Very Good, Sofia.
2 Eu não sou parente de Harry Potter!
Notas iniciais
Assim que entramos no castelo, a professora Minerva MacGonagall estava nos arrumando em duas filas para irmos até o chapéu seletor. Que vergonha! No meio de tantos bruxos e bruxas o meu nome iria ser anunciado!
– Gina Molly Weasley. — disse a professora assim que paramos. Gina era quase da minha altura, seus cabelos eram médios e ruivos, claro que só poderia ser uma Weasley.
O chapéu logo anunciou que Gina iria ficar na casa da Grifinória, houveram gritos de comemoração ensurdecedores, mas logo pararam assim que eu fui chamada.
– Sofia Evans Potter. — disse a professora Minerva me encarando enquanto eu subia trêmula para o chapéu seletor.
O silêncio foi total enquanto ele decidia em qual casa eu iria parar, mas logo me surpreendi quando o chapéu seletor falou aos sussurros comigo:
– Não pode ser, você é irmã de Harry Potter!
– Não sou. — respondi baixo — E por favor, não me coloque na Sonserina.
– Claro que não, uma filha de James Potter nunca ficaria na Sonserina! — ele disse ainda baixo.
– Obrigada. — respondi virando-me para frente. — E eu não sou filha de James Potter!
– Seria melhor se fosse... Grifinória! — ele berrou enquanto eu saia e ia me sentar na mesa que agora, me aplaudia.
Logo o jantar acabou e eu fiquei perambulando pela escola quando eu ouvi dois passos apressados passarem pelo corredor até as escadas. Harry Potter.
Segui-os até um certo ponto quando me deparei com o Filch que agora os ameaçava de serem expulsos! Não demorou muito para ambos irem até a sala do professor Snape.
– A senhorita não deveria estar em seu dormitório Sofia? — disse a professora Minerva antes de entrar na sala de Snape.
– Desculpe eu só... — disse eu nervosa quando fui interrompida.
– Dumbledore tem assuntos a tratar com você. — disse ela. — Procure a Torre Norte que você vai encontra-lo. — continuou e em seguida entrou na sala.
Corri na direção indicada e logo me esperando estava o diretor Dumbledore.
– Como vai pequena Potter? — disse ele sorrindo.
– O senhor queria me ver? — disse eu nervosa.
– Claro, vamos entrar. — disse ele enquanto escadas surgiam para a parte de cima.
A sala de Dumbledore era muito espaçosa e cheia de quadros que falavam e se mexiam. Havia também uma pequena Fênix, eu sabia disso afinal já vi algumas na sala da diretora do orfanato.
– Sente-se — disse ele indicando uma cadeira e logo após se sentando na sua.
Dumbledore me encarou por alguns segundos antes de começar a falar.
– Você deve estar se perguntando porque eu a chamei até aqui. — disse ele erguendo os olhos por detrás dos óculos.
Fiquei calada, então ele continuou.
– Apenas descobri isso hoje, quando fui visitar a casa antiga de Harry Potter. — ele disse pausadamente. — Algumas coisas ainda estavam inteiras e achei esse pequeno retrato. — continuou tirando uma fotografia da gaveta.
Nela havia Harry, os pais dele suponho e uma garotinha recém-nascida.
– Não pode ser. — disse assustada.
– Acredite e espero que, essa informação não saia dessa sala, isso é importante para a sua segurança, nem mesmo o Lorde das Trevas sabe sobre a sua existência. — disse ele encarando-me.
– Está bem, Harry Potter sabe? — perguntei.
– É melhor nem saber, ele vai querer protege-la e isso não será bom.
– Mas eu fui parar em um orfanato! — disse nervosa.
– Você logo encontrará as respostas que procura, mas não hoje. — disse ele. — Você também foi afetada pela magia Imperdoável, e a marca está dentro de você. — disse ele apontando o dedo no coração.
Sai da sala de Dumbledore desnorteada, como iria reagir a isso? Há anos eu falo para mim mesma que eu não sou parente de Harry Potter!
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