Vestido Da Sorte
2 Madrinha de Casamento!
Notas iniciais
Então quero dar as boas vindas a todos os leitores, espero que continuem lendo a história até o fim e que gostem dela. Hm, antes do capítulo tenho algumas poucas coisas para avisar. 1) Essa história é diferente das outras que eu já escrevi, e isso quer dizer, que não terá apenas comédia e tal. Eu quero mudar um pouco da forma que escrevo, então peço paciência. Mas é claro que ainda terá comédia e tudo mais; 2) Apenas no capítulo que vem vocês irão conhecer Noah, tanto vocês quanto as personagens e a mim (ainda não defini sua aparência); 3) Como a história vai se focar mais (não totalmente) na vida de Madalene, então capítulos que Noah não aparecer serão frequentes, mas nem tanto.; 4) É meu primeiro romance, verdadeiramente, então peço que me ajudem a melhorar; É isso, que eu lembre.
Boa Leitura!
Ps. A lista de desejos da Mada, dá para ter uma ideia do que irá acontecer no futuro!
2. Madrinha de Casamento.
Quando eu estava no primeiro ano do Ensino Médio, o professor pediu para que fizéssemos uma lista de sete desejos que queríamos realizar até morrer. A grande maioria não levou a sério e escreveu qualquer coisa, porém, eu e minha melhor amiga escrevemos o que realmente queríamos fazer antes de morre.
Minha lista estava escrito:
1. Sair da escola sem repetir.
2. Conhecer Paris, França.
3. Ser modelo.
4. Encontrar um amor verdadeiro.
5. Ser madrinha da minha melhor amiga.
6. Voluntariar-me para ajudar crianças com câncer, ou ajudar os animais abandonados a encontrar um lar.
7. Achar um amuleto da sorte que realmente funcione.
Podem ser desejos bobos, porém, eles têm um grande significado para mim. Eu havia completado o (1) e o item (3), embora tenha sido uma carreira rápida. E estava prestes a completar o item (5) quando entro na casa de Sophia e ela despeja sem dar oi que irá se casar.
– Eu vou me casar com o Max! – Ela grita correndo até mim e me abraçando.
– Meu Deus! – Eu grito de volta a abraçando. – Você vai se casar!
– Sim, e adivinha quem vai ser a minha madrinha sexy? – Ela grita em meu ouvido.
– Não acredito que você convidou Laurene para ser sua madrinha. – Digo com tom de brincadeira. Laurene era a menina mais sexy, gostosa, do Ensino Médio todo.
– Não sua boba. – Ela diz. – Além do mais, você viu quão decaída a mulher está? Jesus! Depois que se casou com aquele velhote, sua juventude fui sugada. – Sophia diz fechando a porta e me levando para sua sala.
– Sério? Eu preciso ver isso. – Digo afirmando.
Sempre odiei Laurene. Ela sempre foi uma vadia na escola, sempre me enchendo porque não tinha peito e bunda que nem ela. Bem, agora quem está por cima? Hm deveria ser eu. Mas como eu não estou em condições favoráveis...
– Precisa ver mesmo, o velho não a deixa sair de casa sem estar toda coberta. Só falta ela usar uma burca, isso sim seria a decadência! – Sophia afirma ainda sorrindo. – Mas depois falamos dela. – Minha amiga se senta em minha frente e tenta ficar seria, o que era impossível para a felicidade que estava irradiando. – Madalene Gregory, aceita ser minha madrinha de casamento?
– Cara, cadê o anel? Não posso aceitar uma coisa dessas sem ao menos ver o anel cheio de diamantes. – Brinco com ela e puxo sua mão.
O anel estava ali brilhando como a própria dona. Ele era esférico, delicado, não muito pequeno, mas não tão grande. Havia apenas uma pedra de diamante. Era simples, mas combinava perfeitamente com minha amiga.
– Querida Sophia, é claro que eu quero ser sua madrinha! – Digo rindo. – E mais uma coisa que concluo da minha lista de desejos. – Comemoro alegre.
– Nossa você ainda se lembra da lista? – Minha amiga pergunta surpresa.
– Claro, meus desejos não mudaram muito! – Conclui. – Vai dizer que esqueceu os seus sete desejos?
– Claro que não... Conclui quatro já! – Ela diz feliz.
Sophia era minha melhor amiga desde o dia em que nos conhecemos quando eu estava perdida na escola e ela me ajudou a encontrar a sala de aula. Minha amiga tem cabelos ruivos longos, daqueles que dá inveja. É cheia de sardas no rosto e quando fica com vergonha ou com raiva, seu rosto fica tão vermelho quanto seus cabelos. Seus olhos são de cor castanha, sua pele é tão branca quanto à tinta branca.
Sophia namora Max há quase quatro anos, e por obra do destino, Max era meu irmão mais velho. Sim, minha melhor amiga namora meu irmão. E não posso negar que os dois combinam perfeitamente, desde a irresponsabilidade por parte dele até a responsabilidade por parte dela. Eles simplesmente são aquele casal que você olha e pensa “Poxa, quero ter um amor assim”. E agora ele a pediu em casamento.
– Meus pais não me contaram que Max iria se casar. – Comento subitamente enquanto ia para a cozinha acompanhada de Sophia.
– Max me pediu ontem a noite, não teve tempo para contar ainda. – Ela diz. – Foi tão lindo Mada, tinha que ver. Seu irmão é perfeito. – Suspira apaixonada.
– Você vai ser da família agora! – Eu digo quase gritando de felicidade.
Quando éramos menores sempre dizíamos que a gente seria da mesma família. Não sei como conseguiríamos isso, mas tínhamos esse sonho.
E agora irá acontecer!
– Eu sei! Estou tão feliz por você estar aqui, por ser minha madrinha, por me casar com Max. – Diz pegando a chaleira de cima do fogão e colocando água quente. – Quer chá?
– Claro! – Concordo.
Os chás de Sophia são os melhores que eu já tomei na vida.
– Mas me conte Mada, como está? – Sophia pergunta se sentando ao meu lado no banquinho da bancada de sua cozinha.
– Sophia eu estou de férias! – Comento fazendo uma careta. – Não tive coragem de contar para meus pais, nem mesmo para o Max o que aconteceu.
Sim, Sophia era a única que sabia o que havia acontecido comigo em N.Y – Bem, daqui da cidade era a única e eu dava graças a Deus que ninguém comprava revista de moda aqui.
– Eles vão acabar descobrindo mais cedo ou mais tarde, acho que deveria contar logo para eles. – Sophia opina. Eu a encaro por um minuto e ela logo acrescenta – Na verdade, deixa a mentira mesmo.
– Você conhece minha família perfeitamente. – Digo rindo fraco.
Por viver na minha casa desde que nos conhecemos, Sophia conhece perfeitamente minha família e sabe que eles não irão levar numa boa a minha demissão. Era muito melhor, mais prático e menos indolor dizer que eu estava de férias do que contar a verdade. Minha família não aceitava nada que saísse dos conformes que haviam moldado.
Por isso eles têm um grande problema com Max. Meu irmão não aceita ser do jeito que eles são, faz o que quiser e não liga para o futuro. Acho que a única coisa que minha família aceita em Max é Sophia, porque pensam que minha amiga irá cura-lo da irresponsabilidade.
– Sou praticamente sua irmã. – Ela comenta rindo. – Mas, o que irá fazer?
– Bem, vou ficar na cidade até encontrar algum trabalho de modelo em outro Estado e torcer para não descobrirem. Além do mais, como sou sua madrinha, sou obrigada a ficar na cidade. – Conclui sorrindo.
A chaleira apita e minha amiga se levanta para terminar o chá. Ela me entrega uma xícara e vamos até a sala nos sentando em seu sofá. Aquele apartamento era de Max e de Sophia fazia um ano. Os dois decidiram morar juntos antes de darem um passo a mais em seu relacionamento. Ele era pequeno, mas era perfeito para o estilo prático dos dois.
– Max está...? – Pergunto. – Não o vi ontem, acho que ele nem sabe que cheguei.
– Max tinha um evento para fazer hoje, daqui a pouco ele deve estar voltando. – Sophia comenta. – E Max vai adorar ter você aqui, sempre foi à irmã favorita dele.
– E a única vale lembrar. – Digo com uma careta.
– Você sabe do que eu estou falando. – Ela diz.
Max é apenas dois anos mais velho do que eu, então tivemos nossa infância praticamente juntos. E Sophia faz parte disso também, ainda me pergunto como os dois foram se apaixonar, mas não desejo realmente saber e estragar a magia que há. Enfim, eu e Max vivemos sempre juntos e quando eu me mudei, ele se mudou comigo e ficou um mês até ter certeza de que eu estava bem, então nossa relação é uma benção, usando a palavra favorita da minha mãe.
– Você já viu seu vizinho?
– Que vizinho? – Pergunto surpresa. – Achei que aquela casa estava abandonada a mais de 15 anos.
– E estava, porém há dois meses um cara misterioso se mudou para lá. – Sophia me conta. – Max diz que ele é amigo da família, mas eu não me lembro dele.
– Eu ainda não o vi, mas creio que não faltarão oportunidades para conhecer o misterioso homem. – Digo sorrindo e bebendo um pouco o chá. – Mas qual é o nome dele?
– Noah. – Sophia responda com uma careta. – Não sei o sobrenome, Max não quis me contar. – Ela revira os olhos. – Então, pensei que você poderia descobrir para eu pesquisar sobre a vida dele na internet.
– Deixa comigo, descobrirei hoje mesmo. – Digo rindo.
Sophia sempre teve um gosto estranho por sobrenomes. Ela sempre gostou de saber os sobrenomes de todo mundo e depois pesquisava sobre a vida da pessoa na internet. Talvez seja por isso que ela gosta tanto de seriados de detetives e sua profissão é corretora de imóveis – na verdade, ela é quase dona da única empresa que faz esse serviço. E acredite quando digo que ela conseguiu fazer uma ligação de sobrenomes com sua profissão.
– Achei que por ser corretora de imóvel a Senhorita saberia o sobrenome dele. – Comento.
– Mas parece que o cara se mudou para lá e não deu entrada em nada. Ele apenas se mudou, creio que a casa era de sua família ou alguma coisa assim.
– A única pessoa que eu me lembro de morar era aquele garoto que brincava com a gente quando tínhamos 8 anos, lembra? – Pergunto tentando me lembrar de seu nome. – Depois ele foi embora e nunca mais tivemos noticias.
– Verdade... Não lembro o nome do bendito garoto, ele era estranho lembro? Metido a inteligente e essas coisas. – Ela diz revirando os olhos. – Deve ter se mudado para a Austrália ou sei lá. – Diz dando de ombros.
– Você não gostava mesmo dele. – Falo rindo da sua careta.
– Muito metido para meu gosto.
– Tudo bem, tudo bem. – Falo ainda rindo.
No mesmo instante ouvimos a porta do apartamento se abrir.
– Querida cheguei! – Ele diz.
Eu e minha amiga rimos.
– Isso é tão Família Dinossauro. – Digo me levantando.
– É impressão minha ou Madalene está aqui? – Max pergunta vindo para a sala.
– Oi irmãozinho, sentiu saudades? – Pergunto correndo até ele e o abraçando.
Max me abraça e rodopia comigo. Ele me solta e me olha com aquele jeito de “Meu Deus, não acredito” e sorri.
– Você cresceu Mada, credo. – Conclui por fim.
– E você está noivo! – Grito e dou outro abraço nele. – Parabéns, você escolheu definitivamente a mulher certa!
– Só diz isso porque ela é sua melhor amiga. – Max fala com um sorriso gigante no rosto.
– Talvez. – Brinco.
– Olá amor! – Sophia diz animada e o beija. – Adivinha quem aceitou ser minha madrinha de casamento? – Ela pergunta.
– Hm, Laurene? – Max pergunta com uma careta.
Todos amavam Laurene. É a vida!
– Você me magoa assim. – Digo colocando a língua para fora.
– Eu sei que é você né Madalene, Sophia não parou de dizer que estava louca para te contar a grande novidade... E agora você está aqui! – Ele comenta sorrindo e se sentando no sofá. – A propósito chegou quando aqui?
– Ontem mesmo. – Respondo me sentando na poltrona perto do sofá e Sophia se senta ao lado de seu noivo. – Imagina a surpresa da mãe e do pai ao me verem. E a família toda estava reunida. – Digo revirando os olhos.
– E posso saber o porquê de sua visita? – Ele pergunta. – E nem invente dizer que está de férias, ninguém fica de férias nessa época do ano. E acredite que eu tentei umas quinhentas vezes isso.
Revirei os olhos. Max sabia todas as desculpas, ele era mesmo um cachorro.
– Fui demitida. – Digo por fim suspirando.
Max começa a rir e eu o olho junto com Sophia sem entender. Ele achou que eu estava brincando, sério? Aquilo era tão cômico que eu achei que iria rir junto. Mas continuo séria para provar que não era uma brincadeira.
Max me olha e depois para sua noiva. Para de rir no mesmo instante e pergunta:
– É sério isso? Você foi mesmo demitida? Quem demite modelos? Isso é possível?
– Acredite no que eu digo Max, é a pura verdade. – Digo suspirando mais uma vez. – E sim, é possível. Estranho, eu sei, mas é possível.
– Meu Deus Madalene, que coisa horrível! – Max diz com sua voz terna. – Porque não avisou antes? Eu iria te buscar no aeroporto, iria te ajudar a desfazer seu apartamento e tudo mais.
– Max, esqueceu que eu morava no apartamento da agência? Tudo que levei de lá foi uma mala com poucas roupas e meus pertences pessoais. Eles vão enviar uma caixa com o resto das minhas coisas para o endereço de vocês, a propósito. – Falo lembrando o fato. – Se não for incomodar, não quis colocar o endereço de casa, porque bem, estou de férias. – Digo revirando os olhos.
– Pode deixar que a gente avisa quando chegar. – Sophia diz. – Mas vamos mudar de assunto... Como foi o evento Max? Um sucesso?
Meu irmão me deu uma última olhada e depois começou a falar o evento que organizou para o prefeito. Ele estava arrumando tudo desde ontem à noite e ainda não havia dormido direito. Mas, afirmou que foi espetacular tudo, e tinha mais gente querendo o contratar.
Max tinha entrado para o ramo de eventos. Ele organizava festas, reuniões, casamentos, enterros e tudo o que pediam. Embora estivesse há um ano no negócio, já era conhecido na cidade toda e todos queriam o contratar. Era seu sétimo emprego já e parecia que ele continuaria com ele por um bom tempo.
– Se as damas não se importarem, eu vou dormir um pouco. – Max avisa se levantando e bocejando. – Estou morto. – Meu irmão se vira para mim. – Vai ficar para o jantar, ou vamos todos contar a grande noticia para a família hoje? – E se vira para Sophia.
– Não sei o que preferir. – Sophia conclui. – Mas acho que podemos contar logo de uma vez, antes que eles fiquem sabendo por outra pessoa e não estou a fim de brigar com seus pais. – Ela diz por fim com um leve sorriso.
– Tudo bem então, contaremos tudo para meus pais hoje. – Max fala com um falso entusiasmo. – Quero só ver. – Murmura enquanto se dirigia a seu quarto.
– Como seus pais irão reagir? – Sophia pergunta por fim.
– Meus pais te amam, vão ficar feliz com isso. – Eu digo com um sorriso. – Não precisa se preocupar tudo o que meus pais querem é alguém para colocar responsabilidade nele. – Falo apontando na direção de que Max havia ido.
– E é isso que me preocupa. Eu não quero colocar responsabilidade em Max. – Ela diz por fim. – Não quero ser... Uma mãe para ele.
– E não vai ser, tenho certeza. Mas é sempre bom deixar que minha mãe, principalmente, acredite na imagem que ela pintou. Assim não ira ter problemas até o casamento e depois disso, você é mulher dele. Não há nada que ela possa fazer. – Digo por fim indo a sua direção e sentando ao seu lado.
– Você tem razão Mada, tem toda a razão. – Sophia diz esboçando um sorriso. – É muito bom ter você aqui por perto novamente. – Diz me abraçando. – Sua família é complicada hein amiga. – Cochicha no meu ouvido e eu rio.
– Isso porque você está acostumada com ela. – Falo ainda rindo.
Sim, minha família era muito complicada. E se Sophia que foi praticamente criada lá em casa acha isso, imagina para mim que foi realmente criada nela. Família complicada ao extremo!
– E seu pai, já sabe da novidade? – Pergunto.
– Eu e Max combinamos em contar semana que vem. Max não tem nenhum evento programado e eu posso tirar um dia de folga... E é a semana de seu aniversário, então podemos ficar quanto tempo quisermos com ele. – Sophia diz sorrindo fraco. – Você vai com a gente, não é?
– Claro que vou. – Afirmo. – Faz tempo que não vejo seu pai. Ele está bem, não é?
– Sim, está bem. – Sophia suspira. – Ele está na mesma na verdade. Os médicos dizem que quando eu vou lá, meu pai fica um pouco melhor.
– Ele vai ficar muito feliz em saber que sua filha irá casar então. – Digo.
O pai de Sophia está em um asilo médico. Depois que a mãe de Sophia morreu, quando ela tinha seis anos, ele cuidou dela até os 16 anos. Ele passou mal em uma noite, quase morreu e todos acharam melhor o deixar sob os cuidados médicos, e o asilo era a melhor opção. Sophia se mudou para a minha casa a fim de terminar o Ensino Médio e depois que fui embora, decidiu alugar um apartamento menor do que esse e seguiu a vida.
O pai de minha amiga é dono da impressa de corretores imobiliários, onde Sophia quis trabalhar para seguir a carreira de seu pai – e ela acabou se apaixonando pelo ramo. Eu costumava ir com ela até os nossos 18 anos toda semana visita-lo, ele sempre estava feliz com a nossa chegada, contava histórias e fofocas do asilo. Fazia 3 anos que eu não o via e sentia saudades.
– Sei que vai, e vai adorar te ver. – Conclui por fim com um sorriso. – Mas Madalene, venha comigo e me ajude a encontrar uma roupa digna para me apresentar como noiva de seu irmão.
– Vamos lá cunhadinha. – Digo.
Notas finais
Mas tá. Mandem review, por favor. Quero ter certeza de que estou sabendo escrever e quem sabe publicar essa história. Então, toda e qualquer ajuda é super bem vinda (desde que não me xingue u.u).
Tenham uma boa semana e quem já está estudando (como eu) boas aulas.
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