cara de empregada. – fez uma voz de superioridade e saiu pisando duro.
Deixando sua mãe com uma expressão zangada no rosto redondo. Claus levantou-se e sem titubear abraçou a mãe, ele sempre fora mais fácil de lidar, mesmo quando bebê.
_Não liga não... ela sempre foi assim, mais eu sei que ela nos ama – abraçou-a forte, e ela sentiu que seus músculos estavam muito grandes, bem diferentes de seu menininho, de repente ele se desvecilhou e pareceu lembrar de algo.
_Mãe?
_Sim? – seu olhar era distante.
_O seu primo...
_Quem? Meu primo...onde?
_Ali na frente... – apontou para uma figura muito jovem que dificilmente lembrava ao seu priminho apenas dois anos mais novo, tinha as mesmas feições bonitas de seus pais e tios, mas como poderia o garoto aparentava os seus 16 anos.
_Olá- sorria nervoso, suas vestes estavam sujas, seu rosto tinha uma fina cicatriz e ele parecia ter andado muito. Clarisse não demorou a ajuda-lo, pegando um pano e o embrulhando.
_Nossa, o que aconteceu? – seus instintos maternais falavam.
_ Digamos, que eu tive uns contra tempos no caminho, onde está o Owsl? – sorriu de canto e notou Claus, que permaneceu calado observando o desenrolar da cena, seus olhos curiosos tentavam desvendar os mistérios de seu primo.
_E você quem é? – falou se dirigindo a Claus.
_É meu filho, o meu bebê... – Clarisse falou docilmente para o primo.
_E você teve filhos, e garoto o que você usa, banha de mamute, porque olha só isso... – olhou-o maravilhada e alargando o sorriso.
_Eu não sei, eu só realmente não sei... – respondeu vencido.
Por uns 5 minutos o silêncio reinou. De repente entra fenda a dentro um senhor idoso que ofegava, e demorou para falar.
_Aa...aa...aa – arfou muito
_Aaa ...o quê donivs? – Clarisse se levantou de rompante.
_A sua filha...a garota enlouqueceu, venham... – saiu guiando a todos, inclusive Pablo.
Já havia uma aglomeração em volta do limbo, perto de uma plantação modesta. Pablo vislumbrou uma garota não muito alta, aparentava ser rebelde, pois mantinha um olhar de superioridade e estava segurando umas vestes, enquanto gritava algumas coisas para um rapaz franzino, aparentava ter uns 15 anos, seu olhar era vertiginoso, e envergonhado a garota agora se entrecruzava diante do rapaz, parecia querer que alguém chegasse.
_E então, você ainda quer que eu case com isso? – fazia uma cara de “isso soava patético”, se referindo para a mãe em particular.
_Querida, devolva as vestes à ele...- Clarisse falava como se falasse com uma fera, que ela tinha que acalmar.
_Venha...
_Não fale assim comigo...não sou o Claus – soltou um sorriso irônico.
Agora empunhava as vestes e esfregava na cara do garoto, Clarisse à puxou junto a Claus, deixando o rapaz em completo desalinho, enquanto as pessoas, principalmente as mulheres lhe olhavam com pena e incentivavam que Clarisse à levasse.
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