Notas iniciais
Estou postando por dois dias seguidos, o que não é comum, então cuidado para não pular um capítulo, por não ter se atualizado nessa fic ontem. hehehe
Acreditem! Acontece!!! hehe

Espero que gostem do final do baile! =)

"Silêncio, por favor, crianças." Pediu o diretor Figgins, pouco depois de toda a turma ter chegado ao baile, correndo. "Primeiro tenho um anúncio a fazer: não há mais repteis vivendo nos vasos sanitários do McKinley, as cobras foram levadas para o zoológico, onde poderão viver, nos vasos de lá." A galera aplaudiu e gritou, como se aquele anúncio não fosse insano. "E agora, a corte do baile desse ano!" Um rapaz sentado à bateria fez rufarem os tambores. "Os indicados para rei do baile são: Finn Hudson, Rick 'Vara' Nelson e a presidente Brittany S. Pierce." Lembrou, enquanto os três subiam no palco. "As indicadas a rainha do baile são: Missy Gunderson, Santana Lopez e Quinn Fabray. Gostaria de convidar a rainha do ano passado, o ousado estudante Kurt Hummel, para coroar os novos ganhadores."

Kurt não esperava e subiu no palco um pouco sem jeito, mas relaxou ao perceber os olhares de apoio de seus quatro amigos que estavam no palco. Os demais também o encorajavam com olhares, sorrisos e sinais, de seus lugares na plateia.

"E o rei desse ano é... Sr. Finn Hudson!"

"Vai, Finn!" Blaine gritou da multidão, enquanto Rachel pulava, aplaudindo, ainda que não fosse propriamente uma surpresa. Kurt colocou, sorrindo, a coroa na cabeça do irmão.

"E a rainha é..." Santana e Quinn trocaram olhares cúmplices. "Estudantes, mais uma vez houve anarquia nesse baile. Tendo recebido a maioria dos votos escritos, gostaria de receber no palco a Sra. Rachel Hudson."

Alguns começaram a procurar por Rachel, que estava boquiaberta e paralisada no meio da quadra. Outros sequer sabiam quem ela era ou até a conheciam, mas como Rachel Berry. Os alunos demoraram um pouco, mas acabaram batendo palmas, enfim, e isso a estimulou a se mover na direção do palco, olhando para Finn que, apesar de extremamente feliz, também não estava entendendo como aquilo era possível.

"Apenas sorria e respire." Kurt pediu, ao colocar a coroa na amiga.

"Titãs do McKinley, curvem-se a seus novos líderes." Falou o diretor, ao microfone. "E agora, a primeira dança do rei e da rainha do baile de formatura deste ano."

Finn e Rachel desceram do palco de mãos dadas, já ao som da introdução de Take my breath away. Quando chegaram ao centro da pista de dança, a voz de Quinn podia ser ouvida, cantando os primeiros versos. Ainda confusos e, por isso, bastante tímidos, eles começaram a dançar, devagar, observados pelos colegas de quem se despediriam em breve. Algumas meninas choravam por causa da música romântica, outras por estarem se sentindo representadas por Rachel, que era uma espécie de Evita, onde os descamisados davam lugar aos desconhecidos, àqueles que eram considerados desimportantes, aos sem jaqueta de time ou uniforme de líder de torcida.

"Isso é algum tipo de piada? Como com o Kurt ano passado?" Rachel questionou. "Jogarão sangue em mim em seguida, como com a Carrie?"

"Olhe pra mim." Ele pediu, incomodado. "Você é sexy, é linda... uma inspiração pra todos aqui, do mesmo jeito que é pra mim." Afirmou, apesar de também não ter muita ideia de por que, de repente, ela teria recebido tantos votos, se não ficara nem entre as três meninas mais votadas na eleição preliminar. Estava sendo sincero sobre ela ser sensual e linda, no entanto, e acreditava verdadeiramente que, se seus companheiros de colégio tivessem nela uma inspiração, teriam muito a ganhar, pois ela era especial. "Veja onde você começou e onde está agora! Você é incrível!"

Eles seguiram dançando e ela sorriu, feliz com as palavras dele, e percebendo que provavelmente não estava sendo alvo de uma brincadeira de mau gosto, visto que as pessoas tinham voltado a curtir a festa, dançando como eles, conversando nas mesas, bebendo o ponche, finalmente batizado por Puck, com a ajuda de Backy, e tirando fotos com dinossauros das mais variadas espécies que faziam parte da ornamentação.

"Ei! Você tá chorando?" Mike perguntou a Tina.

"Eu só não quero que acabe." Ela explicou.

"O baile?"

"Tudo que temos aqui. Esse ano inteiro. Gostaria que ele pudesse durar para sempre." Confessou e os dois riram, se beijando em seguida.

"A primeira vez em que dançamos assim foi no baile do ano passado." Sam comentou com Mercedes, com quem deslizava devagar pela pista. "Me lembro que eu disse que voltaríamos a dançar juntos e você me chamou de louco."

"Porque você é." Ela riu.

"Mas você adora." Ele se gabou e ela concordou, beijando o namorado.

"Adorei ver seu eu verdadeiro: o homem sem os produtos!" Falou Kurt, como se estivesse fazendo propaganda de Blaine, quando este voltou do banheiro, depois de molhar a cabeça e se livrar do gel, assumindo os cachos em seus cabelos. "E estou orgulhoso por todos estarem vendo o mesmo... meu namorado corajoso, lindo e cabeludo." Sorriu, puxando Anderson para dançar com ele no meio da pista.

A cada música que o DJ colocava, havia menos casais dançando e menos gente presente, mas todo o Novas Direções continuou até a última canção da noite, que foi Wonderful Tonight do Eric Clapton, e fez voltar à pista a maior parte daqueles que já tinham desistido da dança. Foi nesse momento que Puck aproveitou que Joe estava um pouco longe de Quinn e tirou para dançar a mãe de sua filha, que surpreendentemente aceitou, quando todos esperavam por um grande fora.

Não aconteceu nada além disso entre eles, na escola, mas ainda assim os dois tinham sorrisos largos em seus rostos, que tentavam disfarçar, quando o pessoal se reuniu e foi todo para a casa de Blaine. Lá os meninos voltaram a ligar o Xbox de Artie e mesmo as meninas, que queriam usar o Wii do dono da casa, mas estavam com os movimentos comprometidos pelos vestidos de baile, participaram do campeonato de Call of Duty. Fora isso, eles passaram o tempo apenas conversando, e comendo e bebendo, uma vez que o serviço de buffet não tinha sido propriamente o ponto alto da festa escolar.

"Nunca imaginaria que alguém como eu seria rainha do baile. Talvez realmente qualquer coisa nesse mundo seja possível." Rachel comentou, como quem não quer nada, com Santana, a quem tinha pedido para ajudá-la a buscar algumas coisas na cozinha.

"Foi surpreendente." Respondeu a latina, mexendo em uma bandeja para evitar olhar nos olhos dela.

"Eu sabia!" Quase gritou.

"Sabia o que, Hobbit?" Perguntou, assustada.

"Sabia que você tava metida nisso." Revelou."O Finn fez todo um discurso sobre eu ser linda, inspiradora e tal, e eu não disse nada, porque sei que ele só queria que eu voltasse a acreditar em mim mesma, depois de todo o fiasco que foi a minha audição. Só que eu não sou tão ingênua! Eu sei que a maioria dos alunos só votaria em mim se fosse para fazer alguma brincadeira, como com o Kurt, ano passado. Se não foi isso, se não teve brincadeira, então só podia ser coisa de vocês, dos meus amigos."

"Você merecia Rachel." Afirmou, sincera.

"Foi sua ideia? Era você a rainha?"

"Não. A Quinn ganhou. Foi ideia dela. Ela já tinha vacilado tanto com você que era o mínimo que ela podia fazer... te dar um momento de holofotes, te deixar dançar com seu príncipe... ou rei, tanto faz." Riu e deu de ombros.

"Mas essa era a coisa mais importante do mundo pra ela."

"Na verdade, não era." Falou, indiferente.

"Como não, Santana?"

"Tudo bem, era. Era, mas na hora H, não foi. Na hora simplesmente não foi tão especial, como ela esperava, então não dá muita importância pra isso, Rachel. Não supervaloriza isso, tá?" Pediu. "Não abre muito o seu coração pra Quinn, porque ela não é como você. Ela não sabe amar e pode voltar a te machucar."

"Será que a gente deve perder assim a esperança nas pessoas?" Rachel perguntou, com a voz triste e Santana apenas deu de ombros, pegando uma bandeja e indo em direção à sala, pois não sabia como responder a isso.

"E Berry?" Ela parou, porém, antes de entrarem no outro cômodo, tendo algo importante a acrescentar.

"Hum?"

"O seu marido tem razão sobre você ser linda e sexy. Ele não falou pra te ajudar, mas porque ele realmente acha você maravilhosa e, você não deve espalhar isso por aí, mas eu também acho. É uma pena que não faça parte do meu time." Sorriu com malícia, fazendo a outra gargalhar.

Chegaram à sala e os petiscos e bebidas que tinham ido pegar passaram a ser a principal atração do anti-baile. Praticamente todos os convidados andavam em volta da mesa, escolhendo alguma coisa para devorar, e apenas Finn, ao contrário do esperado, não pegou nenhum sanduíche ou salgadinho e, colocando sua garrafa de cerveja vazia sobre a mesa, dirigiu toda a sua atenção à mulher.

"Rach, será que você se incomodaria de irmos embora?" Ele se aproximou, perguntando a ela, baixinho.

"Já, Finn? É... aconteceu alguma coisa?" Ela sussurrou de volta.

"Não." Ele a tranquilizou. "É que eu meio que preparei algo especial."

"Sendo assim... como eu poderia dizer não, Sr. Hudson?" Ele sorriu e deu a mão a ela, e os dois circularam, se despedindo dos amigos, um a um.

Foram para a casa em que estavam morando e não para um hotel, pois Finn continuava economizando para a mudança, apesar de Rachel não ter ido bem em sua audição para NYADA. Ela poderia fazer a prova novamente dentro de seis meses, já morando na Grande Maçã, se ele fosse bem sucedido em seu próprio teste para a outra escola de drama, ou, se ele também falhasse, os dois tentariam novamente, em um futuro próximo. De um modo ou de outro, em algum momento eles deixariam Lima e precisariam de recursos para fazê-lo.

Entretanto, Finn sabia que o quarto que eles ocupavam, que fora o quarto dele até pouco tempo antes, não tinha nada de romântico. Então, com a ajuda de Kurt e da mãe, ele preparara o porão da casa, que estava praticamente vazio, para que os dois passassem a noite lá. Havia um grande futton no chão, coberto com edredons e travesseiros, que ele mesmo tinha arrumado, mais cedo, enquanto ela se vestia. Ao lado, um balde de gelo com uma garrafa de espumante tinha sido colocado por Carole, para quem ele tinha telefonado, avisando que estava indo para casa.

A mulher mais velha também tinha sido a responsável por ligar os fios de luz, desses que usamos nas decorações da época de Natal, que o filho tinha espalhado pelo lugar, tendo desistido de velas, porque acender uma a uma daria trabalho demais à senhora Hummel. Ele não lamentou, no final das contas, porque Rachel só não ficou tão encantada com as luzes quanto ficou com a almofada em forma de coração e coberta de pelúcia que ele comprara para ela e estava no centro da cama improvisada.

"Eu me lembrei de uma música." Ela disse, depois de ter olhado tudo e elogiado muito. Estavam em pé, de frente um para o outro, ela com as mãos apoiadas no peito dele e ele com os braços em volta da cintura dela. "For here you are, standing there, loving me, whether or not you should." Cantou e ele franziu a testa, não se lembrando da canção. "So somewhere in my youth or childhood I must have done something good."

"Eu acho que não conheço."

"Eu não esperava que conhecesse. Ela é de A Noviça Rebelde e quando chegava essa parte do filme, normalmente você já tava dormindo." Riu do sorriso envergonhado dele. "Mas ela é perfeita pra mim. Se eu mereço ter alguém como você, me amando, cuidando de mim, ficando sempre ao meu lado... fazendo surpresas como essa, eu devo ter feito algo de bom, em algum momento."

"Você fez várias coisas boas que eu poderia enumerar, se eu não preferisse te mostrar, ainda mais, o quanto eu te amo." Declarou, deslizando o braço pelas costas dela, até a nuca, e segurando com firmeza, enquanto tomava os lábios dela nos seus.

Depois de trocarem mais alguns beijos apaixonados, cheios de carinho, ambos foram começando a ser tomados pelo desejo e as mãos iniciaram uma movimentação pelos corpos ainda vestidos. Finn tirou o paletó, sentindo a temperatura subir, e Rachel abriu os botões da camisa dele, enquanto ele quase arrebentava, impaciente, o fecho éclair do vestido dela. Em pouco tempo, eles estavam seminus e trocavam carícias ousadas, já deitados no futton, e, em mais alguns minutos, estavam exatamente como vieram ao mundo e se amando sob os edredons.

Duas coroas agora esquecidas no chão seriam uma lembrança física daquela bela noite, que eles guardariam consigo pelo resto da vida. No entanto, elas seriam só um símbolo, e nunca um tipo de lembrete do que acontecera.

Não eram necessárias! Aquele fora um momento das vidas de Finn e Rachel totalmente impossível de esquecer.

Notas finais
Gostaram?