Viúva Negra: A lenda de Phil Ruffalo
11 Spin-Off: Keith
Notas iniciais
08 OU 80
ESCÓCIA, SÉCULO XVIII
Durante a última parte do século XVIII a Escócia estava tendo uma ferrenha guerra entre clãs e conspirações.
Keith ainda era uma criança quando teve que abandonar o país natal para ir a um totalmente desconhecido para ele: a Dinamarca. Como era de se esperar, essa mudança só trouxe mais tristeza para o coração do jovem MacGyver.
Ao chegarem à Dinamarca seu pai, Douglas, um alemão de “sobrenome desconhecido”, o abandonou com sua mãe, Karen MacGyver, a mercê das ruas frias e cobertas de gelo do país que será seu novo lar.
Quando o pequeno completou seus oito anos de idade, sua mãe se casou com um importante dinamarquês da alta sociedade, com isso, até seus quinze anos, Keith, teve um ensino de qualidade e fora invejado por muitos pela grande quantidade de dinheiro que seu padrasto tinha. Mas de nada importava o dinheiro, depois do casamento, sua mãe não dava mais bola a ele, não se importava como ele estava, ela virou outra mulher.
Quando ele completou dezesseis anos, descobriu que seu pai havia se tornado um grande pirata. Isso acabou atiçando sua curiosidade, fazendo-o fugir de casa para se esconder no porão de um navio, mas como de costume: péssima ideia!
[...]
Ele corria para tentar alcançar o navio antes que a tripulação parasse de beber na taberna que havia ao lado do porto. Keith matara aula hoje, como de costume, para realizar seu sonho: ir à busca do seu pai em um navio pirata.
Os guardas do porto se quer notaram ele se aproximando. Agarrou-se nas cordas que ficavam penduradas ao lado das janelas redondas que haviam no casco de madeira preta. Escalou pela parte que levava ao convés, pé por pé, até conseguir se jogar para dentro do navio.
O navio estava completamente vazio e em péssimo estado. O chão estava verde de tanto musgo, o que, o deixava escorregadio. O leme estava parecendo com madeiras de fogueiras de tão retorcido, e as velas estavam mais rasgadas que as cortinas da cabana do ferreiro que ficava ao lado do palácio de seu padrasto. Ele decidiu que iria se esconder no porão e assim o fez. Disse pra ele mesmo que só iria sair dali depois que tivesse certeza que já estava bem longe de sua deplorável mãe e do seu odiado padrasto.
Calculou que já estava a, pelo menos, dois dias dentro do porão. Por sorte, os piratas tinham uma grande variedade de frutas e carnes secas no escuro buraco, fome, o gordinho e loiro garoto não passou. Foi ali que ele aprendeu a beber, a única fonte de “água” que tinha a disposição era rum e cerveja negra. Então a maior parte do tempo, Keith ficou bêbado. Mas ele se lembra de tudo o que escutou e de todos os detalhes do úmido e frio porão.
Quando ele finalmente levantou a porta do porão, tapou os olhos com a mão esquerda, eles ficaram sensíveis por não ver tanta luz por um tempo. Os piratas logo o cercaram e o encararam feio. Foi nessa hora que ele viu que aquela foi a pior ideia que já tomara na vida.
— Ora... Ora... O que temos aqui? — perguntou um pirata com a voz grave e tremula, levando uma mão para trás e esticando-a para frente. Keith já pensara que ia ser cortado por um gancho no lugar da mão, mas o pirata de cabelos negros apenas esticou a mão para puxa-lo ao convés — O que faz no nosso porão criança? Veio roubar alguma coisa? É melhor ir confessando, não somos os do tipo pacifico.
— O coloca no meu quarto que ele vai ver o que é ser pacifico! — um pirata bem no fundo dos outros soltou esse comentário.
— O próximo que falar qualquer coisa da criança terá o pescoço cortado! — disse o pirata que mais parecia ser o capitão — E dou um saco cheio de ouro para o marujo que me trouxer a língua do infeliz que disse isso!
Keith se assustou com a rapidez, em menos de dois minutos um marujo manco de, aproximadamente, 1,45 metros, calvo e feroz trouxe em mão a língua do “tal piadista”, como foi dito, o pequenino ganhou um saco cheio de moedas e o corpo do marujo que tinha dito aquilo fora jogado ao mar e, provavelmente, devorado pelas Mermaids.
— Então criança, qual o seu nome?
— Eu sou Keith MacGyver, estou à procura de meu pai! Será que o senhor o conhece?
— Depende, o homem aqui conhece muitas pessoas. — ele respondeu me levando até a proa do navio — Sabe criança você tem que ser mais especifica, qual o nome de seu pai?
— Douglas, só sei disso, ah, lembro que ele também era alemão.
— Douglas?! Isso nem é nome de pirata! Acho que sua velha Ama lhe mentiu sobre seu pai. Sabe criança, talvez ele fosse um merda de um bêbado, por isso ela lhe disse que ele era pirata. Mas tudo bem criança, não te julgaremos por ser filho de um ninguém. O que desejas a bordo do Carniceiro, criança?
— Quero seguir oceano por oceano até encontrar meu pai! Sei que ele não era um bêbado. Vocês é que são! Posso ficar com o senhor?
O velho pirata de cabelos negros riu. Uma gargalhada estrondosa que fazia qualquer pelo do corpo se ouriçar. Ele jogou um pedaço de madeira do assoalho na água, então se referiu a Keith novamente.
— A criança sabe nadar? O velho homem lhe pergunta. — ele viu Keith balançar a cabeça ingenuamente, então se aproximou mais perto da borda, juntamente com o garoto e o empurrou, com toda a força, para a água — Que bom, vai precisar saber nadar mesmo pra chegar até a costa! Se chegar vivo, diga para quem quer que seja sua mãe, que você quase foi morto pelo terrível Capitão Barbarella!
Desesperadamente Keith nadou até o pedaço de assoalho que estava boiando, sentou-se em cima da pequena tábua e ficou olhando o incrível navio negro Carniceiro se afastar no horizonte azul do oceano. Ele era grande e negro, a tinta vinha dos polvos da antiga civilização de Atlântida, a tinta era milenar. O casco do navio era áspero, a madeira já se retorcia, fazia tempo que aquela coisa não via uma reforma.
A brilhante ideia de ir atrás do seu pai, acabou destruindo ainda mais a vida de Keith, que agora estava no meio do nada, perdido. Por sorte ele gostava de ler e já leu muita coisa sobre naufrágio. Coisas básicas ele já sabia: nunca tome sua urina ou a água do mar; não caia no canto das Mermaids; se um peixe aparecer do nada, não coma são as Mermaids; se um cachorro do mar aparecer, reze, pois será a última coisa que você verá na vida. Mesmo não seguindo nenhuma das religiões, Keith já preparava algum tipo de prece.
A água estava calma e poucas ondas se propagavam em mar aberto. Por sorte ele tinha comido bastante coisa antes de sair do porão. Sua barriga aguentara um pouco.
Durante a noite quase foi devorado por uma Mermaid, por sorte ele conseguiu acordar antes dela tentar fazer ele de jantar. Por sorte elas só comem carne morta, o garoto estava tão calmo que ela pensou que ele estava morto. Mostrando suas garras para o pequeno garoto ela foi embora, deixando-o sozinho e assustado. Embora ele tivesse seus dezesseis anos as coisas sobrenaturais do mundo o assustavam.
[...]
Pelo o que ele tinha contado já haviam se passado dois dias e uma noite, ele ainda estava sem beber e sem comer nada. Estava quase morrendo de desidratação por causa do sol. Mas conseguiu ver ao longo do oceano um rastro de fumaça. Existem poucas embarcações que usam apenas carvão como fonte de movimento e a maioria era de embarcações da guarda real. E ele estava certo! Velas brancas como farinha brilharam no horizonte. Ele começou a gritar por socorro e logo depois viu que o navio vinha em sua direção e os marujos já içavam uma bandeira vermelha, que significava: estamos indo!
Quando a guarda real o tirou do mar ele já estava a deriva por quase três dias e duas noites, isso tudo sem comer e sem beber nada. Ele estava todo desidratado e suas cordas vocais haviam sido queimadas pelo sol. Por sorte, ele pode se comunicar com a tripulação por via de papéis que ele escrevia com caneta tinteiro.
— Qual o seu nome garoto? Quantos anos tem? De onde és? — um homem loiro, musculoso e incrivelmente ridículo, não parava de lançar perguntas aleatórias para ele, que quase não conseguia responder todas elas — Está sozinho? Como sobreviveu?
Peguei a caneta tinteiro e comecei a escrever: “Meu nome é Keith MacGyver, tenho dezesseis anos e fugi da casa do meu padrasto e de minha mãe. Moro na Dinamarca, mas peço que não me levem de volta para lá, por favor! Estou procurando meu pai, bem estava até aqueles piratas me jogarem no mar.” Entreguei o papel a ele que começou a ler vagarosamente, provavelmente não entendia minha linda letra.
— É obvio que o levaremos de volta! — ele disse tomando o tinteiro de minha mão com força — As crianças aqui são proibidas de ficar e se você não quiser voltar para casa, podemos deixa-lo em um orfanato, quer ficar em um orfanato?!
Tentei falar um simples “não”, mas minha voz falhou, então balancei a cabeça negativamente. Fiquei cabisbaixo.
Ele preferia pensar que, ao menos, em casa quem mandava era sua mãe e não um guarda real qualquer que o obriga a comer um pão acompanhado de uma salsicha seca, sem ao menos o deixar molhar o bico no rum ou na cerveja negra.
Depois de ficar mais ou menos umas quatro noites no navio, Keith foi deixado no porto da Dinamarca, mais precisamente no condado de Western, onde seu padrasto era conde e sua mãe condessa. Grande coisa!
Sua mãe já o esperava no porto, com cara de cachorrinho apaixonado, ela o abraçou.
— Se fizer isso de novo mando te matarem, escutou garoto? — ela falou, dando-lhe beliscões em sua pela queimada de sol. A dor era inquietante.
— Sim mamãe...
— Só por causa dessa brincadeirinha idiota que aprontaste você vai ir para um internato onde vai virar padre e viver honrando a batina! — ela respondeu, agora, arrancando-lhe as orelhas. Keith sabia que aquela não era hora para contrariar a mulher que lhe trouxe à vida. Mas na sua cabeça já havia bolado um plano para fugir do internato.
Pouco depois que ele melhorou de sua quase morte, os poucos amigos que tinham vieram se despedir. Ele iria para um internato de padres, como sua mãe havia falado.
— Todos na escola estão te achando um Deus, só por ter conseguido sobreviver tanto tempo longe de casa. — comentou Theron, seu melhor amigo — Até quem não gosta de você está te chamando de Deriva! Não é incrível?
— Deriva?! Mas que merda é Deriva?
— O apelido que você ganhou... Será que quando você terminar seu internato vão te chamar de Padre Deriva? — ele continuou rindo da cara de Keith
Eles terminaram de conversar, forçadamente já que sua mãe queria se ver livre do pobre garoto, e se despediram num longo abraço. A carruagem, que seria puxada por dois grandes garanhões do celeiro do Conde, já estava à espera do garoto.
Keith estava vestindo um terno de seda escura, deveria chegar bem vestido ao internato, coisa de mãe esnobe.
A escola de padres era grande e bonita. Suas paredes eram altas e tinham creme como cor principal, seguidas de linhas marrons que ficavam nas bordas das grandes portas e das pequenas janelas. Uma das maiores beleza que Keith já vira. Antes de chegar à porta principal, havia um longo caminho de pedras soltas, os dois trilhos eram cercados por coqueiros que tinham, no mínimo, cinco metros de altura.
Os padres já estavam a sua espera. Ele foi levado até uma grande sala, com candelabros e lustres luxuosos. Legítimo dinheiro gasto com futilidades, como de costume da Igreja Católica.
— Keith Western, sua jornada de estudos bíblicos vai começar agora. Você está pronto? — perguntou um dos padres, ele era o mais velho, talvez fosse o diretor do internato.
— Primeiro, eu não sou um Western, muito menos um MacGyver, eu não sei qual é meu sobrenome, já que a mulher que se diz minha mãe nunca me falou do meu verdadeiro pai. — eu o respondi com raiva — Segundo, qualquer chance que eu tiver de colocar fogo nesse prédio, eu vou colocar, que fique bem claro. Eu não vou ficar aqui por muito tempo, já falei com meu amigo Satã e logo ele vem me buscar!
O padre mais velho começou a me benzer com água benta e começou a orar, talvez por ter ouvido a palavra Satã, ou por minha rebeldia excessiva.
Eles ficaram ali por um bom tempo depois desse ocorrido. Todos os padres que estavam ali ficaram rezando em conjunto. Depois de quase uma hora de oração e benção, eles finalmente terminaram. E depois de tudo aquilo, eles ainda ficaram me prendendo a noite inteira dentro da maldita sala, me falando o que eu poderia e o que eu não poderia fazer no internato. Coisas simples que levaram a noite inteira. Era só eles terem falado as regras básicas: não traga mulheres aqui para dentro; não beba; não gaste dinheiro; não pense em coisas carnais; não furte...
Ele aprendia orações e palavras para benzimentos. Aprendia a história da Igreja e o porquê de estar ali se tornando padre. Baboseira, baboseira, blá, blá, blá.
Keith ficou preso dois anos dentro do internato. Dos seus dezesseis até seus dezoito. Conseguiu fugir depois de ganhar a confiança de cada um dos padres lá de dentro. Assim, num suposto dia, onde ele iria entregar sopa para os pobres que ficavam sobre as calçadas da capital, ele simplesmente deixou a panela de sopa e os pães na mão de um dos mendigos, a qual ele chamou de Revolucionário. Depois, correu em direção ao porto, tirando a sua roupa no meio do caminhão e ficando totalmente desnudo.
Ele logo conseguiu roubar algumas roupas que achou penduradas em um varal, que serviram como uma luva. No meio da sua corrida ele esbarrou em um garoto, provavelmente de mesma idade que ele. Ele tinha cabelo castanho escuro, que por sinal estava todo bagunçado e cheio de grama, olhos castanhos claro, pele branca, quase pálida e de estatura baixa.
— Olhe por onde anda rapaz! Se fosse meu capitão, era bem provável que você estaria morto agora! — ele disse, ajudando-o a levantar — Qual o seu nome garoto?
— Keith... Meu nome é Keith. Espere! Você disse capitão?! Você é um pirata?
— Sim eu sou. Algum problema?
— Nenhum! Por favor, me leve com você. Eu só te peço isso, me tire daqui antes que os padres me reencontrem!
— Calma Keith! Você pode vir comigo, claro! Só não sei se o Capitão Barbarella irá te aceitar, ele é um monte de merda, eu o odeio, mas podemos tentar não é? Ah, esqueci-me de me apresentar, meu nome é Nico!
Barbarella... Aquele nome martelou em sua cabeça por algum tempo. Fora ele quem o jogou a mar aberto, para morrer. Ele quem disse que seu pai era um bêbado de merda. Seus olhos se aqueceram de raiva e uma sede de vingança veio à tona.
Keith foi seguindo Nico até o porto, mas de longe já era possível notar o casco preto do Carniceiro. Ele pode notar que os musgos começaram a aparecer até no casco: parece que a nojeira saiu do assoalho e assumiu todo o resto do navio.
Fazia pouco mais de dois anos, desde que Keith tinha sido jogado a mar aberto. E nesse tempo, por sorte, seu corpo mudou bastante. A gordura sumiu. A barba cresceu. O cabelo escureceu. O medo desapareceu e a vingança estava bastante grande. Ele já tinha bolado todo um plano para acabar com Barbarella e com toda a sua tripulação, mas pra funcionar ele precisava de um aliado: Nico! Mas estava com receio de o garoto não aceitar de súbito. Então resolveu deixar o plano para mais tarde e primeiramente conseguir a confiança de todos.
Nico subiu primeiro pela prancha que ligava o porto ao navio, Keith foi logo atrás sem receio algum. De cara, Keith bateu os olhos no capitão, que continuava igual: cabelos negros, velho e feio, estava mais feio que da última vez. Nico foi até ele e, provavelmente, contou o que aconteceu. Depois de um tempo, Barbarella se aproximou.
— Keith, esse é seu nome não é garoto? — ele disse. Keith percebeu que pelo menos agora ele não o chamava de “criança” — Esse nome é meio familiar para mim. Já nos falamos alguma vez, garoto?
— Acho que não Capitão. — mentiu Keith — Eu me lembraria de um rosto tão feio quanto o seu.
O velho o encarou por um momento. Logo depois, soltou uma gargalhada, que por sinal, continuava a mesma.
— Você tem um humor que me agrada, garoto. Pode ficar, pelo menos, por um tempo. Venha! Vou lhe mostrar as coisas básicas de um navio.
Keith o seguiu, passando por Nico, que deu-lhe alguns tapinhas nas costas. Ele não prestou atenção em nada do que o velho dissera. Apenas concordava com a cabeça ou falava ‘uhum’.
Depois de ficar por mais de meio ano conseguindo a confiança de todos, inclusive de Barbarella, que era muito mais trouxa do que ele pensava, Keith resolveu abrir o jogo com Nico que, agora, era seu melhor amigo. Ele explicou tudo, desde quando esteve no Carniceiro pela primeira vez, até sua passagem ao internato.
O plano de Keith se baseava em colocar fogo em todo o Carniceiro, matando assim, todos os marujos. Os mesmos estariam trancados nos seus quartos. Depois, os dois, fugiriam em um bote que já estaria no mar, carregado de comida, água, rum e cerveja negra.
Nico aceitou. Não gostava do Capitão Barbarella, por inúmeros motivos. Porém ficou com pena por ter que matar alguns homens que realmente eram seus amigos, só que ele sabia que se contasse, eles contariam ao capitão, e eles seriam mortos. E isso era um risco que ele não queria correr.
Keith ficou encarregado de jogar o óleo que ficava nas lamparinas e nos archotes, mas resolveu jogar rum e cerveja para dar um pouco mais de fumaça. Nico trancou as portas que levavam aos quartos com grandes correntes e toras de madeira. Trancando todos lá dentro.
Keith terminou o trabalho jogando as lamparinas e os archotes ao chão. O fogo logo se alastrou da proa ao resto do convés. O cheiro de fumaça entrava nas suas narinas, e isso estava dando uma grande satisfação de dever cumprido ao garoto.
Depois disso os dois remaram até a Dinamarca, para um lugar bem distante do condado de Western. Encontraram lá a taberna de uma mulher muito elegante e interessante: Katherine. Contaram a ela que estavam à procura de um novo navio, já que o deles tinha pegado fogo acidentalmente, e os dois foram os únicos que sobreviveram.
— Eu conheço um pirata que vai interessar os dois, além de ser capitão do Viúva Negra, ele é um pedaço de mau caminho! — ela disse, soltando uma gargalhada maliciosa, que por sinal, combinou muito bem com seu incrível olhar sexy — Ele vai vim pra cá daqui uns dias, posso falar com ele, mas em troca quero que trabalhem para mim, topam?
— É claro! — responderam como um coral, mesmo sem saber do que se tratava.
— Vocês vão precisar ficar aqui e satisfazer algumas moças que quiserem vocês, acham que dão conta?! Espero que sim! — ela respondeu — E se eu não sentir firmeza em vocês, ou se me desapontarem, faço o Phil cortar a garganta dos dois. Estamos entendidos?
— Sim, minha lady! — respondeu Keith, puxando sua mão para dar um beijo.
Phil Ruffalo apareceu alguma semanas depois. Chegou em uma hora inapropriada. Os dois tiveram que parar de fazer a coisa que mais gostavam ali na taberna: satisfazer as mulheres!
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