Vestido Da Sorte

16 Adega de vinhos.


Notas iniciais
Eu nem demorei desta vez. Era para ter postado ontem, mas acabou que eu tinha um trabalho para apresentar e acabou não dando tempo para postar, mas o importante é que eu trouxe o capítulo. Quero agradecer aos que continuam me acompanhando, mesmo eu demorando, isso me deixa imensamente feliz e encantada, obrigada! Ah, antes que eu esqueça, eu troquei a capa da fanfic e eu amei o jeito que ela ficou! Vocês gostaram também? Me mandem suas opiniões. E, quanto ao capítulo, eu gosto muito dele! Além de ser totalmente Noah/Mada, e espero que gostem dele tanto quanto eu. Boa leitura!

16. Adega de vinhos.

Cheguei à casa de Noah exatos 20h37min.

Não havia trocado minha roupa, muito menos comido alguma coisa, apesar da fome. A única coisa que carregava era o meu celular e minhas chaves, havia deixado tudo no meu apartamento e saído às pressas em direção à rua na qual eu cresci. Olho para a casa ao lado e sinto meu corpo tremer, ainda era doloroso olhar para lá e lembrar que sua mãe ainda está te odiando, mesmo que seja uma palavra muito forte a se usar, mas a essência era a mesma.

Tiro esses pensamentos da mente, porque não estava a fim de ter mais remorso do que já tinha, e toco a campainha da casa de Noah abraçando meu próprio corpo por causa do vento gelado que havia tocado meu corpo. Estar no começo da primavera só tem uma coisa boa: Você sabe que o vento gelado irá ir embora logo. Nem as flores me animam tanto em comparação com a ida do frio.

Enquanto esperava Noah abrir a porta, mil e um pensamentos rondavam minha mente. O que será que ele estava fazendo? Aonde ele havia se metido? E a onde eu havia me metido? Por todo o percurso eu culpava-me por ser tão estúpida a ponto de sair de minha casa e vir para a casa de Noah como se fosse algo além da amizade. Eu fiquei martirizando a ideia de estar indo para o lugar, porque Noah havia dito que tinha uma namorada e que precisava de mim para mentir. Qual era o meu problema afinal?

– Você veio. – Escuto a voz aveludada de Noah dizer assim que a porta é aberta.

– Você disse que precisava de mim. – Falo ainda do lado de fora. – Não é para isso que os amigos servem? – Indago dando de ombros. – Hm, eu posso entrar? – Pergunto querendo saber o que estava acontecendo na casa do Conde Drácula, porque minha curiosidade era imensa.

– Ah, sim, claro, entre. – Noah diz depois de alguns segundos se lembrando de que precisava sair da frente para eu poder passar e eu entro na casa aquecida. – Na verdade, não é exatamente por isso que eu te chamei... – Começa a dizer fechando a porta da frente e depois me olhando.

– Como assim? – Pergunto arqueando a sobrancelha e o encarando confusa.

– Hm, lembra na festa beneficente que nós fomos? – Pergunta e eu assinto com a cabeça, eu lembrava cada momento daquela festa e tinha uma lembrança boa daquela noite, em especial. – E lembra-se de Loren? – Indaga fazendo uma careta de desgosto e eu o imito afirmando que sim.

Sim, eu sabia quem era Loren.

Loren era uma garota extremamente baixa, com grandes bochechas e uma boca pequena. Ela havia estudado no ensino médio no mesmo colégio que eu estudei, e mesmo sabendo quem era ela e vice-versa, nunca nos falamos... Até a festa quando ela deu em cima de Noah, ou melhor, se jogou em cima dele e o beijou. Sim, a descarada teve a audácia de beijar Noah na minha frente – e de quem quisesse ver aquele fiasco. Era visível que Loren havia tomado pelo menos dois litros de álcool e, como estava solteira, decidiu pegar o primeiro galã da festa. Não posso negar que no momento que ela o beijou, meu sangue subiu e eu quis me jogar em cima dela batendo até sair sangue, mas acabei contando até 10 e ajudando Noah a se livrar do encosto e disse que ele era o meu namorado, mas naquele tom de “vou dizer que você é o meu namorado apenas para ela não encher mais o saco”, eu sempre havia feito isso na minha vida inteira, sempre peguei meus amigos e dizia que eram meus namorados para despistar chatos persistentes. Eu havia esquecido essa história devido aos outros problemas, mas ao lembrar ela, senti meu corpo pegar fogo mais uma vez e uma irritação se instaurar no meu ser.

– O que tem ela? – Pergunto cruzando os braços e apertando contra meu corpo.

– Então, ela é amiga de Kim e está aqui em casa para jantar porque Kimberley se acha a dona dessa casa. – Cavalcanti conta por fim o pequeno problema.

– E, apenas para saber, o porquê de Kim ter voltado para a cidade e por onde você esteve esse tempo todo? – Pergunto desfocando do assunto principal, porque eu ainda estava processando as informações e decidindo se devia ir ou ficar e se passar pela namorada de Noah.

– Kimberley brigou com o seu noivo, nada tão sério, mas como ela está com certas dificuldades de aceitar que ele é o seu noivo, acabou me arrastando para a cidade grande e como nada foi resolvido, decidiu que vai passar uma semana por aqui. – Explica em um tom cansado.

Kimberley era um amor de pessoa, pelo menos da última vez que eu estive com ela, mas era visível que ela possuía tantos problemas quanto eu. Tomo minha decisão de ficar na casa de Noah, apenas para salvar sua pele, e tiro meu casaco jogando em cima do sofá puxando meus cabelos em um coque mal feito no topo da cabeça. Guardo meu celular no bolso e minhas chaves são deixadas em cima da mesa de centro.

– Ok, mas é a primeira e última vez que irei passar por isso. – Afirmo cutucando o seu peito com um sorriso. – E eu terei uma conversinha com Kim sobre as amizades dela. – Afirmo revirando olhos, mas mantendo o sorriso.

– Obrigado. – Agradece passando o seu braço esquerdo sobre meu ombro e me guiando até a casa. – Se você se comportar direitinho, eu posso até recompensa-la. – Provoca beijando minha bochecha rapidamente.

– Madalene! – Escuto Kim gritar assim que eu apareço na cozinha. – Achei que não viria hoje. – Diz empurrando sua taça de vinho para Loren e vindo me abraçar. – Obrigada por ter vindo, prometo te recompensar. – Sussurra no meu ouvido e depois abre um sorriso olhando para Loren. – Você deve conhecê-la já.

– Olá Loren. – Cumprimento-a com um aceno rápido.

– Madalene, como vai? – Questiona com um falso tom de interesse.

– Vou bem, obrigada e você?

– Não poderia estar melhor. – Afirma com um sorriso. – Estávamos falando de você agora a pouco. – Informa colocando a taça em cima da bancada e andando até a cadeira mais próxima sentando-se nela.

– Hm, sério?

– Sim, eu estava falando para Kim que estudamos juntas na escola. – Começa a falar enquanto Kimberley faz um sinal rápido para Noah que a acompanha até a pia que ficava afastada de onde eu havia acabado de sentar. – E que você trocou essa cidade por Nova Iorque, mas eu não a culpo, eu iria também. – Diz. – Mas como vão as coisas em Nova Iorque? Soube que arrumou um emprego aqui na cidade, mas e a sua carreira de modelo?

– Ah, hm, eu decidi sair da agência. – Conto meia verdade, porque eu não diria que havia sido demitida para aquela mulher, desde a escola sua fama de falsa e mentirosa a seguia pelos corredores. – Depois de um tempo nas passarelas, você acaba enjoando daquele mundo de glamour, festas e desfiles. – Digo tentando manter o meu tom nostálgico fora de minha voz, porque eu sentia saudades daquela vida que eu levava em Nova Iorque e por mais que eu gostasse de estar aqui em Seek, eu ainda não havia chegado ao que eu queria na vida e tinha dúvidas se eu iria conseguir alguma coisa mais promissora nesta cidade.

– Deve ser chato mesmo. – Afirma ironicamente, mas eu ignoro o seu tom. – Você está trabalhando naquela revista nova... Olho por Olho, certo? – Questiona e eu assinto com a cabeça. – Eu já fiz minha assinatura, ainda mais com a festa de inauguração que foi o maior escândalo, com toda aquela confusão... Você não achou Madalene? – Indaga com um sorriso que eu reconheceria sendo falso e provocativo até debaixo d’água.

Sinto dizer, mas tive que contar até dez antes que eu esfolasse a cara daquela mulher no asfalto e depois quebrasse todos os seus ossos com o “martelinho”. Era claro que ela queria me afetar, é claro que ela está a fim de Noah e que deve saber que não estamos juntos.

– Noah. – Chamo levantando da cadeira ignorando a vaca-mor que parecia se divertir com tudo aquilo. –Onde eu posso achar vinho? – Pergunto apoiando o peso do meu corpo com um só pé e esperando sua resposta.

– Por aqui. – Diz apontando fazendo um gesto para eu o seguir, mas antes, ele trocou um olhar com Kimberley que eu não entendi.

Sigo Cavalcanti por uma entrada lateral que eu conhecia e sabia que dava para a pequena adega que tinha na casa. Como havia passado poucos dias por aqui, acabei conhecendo a casa toda e todos os cômodos, mas ainda assim, me sentia como uma intrusa entrando na adega porque aquele era o território de Noah. Desço os dois degraus e vejo meu amigo ligar a luz fraca que iluminava o espaço com três estantes que iam do chão até o teto que cobriam todas as paredes, havia um balcão de mármore embutido em uma das estantes.

Vejo Noah começar a procurar o vinho perfeito, porém, havia uma pergunta que não saia da minha cabeça desde que ele havia me ligado.

– Porque você me chamou para cá exatamente? – Indago.

– Eu já te respondi. – Fala dando uma rápida olhada para mim.

– Não, você não respondeu isso. – Nego e aproximo-me dele. – Porque você me chamou aqui? Você poderia dizer que não havia uma namorada, ou inventado qualquer desculpa, mas mesmo assim, me chamou para vir na sua casa e aturar aquela mulher. – Digo tentando manter o meu tom de voz baixo.

– Por que... – Noah diz virando seu corpo em minha direção de forma que ele ficou de frente para mim olhando para meu rosto com uma expressão que não consegui identificar. – Por que... – Repetiu novamente passando uma de suas mãos no meu cabelo e acariciando meu rosto. – Eu queria fazer isso. – Sussurra por fim antes de encostar seus lábios nos meus.

Ok. Eu não estava planejando ser beijada por Noah na adega de vinho, mas sentir seus lábios pressionando os meus, suas mãos tocando e pressionando minha pele, eu me entreguei totalmente. O beijei de volta com desejo, passei meus braços em volta de seu pescoço e senti suas mãos tocarem minhas costas enquanto me empurra para trás até minhas costas baterem contra a parede.

Noah começou a beijar meus lábios novamente e seus lábios foram fazendo uma trilha de beijos até tocarem o meu pescoço começando a beija-lo e a chupa-lo de um jeito que eu precisei morder meus lábios para não soltar nenhum som. Ele deixou rapidamente meu pescoço e voltou a beijar meus lábios enquanto suas mãos subiam e desciam pelo meu corpo apalpando aonde pudesse e eu não reclamei do seu toque, era bom ter suas mãos em minha, seus lábios contra os meus. Separo nossos lábios e começo a fazer o que ele havia feito antes e acabo beijando seu pescoço e sentindo seu cheiro de loção pós-barba com o seu delicioso perfume masculino.

As mãos de Noah vão até a parte inferior de minhas coxas que estavam apenas protegidas pela meia calça, e ele as aperta de um jeito que rapidamente uma onda de prazer invade meu corpo. Impulsiono meu corpo para cima e entrelaço minhas pernas em sua cintura ao mesmo tempo em que Noah ergue meu vestido para cima e sinto seu corpo pressionar mais o meu.

Há tempos que não desejava alguém tanto quanto desejava Noah naquela hora. Nem quando eu saia com Frederick eu me sentia tão atraída como estava por Noah e eu acabei percebendo apenas agora. O que estava acontecimento na minha vida acabou cegando para o que acontecia ao meu lado, acabou me privando de certas liberdades que eu achava que não precisava ou merecia. Porém, estar na adega com Noah tocando meu corpo de forma que pareciam com correntes elétricas prazerosas, percebi que sentia falta de algumas coisas... Principalmente de certas coisas.

Sinto suas mãos apertarem novamente minhas coxas e descerem pelas minhas pernas enquanto as minhas estavam abrindo os botões de sua camisa, quando chego ao botão final abro sua camisa e vislumbro seu peito e faço uma trilha com meus dedos por toda sua extensão antes de sair do colo de Noah tocando meus pés já descalços no chão e começo a abaixar minha meia calça para acelerar o processo, enquanto Cavalcanti desamarrava seu cinto...

– Noah? Mada? – Escutamos alguém chamar e depois passos apressados.

Olhei para Noah e ele me olhou de volta, e mais do que rápidos começamos a nos vestir e nos deixar apresentáveis novamente. Noah amarrou seu cinto e fechou sua camisa, enquanto eu arrumei meu vestido abarrotado e minhas meias calças, além de arrumar meu cabelo que havia sido bagunçado todo. Aproximo-me de Noah e limpo meu batom de sua boca e depois sorriu com aquilo.

– Vocês ainda estão vivos. – Kim diz abrindo a porta e nos olhando. – Cadê o vinho Noah? Já acabou aquela garrafa e eu preciso de uma nova, Loren está começando a me irritar. – Conta nos olhando rapidamente e depois desceu os degraus aproximando-se de nós e pegando uma garrafa de vinho de uma das estantes. – Essa deve servir. – Anuncia e começa a andar novamente para a porta. – Ah, da próxima vez, tranquem a porta. – Kim diz com um sorriso cumplice e acabou desaparecendo do corredor nos deixando sozinhos de novo.

– Hm, eu acho melhor voltarmos. – Digo passando meus dedos no meu rosto para eliminar qualquer vestígio de batom que tenha borrado.

– Sim, claro. – Afirmou com a cabeça, mas antes de sairmos da adega mesmo, ele me puxou contra seu corpo e depositou um beijo calmo nos meus lábios e depois sussurrou. – Quando você menos esperar.

A única coisa que eu sabia naquele momento, era que eu já estava imaginando a próxima oportunidade, além de não conseguir conter um sorriso safado nos meus lábios, o que fez Noah rir e depois me puxar pela mão para voltarmos para a cozinha.

Notas finais
Você que chegou até o final... o que achou do capítulo? Gostou dele? O que precisa ser melhorado? O que está faltando para a fanfic? Quero ver todo mundo comentando, pelo menos mais de dez pessoas, por favor gente! Enfim, o próximo capítulo está feito em minha mente e só falta passar para o pc, então não teremos problemas com o tempo afinal de contas. Ah, hoje é niver da minha mãe o/ (eu sei que ninguém perguntou, mas eu gosto de falar isso haha). Enfim, espero ver vocês nos review's. Beijos e bom final de semana.