Vestido Da Sorte

9 Fico de babá e ganho uma visita.


Notas iniciais
Olá pessoas, como estão? Então gente, eu sei que eu demorei e tal, mas nas notas finais eu explico o porque e quanto aos review's, vou responder todos agora! Aaah, e a pessoa que ganhou metade do capítulo foi a Vinia pelo ótimo título (eu o usei de inspiração para o título "Caso dos sapatos desaparecidos: Solucionado!") shauashu Eu irei te mandar depois por MP, assim que eu escrever o proximo capítulo, tudo bem?
Então, espero que gostem desse capítulo porque eu e o amei e... eu preparei uma surpresinha no final sahuash Um momento que todos queriam...
Boa Leitura!

- Erros? Diga-me!

7. Fico de babá e ganho uma visita.

– Madalene tem um encontro, Madalene tem um encontro, Madalene tem um encontro... — Gritava meu irmão correndo de um lado para o outro do meu quarto.

– Vem cá seu peste! — Digo irritada com aquilo.

Cris era um doce de criança, mas quando estava a fim de irritar sabia como ninguém fazer isso, ainda mais irritar sua irmã mais velha!

– Madalene vai dar beijinhos, Madalene vai dar beijinhos... — Cris começou a gritar rindo enquanto subia em cima da minha cama e pulava parecendo um macaco.

– Cris Gregory! — Escuto a porta de o meu quarto ser aberta e minha mãe entra dentro dele me empurrando rapidamente para eu sair da sua frente. — Desça logo dessa cama, vai cair e quebrar um braço! — Minha mãe grita para meu irmão que a obedece rapidamente sentando-se na cama.

– Agora você obedece né sua pestinha? — Murmuro cruzando os braços e indo mais para perto da cama.

– E você Madalene, como pode ter deixado seu irmão subir em cima da cama? Não sabe os perigos que isso pode causar? E porque ele estava gritando? Vai estragar as cordas vocais! — Minha mãe me acusa virando-se rapidamente para mim e me encarando.

– Eu não tive culpa mãe. — Defendo-me.

– Você nunca tem culpa. — Sarah diz revirando os olhos.

Reviro os olhos a imitando. Aquela situação era estranha, afinal minha mãe estava chamando minha atenção por causa do meu irmão menor e o melhor de tudo era que tinha 21 anos, mães nunca param com suas broncas.

– Mamãe, sabia que Mada vai ter um encontro e vai dar muitos beijinhos? — Cris fala de uma maneira fofa, mas eu ainda estava irritada com aquele peste!

– Tem biscoitos em cima da mesa da cozinha, porque não vai lá comer? — Minha mãe diz amigavelmente para Cris que fica animado com a notícia saindo de minha cama e correndo escadas abaixo. — Não corra! — Sarah grita e depois sua atenção é virada para mim. — Vai sair com quem?

– Não vou sair com ninguém mãe, Cris está inventando isso! — Respondo colocando uma mecha de meu cabelo para trás da orelha.

– Cris não é de contar mentiras diferentemente de algumas pessoas que eu conheço. — Sarah fala com aquele tom tão conhecido. — Já que não irá sair hoje a noite preciso que cuide de Cris.

– Vai aonde? — Indago curiosa.

– Eu e seu pai vamos a uma festa, então chegaremos tarde da noite. Deixarei antes de sair uma lista de recomendações e tudo mais. — Sarah diz e depois anda em direção a porta do quarto. — Mais uma coisa, diga para Max me ligar assim que ele puder.

– Tudo bem. — Afirmo e a vejo sair do quarto.

Fecho a porta a fim de não haver mais intromissões e pego meu celular de cima da cama mandando uma SMS rápida para Max avisando que Sarah queria falar com ele e depois mando outra para Noah.

Cris não estava errado, eu ia ter um encontro não encontro. Noah havia me chamado para sair e eu não pude recusar. Na verdade eu tentei dizer não, mas aqueles olhos me deixaram sem fôlego e eu acabei aceitando seu convite para um jantar. Evitar Noah era impossível, negar algo era pior ainda. Era como se Cavalcanti fosse imã que me atraia sempre, e eu não me conseguia desvencilhar de seu campo magnético.

Eu sabia que tinha algo de errado com aquele homem, sabia que meu irmão não gostava dele e Noah não era a melhor pessoa para se conversar, mas seu mistério me deixava intrigada e eu queria ir até o fundo daquilo e descobrir quem era "Noah Cavalcanti", mesmo que eu no final eu descobrisse que ele é o Conde Drácula ou um mafioso.

"Não vou poder sair hoje com você, fiquei de babá do meu irmão. Desculpa!"

"Merda! Eu já tinha feito às reservas."

"Desculpa."

"Não tem como outra pessoa ficar cuidando dele?"

"Não. Meus pais vão sair, Sophia e Max vão jantar fora da cidade e a babá de Cris está doente."

Sophia e Max iriam sair da cidade para jantar. Max queria uma noite cheia de surpresas para minha amiga e ela por sua vez estava ansiosa para esse dia, não me passava a menor hipótese de incomoda-los. E a babá de Cris tinha pegado uma doença latina do seu namorado então a coitada estava de quarentena.

Esperei alguns segundos e não recebi mais nenhuma mensagem de texto. Noah provavelmente estava irritadinho porque eu havia cancelado, não tenho culpa se minha mãe vai sair e as outras pessoas já têm planos para essa noite!

Então babá hoje eu serei!

***

Quando o relógio da sala anunciou que eram sete da noite minha mãe e meu pai saíram de casa. A lista que minha mãe havia deixado na bancada da cozinha tinha duas páginas (frente e verso) de recomendações e número de emergência. Como se eu nunca tivesse cuidado do Cris quando menor, ou como se eu não soubesse que não se devem dar doce a uma criança antes de dormir,porque ela não vai dormir e vai te incomodar o tempo todo.

– Vamos Mada, quero ver um filme! – Cris apareceu no meu quarto com a capa de um DVD que eu conhecia de cor e salteado.

– Mas você já viu esse filme várias vezes! – Argumento.

– Mas eu quero ver esse! – Cris disse batendo o pé no chão.

– Com quem aprendeu bater o pé no chão? – Pergunto indo em sua direção e pegando o DVD na mão, sabia que ele não sossegaria se não visse seu filme.

Pego sua mão e desço as escadas enquanto ele responde.

– Com você quando briga com a mamãe.

– Oh. – Eu apenas exclamo. Eu não batia o pé quando estava brigando com ela... Batia? E Cris sempre estava por perto quando nós brigávamos? Esse garoto vai precisar de terapia. – Vai querer o que para jantar? – Pergunto quando chegamos à sala.

Talvez não seja uma pergunta inteligente a se fazer para uma criança, mas ei, era meu irmãozinho e ele estava sem os cuidados de Sarah e sim sob os meus maravilhosos cuidados, algo tinha que sair dos padrões, não acha?

– Pizza! – Cris grita animado e se joga no sofá deitando.

– Tudo bem, eu vou encomendar pizza. — Digo rindo levemente e dando play no filme de Cris.

Logo o garoto parecia que havia sido hipnotizado pela televisão, porque sua concentração foi direta para o começo do filme. É. Acho que devo comprar mais filmes para Cris e qualquer criança.

Saiu da sala desligando a luz e vou até a cozinha pegando o celular e discando um dos números da lista de Sarah (sim, ela havia deixado o número da pizzaria. Minha mãe é tão esperta!) e sou atendida no primeiro toque.

– Alô? — Escuto uma voz estridente atender.

– Olá, gostaria de encomendar uma pizza. — Digo sentando em um dos banquinhos a minha frente.

– Qual sabor? — A voz entediada pergunta.

– Meia frango catupiry e meia portuguesa. — Respondo e enquanto ela anotava o pedido, minha atenção é levada para a porta da cozinha e uma pessoa tirando neve de seu casaco.

– Mais alguma coisa? — Indaga a voz do telefone, mas eu a ignoro levantando do meu assento e indo abrindo a porta da cozinha. — Alô? Ainda está ai?

– Estou. Só um momento. — Peço e tiro o telefone da minha orelha. — O que você está fazendo aqui?

Noah Cavalcanti estava na porta dos fundos da minha cozinha tirando neve de seu casaco. Quando eu chamei sua atenção, seu sorriso abriu rapidamente.

– Se você não pode ir ao jantar, o jantar vem até você. — Noah responde dando um beijo em minha bochecha e passando por mim para dentro de casa.

Ainda surpresa, eu fecho a porta e o olho sem entender. Noah havia trazido comida para minha casa, mesmo depois que eu disse que não poderia sair com ele?

– Se estiver pedindo pizza, cancele o pedido. Trouxe comida! — Noah diz erguendo duas sacolas brancas e depois as colocando em cima da bancada.

Volto minha atenção para o telefone e cancelo o pedido, em troca recebo um palavrão da atendente. Largo o objeto em cima da mesa.

– Hm, eu posso perguntar o que está fazendo aqui? — Indago.

– Você disse que não poderia sair comigo porque tinha que ficar em casa, então eu vim jantar com você e seu irmão. — Noah explica. — Onde ficam os pratos?

– Você quer mesmo sair comigo não é? — Constato indo em direção ao armário e pegando três pratos colocando na frente de Noah. — Agora eu me pergunto, por quê? — Indago indo em direção a outra gaveta e pegando os talheres.

– Minha querida Madalene, tem coisas que você ainda não entende. — Noah explica tirando as caixas de comida das sacolas e distribuindo sob a bancada.

Eu o encaro por um momento.Coisas que eu ainda não entendo? Que diabos ele está falando? Se Noah quer seguir a linha "misterioso" ele realmente está conseguindo.

– Então me explique. — Peço passando por ele e pegando os copos colocando, também, sob a bancada. — Explique-me o que eu não entendo, me explique tudo... esse joguinho está ficando chato!

Noah solta uma risada divertida e me olha.

– O jogo está apenas começando Madalene... — Informa com um sorriso em seu rosto. Noah vai chegando mais perto de mim de forma que rapidamente pouco espaço sobre entre nós. Eu podia sentir seu perfume, sua respiração e seus olhos sob mim. — E a diversão também. — Sussurra apenas para eu ouvir, depois se separou de mim e continuou o que estava fazendo.

Bufo de irritação. Aquele homem sempre misterioso, sempre com joguinhos, sempre me encantando, sempre me fazendo perder a cabeça. Aquilo não era normal, pelo menos não para mim.

– Madalene... — Escuto Cris me chamar e rapidamente ele entra na cozinha.

– Que foi Cris? — Indago dando a volta na bancada e indo a sua direção. — Está tudo bem?

– Estou com fome. — Anuncia de um jeito fofo, depois seus olhos são levados até o "estranho" em nossa cozinha. — Oi Noah.

– Eai rapazinho, como está? — Noah o cumprimenta com um sorriso de menino no rosto.

– Você vai jantar com a gente hoje? — Cris pergunta indo em sua direção. — Mada, ele pode jantar com a gente?

– Sim. — Respondo sem alternativa.

Os dois homens da casa — naquele instante — começaram a entrar em uma discussão que eu não fazia parte e nem queria. Tirei a toalha da mesa e coloquei os pratos, talheres e copos em cima. Depois fui à sala e dei pause no filme de Cris. Quando voltei, a comida já estava sob a mesa e Noah estava servindo suco nos copos.

– Cris vá lavar as mãos. — Peço.

– Está parecendo à mamãe. — Reclama Cris passando por mim rapidamente e indo em direção ao banheiro mais próximo.

Fiz uma careta com a comparação. Não queria parecer com minha mãe, não naquele requisito de controle.

– Parece que Cris gosta de você. — Comento sentando-me a mesa e Noah faz o mesmo.

– Quem não gosta de mim? — Noah questiona com um ar brincalhão e eu reviro os olhos.

– Pronto! — Cris diz correndo e sentando-se na cadeira ao lado de Noah. — Estou morrendo de fome, sou capaz de comer um X-Bacon sozinho! — Meu irmão diz fazendo gestos com as mãos para sinalizar o tamanho exagerado do X.

– Foi mal amigão, mas hoje não tem X. — Noah fala. — Mas eu trouxe um macarrão tão gostoso, com almondegas gigantes!

– Eu gosto de macarrão. — Meu irmão admite parecendo nem um pouco abalado por não ter nem pizza nem X- Bacon.

– Da próxima vez eu trago um X para você, pode ser? — Noah pergunta enquanto eu servia o prato de Cris com comida.

– Você vai vir jantar mais com a gente? — Meu irmão pergunta com seus olhinhos brilhando.

Eu encarei Noah por alguns segundos e desviei o olhar. Não queria que Noah dissesse que não, isso iria magoar Cris que parecia tão animado com a visita dele. Mas eu não sabia se ele devia dizer sim.

– Se sua irmã me convidar, voltarei sempre que é possível. — Noah fala olhando para mim e dando um gole em seu suco.

Os olhos cheios de expectativas de Cris vieram diretos para mim.

– Será bem vindo sempre que quiser, não é Cris?

– Sim! — Meu irmão afirma com animação e começa a comer sua comida.

O jantar resumiu-se a eu ficar quieta comendo enquanto Noah e Cris falavam sobre carros, motos e aviões. Meu irmãozinho estava tão animado que eu fiquei feliz por Noah ter vindo para cá. Meus pensamentos estavam longe, eu pensava em Noah e naquele mistério todo!

Após os dois terminarem de jantar foram para sala jogar vídeo game enquanto eu ficava com a arrumação. Achava aquilo um pouco preconceituoso, mas eu não estava a fim de jogar vídeo game, ainda mais quando eu era uma negação em qualquer jogo. Então comecei arrumar as coisas.

– Cris dormiu. — Escuto Noah falar baixinho entrando na cozinha enquanto eu guardava os pratos no armário. — Onde é o quarto dele?

– Venha. — Digo com um sorriso.

Vejo Noah pegar Cris no colo e o guio até o quarto de meu irmão que ficava duas portas depois do meu. O quarto dele era de um legitimo garoto, com diversos carrinhos por todas as partes, papel de parede de astronauta e lego espalhados pelo quarto todo.Noah coloca Cris na cama e o tapa e depois saiu do quarto fechando a porta com cuidado para não acorda-lo.

– Obrigada. — Agradeço em um sussurro e Noah dá um sorriso simpático, o sorriso que ele não é acostumado a dar, pelo menos para mim.

Descemos as escadas em silêncio e fomos para a sala.

– Você e meu irmão fizeram uma bela bagunça hein! — Digo passando meus olhos rapidamente pela sala inteira que estava toda bagunçada.

– Sabe como é né? — Noah falou passando sua mão pelo cabelo parecendo envergonhado. — Deixa que arrumo.

– Não se preocupe com a bagunça, Cris se divertiu e isso é o que importa. — Digo puxando Noah para fora da sala indo em direção a cozinha.

– Acho que está na hora de você se divertir. — Noah fala parando de caminhar e me puxando contra seu corpo. — Você está me devendo uma coisa, se lembra? — Noah sussurra.

Rapidamente a lembrança do quase beijo apareceu em minha mente. Parecia que fazia tanto tempo, mas se passaram pouco mais de duas semanas. O tempo passa rápido e nunca nos damos conta! Eu estava tão atarefada com meu novo emprego, organizando tudo para o lançamento dela na cidade, arrumando alternativas de como contar para os meus pais que eu havia sido demitida, procurando um apartamento para me estabelecer que aquela lembrança não ocorria mais como nos primeiros dias... Até aquele momento.

– Você também está me devendo alguma coisa.

E nesse momento, Noah quebra o espaço que nos separava e me beija como eu e ele desejávamos. O beijo havia começado calmo, mas a cada segundo ele ia ficando mais rápido, mais urgente. Eu poderia explicar as mil sensações que senti quando ele me beijou, quando sua mão foi para minha cintura me puxando mais para perto, minhas mãos tocaram em seus cabelos, enfim, eu poderia explicar... Mas gosto de ter aquelas sensações apenas mim, apenas na minha memória.

Quando enfim nos separamos, eu busquei ar rapidamente. Estava sem fôlego e Noah também. Eu o olhei, após me recuperar, e Noah sorriu docilmente para mim. Sua mão acariciou meu rosto.

– Esse foi o melhor jantar que eu poderia ter. — Murmura.

Eu não digo nada, apenas sorrio como forma de resposta. Noah então se afasta de mim e sai pela porta dos fundos deixando-me sozinha com aquela sensação de "quero mais".

Notas finais
Entãooooooooo o que acharam? Só eu que amei/adore/gamei/paixonei por esse capítulo, principalmente o final? shauhusa E o Cris é uma criança adoravél né? Enfim, comentem, comentem e comentem!
- Momento assunto sério -
Desculpa estar demorando, mas essa semana começa novamente minhas provas e só vão parar na última semana de novembro #chora. Eu pretendo não demorar, mas sabe como é né? Nem tudo dá certo como planejamos! Tentarei trazer capítulos maiores para compensar o tempo, já que eu sei como é chato uma fanfic não ser atualizada e tal... Realmente, desculpa.
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Enfim, quero mais de dez comentário hein!
Quero sugestões, palpites, perguntas ou um simples "gostei". Eu apenas quero review's, porque sem eles eu perco a criatividade!
Aaah, digam o que acharam da nova capa :3
Até mais :3