Vestido, Véu E Valium
3 Capítulo 3
Notas iniciais
OBRIGADA, de coração!!
Quero dedicar esse capítulo a Ka, pela recomendação que ela fez à fic, mesmo estando tão no início, e pela amiga maravilhosa que ela é. Te amo, Ka! Espero que possamos nos ver no final do ano. Cruza os dedos!!
ps: eu tenho muitas pessoas a quem quero dedicar capítulos, então fiquem atentos, ok? não pensem que eu esqueci de nenhum de vocês!!
Finn escancarou a porta e pegou Rachel no colo, do jeito que manda a tradição, fazendo a garota dar uma risada alta e calorosa. Entrou, então, com ela no espaçoso e elegante quarto de hotel, e bateu a porta com o pé, carregando a mulher até próximo à cama e colocando-a no chão. Os dois trocaram olhares e sorrisos apaixonados e ele deslizou as costas da mão pela maçã do rosto dela, que fechou os olhos, se entregando àquele toque sutil, mas tão gostoso, por um tempo, antes de segurar a mão dele e levá-la aos lábios, beijando demoradamente.
"Eu te amo, Finn." Ela disse, ao abrir os olhos, e vê-lo com os seus grudados nela.
"Eu te amo mais, Sra. Hudson." Ele afirmou, segurando o rosto dela entre as mãos e beijando-a com doçura.
"Sra. Hudson." Ela repetiu. "Soa bem. Muito bem! Foi a melhor escolha, apesar de meus pais não terem gostado muito."
"Nossos pais acham que estamos fazendo uma grande besteira." Observou, um pouco magoado.
"Eles se preocupam." Deu de ombros. "Mas eu nem sei por que falei dos meus pais. Somos só eu e você hoje, Sr. Hudson."
"Somos só eu e você." Concordou, deslizando as mãos pela cintura dela.
"Eu vou me preparar." Disse, entusiasmada, pegando a bolsa que deixara no chão a seu lado, ao entrarem, mas sentiu a mão dele tirando o objeto da sua, enquanto ele balançava a cabeça negativamente. "As minhas coisas, Finn. A minha camisola especial..."
"Depois!" Ele a interrompeu. "Deixa isso pra depois. Você tá tão linda assim!" Observou-a dos pés à cabeça, encontrando enfim seus olhos, novamente. "Você vai vestir muitas camisolas pra mim, todos os dias, mas eu só vou poder tirar você de seu vestido de noiva uma vez... só hoje." Ele colocou de novo as mãos na cintura dela, levando uma até as costas e procurando pelo fecho do vestido, mas foi surpreendido por um longo caminho de botões. Franziu a testa, e ela respondeu levantando a sobrancelha e os ombros. "Não vai ser isso que vai me impedir, babe." Sorriu maliciosamente, virando-a de costas para si.
No começo, ele teve um pouco de dificuldade com os botões, mas logo que pegou o jeito foi abrindo um a um e aproveitando para deslizar as pontas dos dedos pelas costas dela. Quando já havia uma parte considerável de pele à mostra, continuou lidando com os botões, mas começou também a distribuir vários beijos bem sutis pelo ombro, pelo pescoço e pelas costas da esposa. Quando fez, finalmente, o vestido descer ao chão, envolveu a cintura dela com um dos braços, passando os lábios por seu pescoço, enquanto usava a mão desocupada para tentar soltar o cabelo dela.
Rindo, Rachel o ajudou com os grampos que mantinham suas madeixas presas em um coque, e sacudiu a cabeça, para que elas caíssem livres sobre suas costas. Finn, então, virou-a de frente para ele, oferecendo-lhe uma das mãos, para que ela desse um passo à frente e deixasse para trás o vestido.
"Tem alguém coberto demais aqui nesse quarto." Ela disse, puxando o paletó dele. Ele terminou de tirar a peça, enquanto ela já descartava a gravata e começava a abrir os botões da camisa, que logo estaria no chão, assim como a T-shirt que ele usava por baixo.
"Tão linda!" Ele disse, suspirando, observando o corpo dela coberto por um conjunto novo de sutiã e calcinha de lycra e renda, e por uma cinta-liga e meias sete oitavos. "E queria trocar tudo isso por uma camisola?" Sorriu, divertido, e ela deu uma risadinha.
Ele tirou os sapatos e a calça rapidamente, ficando de cueca, mas só deixou que ela tirasse o sapato. Então a tomou nos braços, beijando seus lábios e foi caminhando com ela na direção da cama, onde se acomodaram, separando-se o mínimo possível para fazê-lo.
Continuaram se beijando, calmamente, por um tempo, quase como se fossem personagens de um filme e este estivesse sendo exibido em câmera lenta. Eles eram jovens, cheios de hormônios berrando dentro deles, sexualmente ativos havia pouco tempo, além de se amarem muito e terem muita química um com o outro, o que poderia fazer crer que eles estariam sempre loucos para arrancar as roupas de seus corpos e transar, na primeira oportunidade, mas não era bem assim.
É claro que às vezes era puro sexo, apressado e rude, com uma confusão de bocas e mãos em todos os lugares, corpos suados batendo um contra o outro e fazendo um barulho muito característico, que se misturava aos gemidos indecifráveis dele e aos gritos incrivelmente afinados dela. Era assim quando ela aparecia no meio da tarde e interrompia as maratonas de vídeo game dele, ou o trabalho na oficina, ou quando ele a levava para casa no começo da noite e eles corriam contra os ponteiros do relógio, prestes a marcar a hora da chegada dos Srs. Berry.
Porém, sempre que eles tinham tempo juntos, as coisas começavam suaves, lentas, românticas, como tinham sido na primeira vez dos dois. Obviamente, naquela ocasião, uma das razões para a delicadeza era o fato de que ele estava com medo de machucá-la, mas os outros motivos continuavam presentes, fazendo tudo sempre parecer uma estreia. Em primeiro lugar, Finn sempre queria fazer cada momento de intimidade entre os dois durar o máximo possível. Em segundo, desejava todas as vezes tentar descobrir alguma coisa nova que ainda não soubesse sobre o corpo de Rachel e a maneira como ele reagia a cada estímulo seu. E em terceiro e principalmente, era mais em cada toque, em cada gesto, do que por meio de palavras que ele mostrava o tamanho da sua adoração por ela.
Finn começou a tocar o corpo de Rachel, em todos os lugares, inclusive nos mais erógenos, mas sem tirar, ainda, a bela lingerie que ela tinha escolhido para o casamento. Queria gravar todos os detalhes que fossem específicos daquele dia em que tinham começado a formar sua própria família. Somente depois de um tempo, quando sua ereção já estava começando a se tornar incômoda e ela movimentava o corpo mais na direção dos dedos dele, foi que ele tirou o sutiã e explorou diretamente seus mamilos, com as mãos e a boca.
Rachel reagia aos carinhos dele com deliciosos gemidos e tentando tocá-lo, mas ele não queria que acabasse logo, com ela masturbando o membro dele, então segurou as mãos dela, contra o colchão. Ele não foi bruto, mas empregou força suficiente para pará-la, o que a deixou mais excitada, porque ela gostava quando ele tinha atitudes assim mais enérgicas, que ele dominasse a situação, que se mostrasse seguro de si mesmo e do que fazia com ela. Sentiu a excitação ainda mais forte, o que sequer achava ser possível, quando ele começou a beijar seu abdômen, sabendo muito bem aonde ele iria chegar e o que pretendia fazer.
O rapaz demorou um pouco para soltar as meias da cinta-liga e os dois riram juntos da situação. Porém, assim que conseguiu, ele tirou a calcinha dela, devagar, e tocou seu sexo, deslizando dois dedos para dentro dela e pressionando o clitóris com o polegar. Deixou que ela aproveitasse um pouco e começasse a gostar muito para parar, e ouviu um som de protesto tão espontâneo que era quase um miado. Sorriu maliciosamente e provocou, chupando devagar os dedos que tinham o gosto dela agora, antes de prová-la diretamente, enfim.
Ele esperou que ela gozasse em sua boca, apesar de louco para estar dentro dela, mas não aguardou que ela se recuperasse da sensação e a penetrou logo em seguida. Não conseguiu esperá-la antes de atingir o máximo do prazer, mas isso não foi um problema porque ele continuou e, depois de um tempo, de muitos estímulos, beijos e algumas trocas de posição, os dois gozaram de novo, quase no mesmo momento.
Depois de descansarem um pouco e de tomarem um banho, no qual trocaram apenas alguns carinhos, Rachel vestiu, afinal, a camisola especialmente adquirida para a noite. Mais uma imagem que Finn iria guardar para sempre em sua memória seria a da Sra. Hudson usando um modelo na cor rosa bebê com bolinhas brancas, que não seria nenhuma surpresa, se não fosse extremamente curto e decotado, e em um tecido completamente transparente, que deixava à mostra a calcinha no mesmo padrão e bem pequenininha até para ela.
Finn só não atacou a mulher naquele momento, e de uma forma bem menos doce que da primeira vez, porque os dois estavam com fome e já haviam falado sobre comer alguma coisa, enquanto tomavam banho. Ele estava deitado na cama, observando-a e ela procurava algum cardápio perto do frigobar.
"Olha! Tem um bilhete do Kurt aqui." Ela disse, mostrando-lhe um papel. "Diz que tudo que está no frigobar e no armário tá pago, mas que é pra termos moderação em tudo... grifando o tudo." Riu.
"Típico!" Finn revirou os olhos.
"Huuum... Tem um monte de coisas! Vem me ajudar!" Ela pediu, já com a mini geladeira aberta. "Várias frutas pra mim. Uns queijos e frios pra você. Chocolate... geleia. Vê o que tem no armário, amor."
"Tem umas torradas aqui... biscoitos... amendoins."
"Tem suco e refrigerante. O que você quer? Vamos levar pra cama, né?"
"Coca. E é claro... na cama."
Os dois se deliciaram com as coisas que os amigos tinham feito questão de providenciar para a noite deles ser perfeita. Brincaram de dar comida na boca um do outro, de tirar coisas dos lábios um do outro, o que normalmente acabava em beijos, ficando os petiscos momentaneamente esquecidos. Depois conversaram um pouco sobre tudo e nada, e curtiram uma preguiça, mas estavam ainda agitados demais para dormir.
"Is there anybody going to listen to my story: all about the girl who came to stay? She's the kind of girl you want so much it makes you sorry, still you don't regret a single day. Ah girl! Girl..." Finn cantarolou, fazendo carinho em Rachel, que estava deitada em seu peito.
"Por que você não me conta a história dessa garota, hum?" Ela pediu, sentando-se e olhando para ele, sorridente.
"Te contar?" Ele franziu a testa e ela assentiu. "Bom, no começo ela me pareceu um pouco louca! Falava muito e dizia coisas que eu não entendia... e parecia interessada demais e eu tinha uma namorada."
"Essa não é a boa parte da história, Finn!"
"Ok, meu amor." Riu, sentando-se também e acariciando o rosto dela. "Ela me chamou a atenção quando cantou. Tocou alguma coisa no meu coração, mas eu nem sabia direito onde ficava o coração, então eu também não entendi o que eu tava sentindo."
"Não sei como você passava em biologia, achando que o coração ficava do lado direito e que mulheres tinham próstata." Os dois riram juntos.
"Naquele dia em que você armou um piquenique pra gente no palco do auditório, com aqueles copos de avião, e a gente se beijou pela primeira vez, eu não saí correndo por causa da Quinn. É claro que eu disse pra você não contar nada a ninguém por causa dela, mas não porque eu fosse apaixonado por ela e sim porque... você sabe, eu era idiota e me importava demais com o que os outros pensavam."
"A ponto de dormir com a Santana pra ser popular." Ela reclamou.
"Pensei que a gente ia deixar de fora as partes chatas, como esse período chato em que você era a garota do Jesse." Ele lembrou e ela fez uma careta. "De qualquer forma, o que eu quero te contar é que não saí correndo porque não gostei do seu beijo ou porque não senti nada, mas... porque, Rachel, eu senti TUDO! Eu senti o que vocês meninas gostam de chamar de borboletas no estômago, uma vontade louca de te beijar mais e mais e mais, e não parar nunca. Eu senti, naqueles poucos segundos, uma vontade enorme de fazer a Quinn desaparecer e com ela todo mundo que achava que o Quarterback tinha que namorar a capitã das Cheerios, pra poder ficar com você e só você, e isso me assustou! E eu senti também..." Ele coçou a parte de trás do pescoço, envergonhado. "Senti que eu ia gozar, se eu continuasse te beijando, porque eu não era propriamente controlado com essas coisas, naquela época, e tinha que pensar em alguma coisa desagradável pra me acalmar e, ali com você, eu nem conseguia pensar direito."
"Foi por isso que você me disse, quando me pediu em casamento, que nesse dia eu tinha te deixado nervoso." Ela riu, balançando a cabeça negativamente. "Eu nunca imaginei nada parecido. Eu me senti um lixo, por um bom tempo, e depois, quando a gente ficou junto e eu percebi que você não me achava feia e esquisita, eu passei a pensar que simplesmente tinha sido pelo medo de alguém saber."
"Você já me enlouquecia, Rach! Assim como faz agora..." Ele beijou o ombro dela. "...e sempre vai fazer." Beijou o pescoço. "Eu te amo!" Beijou os lábios.
"Eu te amo mais, Sr. Hudson." Ela o beijou, novamente, e não demorou para que o beijo se tornasse mais urgente.
Então, eles começaram tudo de novo, afinal era a única noite de núpcias que eles teriam.
Haveria muitas oportunidades para que ele continuasse recontando à mulher que amava a história linda dos dois.
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