Verão Para Alunos Recuperáveis

4 Eu passei a me perguntar


Notas iniciais
HEYHEY Cap novo ~ pra que não percebeu ~ Fiquei feliz com o resultado dos primeiros três caps, ainda bem que gostaram e tals ~ qualquer sugestão ou crítica pode mandar! Enjoy

Eu passei a me perguntar, desde a primeira vez que avistei os Recuperáveis, o que eles fizeram para virem parar na V-Par. O que eu fiz foi algo extremamente incompreensível da parte de meus professores e todos da escola. Mas, quanto menos falarmos disso melhor.

A garota ainda me olhava, esperando por uma resposta.

Joe sussurrou no meu ouvido pra que a garota de óculos redondos e cabelos extremamente pretos nos mostrasse a passagem de Averróis.

–Leve-me a Passagem de Averróis querida. – Disse tentando manter o ritmo da minha fala. Sentia todo o sangue avermelhando minhas bochechas e lágrimas brotando dos meus olhos, assim como srt. Clary falava no discurso. Tentava sorrir todo final de fala, fazendo um sorriso torto e falso.

A garota de óculos parecia estar perdida em seus pensamentos, com a voz prazerosa que ouvia ela guiou-nos até o final de um dos corredores, onde encontramos um quadro de um homem. Havia uma placa ao lado escrito, Averróis 1126-1198.

–Então é aqui? – Perguntou Colin passando a mão no quadro que estava ao lado da garota de óculos redondos.

–Parece que sim. – Disse Joe com raiva nos olhos. – Então é só imitar a maldita Clary que eles nos obedecem.

Assenti em resposta, pelo visto descobrimos o segredo por traz das técnicas que controlam os alunos no verão. A doce voz da srta. Clary encanta qualquer adolescente. Quando me encontrei com ela pela primeira vez ela não usou essa voz, mas estava ligeiramente incomodada comigo, como se eu fosse escapar. Quando assisti pelos primeiros minutos do discurso, sua voz mudou totalmente, expondo o quanto ela se esforça pra nos controlar.

–Tenta fazer Amy. – Sussurrou Joe, enquanto a garota pálida ainda nos observa enquanto ajeitava os óculos de um jeito nervoso. Amy assentiu hesitante.

–Sente-se no chão, querida. – Disse ela, com uma voz totalmente diferente da que eu fiz. Desafinado e desencorajador.

A garota olhou pra Amy quase rindo.

–Não, só obedeço ordens da srta. Clary. – Disse ela.

Amy olhou pra mim com uma cara de como você faz isso?

A garota virou-se pra mim e me perguntou se eu desejava algo mais. Como se implorasse para que eu dissesse sim, então eu neguei ordenando carinhosamente para que a garota voltasse para a sala e não comentasse isso com absolutamente ninguém, nem mesmo a própria srt.Clary. Ela assentiu sem nem duvidar de minhas ordens, mas antes que começasse a andar Joe gritou.

–Espere!

Todos olharam assustados para a punk.

–Acorde ela, Molly! – Disse com os olhos brilhando.

Sem pensar duas vezes eu fiz.

–Não siga mais minhas ordens. – Disse sorrindo, com a voz exatamente igual a voz real da srta.

–Nunca vou deixar de te seguir, eu quero ser como você srta. Clary! – A garota pálida disse, com as mãos juntas.

–Acorde menina, eu não preciso mais de você como subordinada. – Disse irritada.

–Isso é algo que srta. Clary não diria. – Ela me olhou um pouco curiosa. – Você está bem?

Pisquei meus olhos de modo cansado.

–Dei o melhor de mim. – Disse, olhando pro grupo. Previ os olhares de reprovação do grupo, esperanças sendo quebradas mais uma vez. Mas, todos me encararam sem nenhuma reação, como se ainda estivessem tentando aceitar algo. Colin e Joe trocaram olhares mais uma vez.

–Ela deve ter algum código pra acorda-los. – Disse Pow quebrando o silêncio constrangedor.

Por fim Joe sorriu e Colin soprou os cabelos da franja.

–Vamos para a base n.07. – Ela avisou, puxando o canto do quadro e abrindo ele como uma porta. – E, bem vinda aos Irrecuperáveis Molly.

Deixando a biblioteca de óculos arredondados voltar a seus serviços na biblioteca atravessamos a porta.

–---x----

Eu não estava mais segurando minha mala, temi que havia esquecido na biblioteca proibida, mas Amy estava puxando ela.

Andar nos corredores da escola deixava nosso grupo extremamente tenso. Joe e Colin eram como profissionais, andavam como se estivessem flutuando. Os corredores eram mal iluminados por lustres nas paredes, as janelas que antes deixava que entrasse brisas refrescantes e confortáveis estavam todas fechadas, com cadeados e cobertas por cortinas.

Não estávamos exatamente cautelosos, andando livremente no escuro dos corredores. Esperava algo como espiões, ou assassinos profissionais andando nas casas de suas vítimas. Decepcionada andei de cabeça baixa.

–Não é sempre assim. – Sussurrou Joe pra mim e para o Colin. Ela se referiu aos escuros nos corredores e as janelas trancadas.

A garota punk explicou que como o encantamento da srt. Clary ainda estava acontecendo no saguão da escola, e os alunos estavam frágeis, todas as portas e janelas se fecham pra que nenhum aluno fuja ou peça ajuda caso acorde no discurso. Se isso acontecesse, a reputação do colégio seria manchada e se tornaria suspeita aos olhos do governo do nosso país. O governo não pode nem em sonhos de Clary descobrir que ela enfeitiça seus alunos com seus encantamentos e hipnoses.

–Se eles vão abrir as janelas logo, por que vocês ainda não fugiram? Por que não escapam e contam tudo para o governo? – Perguntou Pow sussurrando de volta. – Quer dizer, o que vocês fizeram o ano todo aqui nessa escola?

–Houve tentativas. – Disse o garoto-panda com um ar sombrio.

–Aprendemos da pior forma que não podemos, em nenhuma circunstância ser pegos. – Completou Colin.

Amy apenas observava tudo com os lábios contraídos, como se odiasse aquela conversa. Então o garoto panda começou, aos sussurros ouvimos a história enquanto Joe nos guiava até um lugar onde estaríamos seguros.

‘’Jorge Title, estudante da V-Par, que suspeitou dos atos da loira Clary. Assim como ele sua colega de classe Samantha estão na sala 3-F seu último ano no colégio. Os dois foram pegos correndo pra fora do grande colégio em um forte dia de chuva.

Dizem que quando estavam pulando o portão alto do colégio, foi disparado flechas com veneno em suas pernas. E os dois caíram na grama molhada, olhando um para o outro, sem poderem mover um músculo se quer.

Tudo isso com as risadas diabólicas de Clary, enquanto assistia tudo da porta de entrada.

O grande amor que Jorge nutria por Samantha desmanchou em suas lágrimas. A noite srt. Clary simplesmente sumiu com eles, e eles apareceram totalmente diferentes no outro dia, transformando o amor dos dois em uma grande rivalidade de notas altíssimas nas matérias consideradas mais difíceis mundialmente.

Os outros irrecuperáveis tentaram fazer com que acordasse do sonho estudioso. Mas as tentativas foram em vão.’’

–Eles se odeiam agora. – Comentou Amy melancólica.

–Nós não vamos se dar mal igual esses dois. – Assegurou Colin, mais pra si mesmo do que pros outros.

O garoto-panda nos interrompeu e começou uma nova história. Com a voz mais séria que podia fazer.

Kate Vollan

–Eu gosto dessa. – Sussurrou Amy pra mim – Embora seja triste na realidade, claro.

O garoto-panda apertou seus olhos de coreano, repreendendo Amy, e continuou a contar a história.

A ruiva era rápida como uma flecha. Seu marco era seus cabelos longos e cacheados, com olhos pretos perdidos no desespero, presos no sonho da liberdade. Kate nunca suportou o colégio, mas seu humor era leve e feliz. No momento em que se tornou uma irrecuperável, sonhou com o dia em que fugisse de tudo aquilo.

Ela tentou escapar durante a noite. Correu com todo o fôlego que tinha, sorrindo. Mas assim que pisou no gramado do quintal de trás da escola, um alarme soou e uma rede a cobriu. A garota já está formada, trabalhando. Mas Clary mudou totalmente a personalidade dela, formando uma garota esnobe e indelicada.

Pow olhava-o perplexo.

–As outras são bem semelhantes a essas, você sabe, alguém foge, alguém é pego. E esse alguém passa a ser outro alguém depois de escutar a canção da bruxa. – Disse Colin.

–Chegamos. – Anunciou Joe baixinho.

Eu conhecia esse lugar. Durante o ano sempre passava perto dele, onde a porta de madeira anunciava depósito de livros.

–Mais livros. – Reclamou o garoto-panda.

–Não podemos ir pras outras, Kat está aqui. – Respondeu a garota punk fazendo Amy engasgar com a notícia.

Antes que eu perguntasse quem era Kat. Uma garota de cabelos curtos abriu a porta de madeira com os olhos arregalados.

–Achei que nunca fossem voltar. – Ela disse, com sua voz fina. Indo em direção ao garoto panda. Ele tentou dizer ‘’não venha’’ mas a garota já estava abraçando-o. – Vocês demoraram de verdade. Já está anoitecendo! Eu vou trazer ensopado ok?

Logo entramos, e Joe fechou a porta. E aprofundamos em uma terrível e inquieta escuridão.

–---x----

Com tropeções, empurrões e sussurros atravessamos um corredor estreito com livros em todos os lados no chão, até chegar numa porta, cujo levou-nos para uma escada que descemos. Estávamos no que parecia ser um escritório agora. Amy acendeu os lustres com velas quase no fim, o local tinha dois grandes sofás, alguns sacos de dormir ao lado de grandes prateleiras de livros, que cobriam grande parte das paredes do comodo. Uma escrivaninha cheia de papéis e algo que parecia plantas e um notebook.

–A base n.07. – Sussurrou Pow.

–É só um escritório. – Resmungou Colin.

Notas finais
Ok. o objetivo foi esclarecer as coisas, mals aí quem ficou ainda mais confuso KK Mas, relaxa, aos poucos eu vou explicar tudo certinho. O próximo cap tem 2000 palavras lool, pra quem acha que as coisas tão muito curtas por aqui. (eu acho)